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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Entrevistamos Bernardo Küster | Conversão, namoro, Igreja, etc.


 Com um tom bem aberto e revelador, a entrevista revela a conversão do Protestantismo para o Catolicismo, lançamento do filme 'eles estão no meio de nós' e muito mais... 
Acompanhe com atenção! 

Conheça o filme de Bernardo Küster e Viviane Princival sobre a teologia da libertação 'Eles estão no meio de nós' que estreará aina este ano.


A Igreja no Brasil é permeada de conflitos políticos desde o seu tenro desenvolvimento. A relação entre Igreja e Estado sempre foi campo minado de tensões. Elementos históricos, e dentre eles o florescimento político-partidário  progressista no país, produziram um solo fértil para que documentos, inclusive da Santa Sé, fossem lidos, reinterpretados e apropriados com intencionalidades distintas das quais foram inicialmente promulgados. A Ação Católica adotada por Pio XI e seu posterior encaminhamento adotado no Brasil revelam um exemplo – e por que não – um sinal de contradição?
A criação e o desenvolvimento de ações ideológicas no seio da Igreja brasileira demonstram que o país estava disponível a aceitar e conviver com o caos decorrente destas infiltrações. A presença da Teologia da Libertação no Brasil, após 1968, embora não seja a detentora exclusiva dos malefícios no catolicismo nacional, é uma das grandes responsáveis por nossos males, pois investiu em camadas de base, “formação” em escala de intelectuais e difusão ideológica.
Considerando o entendimento da Doutrina Católica, e nela a fé como um de seus pilares, subentende-se os sacramentos como sinais visíveis da graça de Deus. E que pureza há n’alma da Igreja, que embora materialmente seja mantida por mãos humanas, é sobretudo sustentada pela graça e pelo Espírito Santo. Deveria ser ela, portanto, cheia de manchas e pecado? Quando o Papa Paulo VI anunciou que “a fumaça de satanás entrou na Igreja”, com isto advertia que os sacramentos e a vida do povo de Deus estavam sob ameaça.
É nos sacramentos que resplandece a face misericordiosa do próprio Deus. Encontrar, no entanto, em seu lugar um deus histórico, homem comum e não o Homem Deus, tira o próprio Cristo da centralidade da vida da Igreja.
A Teologia da Libertação dessacraliza a disposição à santidade da Igreja. Os sacramentos são tidos, para essa teologia, como meros sinais de partilha e inclusão, e não da graça; não são sinais de transubstanciação, de Presença Real nem de penitência, mas de libertação social, emancipação e sincretismo de crenças que ignora a Tradição, o Magistério e as Escrituras, instituídos desde os séculos sob a luz de concílios, papas e doutores da Igreja em benefício da salvação eterna de todos os homens.
A aproximação do ideal marxista à doutrina da Igreja causa a ilusão de um falso céu na terra, ao contrário do que realmente nos ensina a vida de Cristo, uma vida de abnegação e desprendimento, que afirmou que a vida eterna é a plenitude da alma justa na presença do Deus amoroso; o mesmo Deus que nos chama a viver a santidade nesta vida terrena, que jamais poderá se comparar ao paraíso celeste por Ele prometido.
Os bastidores políticos que fomentam tal reinvenção para o catolicismo, principalmente na América Latina, são incompatíveis com a verdadeira Doutrina da Igreja em toda e qualquer instância. A compreensão e difusão dessas incompatibilidades deve ser acessível e didática. É crucial não somente se manifestar contra ideias, mas contra pessoas reais, no mundo real. Amparados por fatos, documentos, fontes, devemos nos posicionar frente à figuras que mantém uma espécie de honra pública e que, há muito tempo, estão no meio de nós.
Instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o ano do laicato, no presente 2018, inspira os leigos a protagonizar momentos edificantes na vida da comunidade eclesiástica no aprofundamento da fé, por meio de posicionamentos firmes e ativos. Impulsionados por esta ocasião, e já há muito feridos com os estigmas dessa incompatibilidade que permeia fé católica, esta produção justifica-se em uma dupla função: (1) outdoor, que denuncia irregularidades graves na Igreja; e (2) dossiê, que reúne extenso amparo documental e testimonial que implicam e inspiram a agir sabiamente na reversão desse triste quadro

Um filme de Bernardo Küster e Viviane Princival


Maiores informações e contribuição, através do link: http://elesestaonomeiodenos.com/

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Onde estariam hoje as mulheres sem o advento do cristianismo?

Introdução

Muito se fala sobre a situação da mulher na sociedade moderna. Acreditam não poucos que há um grande desnível - ou abismo mesmo - entre os direitos e deveres do homem e os da mulher, sendo que essa última tem sido historicamente prejudicada. E não faltam candidatos a carrasco do sexo feminino. A última moda agora é acusar as religiões de forma geral, e o Cristianismo, em especial.

Não há a menor dúvida de que existem religiões no mundo que cerceam os direitos da mulher. O Islamismo é um bom exemplo deste tipo. Tanto o seu livro sagrado como a sua literatura teológica discrimina e rebaixa gravemente a mulher a ponto de torná-la um objeto de propriedade, primeiramente do pai, e depois do marido. Contudo, neste texto quero provar que não há razão por que colocar o Cristianismo no mesmo cesto das religiões que pejoram a mulher. Mais do que isso, vou mostrar como o Cristianismo colocou a mulher em uma situação muito melhor do que qualquer outro sistema religioso ou filosófico que já existiu.

Um pouco de história

A vida da mulher não era fácil nas culturas antigas. Em geral, eram propriedade dos maridos. Não eram consideradas capazes ou competentes para agirem independentemente. Vejamos a Grécia antiga. Aristóteles disse que a mulher estava em algum lugar entre o homem livre e o escravo (considerando que a situação do escravo não era nenhum pouco auspiciosa, perceba a pobre situação feminina), e que era um “homem incompleto” (Política). Platão, por sua vez, entendia que se o homem vivesse covardemente, ele reencarnaria como mulher. E se essa se portasse de modo covarde, reencarnaria como pássaro (A República, Livro V).

Mulher cristã e muçulmana acompanham os protestos na praça Tahrir, 
no Cairo, que pedem a saída do presidente Hosni Mubarak -
 Mohammed Abed/AF, Fev-2011

A sorte das mulheres não era muito melhor na Roma antiga. Poucas famílias tinham mais de uma filha. O casamento romano era uma forma de trazer mais material humano para formação do exército, e assim permitir à Roma a continuidade de sua expansão; por isso, o interesse estava em ter filhos homens. Daquelas, porém, que sobreviveram ao infanticídio, eram-lhes reservadas as tarefas do lar, mas não o exercício da cidadania e a participação política, coisa reservada apenas aos patrícios homens.

Na China, até bem recentemente, o infanticídio era uma prática comum. Os bebês do sexo feminino eram entregues como alimento aos animais selvagens ou deixados para morrer nas torres dos bebês. Adam Smith escreveu sobre essa prática no seu famoso livro, A Riqueza das Nações, de 1776. Ele fala inclusive que o descarte de bebês indesejados era mesmo uma profissão reconhecida e que gerava renda para muitas pessoas.

Sati - viúvas sendo queimadas juntas com seus maridos

Vejamos outros casos. Na Índia, viúvas eram mortas juntamente com seus maridos - a prática chamada de sati (que significa, a boa mulher). Também havia tanto o infanticídio quanto o aborto feminino. Além disso, meninas eram criadas para serem prostitutas cultuais - as devadasis. Nessa prática religiosa, a menina era “casada com” e “dedicada a” um dos deuses hindus. Nos rituais de adoração a esses deuses havia dança, música e outros rituais artísticos. Conforme iam crescendo, as devadasis se tornavam servas sexuais, de homens e dos “deuses”. Ainda hoje, famílias pobres entregam suas filhas para estas deidades com o objetivo de alcançar delas algum favor, ou ainda obter algum meio de renda com os frutos da prostituição.

Abusos sexuais: as 21 propostas de Francisco para combater esse terrível mal.

No recente encontro mundial com os bispos católicos no Vaticano para concretizar medidas de proteção aos menores na Igreja contra os predadores sexuais que agem dentro das suas próprias estruturas, o Papa Francisco mencionou uma lista de propostas a serem implementadas, as quais chamou de “pontos para reflexão”.
Trata-se dos 21 itens a seguir:
1. Desenvolver um guia passo-a-passo com as medidas efetivas a serem tomadas em cada momento-chave do surgimento de um caso.
 
2. Criar estruturas de escuta, com pessoas bem preparadas, para o primeiro discernimento de cada denúncia.
 
3. Definir os critérios para o envolvimento direto do bispo ou superior religioso.

Conheça na íntegra a encíclica papal que deixou Adolf Hitler “louco”, lida secretamente e simultaneamente em todas as Igrejas da Alemanha em 1933.


Mit brennender Sorge (“Com preocupação ardente”) Sobre a Igreja e o Reich alemão é uma encíclica do Papa Pio XI , emitida durante a era nazista de 10 de março de 1937 (mas com data do Domingo de Paixão , 14 de março).  Escrita em alemão, não no latim comum, foi contrabandeado para a Alemanha por medo de censura e lido nos púlpitos de todas as igrejas católicas alemãs em um dos domingos mais movimentados da Igreja, o Domingo de Ramos. (21 de março daquele ano).
A encíclica condenou as violações do acordo Reichskonkordat de 1933 , assinado entre o Reich alemão e a Santa Sé . 
Condenou a ” confusão panteísta “, o ” neopaganismo”, o “mito da raça e do sangue” e a idolatria do Estado. Continha uma vigorosa defesa do Antigo Testamento com a crença de que ele preparava o caminho para o Novo .
 A encíclica afirma que a raça é um valor fundamental da comunidade humana, que é necessária e honrosa, mas condena a exaltação da raça, ou o povo, ou o estado, acima de seu valor padrão a um nível idólatra. 
A encíclica declara “que o homem, como pessoa, possui direitos que ele detém de Deus e que qualquer coletividade deve proteger contra a negação, a supressão ou a negligência”. O nacional-socialismo, Adolf Hitler e o partido nazista não são mencionados no documento. O termo “Governo do Reich” é usado.
O esforço para produzir e distribuir mais de 300.000 cópias da carta era inteiramente secreto, permitindo que padres em toda a Alemanha lessem a carta sem interferência.  A Gestapo invadiu as igrejas no dia seguinte para confiscar todas as cópias que pudessem encontrar, e as impressoras que haviam impresso a carta foram fechadas. 
Segundo o historiador Ian Kershaw , uma intensificação da luta geral contra a igreja começou por volta de abril em resposta à encíclica. Scholder escreveu: “as autoridades estaduais e o Partido reagiram com raiva e desaprovação. Não obstante, a grande represália que se temia não veio.
A concordata permaneceu em vigor e, apesar de tudo, a intensificação da batalha contra as duas igrejas que então começaram permaneceu dentro dos limites comuns. “. O regime restringiu ainda mais as ações da Igreja e assediou os monges com processos judiciais encenados.
Embora Hitler não seja mencionado na encíclica, ele se refere a um “profeta louco” que algumas alegações se referem ao próprio Hitler.( Fonte Wikipédia)
 Carta Encíclica
“Mit Brennender Sorge”

Í N D I C E
Introdução. (1-2)
A concordata. (3-10)
Genuína fé em Deus. (11-19)
Genuína fé em Jesus Cristo. (20-23)
Genuína fé na Igreja. (24-29)
Genuína fé no primado. (30)
Não adulterar noções e termos sagrados. (31-38)
[Revelação (32), Fé (33), Imortalidade (34), Pecado original (35),
A Cruz de Cristo (36), Humildade (37), Graça (38).]
Doutrina e ordem moral. (39)
Reconhecimento do direito natural. (40-43)
À juventude. (44-49)
Aos sacerdotes e religiosos. (50-51)
Aos fiéis leigos. (52-54)
Conclusão. (55-59)
_____________

CARTA ENCÍCLICA

Aos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e
outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé
Apostólica, sobre A situação da Igreja Católica
no Reich Germânico.

PIO PAPA XI
Veneráveis Irmãos: Saúde e Bênção Apostólica.

Introdução.
1. Com viva ânsia e admiração sempre crescente vimos observando, desde muito tempo, a via dolorosa da Igreja e o progressivo acirramento da opressão dos fiéis que lhe ficaram devotados em espírito e obra; e tudo isto em um país e em meio do povo a quem São Bonifácio levou, um dia, a luminosa e alegre mensagem de Cristo e do reino de Deus.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Papa Francisco reafirma posição da Igreja e a incompatibilidade do sacerdócio com a vivência homossexual.


Desde o dia 3 de dezembro, está à venda o livro ‘La fuerza de la vocación’ (Publicações Claretianas, no Brasil, pelas Paulinas) Trata-se de uma entrevista do claretiano Fernando Prado com o Papa Francisco sobre o passado, o presente e o futuro da vida consagrada. Um livro claro e corajoso, no qual Francisco não foge de nenhuma pergunta. Nem sequer da polêmica questão da homossexualidade na Igreja, que Religión Digital adianta com exclusividade.
Eis uma pequena parte da entrevista.
Há limites que não devem ser tolerados na formação ( dos sacerdotes e pessoas consagradas) ?
Evidente. Quando há candidatos com neuroses e desequilíbrios fortes, difíceis de poder represar, mesmo com a ajuda terapêutica, não se deve aceitá-los no sacerdócio, nem na vida consagrada. É preciso ajudá-los para que se encaminhem por outro lugar, não se deve abandoná-los. É necessário orientá-los, mas não devemos admiti-los. Sempre tenhamos presente que são pessoas que viverão a serviço da Igreja, da comunidade cristã, do povo de Deus. Não esqueçamos esse horizonte. Precisamos cuidar para que sejam psicológica e afetivamente sadios.
Não é um segredo que na vida consagrada e no clero também existem pessoas com tendências homossexuais. O que dizer disto?
É algo que me preocupa, porque talvez em algum momento não se focou bem. Na linha do que estamos falando, eu diria a você que precisamos cuidar muito na formação da maturidade humana e afetiva. Precisamos discernir com seriedade e escutar a voz da experiência que a Igreja também possui. Quando não se cuida do discernimento em tudo isto, os problemas crescem. Como dizia antes, acontece que no momento talvez não dão a cara, mas depois aparecem.
A questão da homossexualidade é uma questão muito séria que é necessário discernir adequadamente desde o começo com os candidatos, se for o caso. Precisamos ser exigentes. Em nossas sociedades, parece inclusive que a homossexualidade está na moda e essa mentalidade, de alguma maneira, também influencia na vida da Igreja.
Tive, aqui, um bispo um tanto escandalizado, que me contou que havia ficado sabendo que em sua diocese, uma diocese muito grande, havia vários sacerdotes homossexuais e que precisou enfrentar tudo isto, intervindo, antes de mais nada, na formação, para formar outro clero distinto. É uma realidade que não podemos negar. Na vida consagrada também não faltam casos. Um religioso me contava que, em visita canônica a uma das províncias de sua congregação, ficou surpreso. Ele via que havia bons garotos estudantes e que inclusive alguns religiosos já professos eram gays.
Ele mesmo duvidava da questão e me perguntou se nisso havia algo de ruim. “Em definitivo – dizia ele – não é tão grave; é somente expressão de um afeto”. Isto é um erro. Não é só expressão de um afeto. Na vida consagrada e na vida sacerdotal, tais tipos de afetos não cabem. Por isso, a Igreja recomenda que as pessoas com essa tendência arraigada não sejam aceitas ao ministério, nem à vida consagrada. O ministério ou a vida consagrada não é seu lugar. Aos padres, religiosos e religiosas homossexuais, é necessário exortá-los a viver integralmente o celibato e, sobretudo, que sejam primorosamente responsáveis, procurando jamais escandalizar suas comunidades, nem o santo povo fiel de Deus, vivendo uma vida dupla. É melhor que deixem o ministério ou sua vida consagrada, antes que viver uma vida dupla.
Fonte: Religón Digital ( Espanha)

Mitos e verdades sobre o suicídio. Precisamos entender para poder ajudar.



Brasil é o 8º país do mundo onde há mais suicídios. São cerca de 12.000 cada ano. E uma das soluções para que este número diminua é precisamente conhecer mais sobre o tema, conversar mais sobre isso, saber identificar quando uma pessoa dá sinais de que pretende se matar – sim, a pessoa dá muitos sinais de que precisa de ajuda.
Apresentamos, a seguir, alguns mitos e verdades sobre o tema do suicídio, extraídos da Cartilha Informativa “Suicídio: conhecer para prevenir”. Vale a pena ler e compartilhar:
1. Quem pensa em cometer suicídio, realmente que se matar?
A maioria das pessoas que pensam em se matar, na verdade, têm sentimentos ambivalentes. Elas desejam por um fim a um sofrimento.
2. É verdade que as pessoas que querem se suicidar não avisam?
Não. Suicidas frequentemente dão ampla indicação de sua intenção.
3. Existem suicídios que não podem ser prevenidos?
Verdade, mas 90% podem ser prevenidos.
4. Uma vez suicida, sempre suicida?
Pensamentos suicidas podem retornar, mas eles não são permanentes e em algumas pessoas eles podem nunca mais retornar.
5. Se eu falar sobre o suicídio com a pessoa que quer se matar, poderia estar induzindo a isso?
Não. Falar sobre o suicídio e as ideias que está tendo, ajuda a pessoa a se sentir acolhida por alguém que se interessa por seu sofrimento. Vale ressaltar que buscar ajuda profissional é importante após esse momento.
6. A pessoa que ameaça suicídio deseja manipular os outros?
A ameaça de suicídio deve ser sempre lavada a sério. Isso indica que a pessoa está sofrendo e necessita de ajuda.
7. O suicídio é um ato de covardia ou de coragem?
Nenhum dos dois. Na verdade, o que dirige a ação de suicidar-se é uma dor psíquica insuportável.
 Se você suspeita que alguém próximo a você pensa em cometer suicídio, tente se aproximar e:
• Pergunte se o pensamento existe e em que nível;
• Se já houve planejamento e como;
• Procure ouvi-lo atentamente;
• Tente compreender os sentimentos dessa pessoa;
• Expressar respeito pelas opiniões e pelos valores dela;
• Converse abertamente;
• Demonstre sua preocupação, seu cuidado e sua afeição para com ela;
• Procure conversar com a família, amigos ou rede de apoio dessa pessoa;
• Caso a pessoa tenha acesso a métodos suicidas, como armas e remédios, remova-os imediatamente.
• Oriente e ajude a buscar ajuda na rede de saúde mental de sua comunidade e/ou outros equipamentos e órgãos: CAPS, Postos de saúde, Clínicas-escolas, CVV, ONGs etc.
Estes 6 sinais podem identificar um possível suicida – e ajudar a salvá-lo:
1. Comportamentos que denotam sofrimento intenso
Pensamentos obsessivos, lamentos de que a vida não tem sentido, desesperança, incapacidade de mudar, falta de energia para tarefas básicas, muito tempo na cama, dificuldades para tomar decisões que antes eram tomadas normalmente, perda de interesse por atividades antes prazerosas. Diante de uma pessoa com estes sinais, converse em tom acolhedor, mostrando-se próximo e solidário, e auxilie na busca de ajuda profissional. Estes sinais coincidem com vários indicativos de depressão, uma doença cada vez mais comum e que exige atenção séria. Não significam necessariamente uma tendência ao suicídio, mas são um sinal de alerta que não deve ser desconsiderado.
2. Mudanças drásticas de humor
É natural ter variações de humor durante o dia: você pode se sentir ótimo e de repente ficar muito raivoso ou triste, como reação a certos acontecimentos. Mas há pessoas cujas alterações de humor são extremas, impulsivas e frequentes. Preste atenção às variações repentinas e exageradas – em casos de emergência, não hesite em ligar para o número 190 e solicitar ajuda.
Essas mudanças devem ser observadas com atenção também nos adolescentes. A adolescência é um período em que as alterações comportamentais são comuns e, precisamente por isso, a sua gravidade corre o risco passar despercebida. Se o adolescente se tranca no quarto sem querer conversa com ninguém e não sabe manifestar seu sofrimento com clareza, tente ouvi-lo sem julgamentos e se mostre compreensivo e amigo. Se a comunicação for complicada demais, procure ajuda especializada.
3. Acontecimentos chocantes ou traumáticos
Fatos muito dolorosos, principalmente quando inesperados, podem causar grande impacto negativo: a morte de uma pessoa querida, a perda de trabalho importante e bem remunerado, uma doença grave, casos de bullying intenso, tudo isso pode ser estopim para o suicídio. Quando esses acontecimentos provocam mudanças bruscas de rotina e comportamento, deixam a pessoa sem saber como reagir e a levam a parar de fazer coisas que antes ela considerava importantes, esteja bem próximo e a leve a um bom psicólogo ou psiquiatra.
4. Avisos verbais
A pessoa desesperada que pensa em acabar com a própria vida costuma dar sinais de que está interiormente gritando por socorro – ela chega a dizer frases como “Não aguento mais”, “Quero morrer”, “A vida não vale a pena”, “Vai ser melhor para todos sem mim”, “Era melhor nem ter nascido” etc. Pode ser apenas drama e exagero? Pode. Mas, na dúvida, fique bem atento a esses sinais e aos outros indícios que acompanham um comportamento depressivo suicida. Essas frases nunca devem ser ignoradas. Há quem ache que “uma pessoa que quer mesmo se matar não fica avisando”. Esta ideia é falsa. Quem quer se matar sempre dá uma série de indícios, verbais ou não. Lembre-se das estatísticas: para cada suicídio consumado, houve cerca de 10 a 20 tentativas prévias. Não ignore.
5. Transtornos psicológicos e de dependência
Os riscos aumentam quando a pessoa sofre doenças psicológicas como depressão grave, transtorno bipolar, personalidade borderline, esquizofrenia, estresse pós-traumático, assim como o trauma decorrente de abusos físicos e sexuais. Mais de 50% dos suicídios são cometidos por pessoas com depressão ou transtornos de humor, inclusive os ligados à dependência de drogas e de álcool. Remédios associados com bebida também formam um quadro bastante perigoso.
Fique atento a comportamentos irresponsáveis recorrentes, como o próprio abuso de álcool e drogas, a direção imprudente, a prática sexual inconsequente. Nem todo mundo que apresenta esses comportamentos tem pensamentos suicidas, mas, de qualquer forma, esses indícios requerem especial atenção, orientação e tratamento: eles indicam um grau bastante considerável de insatisfação interior que não pode ser ignorada.
6. Melhoras repentinas
Isso mesmo: quando uma pessoa muito triste e deprimida se mostra subitamente alegre, existe o risco de que ela esteja planejando o suicídio. A aparente melhora pode ser uma simulação. Observe, adicionalmente, se ela também parece estar resolvendo pendências, se despedindo de amigos e familiares, doando posses. Tais mudanças súbitas em alguém que estava há pouco tempo no fundo do poço devem ser encaradas com muita prudência. Informe ao médico e recorra também a serviços de orientação como os do Centro de Valorização da Vida acesse aqui o site ou ligue para o 141).
Em todos esses cenários:
– Observe e, principalmente, ESCUTE a pessoa.
– Saiba ter paciência e acolher a angústia dela.
– Acompanhe-a nas consultas médicas.
– Mantenha os familiares mais próximos também atentos.
E se quem está pensando em suicídio é você mesmo:
Por favor, se dê uma chance e procure ajuda profissional agora mesmo. Abra-se! O que você está sentindo é uma doença perfeitamente tratável, que pode e vai ser curada. Mas você precisa de ajuda.

Pe. Lombardi: Igreja deve enfrentar a questão dos abusos em profundidade.


São palavras do padre Federico Lombardi na última edição da revista Civiltà Cattolica em um longo artigo intitulado “Rumo ao encontro dos bispos sobre a proteção dos menores”. Às vezes, adverte o jesuíta, “continua-se a iludir que se trate de um problema principalmente ocidental, ou mesmo americano ou anglófono”, na realidade, “não se deve ignorar desta presença algumas vezes ainda latente a ponto de possibilitar uma futura e dramática erupção”. Por isso, adverte Padre Lombardi, “é preciso olhar a realidade de frente”.

Minimizar a questão dos abusos é caminho errado

Algumas vezes, escreve o jesuíta, “mesmo em ambientes da Igreja ouve-se que é hora de mudar de assunto, que não está certo dar muito peso a este tema, porque pode se tornar opressivo e a questão será engrandecida. Mas este é um caminho errado”. Se a questão “não for enfrentada com profundidade nos seus vários aspectos – prossegue – a Igreja continuará a se encontrar em crise continuamente”, a credibilidade dos sacerdotes ficará “ferida” e, principalmente, “serão prejudicadas a substância da sua missão de anúncio evangélico e o trabalho educativo para a infância e a juventude”.

O caso de Boston fez emergir a questão

Padre Lombardi repercorre a história da questão dos abusos na Igreja, recordando que a primeira grande crise ocorreu depois do ano 2000 nos Estados Unidos e foi enfrentada por São João Paulo II nos seus últimos anos de Pontificado. As “grandes lições” do que ocorreu na arquidiocese de Boston, escreve o jesuíta, são “bem claras, mesmo se foram entendidas e aceitas com dificuldade”. Primeiramente, “a seleção e a formação dos candidatos ao sacerdócio”, devem ser revistas “com cuidado e com rigor”. Assim como é “indefensável” o modo com o qual as autoridades eclesiásticas ocultaram a verdade para evitar escândalos, “negligenciando a gravidade do sofrimento das vítimas”. Também o papel da mídia requer uma resposta de transparência, enfim é necessária uma colaboração com as autoridades civis.

Com Bento XVI a renovação das normas canônicas

Já na parte final do pontificado de João Paulo II, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, comprometeu-se com particular força em enfrentar a questão. Um esforço que se amplificou quando o cardeal alemão foi eleito Papa. Bento XVI decreta uma série de novas “Normas para os delitos mais graves”, seguido em 2011 pela importante “Carta às Conferência Episcopais de todo o Mundo” para ajudar-lhe a preparar as “Diretrizes para o tratamento dos casos de abuso sexual de menores por parte de membros do clero”. Diretrizes que, escreve padre Lombardi, “tornam se assim o documento de referência necessário para a conversão e a renovação da comunidade eclesial a partir da dramática experiência dos abusos”. O compromisso pessoal que Bento XVI assumiu nesta dramática questão, “é evidenciado também pelos seus vários encontros com as vítimas durante suas viagens apostólicas pelo mundo”.

Francisco contra os abusos sexuais, de poder e de consciência

Francisco, destaca padre Lombardi, continua com decisão “o caminho traçado pelo seu Predecessor”. Ele também “se envolveu pessoalmente, encontrando vítimas de abusos sexuais”. Um ato importante, escreve o jesuíta, foi a constituição – poucos meses depois da sua eleição – da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores (dezembro de 2013), presidida pelo cardeal Sean O’Malley. Um organismo que obteve particularmente três resultados, segundo a revista dos jesuítas: o modelo oferecido pelas “Diretrizes”; os cursos de formação para os bispos recém nomeados; e a proposta de um Dia de Oração pelas vítimas de abusos.
Padre Lombardi destacou também a importância de dois documentos aprovados pelo Papa Francisco: o Rescrito de 2014 e o motu proprio de 2016 “Como uma mãe amorosa”. São dois documentos que reforçam a responsabilidade das autoridades eclesiásticas. Foi particularmente significativa a Carta ao Povo de Deus, de 20 de agosto deste ano. Francisco já “não fala somente de abusos sexuais”, mas também “de poder e de consciência”. E pede com força que, para enfrentar este escândalo, todos os fiéis sintam-se co-responsáveis pelo “caminho sinodal da Igreja” e que “toda forma de clericalismo seja decididamente combatida”.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

MARIA – A INTERCESSORA POR EXCELÊNCIA

Padre Cleodon Amaral de Lima
Ex-Protestante da Assembleia de Deus
Ex-Professor de escola dominical
Ex-Obreiro, cantor e pregador protestante

Gostaria de começar definindo a palavra intercessão. Ela vem latim “intercessione”, que significa, pedir, rezar, rogar, suplicar por a pessoa. É uma espécie de intervenção em favor de alguém.


Maria não é deusa. Ela é simplesmente Mãe. Se fosse uma deusa, com os poderes de um deus, ela faria sinais e prodígios. No entanto, na qualidade de Mãe, o único poder reservado a Maria é o de intercessão.

Aliás, poder este, desempenhado também pelo Espírito Santo, pelos anjos, por todos os santos canonizados, pelos santos não canonizados, e por todos os cristãos. No entanto, Maria, por ser Mãe, por ter sido a mais bem aventurada das mulheres e por estar na glória celestial, está intercedendo pelos seus outros filhos. “A expressão ‘bendita entre as mulheres” traduz um semitismo que expressa o superlativo: “a mais bendita das mulheres”; “‘de tal forma bendita que a bênção a constitui num grau à parte entre as mulheres”.

O fato de Maria ou os santos serem intercessores não significa que eles estejam ocupando o lugar de Jesus. Cristo não perde o seu poder e o seu lugar de único mediador entre Deus e o homem se os santos forem intercessores também. O Vaticano II testemunha: “Os habitantes do céu … recebidos na pátria e presentes diante do Senhor (cf. 2 Cor 5,8), por Ele, com Ele e n’Ele não deixam de interceder por nós junto ao Pai”.

Muitas pessoas não entendem bem quando Timóteo diz: «Por que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo – homem” (cf. 1Tm 2,5). “A palavra ‘Mediador’ no grego é messítes, e esta palavra está sendo usada no sentido de que Jesus é o Único Salvador entre Deus e o homem”. A palavra messítes; não quer dizer que Jesus é o único intercessor, no sentido de ser o único com capacidade de orar por nós. Se Jesus fosse o único intercessor, a Bíblia estaria mentindo quando falou que o Espírito Santo intercede com gemidos inexprimíveis (Rm 8,26-27). Ela estaria mentindo também quando falou que os 24 anciãos da corte celeste podiam interceder (cf. Ap 5,8).

O ministério de intercessora de Maria começou a se despontar no episódio evangélico das Bodas de Caná (Jo 2,1-12), que vamos meditar versículo por versículo para nos assegurarmos do fato. Gostaria que pegasse sua Bíblia e acompanhasse comigo. Seguindo a “Semana Inaugural” do Evangelho de João, notamos que as “Bodas de Caná” aconteceram no 7º dia. Isto tem um significado muito grande dentro da teologia joanina. O 1 º dia se encontra em Jo 1,19-28; o 2º dia, em Jo 1,29~34; o 3º dia, em Jo 1,35~42; o 4º dia, em Jo 1,43-51. Nada se fala do 5º dia, nem do 6º dia. No 7º dia temos as Bodas em Caná da Galiléia.

O v. 1 começa nos situando no tempo e no espaço. “Ao terceiro dia …”, quer dizer, três dias depois da conversa de Jesus com Filipe e Natanael. Se Jesus se encontrou com Filipe e Natanael no 4º dia e três dias depois estava em Caná, então estamos no 7º dia. O número 7 simboliza a totalidade. Ligado com o significado da palavra Caná, o 7º dia ganha um destaque literário surpreendente. Esta informação temporal “ao terceiro dia…” nos lembra os três dias que Jesus ficou na sepultura e depois ressuscitou. A palavra Caná vem do aramaico e quer dizer remir. Na língua hebraica, esta palavra significa adquirir. Vamos ver como aquele casal de Caná ganhou a remissão de seus pecados e adquiriu sua Salvação. Este versículo destaca a presença da Mãe de Jesus nas Bodas. Isto já nos mostra, que Maria vai ter uma participação especial nos acontecimentos de Caná.

Entram em cena, no versículo 2, Jesus e seus discípulos. Jesus e sua família foram convidados para o casamento. “Na Bíblia,. o casamento simboliza a aliança entre Deus e o seu povo” , que aconteceu no Sinai.

De repente, a Mãe de Jesus notou que tinha acabado o vinho, em plena festa. (versículo 3). O vinho numa festa de casamento, naquela época, era como carne na churrascaria hoje. Sem carne, sem churrasco. Sem vinho, sem festa. Para a Tradição Judaica o vinho é símbolo de alegria (Sl 78, 65 [Gr 77,65]; Is 51,21 – a pessoa está aflita, mas não é por causa do vinho; Jr 48,33; Os 7,5 – o vinho deixou a pessoa doente, pois está longe do Senhor). O vinho também simboliza amor (Ct 1,2. 4; 4,20; 7,12). Nestas passagens podemos observar que o vinho é a causa da alegria do casal. É uma forma de celebrar com alegria o amor que existe entre os dois. Imagine o escândalo que seria o casamento ter acabado porque acabou o vinho! Seria motivo de vergonha para o noivo e desonra ao seu nome e ao nome de sua família. Todos da cidade e das cidades circunvizinhas saberiam do ocorrido por causa da intensidade dos comentários. O interessante deste versículo é que Maria se dirige a Jesus e faz um comentário. Ela não pediu que Jesus fizesse um milagre ou resolvesse o problema.

O versículo 4 causa muita estranheza em que o lê. Dá a impressão que Jesus está se desfazendo de Maria e do pedido que ela lhe fez. Inclusive, Ele dá a impressão que Jesus é um mal educado: onde já se viu chamar a própria mãe de “mulher”? Parece que tudo depende da entonação de voz que se dá a frase. Entre Judeus, era muito comum dirigir-se ä mulher, usando o vocativo “mulher”. De forma alguma isto significa diminuição da pessoa enquanto pessoa. Apesar de não termos, na Bíblia, um filho que se dirija a mãe com este apelativo, notamos que esta forma de tratamento era comum no costume judaico, principalmente entre marido e mulher (Jt 11,1; 1Mc 15,27; 16,24; Mt 15,28; Lc 13,12; 22,57; Jo 1,4: 4,21; 8,10; 19,26; 20, 13-15; 1Cor 7,16), Por outro lado, o vocativo “mulher” nos remete ä teologia veterotestamentária , que vê a filha de Sião na figura de uma mulher.

Na tradição bíblico-judaíca, a Sião, ideal do tempo escatológico é descrito sob o símbolo de uma “Mulher”. Toda esperança de salvação para Israel se projetava neste figura simbólica da “Filha de Sião” messiânica, caracterizada como uma mulher que é esposa mãe e virgem.

Temos uma frase que nos soa estranha também, mas porque não faz parte de nosso modo de falar. A minha tradução traz: “Mulher, o que há entre mim e ti?” Os judeus tinham o costume de falar esta frase em dois momentos: ou para rejeitar uma intervenção, por não ser o momento exato de se falar em algum assunto em especial ou para demonstrar a alguém que não se deseja ter amizade com ele (cf. Jz 11,12; 2Sm 16,10; 19,23; 1Rs 17,18; Mt 8,29; Mc 1,24; 5,7; Lc 4,34; 8,28). Levando-se em conta o nosso contexto, vemos que Jesus falou a frase querendo mostrar a Maria que ainda não tinha chegado a sua hora, quer dizer, não era o momento para se fazer sinal algum, pois ainda não tinha chegado o tempo certo para realizá-lo. De qualquer maneira, por causa do pedido de Maria, Jesus antecipou sua “hora”. Com isto, Maria se toma a “hora” de Jesus. “Maria é quem antecipa a hora de Deus. Maria é a hora de Deus”.

A resposta de Jesus não foi um “não”. Caso contrário, Maria não teria falado a frase seguinte aos serventes: “Faze i tudo o que Ele vos disser”, (v. 5). Por esta frase, temos a impressão de que Maria, na festa, era como uma “governanta” ou uma espécie de organizadora da festa. Talvez alguns homens tenham deixado de levar vinho à festa de casamento em Caná, o que era obrigação deles fazer.

Terá sido, talvez, por falta de alguns em relação a esse dever social que, mais tarde, em Caná, Maria será obrigada a intervir junto ao filho? Talvez mesmo fosse ela parenta de um dos noivos e tivesse sido chamada para organizar a festa, dada a sua experiência de mulher madura, tanto mais que o casal parece pobre. De fato, só mesmo quem trabalha na festa percebe logo que o vinho está acabando e pode acionar os servidores para colocar-se à disposição do filho”.

É importante mencionar que a palavra “serventes” vem do grego diákonos. Esses “diáconos” são semelhantes aos nossos garçons de hoje. Eles faziam de seu “diaconato” uma profissão, Jesus, diante dos mais simples de toda a festa – dos marginalizados -, realiza seu primeiro e, até então, maior sinal de Salvação. Aqui, mais do que em qualquer outro lugar, fica bem claro o papel intercessor de Maria. Naturalmente, Jesus não realizaria milagre algum; pois sua hora ainda não tinha chegado. Realizou-o a pedido de Maria, sua Mãe. Maria, por sua vez, depois do pedido, não mais aparece na história, pois a realização e os méritos devem ser somente do seu Filho.

Estamos no versículo 6. Para muitos biblistas, este versículo, nesta perícope, é central. Ele informa que há seis talhas de água. Em cada uma delas cabiam cem litros d’água. O número 6 aqui é simbólico. Ele é o símbolo da imperfeição. Apesar de serem utilizadas para a purificação, as talhas eram em número de seis, quer dizer elas não purificavam de maneira perfeita, ou seja, não serviam para verdadeira purificação – aquela que dura para sempre. Quero lembrar que as talhas eram de pedra, o que nos lembra as tábuas da Lei.

“As talhas são de pedra (isso evoca as tábuas da Lei) e são seis (as seis festas judaicas relatadas no evangelho de João, frias, manipuladas e desligadas da vida)”. Nelas, Jesus vai mostrar que o impossível pode acontecer.

Pelo que indica o versículo 7, as talhas estavam vazias. O número 6 também significa isto. Se estavam vazias, não tinham utilidade. Jesus mandou que as enchessem de água. Para que não pairassem dúvidas, o versículo fala que as talhas ficaram cheias de água até a boca. A água, aqui, apesar de simbolizar a purificação, representa a antiga Lei, completamente ineficaz em si mesma.

O versículo 8 informa apenas que Jesus mandou tirar o “novo” líquido das talhas e levar para o mestre-sala. Este surge em nossa história como novo personagem. Até então, ele não tinha aparecido. Os serventes (diákonos) obedeceram, sem questionar. Jesus não falou palavras mágicas. Simplesmente, deu uma ordem.

O versículo 9 mostra o espanto, tanto do mestre-sala, do grego, arkitríclinos, quanto dos serventes. Eles achavam que dentro das talhas havia água, pois eram talhas de água, não de vinho. Principalmente os serventes, pois eles mesmos puseram a água nas talhas. Naquela época, os judeus costumavam colocar o vinho em odres (ct. Js 9,4.13; 1Sm 1,24; 10,3; 16,20; 25,18; 2Sm 16,1; Jr 13,12; Mt 9,17; Mc 2,22; Lc 5,37-38). Era muito mais comum usar o odre para vinho do que para água (cf. Gn 21, 14-15 .19) ou para leite (cf. Jz 4,19). Temos, neste versículo, a informação do autor de que a água se tornou vinho. O vinho nas talhas de pedra simboliza a nova aliança. Agora, plenamente eficaz em vista da antiga. As talhas continuavam sendo em número de seis, mas Jesus tornou perfeito o que era imperfeito. Agora, as talhas não serão usadas para a purificação conforme a lei dos homens ou de Moisés. As talhas não vão mais purificar temporariamente, pois Jesus “passa a oferecer a nova ‘purificação’, que não irá depender da Lei”. Elas contêm o vinho novo – símbolo do Sangue de Jesus – que não purifica somente as mãos ou partes do corpo, mas a alma, para que a pessoa se torne filha de Deus, cidadã do Reino, herdeira da Vida Eterna e plenamente purificada, a ponto de nem o pecado, nem a morte terem mais domínio sobre ela. “Em Caná, Jesus manifesta-se como o Filho do Homem que procede de Deus, simbolizado no vinho novo, que acaba com a economia antiga (a água das purificações)”. O mestre-sala prova o “vinho novo”, mas parece que não sabia que o vinho tinha acabado. Ele não provou o vinho tirado das talhas de purificação e nem sabia o que tinha acontecido anteriormente. Na verdade, ele nem sabia que aquele era um “vinho novo”. Jesus mandou que os serventes o tirassem da talha e levassem para o mestre-sala. Este chama o esposo para lhe chamar a atenção: é costume servir o melhor vinho primeiro e não o pior. O noivo já deveria estar desalentado. Sem saber, o mestre-sala, com uma pergunta, testemunha que aquele vinho era o melhor. A nova aliança gera vida, prazer e entusiasmo.

Vemos no versículo 10 que aquele vinho novo, o melhor de todos, salvou as bodas do maior vexame da cidade. Ele trouxe alegria, paz e harmonia entre os noivos e todos os que participavam da festa. Jesus salvou um casamento, devolvendo aos noivos a felicidade, a alegria e a esperança. Este foi o milagre maior. O mestre-sala teve dificuldades para acreditar que aquele vinho bom chegou por um milagre. Ele preferiu acreditar que o esposo tinha guardado o melhor vinho a acreditar que Jesus transformara água em vinho.

Enfim, chegamos no versículo 11. A salvação do casamento em Caná foi o primeiro milagre de Jesus, realizado com as intercessões de Maria. Depois deste primeiro milagre, Ele realizou outros em Caná, como a “cura do filho do funcionário do rei” (cf. Jo 4,46-54). Ali, ele começou a manifestar sua glória, e muitos, depois de verem os sinais que realizava, começaram a crer Nele (deixaram tudo para aderir ao projeto do Cristo).

As pessoas têm dificuldade em acreditar que Maria possa interceder, porque acham que uma pessoa morta não pode fazer isso. Talvez você não acredite que Maria tenha sido assunta ao céu. No entanto, segundo a linha de pensamento de João, Maria não está morta. Jesus fala em João: “Eu sou a ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá” (d. João 11,25-26). Afirmar que Maria está morta é não crer na Palavra de Deus. Se estiver viva, nada impede que interceda, como os 24 anciãos do Apocalipse (d. Ap 5,8).

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Com presença da Coordenadora Diocesana do MJ, Lívia Maria, RCC de Camocim realiza retiro para o Ministério Jovem (MJ)


O retiro aconteceu no dia 14 de Janeiro de 2018 no Sítio do Jorge Alan (Rua Santos Dumont, esquina com a rua Vila Paraná - Bairro Brasília), no horário de 8h às 12 horas. O objetivo desse encontro é retomar ações de linha de frente para a juventude de Camocim, de maneira a fazê-los estarem inseridos em missões e outras atividades de evangelização voltadas especificamente para a juventude de Camocim. O Ministério Jovem (MJ) é uma atividade de ofensiva carismática que realiza encontros para a juventude, de modo a fazê-los conhecer o Senhor e Salvador Jesus Cristo e se entregar a Ele, de modo criativo e dinâmico como é próprio do estilo jovem.

Os jovens que estavam presentes clamaram a ação do Espírito Santo e suplicaram a Deus um tempo de avivamento e restauração para a juventude camocinense, com ardor missionário. 


Na ocasião, estavam presentes a Coordenadora Diocesana do Ministério Jovem, Lívia Maria da cidade de Ubajara; o coordenador da Renovação Carismática Católica do Município de Camocim, Mário Roberto; o Coordenador do Ministério Jovem do Município de Camocim, Wendell Carvalho; dentre outros jovens que fazem parte dos Grupos de Oração da cidade de Camocim.  

Durante o retiro, houve momentos de louvor, oração, partilha e intercessão pela juventude. Lívia Maria (coordenadora diocesana do MJ de Tianguá) ministrou uma formação específica para os jovens presentes do MJ. Foi um momento enriquecedor e trouxe para a RCC de Camocim um novo olhar para o Ministério Jovem.



Com informações de Wendell Carvalho, Coordenador do MJ do Município de Camocim.

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