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quarta-feira, 30 de março de 2016

FBP - FORMAÇÃO BÍBLICO-PERMANENTE: AUTORIA/INSPIRAÇÃO BÍBLICA, DIVISÃO BÍBLICA E GÊNEROS LITERÁRIOS.

1.      INTRODUÇÃO.

 Colaborador formativo: Cássio José/ Data: 29 de março de 2016 (Igreja Nossa Senhora de Lourdes/Camocim-Ce)

No estudo de hoje, nos deteremos a esses 3 (três) assuntos relacionados ao bloco temático INTRODUÇÃO ÀS SAGRADAS ESCRITURAS. Todo livro, tem sua autoria, isto é, quem o escreveu.
No caso da Bíblia, todos os autores pelas quais foram usados por Deus para escreverem os livros que a compõem, não escreveram o que quiseram! Registraram, no entanto, por inspiração bíblica. Sob a ação do Espírito Santo é que se deu o processo de trazer a mensagem que a Escritura Sagrada hoje registra. Claro que isso, de acordo com os vários gêneros literários que a Bíblia se apresenta.

2.      AUTORIA/INSPIRAÇÃO E VERDADE BÍBLICAS.

A característica mais importante da Bíblia não é sua estrutura e sua forma, mas o fato de ter sido inspirada por Deus. Não se deve interpretar de modo errôneo a declaração da própria Bíblia a favor dessa inspiração. Quando falamos de inspiração, não se trata de inspiração poética, mas de autoridade divina.
Muitos homens e mulheres foram escolhidos pelo Senhor para escrever as Sagradas Escrituras. Gente de muitas partes, culturas e realidades. Homens que viajaram muito e outros que não saíram de sua terra. Pessoas cultas e analfabetas contribuíram para a composição das Sagras Escrituras. Todos eles tiveram um Encontro Pessoal com Deus e mudaram de vida. Dessa forma, foram inspirados pelo Espírito de Deus para escreverem os Livros Sagrados. Claro, antes, a Revelação era transmitida através da Tradição Oral. De geração a geração a Palavra de Deus, os acontecimentos vivenciados pelo povo de Israel eram narrados para os filhos e os filhos dos filhos, e assim por diante.

2.1.ENTENDENDO A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA:
Assim escreveu Paulo a Timóteo: "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2Tm 3,16). Em outras palavras, o texto sagrado do
Antigo Testamento foi "soprado por Deus" (gr., theopneustos) e, por isso, dotado da autoridade divina para o pensamento e para a vida do cristão. A passagem correlata de 1Coríntios 2,13 realça a mesma verdade. Disto também falamos", escreveu Paulo, "não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais."
Quaisquer palavras ensinadas pelo Espírito Santo são palavras divinamente inspiradas. Em 2Pedro 1,21. "Pois a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens santos da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo." Em outras palavras, os profetas eram homens cujas mensagens não se originaram de seus próprios impulsos, mas foram "sopradas pelo Espírito". Pela revelação, Deus falou aos profetas de muitas maneiras (Hb 1,1): mediante anjos, visões, sonhos, vozes e milagres. Inspiração é a forma pela qual Deus falou aos homens mediante os profetas. Mais um sinal de que as palavras dos profetas não partiam deles próprios, mas de Deus é o fato de eles sondarem seus próprios escritos a fim de verificar "qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e sobre as glórias que os seguiriam" (l Pe 1,11).

terça-feira, 15 de março de 2016

O QUE DIZ A IGREJA CATÓLICA SOBRE A DOUTRINA DO ARREBATAMENTO?



Por Cássio José

“Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada.” 
(Mateus 24, 40-41)
“Digo-vos que naquela noite dois estarão numa cama: um será tomado e o outro será deixado; duas mulheres estarão moendo juntas: uma será tomada e a outra será deixada. Dois homens estarão no campo: um será tomado e o outro será deixado.”
(Lucas 17, 34-36)
“Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”
 (I Tessalonicenses 4, 16-17)

“É no fim dos tempos que será gloriosamente consumada (a Igreja), quando, segundo o que se lê nos Santo Padres, todos os justos, desde Adão, do justo Abel até o último eleito, serão congregados junto ao Pai na Igreja universal.”
(Lumen Gentium, nº 48 – Concílio Vaticano II)

“Este acontecimento escatológico pode ocorrer a qualquer momento, ainda que estejam ‘retidos’ tanto ele como a provação final que há de precedê-lo.”
(Catecismo da Igreja Católica, nº 673)


1.      Pressupostos Iniciais

É extremamente complicado falar sobre a “doutrina do Arrebatamento”! Pelo menos, no que tange ao âmbito católico, não temos referências tão aprofundadas. Aliás, quase não se fala do arrebatamento no ambiente católico. De maneira explícita, o único autor que conhecemos, Miguel Martini, no seu livro lançado pela editora Canção Nova, A Segunda Vinda de Cristo, trata do assunto no capítulo rotulado por “Arrebatamento da Igreja Fiel” (Páginas 87-97). Alguns padres da TV Canção Nova, em suas pregações antigas, como Padre Jonas Abib (hoje Monsenhor Jonas), Padre Léo, Padre José Augusto, Padre Roberto Letierri, Padre Edimilson, Padre Roger Luís, dentre outros já usaram termos ligados à doutrina do arrebatamento em suas pregações: “Seremos arrebatados”, “a Igreja será arrebatada”, “Quando o Senhor Jesus voltar seremos arrebatados”, “O arrebatamento da Igreja”, etc. Há pregadores, ligados à Renovação Carismática Católica, que também tratam do assunto, pelo menos, quanto às expressões ligadas ao arrebatamento: Ironi Spudaro, Anderson Luís dos Reis, Moisés Rocha, dentre outros.

Recentemente, ano de 2015, em um programa Revolução Jesus no tempo do Advento, TV Canção Nova, a direção desse programa trouxe temas ligados à escatologia, tais como: A Grande Tribulação, O Anticristo e o Arrebatamento da Igreja. Estavam no programa um teólogo, um padre especialista em escatologia e outro estudioso da área. O programa mostrou ambiguidade quando não aprofundou os assuntos e negou a doutrina do arrebatamento alegando que a fé da Igreja é Cristocêntrica, não tendo a preocupação de analisar apenas “as coisas do fim”. Isso pode ser fruto do medo de debater um assunto desses em um programa católico de público voltado para uma juventude que deseja viver o PHN numa “Revolução Jesus em Santidade” ou censura por parte de alguns bispos da CNBB. Como pode um padre especialista em escatologia, fruto de uma comunidade fundada por um homem que pregou anos sobre o arrebatamento afirmar: “não sabemos nem para onde esse povo é levado, se é para um outro planeta...” ? (grifos nossos). 
 
      Este estudo preocupa-se apenas em criar uma discussão coerente e madura quanto ao assunto! Exporemos aqui o resultado de pesquisas bíblicas e de autores que tratam dessa linha de pensamento teológica. Longe de ser um assunto terminado, é apenas uma discussão em andamento! A Igreja Católica Apostólica Romana não traz argumentos para afirmar ou negar a doutrina do arrebatamento. Ela apenas silencia diante dessa doutrina Por isso, cabe a mim e a você, estudar o assunto e aproveitar o que coadula com a nossa fé.

De um lado temos católicos que creem no arrebatamento. De outro, temos católicos que nem sabem do que se trata o assunto. Temos também muitos pensadores que fazem um verdadeiro destroço quando em sites (já que pelo que sabemos não existe nenhuma obra teológica de ala católica que trata dessa perspectiva), descaracterizam a doutrina do arrebatamento, com temas como: “A falsa doutrina do arrebatamento”, “Arrebatamento Secreto, Invenção Jesuíta”, “A doutrina do arrebatamento protestante”, “A verdadeira história do arrebatamento”, dentre muitos outros títulos.     

Afirma-se que tal linha de pensamento é de cunho protestante. Mas, há alaridos de que alguns padres jesuítas falaram do assunto em tempos remotos quando não havia protestantismo. Fica então a pergunta: A doutrina do arrebatamento é de linha protestante ou “invenção” dos padres jesuítas?

Uma boa leitura e que o Senhor o abençoe impactante, poderosa e santamente! 
Cássio José dos Santos Sousa
Camocim – Ceará: 14 de Março de 2016
2.      A Doutrina do Arrebatamento.

2.1. O que é o arrebatamento?
A doutrina acerca do arrebatamento, sobretudo o Pré-Tribulacionista, está relacionada ao Retorno do Senhor Jesus, em sua SEGUNDA VINDA e ao evento da Grande Tribulação, e diz respeito ao fato de que os salvos, os cristãos, serão “retirados, raptados, roubados, arrancados, levados” desta terra pelo Senhor para “irem ao Seu encontro nos ares, conforme Jo 14, 1-3; Mt 24,40-41; Lc 17, 34-36; II Ts 2,1; I Ts 1,10;  4, 13-18; I Cor 1,8; 15, 51-52; Fl 3, 20-21; II Cor 5, 1-9... no tempo da Grande Tribulação, tempo em que o Anticristo, reinará durante 7 anos. Muitos concordam que o arrebatamento será antes da Grande Tribulação. Isso significa dizer que o Senhor preservará os que serrão arrebatados desse momento de derramamento da ira do Senhor sobre os ímpios, durante os 7 anos de Grande Tribulação!
O texto base para sustentar a coluna dessa doutrina encontrasse na primeira carta à Tessalônica, onde Paulo esclarece como será a relação entre vivos e mortos quando à Segunda Vinda do Senhor:
Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morreram. Eis o que vos declaramos, conforme a palavra do Senhor: por ocasião da vinda do Senhor, nós que ficamos ainda vivos não precederemos os mortos. Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor”.
(I Tessalonicenses 4, 14-17)
A doutrina do arrebatamento faz parte dos estudos do dispensacionalismo, estudo que consiste na identificação de certos períodos de tempo bem definidos que são divinamente indicados, juntamente com o propósito revelado de Deus relativo a cada um. Dessa forma, do mesmo jeito que o Antigo Testamento, é o tempo do Deus Pai; o Novo Testamento, o tempo do Deus Filho; e agora, estamos na era do Espírito, em que a Igreja faz enfrentamento para a salvação de almas; haverá um período em que a Igreja (os que aceitaram a Jesus de Nazaré como seu Senhor e Salvador), será retirada desta terra para ir ao encontro do Seu Senhor nos ares, que é o arrebatamento. Alguns usam o termo translação da igreja. Segundo a interpretação de alguns autores de escatologia, o Dispensacionalismo divide os eventos futuros na seguinte ordem: O Arrebatamento, A Grande Tribulação, A Segunda Vinda de Cristo, O Juízo Final, As Bodas do Cordeiro. 

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