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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O rock satânico é pura imagem comercial?

rock

diabo fascina, sobretudo o ignorante e o malvado. Sempre foi assim, isso não é novidade. A mistura de poder oculto, poder ao serviço do mal e a possibilidade fácil de compartilhá-lo sempre foi tentadora. Afinal, o demônio se dedica a tentar e, se sua própria figura serve para isso, ótimo para ele.

A novidade na atualidade é a extensão dos meios de comunicação e a liberdade para transmitir os conteúdos que se queiram.
Vemos, assim, a proliferação de uma espécie de subcultura de símbolos, imagens e referências satânicas. Mas aqui nos limitaremos a falar da música.
Não se limita ao rock (existe também, por exemplo, a músicagótica), mas este, em particular o heavy metal, é o que mais se destaca, com numerosos jovens e outros não tão jovens, em um autêntico êxtase, espalhando letras de músicas com títulos tão explosivos como “Highway to hell”.
Há autores famosos que difundem uma imagem de devoção ao diabo. Os veteranos Rolling Stones gostam de ser chamados de “majestades satânicas”, ainda que suas letras não contenham apenas referências sobre tal patrocínio.
Mas talvez a figura mais representativa seja a do cantor Brian Hugh Warner, conhecido como Marilyn Manson, em homenagem a Marilyn Monroe e Charles Manson, o satanista que assassinou a atriz Sharon Tate.
Mas tudo isso é sério ou é pura imagem comercial? Não é nada fácil dar uma resposta precisa. As entrevistas a Manson revelam mais um cínico interessado em aproveitar-se da imagem criada por ele que um autêntico adorador do diabo. Mas isso não pode ser generalizado e, sendo arriscado precisar, não o é dizer que existe de tudo.
Algo parecido pode ser dito sobre o público, ainda que aqui a maioria acaba sendo arrastada por uma moda de mal gosto sem que seu satanismo vá além do puro desenfreio.
No entanto, é preciso levar em consideração que o demônio existe, e onde mis se move à vontade é precisamente onde há um ambiente de desenfreio, no qual, além de tudo, ele é invocado com reverência.
Para um público jovem – na verdade, para qualquer um –, um ambiente assim já é algo necessariamente nocivo, sem necessidade de incenso a Baphomet ou estrelas de cinco pontas.
Afinal de contas, o próprio diabo às vezes se deixa ver e outras muitas parece considerar mais rentável levar as pessoas ao seu terreno sem que sua presença seja percebida.
Não se pode duvidar de que uma atmosfera de invocações a Satanás é um convite à imoralidade. Este é o perigo mais estendido, e razão mais do que suficiente para evitar esse tipo de ambientes.
Pois bem, se à música diabólica nós unimos a internet, a coisa pode ficar pior. Especialmente entre um público jovem, toda esta simbologia do mal gera curiosidade, e na internet há material de sobra para satisfazê-la.
Evidentemente, nem todos os que vão a concertos de heavy metal de, por exemplo, ACDC, acabam assim, mas há uma porcentagem que efetivamente acaba entrando nesse mundo tão pouco saudável. E convém não ter a ingenuidade de ignorar isso.
Ao mesmo tempo, seria um erro pensar que, uma vez que a pessoa caiu nas redes do diabo, já não poderá sair delas. Satanás gosta de se apresentar como um rei que pode tudo neste mundo (foi com esta atitude que ele tentou o próprio Jesus Cristo), mas é mentira. Ele já foi vencido.
Na realidade, a maior parte destas seduções diabólicas são efêmeras. É muito comum ver gente que, após uma adolescência e primeira juventude loucas, acaba colocando a cabeça no lugar.
O campo que aqui se contempla não é uma exceção. As próprias seitas satânicas não costumam durar muito.
Não são esses grupos que meticulosamente preparam missas negras, mas jovens irresponsáveis que querem experimentar sensações novas os que cometem algum ato de vandalismo satânico, como profanar algum túmulo, e não costuma passar muito tempo antes de que se entediem ou percebam a estupidez na qual se enfiaram, e se dissolvam com a mesma rapidez com que se formaram.
De qualquer maneira, também seria um erro pensar que, ao abandonar esse ambiente, tudo não passaria de uma lembrança que não deixou marcas. Tanto o bem quanto o mal deixam sedimentos nas pessoas.
Mas remontar desde o mais baixo sempre será amis difícil que ascender desde mais acima. Daí que não é bom trivializar esta subcultura.
É algo nocivo que é preciso ajudar a evitar. Mas às vezes pode acabar servindo para o bem, pois, quando a pessoa conheceu os abismos do mal, a figura de Deus pode ser mais atraente, como Pai, Irmão (Cristo), um amigo que nos ama e deu sua vida por nós – nós que tantas vezes fomos ingratos, podendo chegar ao ponto de venerar aquele que O odeia e nos odeia.

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