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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

sSaiu no Jornal Cultura Bula Revista: Pecados, demônios e tentações em Chaves

Chaves

Pecados, demônios e tentações em Chaves

Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de “Pequeno Shakespeare”, é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”
Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de in­ferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po­pular, sendo substituída pela so­lução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Nin­guém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.
A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.
Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.
Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha­mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.
Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.
Essa vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno, especialmente preparado para receber seus hospedes, mortos e condenados no julgamento final. Uma variação cômica de “Entre Quatros Paredes”, onde duas mulheres e um homem (além de um mordomo… mas o comunista Sartre não considerou o representante da classe proletária um personagem pleno) são obrigados a se suportarem mutuamente pela eternidade, num ciclo infindável de acusações e violência. Não é difícil imaginar a cena: Chiquinha chuta a canela de Quico e faz seu pai pensar que o menino foi o agressor, enervado Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.
O cenário é um labirinto rizomático, sem centro, começo nem fim. Saindo da vila caem em uma rua estreita que leva a um pequeno parque, um restaurante e uma apertada sala de aula. As variações, como Acapulco, são exceções que confirmam a regra. O universo dos personagens se resume a esse espaço claustrofóbico, onde um ambiente leva a outro que leva a outro que leva a outro, indefinidamente.
Os pecados que cometeram em vida transparecem em suas características, medos e frustrações. Chaves, o Moleque, sempre faminto, cometia o pecado da gula. Glutão inveterado, sua preferência por sanduiche de presunto indica desprezo pelas leis de Deus, que proibiu o consumo de porco, esse animal sujo e de pé fendido. Inimigo de qualquer autoridade moral, apelidou seu professor de “Mestre Linguiça”, outra referência a malfadada iguaria suína.
Seu Madruga, que têm muito trabalho para continuar sem trabalhar, cometia o pecado da preguiça. Exigem redobrados esforços suas estratégias de fuga, para não pagar os indefectíveis 14 meses de aluguel. Que nunca se tornam 15 meses, denotando que a passagem do tempo está suspensa. Não é necessário lembrar que 7 + 7 é igual a 14 e que, na tradição crística, 70 x 07 simboliza o infinito. Da mesma forma que o 8, o símbolo de adição deitado torna-se o de multiplicação. Deus mora nos detalhes.
A ganância de Seu Barriga é óbvia. Quem mais cobraria o aluguel mensal praticamente todos os dias? Os golpes que o Moleque lhe aplica sempre que chega a vila faz parte de sua punição. O fato de possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção. Terry Gilliam não escolhe títulos ao acaso.
O pequeno marinheiro Quico, o menino mais rico da vila, é movido pela inveja. Sempre que vê um de seus pobres vizinhos se divertindo com um surrado brinquedo, cobiça aquela alegria simplória e vai buscar um dos seus, sempre maior e melhor, mas que nunca lhe dá satisfação. O brinquedo do outro, mesmo sendo obviamente inferior, sempre lhe parece mais interessante. Um círculo vicioso de inveja, jamais saciada.
Chiquinha é marcada pela personalidade intolerante, raivosa. Imitando o Pateta, usava o automóvel como uma arma potencializadora de sua ira. Morrendo em uma briga de trânsito, na vila, tenta fazer o mesmo com o triciclo. Não foram poucas as vezes que atropelou pés e brinquedos. Mas a musa que canta a ira do poderoso Aquiles não se ocupa da ira insignificante de Francisquinha. Sendo a menor e fisicamente mais fraca da vila, só lhe resta chorar, chorar e chorar.
Dona Florinda e o Pro­fessor Girafales foram libertinos do porte do Marquês de Sade e Messalina (ou os próprios). Mestres na arte da luxúria, acabaram condenados a eternidade de abstinência sexual. Frigida e impotente, a mente almeja, mas o corpo não acompanha. Consomem infindáveis xícaras de café que, com propriedades estimulantes, alimentam ainda mais o fogo que não podem debelar. O professor Girafales fuma em sala de aula não porque “El Chavo Del Ocho” foi gravado antes da praga politicamente correta, mas devido ao fato dele ser portador do célebre cacoete pós-coito de acender um cigarro, fazer um aro de fumaça no ar e perguntar “foi bom para você?”. Incapaz de cumprir a primeira parte do ritual erótico, involuntariamente reproduz a segunda. Não por acaso, a trilha sonoro de seus encontros é a mesma de “… E o Vento Levou”. A frase final do filme é “amanhã será outro dia”. Na vila, sempre haverá outro dia e outra xícara de café.
Dona Clotilde, a bruxa do 71, padecia de extrema vaidade. O gênio de Bolaños teve a sutileza de convidar uma ex-miss, a espanhola Angelines Fernández, para interpretar a personagem. Novamente o signo de uma condenação eterna aparece: 71 nada mais é do que 7+1=8. O animal de estimação de Dona Clotilde, significativamente chamado de Satanás, chama atenção para outro elemento importante. A presença de diversos demônios errantes na vila. Trata-se de uma besta transmorfa. Em alguns episódios satanás é um gato, em outros um cão. Diferente do paradoxo do coelho-pato de Jastrow, Wittgenstein e Thomas Kuhn, que servia ao desenvolvimento da razão, o gato-cão é uma representação do misticismo, o cão em “pessoa”.
Em 1589 o teólogo Peter Binsfeld, no livro “Binsfeld’s Classification of Demons”, estabeleceu que cada um dos sete pecados capitais possui um patrono infernal. Sintoma­tica­mente, Lúcifer, nome pelo qual muitos chamam satanás, gera a vaidade. Os outros são Asmodeu que gera a luxúria, Belzebu a gula, Mammon a ganância, Belphegor a preguiça, Azazel a ira e Leviatã a inveja. Não nos enganemos: eles rondam a vila. Aparecem circunstancialmente, para promover desordem, dor e tentação.
Se o gato-cão Lúcifer/Satanás ajuda a difundir o boato de que Dona Clotilde é uma bruxa, me parece óbvio que a bela menina Paty e sua tia Glória são Belzebu e Belphegor metamorfoseados em súcubos, demônio sexuais femininos, prontos para atiçar outros apetites no Moleque e tirar Seu Madruga de seu estado de letargia. Por sua vez, o galã de novelas Hector Bonilla, que visitou a vila, nada mais é do que Asmodeu na forma de um íncubo, demônio sexual masculino, com a missão de tumultuar a relação do casal de libertinos castrados. Nhonho é Mammon, instigando o pai avaro a gastar. Popis é Azazel, esmerando-se em despertar a ira de Chiquinha com sua futilidade enervante. Godinez é Leviatã atiçando a inveja de Quico, com suas respostas tão certeiras quanto involuntárias ao Mestre Linguiça. Figuras de pouca relevância como Dona Neves, Seu Furtado, os jogadores de ioiô, os alunos anônimos na escola, os clientes do restaurante, o pessoal do parque e do festival da boa vizinhança, além de outros coadjuvantes, são entidades demoníacas menores, com a função de criar a ilusão de normalidade.
De fato, os frequentadores da vila parecem inscientes de sua condição. Os adultos por serem alto centrados. As crianças por estarem duplamente amaldiçoados, regredidos a condição infantil, talvez como espelho da imaturidade emocional que os levaram a conduta pecadora. Enquanto muitas pessoas sonham em possuir a experiência da maturidade em um corpo jovem, eles mantiveram o corpo que possuíam na hora da morte, mas quase sem nenhuma experiência. Essas são as sutilezas da burocracia infernal.
O carteiro Jaiminho, em sua função de portador de mensagens, é o único representante do lado de cá. Um médium que tenta fazer contato com essa outra dimensão. Seu constante estado de fadiga é resultado do esforço sobre-humano necessário para cruzar as dimensões. Prova disso é a descrição que Jaiminho dá de sua terra natal, Tangamandápio. A despeito de existir de fato, sendo localizada a noroeste do Estado mexicano de Micho­acán, trata-se de uma alegoria. Se­gundo o carteiro, tudo em Tangamandápio é colossal. Seria maior do que Nova York e teria uma população de muitos milhões de habitantes. O que poderia ser tão grande? Obviamente, ela não se refere a uma única localidade isolada, mas a todo o planeta; a  terra dos vivos. As cartas que transporta são psicografias e a bicicleta que nunca larga, apesar de não saber andar, nada mais é do que um totem, ao estilo de “A Origem”, necessário para que possa voltar para realidade.
Em “El Chavo Del Ocho”, Bolanõs, o Camus asteca, criou sua própria versão do mito de Sísifo. O Moleque e companhia estão condenados a empurrar inutilmente por uma ladeira íngreme essa imensa pedra chamada cotidiano, que sempre rola de volta, obrigando-os ao tormento do eterno retorno. A pedra de Quico é quadrada, não rola, desliza. É cômico, apesar de trágico.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Eu era ateu, estava no cárcere da KGB em Kiev, vi um facho de luz e então entendi tudo



Pablo J. Ginés
Myroslav Marynovych hoje é vice-reitor da Universidade Católica da Ucrânia. No convulso panorama político ucraniano este não é na atualidade um cargo cômodo, mas alguém como ele, que passou 7 anos em campos de trabalho comunistas e outros três deportado ao Cazaquistão, não se intimida facilmente.
Inclusive, em parte, desejou isso por anos, porque a ele, que era ateu e cético, Deus se revelou no cárcere e no Gullag.
Neto de sacerdote, porém ateu
“Minha família era religiosa”, nos explica em um descanso durante o Encontro em Madri, a grande cidade de ‘Comunhão e Libertação’ na Espanha.
“Meu avô materno foi sacerdote greco-católico e minha mãe criou em casa uma atmosfera de fé simples e limpa, sem fanatismo algum. Ela desejava que eu fosse crente, mas não me pressionava.
Eu assumi o ceticismo ateu em minha juventude, mesmo mantendo respeito com as pessoas religiosas.Não sentia nenhuma necessidade de Deus, vivia bem sim Ele. Porém tinha claro que existia o bem e o mal e uns valores muito firmes, e o tema da gravidade moral sempre tive presente”.
Desta exigência moral chegou seu compromisso com a dissidência e os direitos humanos… o que lhe levaria ao cárcere.
“Sentia que os valores do comunismo eram muito elevados na teoria, mas depois na vida real sempre resultavam feiíssimos. Isso suscitou muitas perguntas em mim… e vi que tudo no sistema comunista era falso”, detalha.
“Tinha 20 anos e perder a auto-estima nessa idade pode deixar vazia toda tua vida. Tinha afinidade pessoal pelos perseguidos e um forte sentido de solidariedade para eles. O regime pedia total lealdade, não bastava que amasses pela metade. Na KGB me disseram bem claro: “se não estás conosco, estás contra nós”. Assim que lhes respondi: “valeu, pois estou contra vós”.
Os dissidentes do grupo de Helsinki
Foi fundador de ‘Helsinki Watch’ na Ucrânia. Em 1977 foi encarcerado e depois deportado. “Eram os anos 70, e o presidente Carter dos Estados Unidos tinha tirado o tema dos direitos humanos do âmbito filosófico e o estava levando à política internacional. Aquilo o acolhemos muitos com entusiasmo.
Em Helsinki, em 1965, os países da OSCE, incluindo a URSS, firmaram um compromisso que falava inclusive de liberdade religiosa e de livre circulação de idéias!
Na União Soviética criamos 5 grupos de “seguimento de Helsinki”. Em 1976 dez dissidentes ucranianos difundiram através de publicações do Ocidente e jornalistas ocidentais, as violações na Ucrânia contra o pacto de Helsinki.
Difundimos os nomes de poetas e escritores presos e pedimos que os libertassem. Não tínhamos ilusões: sabíamos que também nos prenderiam”.
E assim sucedeu: a policia secreta os buscou um a um e os deteve.
“A KGB nos sentenciou por, tecnicamente, difundir propaganda anti-soviética para minar a estabilidade do sistema´. Desses dez dissidentes, oito fomos encarcerados e dois foram expulsos.
Declararam-nos “criminosos muito perigosos”. Sentenciaram-me a 12 anos em campos de trabalho e exílio. Cumpria já 10 anos quando chegou a perestroika de Gorbachov. Não houve nem um dia em que me arrependesse do que tinha feito.
A situação na URSS necessitava de kamikazes, pessoas que se sacrificavam para evidenciar o totalitarismo do sistema. Os dissidentes, naquele país que não era livre, atuavam como pessoas livres! Aquilo chocava com tudo.
Facho místico na KGB
“Minha volta a Deus foi inesperada, não buscava. Em obras literárias tinha lido, antes de meu encarceramento, que Deus às vezes vem para prisioneiros como uma resposta ao seu desespero, inclusive como uma resposta intelectual, mas meu caso não foi assim”, especifica.
A narrativa de Marynovych, a partir deste momento, adquire uma lucidez brilhante, quase doentia, que alguém percebe nos escritos de Dostoiévski quando disseca a alma humana. O que no escritor russo encontramos como literatura, em Marynovych acontece na carne.
“Acabavam de me interrogar na KGB de Kiev, e me tinham devolvido à cela. Ia agitado de parede a parede, refletindo sobre várias questões intelectuais. Entre elas, pensava na unificação da humanidade, em como todos os homens poderiam estar unidos no espiritual.
E então, de repente, vi como um facho de luz. Durante três dias meu estado nessa prisão foi muito estranho: comia, bebia, me asseava, me barbeava…Mas não entendia, nem ouvia nem respondia ao que alguém me dissesse. Ao terceiro dia ouvi um repicar de sinos. E falei. Perguntei ao meu companheiro de cela: “O que é isso? São os sinos da igreja de São Vladimir de Kiev as que soam?”
Ele me disse: “Menos mal, por fim ouves”. Entendi então que fazia três dias que estava sem reagir diante de nada. Nesse momento senti como se se desenrolasse um rolo em meu interior, despregando muita informação, e de repente entendi muitas coisas bíblicas, momentos que conhecia isolados mas agora unia em uma nova cosmovisão.
Senti que já entendia isso, que já o via unido. Desde esse dia, fui outra pessoa, agora religiosa”.
Isso é proibido e uma voz: «reza!»
“Houve outro momento muito especial, que sucedeu dois anos depois, desta vez já no campo de trabalho. Tinha estado dois dias sem comer, em greve de fome reclamando meu direito de levar uma cruzinha.
Tinham arrancado a que tinha. Ao terceiro dia veio um oficial à minha cela e me disse: “de acordo, lhe devolverei sua cruzinha, mas depois de passar 15 dias na cela do castigo”. Para mim era uma grande vitória moral e voltei a comer”
(…) então ouvi uma voz potente, em ucraniano, minha língua natal: “Reza!”, disse essa voz. Estava tão fraco, ali deitado, que não podia nem usar as manos para persignar-me, mas me persignei mentalmente… e num instante recobrei as forças e pulei da cama de um salto, perplexo!
A fórmula se tinha apagado completamente de minha mente. Deu-me medo e me deixou a sensação de ter sabido algo proibido, e senti agradecimento porque se apagou”.
Desde então, a pergunta de que ‘Deus existe’, para mim, já não tem sentido, devido ao fato de que o senti tão forte. Hoje sei que sou um pecador, que deixo de cumprir muitas virtudes, mas precisamente sei que isso são transgressões.
Para mim é importante que o mundo em geral e a civilização européia em particular entenda que estão omitindo a busca da verdade, e que dizendo que querem proteger a liberdade, na realidade muitas vezes danam essa liberdade”.
Inglaterra hoje, como a URSS?
“Choca-me agora o caso da Inglaterra, onde os tribunais dizem que podem despedir a alguém por levar uma cruzinha ao pescoço”, continua este acadêmico.
“Eu, que no cárcere comunista defendi minha cruzinha e pensava no Ocidente como um lugar de tolerância. Em seu momento, a Ilustração lutou contra o monopólio da Igreja e lhe retirou certas funções que não lhe eram próprias, fazendo-lhe voltar à sua missão espiritual.
Mas agora a Igreja é quase perseguida no Ocidente e o monopólio do público concedeu-lhe cosmovisões anti-religiosas. Esse monopólio é tão daninho como o anterior”.
Marynovych admite certa nostalgia da prisão, mais concretamente, da espiritualidade daqueles dias no campo de trabalho.
“No gulag, não nos permitiam nenhuma prática religiosa, era proibido ter bíblia. Passei 15 dias de greve de fome para pedir que me deixassem ter uma bíblia. Não o consegui. Até nos censuravam as cartas que nos mandavam com versículos bíblicos.
O Espírito Santo circulava pela “prisão”. Como não tínhamos acesso ao culto litúrgico, uma pessoa religiosa se concentrava numa consciência profunda de Deus.
Não tinha comunidade cristã com a qual adorar, assim que a alma fazia do sofrimento cotidiano seu templo. Dar a outra face, amar os teus guardas desapiedados e cínicos… era nosso culto.
Não há melhor lugar para o sentimento cristão que esses campos de trabalho! Não tinha sacerdotes que te pudessem dar alento. Estavas a sós diante de Deus. Que dias benditos aqueles! Que bênção para os que passavam a provação com êxito!
Podia ver com novos olhos a promessa de Cristo: bem-aventurados os perseguidos! Saber que estavas condenado só pela verdade consagrava e enchia de significado cada dia na prisão. Era um apoio sublime, mas só ao sair da prisão o entendi. Aqui fora tens de justificar tua existência com obras”.
“Hoje vivo uma tensão entre a fé pura e os rituais. Na prisão não tinha vida ritual e minha fé era toda mística, espiritualidade. Aceito os rituais, a liturgia de minha tradição greco-católica.
Nos domingos vou à missa greco-católica. Mas houve uma época em que eu acusava minha mãe de ter uma religião com demasiado ritual.
Eu queria espiritualizar a minha mãe. Ela me disse: “conceda-me a possibilidade de crer à minha maneira, e não à tua”. Sua simplicidade me chocou e não mais pretendo impor minha visão aos demais”.
Cristãos, corrupção e consumismo
“Os valores culturais cristãos chocam com a sociedade ucraniana de hoje. Recordo que um estudante escreveu uma magnífica tese sobre a doutrina social da Igreja, com muito êxito.
Dois meses depois, o encontro na rua e me disse: “fui pedir trabalho em tal lugar e me disseram que se pagasse 2.000 dólares o lugar era meu”. Suborno! Choque de valores.
Muitos hoje perderam a fé e a esperança. Creem em Deus, mas vão à Igreja e dizem ao Senhor: “bom, já vistes, isto é assim, não posso mudar em nada”. Não têm esperança! Talvez antes, mesmo que houvesse mais pobreza econômica, tinha mais limpeza moral.
A Ucrânia não é pior nem melhor que outras nações, mas o que mais me dói é ver que não creem que a mudança é possível, que não creem que possam melhorar. Sem esta esperança nas pessoas, os políticos seguirão sendo todo-poderosos”.
“Na Universidade Católica olhamos com reserva para todas as ideologias. Somos acadêmicos, não tomamos partido. Mas o país está preso nessas ideologias.
Uns são de ideologia quase comunista; outros de um nacionalismo ideológico; outros, ideólogos liberais… e todos eles suspeitam de nós, da universidade católica, porque não somos dos seus. ]
“O sistema comunista mudou a moral absoluta cristã pela bolchevique, que dizia: “a moral é tudo aquilo que é útil para o proletariado”.
Ao cair o Muro e a União Soviética, nos encontramos com o dogma da moral pós-moderna que diz: “a moral é só o que é útil para mim”. Como universidade católica promovemos a restauração dos valores autênticos.
É uma provocação para muitos pós-comunistas que hoje têm cargos na administração pública e apoiam a desordem presente, que querem que a desordem dure sempre porque lhes beneficia. A universidade, por exemplo, é “zona livre de corrupção” num sistema quase totalmente corrupto.
É uma bênção do Senhor trabalhar num lugar onde se respeita a dignidade humana, mas em breve poderá precisar da solidariedade dos cristãos ocidentais para defender-nos de quem quiser nos intimidar”.

Reflexões IMPERDÍVEIS de C.S. Lewis sobre temas cristãos.



Em seu livro Mere Christianity (Cristianismo Puro e Simples, Martins Fontes, São Paulo, 2005), encontrei alguns trechos interessantes de C. S. Lewis sobre o Cristianismo.
A autoconsciência como via para se inferir a existência de Deus (pág. 32-34):
No universo inteiro, existe uma coisa, e somente uma, que nós conhecemos melhor do que conheceríamos se contássemos somente com a observação externa. Essa coisa é o Ser Humano. Nós não nos limitamos a observar o ser humano, nós somos seres humanos.Nesse caso, podemos dizer que as informações que possuímos vêm “de dentro”. Estamos a par do assunto. Por causa disto, sabemos que os seres humanos estão sujeitos a uma lei moral que não foi criada por eles, que não conseguem tirar do seu horizonte mesmo quando tentam e à qual sabem que devem obedecer. Alguém que estudasse o homem “de fora”, da maneira como estudamos a eletricidade ou os repolhos, sem conhecer a nossa língua e, portanto, impossibilitado de obter conhecimento do nosso interior, não teria a mais vaga ideia da existência desta lei moral a partir da observação de nossos atos. Como poderia ter? Suas observações se resumiriam ao que fazemos, ao passo que essa lei diz respeito ao que deveríamos fazer. Do mesmo modo, se existe algo acima ou por trás dos fatos observados sobre as pedras ou sobre o clima, nós, estudando-os de fora, não temos a menor esperança de descobrir o que ele é.
A natureza da questão é a seguinte: queremos saber se o universo simplesmente é o que é, sem nenhuma razão especial, ou se existe por trás dele um poder que o produziu tal como o conhecemos. Uma vez que esse poder, se ele existe, não seria um dos fatos observados, mas a realidade que os produziu, a mera observação dos fenômenos não pode encontrá-lo.
Existe apenas um caso no qual podemos saber se esse “algo mais” existe; a saber, o nosso caso. E, nesse caso, constatamos que existe. Ou examinemos a questão de outro ângulo. Se existisse um poder exterior que controlasse o universo, ele não poderia se revelar para nós como um dos fatos do próprio universo – da mesma forma que o arquiteto de uma casa não pode ser uma de suas escadas, paredes ou lareira. A única maneira pela qual podemos esperar que esta força se manifeste é dentro de nós mesmos. Como uma influência ou voz de comando que tente nos levar a adotar uma determinada conduta. É justamente isso que descobrimos dentro de nós. Já não deveríamos ficar com a pulga atrás da orelha? No único caso em que podemos encontrar uma resposta, ela é positiva; nos outros, em que não há respostas, entendemos por que não podemos encontrá-las.
Suponha que alguém me perguntasse, acerca de um homem de uniforme amarelo que passa de casa em casa depositando envelopes de papel em cada uma delas, por que, afinal, eu concluo que dentro dos envelopes existem cartas. Eu responderia: “Porque sempre que ele deixa envelopes parecidos na minha casa, dentro deles há uma carta para mim.” Se o interlocutor objetasse: “Mas você nunca viu as cartas que supõe que as outras pessoas recebam”, eu diria: “É claro que não, e nem quero vê-las, porque não foram endereçadas a mim. Eu imagino o conteúdo dos envelopes que não posso abrir pelo dos envelopes que posso.” O mesmo se dá aqui. O único envelope que posso abrir é o Ser Humano. Quando o faço, e especialmente quando abro o Ser Humano chamado “Eu”, descubro que não existo por mim mesmo, mas que vivo sob uma lei, que algo ou alguém quer que eu me comporte de determinada forma.
A imprevisibilidade da realidade criada sugere a imprevisibilidade da realidade incriada (pág. 55):
A experiência me diz que a realidade, além de complicada, é quase sempre estranha. Não é precisa, nem óbvia, nem previsível. Por exemplo, quando você descobre que a Terra e os outros planetas giram em torno do Sol, pensa naturalmente que todos os planetas devem se comportar da mesma maneira, que são separados por distâncias iguais ou distâncias que aumentam, proporcionalmente, ou que devem aumentar ou diminuir de tamanho à medida que se afastam do Sol. No entanto, não encontramos nem métrica nem método (que possamos compreender) nos tamanhos ou distâncias. Além disso, alguns planetas possuem uma lua; outros, quatro; alguns, nenhuma; e um planeta tem um anel.
A realidade, com efeito, é algo que ninguém poderia adivinhar. Este é um dos motivos pelo qual acredito no cristianismo. É uma religião que ninguém poderia adivinhar. Se ela nos oferecesse o tipo de universo que esperaríamos encontrar, eu acharia que ela havia sido inventada pelo homem. Porém, a religião cristã não é nada daquilo que esperávamos; apresenta todas as mudanças inesperadas que as coisas reais possuem.
As palavras de Cristo não admitem meio termo entre ser Filho de Deus e ser um sujeito presunçoso (pág. 68-70):
O que diríamos de um homem que, sem ter sido pisado ou roubado, anunciasse o perdão dos pisões e dos roubos cometidos contra os outros? Presunção  é a descrição mais gentil que podemos dar da sua conduta. (…) Nos lábios de qualquer pessoa que não Deus, essas palavras implicam algo que só posso chamar de uma imbecilidade e uma vaidade não superadas por nenhum outro personagem da história. (…) Cristo afirma ser “humilde e manso”, e acreditamos nele, sem nos dar conta de que, se ele fosse somente um homem, a humildade e a mansidão seriam as últimas qualidades que poderíamos atribuir a alguns de seus ditos. (…) Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido – ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior.
Moral não é mera questão social, pois há um objetivo comum à frota em si, e não apenas aos barcos individualmente (pág. 95-96):
Há homens que, falando de seus projetos, dizem que eles “não podem estar errados, pois não farão mal a ninguém”. (…) No seu modo de pensar, não importa como o navio está por dentro, desde que não colida com a embarcação ao lado. E, quando começamos a pensar sobre a moral, é muito natural partirmos do primeiro fator, que são as relações sociais. De que vale dar instruções precisas de navegação aos barcos se eles não passam de embarcações velhas e enferrujadas, que não obedecem aos comandos?
O juro é anti-cristão (pág. 112-113):
Há um conselho, dado pelos gregos pagãos da Antiguidade, pelos judeus do Velho Testamento e pelos grandes mestres cristãos da Idade Média, que foi completamente desobedecido pelo sistema econômico moderno. Todos eles disseram que não se deve emprestar dinheiro a juros; e o empréstimo a juros – o que chamamos de investimentos – é a base de todo o nosso sistema. Não se pode, no entanto, concluir com absoluta certeza que estejamos errados. Alguns dizem que, quando Moisés, Aristóteles e os cristãos concordam em proibir o juro (ou “usura”, como diriam), eles não podia prever as sociedades acionárias e pensavam apenas no agiota particular, e que, portanto, não devemos nos preocupar com o que disseram. Essa é uma questão sobre a qual não cabe a mim opinar. Não sou economista e simplesmente não sei se foi o sistema de investimentos o responsável pelo estado de coisas em que nos encontramos. Por isso é que precisamos de economistas cristãos. Entretanto, eu não estaria sendo honesto se não dissesse que três grandes civilizações concordaram (pelo menos é o que parece à primeira vista) em condenar o próprio fundamento em que se baseia toda a nossa vida.
O esforço moral leva ao conhecimento do mal (pág.123):
A caminhada na direção certa leva não só à paz, mas também ao conhecimento. Quando um homem melhora, torna-se cada vez mais capaz de perceber o mal que ainda existe dentro de si. Quando um homem piora, torna-se cada vez menos capaz de captar a própria maldade. Um homem moderadamente mau sabe que não é muito bom; um homem completamente mau acha que está coberto de razão. Nós sabemos disso intuitivamente. Entendemos o sono quando estamos acordados, não quando adormecidos. Percebemos os erros de aritmética quando nossa mente está funcionando direito, não no momento em que os cometemos. Compreendemos a natureza da embriaguez quando estamos sóbrios, não quando bêbados. As pessoas boas conhecem tanto o bem quanto o mal; as pessoas más não conhecem nenhum dos dois.
O alicerce do casamento é o amor sereno, e não a paixão (pág. 143-145):
O que chamamos de “estar apaixonado” é um estado maravilhoso e, sob diversos aspectos, benéfico para nós. Ajuda-nos a ser mais generosos e corajosos, abre nossos olhos não apenas para a beleza do objeto amado, mas para toda a beleza, e subordina (especialmente no início) nossa sexualidade animal; nesse sentido, o amor é o grande subjugador do desejo. Ninguém que tenha o uso perfeito da razão negaria que estar apaixonado e melhor do que a sensualidade ordinária ou o frio egocentrismo. Mas, com eu disse antes, “a coisa mais perigosa que podemos fazer é tomar um certo impulso de nossa natureza como padrão a ser seguido custe o que custar”. Estar apaixonado é muito bom, mas não é a melhor coisa do mundo. Existem muitas coisas abaixo, mas também muitas outras acima disso. A paixão amorosa não pode ser a base de uma vida inteira. É um sentimento nobre, mas, mesmo assim, é apenas um sentimento. Não podemos nos fiar em que um sentimento vá conservar para sempre sua intensidade total, ou mesmo que vá perdurar. O conhecimento perdura, como também os princípios e os hábitos, mas os sentimentos vêm e vão. E, o que quer que as pessoas digam, a verdade é que o estado de paixão amorosa normalmente não dura. Se o velho final dos contos de fadas: “E viveram felizes para sempre”, quisesse dizer que “pelos cinqüenta anos seguintes sentiram-se atraídos um pelo outros como no dia anterior ao casamento”, estaria se referindo a algo que não acontece na realidade, que não pode acontecer e que, mesmo que pudesse, seria pouquíssimo recomendável. Quem conseguiria viver nesse estado de excitação mesmo por cinco anos? Que seria do trabalho, do apetite, do sono, das amizades? É claro, porém, que o fim da paixão amorosa não significa o fim do amor. O amor nesse segundo sentido – distinto da “paixão amorosa” – não é um mero sentimento. É uma unidade profunda, mantida pela vontade e deliberadamente reforçada pelo hábito; é fortalecida ainda (no casamento cristão) pela graça que ambos os cônjuges pedem a Deus e dele recebem. Eles podem fruir desse amor um pelo outro mesmo nos momentos em que se desgostam, da mesma forma que amamos a nós mesmos mesmo quando não gostamos da nossa pessoa. Conseguem manter vivo esse amor mesmo nas situações em que, caso se descuidassem, poderiam ficar “apaixonados” por outra pessoa. Foi a “paixão amorosa” que primeiro os moveu a jurar fidelidade recíproca. O amor sereno permite que cumpram o juramento. É através desse amor que a máquina do casamento funciona: a paixão amorosa foi a fagulha que a pôs em funcionamento.
Se você discorda de mim, é claro que vai dizer: “Ele não sabe do que está falando. Ele nem é casado.” Talvez você tenha razão. Antes de dizer isso, porém, tome o cuidado de embasar seu julgamento nas coisas que você conhece por experiência pessoal ou pela observação de seus amigos, e não em idéias derivadas de romances ou de filmes. Isso não é tão fácil quanto as pessoas pensam. Nossa experiência é preenchida pelas cores dos livros, peças de teatro e filmes do cinema, e é necessário ter paciência para delas desentranhar e para separar o que aprendemos da vida por nós mesmos.
As pessoas tiram dos livros a ideia de que, se você casou com a pessoa certa, viverá “apaixonado” para sempre. Como resultado, quando se dão conta de que não é isso o que ocorre, chegam à conclusão de que cometeram um erro, o que lhes daria o direito de mudar – não percebem que, da mesma fora que a antiga paixão se desvaneceu, a nova também se desvanecerá.
O homem é mais justo nas relações públicas do que a mulher (pág. 150):
As relações da família com o mundo exterior devem depender, em última análise, do homem, porque ele deve ser, e normalmente é, mais justo em relação às pessoas de fora. A mulher luta prioritariamente pelos filhos e pelo marido contra o resto do mudo. Naturalmente e, em certo sentido, quase com razão, as necessidades deles são priorizadas em detrimento de todas as outras necessidades. A mulher é a curadora especial dos interesses da família. A função do marido é garantir que essa predisposição natural da mulher não chegue a predominar.
O orgulho é o ego em competição (pág. 162-167):
Se quer descobrir o quão orgulhoso você é, a maneira mais fácil é perguntar-se: “Quanto me desagrada que os outros me tratem como inferior, ou não notem minha presença, ou interfiram nos meus negócios, ou me tratem com condescendência, ou se exibam na minha frente?” (…) O que quero deixar claro é que o orgulho éessencialmente competitivo – por sua própria natureza –, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer. O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inteligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ricos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgulhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. (…) Mais de um homem conseguiu superar a covardia, a luxúria ou o mau humor pela crença inculcada de que tudo isso estava abaixo da sua dignidade. Ou seja, venceram pelo orgulho. O diabo ri às gargalhadas. Fica satisfeitíssimo de nos ver castos, corajosos e controlados desde que, em troca, prepare para nós uma Ditadura do Orgulho. Do mesmo modo, ele ficaria contente de curar as fieiras dos nossos pés se pudesse, em troca, nos deixar com câncer. O orgulho é um câncer espiritual: ele corrói a possibilidade mesma do amor, do contentamento e até do bom senso.
Amor é um estado da vontade, e não um estado sentimental (pág. 173):
O amor no sentido cristão não é uma emoção. Não é um estado do sentimento, mas da vontade: aquele estado da vontade que temos naturalmente com a nossa pessoa, mas devemos aprender a ter com as outras pessoas.
Na teologia cristã, Deus está além do “Deus pessoal” e do “Deus impessoal” (pág. 213-216):
Hoje em dia, um bom número de pessoas diz : “Acredito em Deus, mas não num Deus pessoal.” Elas pressentem que o mistério por trás de todas as coisas deve ser maior que uma pessoa. Os cristãos concordam com isso. Porém, os cristãos são os únicos que oferecem uma ideia de como seria esse ser que está além da personalidade. Todas as outras pessoas, apesar de dizerem que Deus está além da personalidade, na verdade concebem-no como um ser impessoal: melhor dizendo, como algo aquém do pessoal. Se você está em busca de algo suprapessoal, algo que seja mais que uma pessoa, não se verá obrigado a escolher entre a ideia cristã e as outras idéias, pois a ideia cristã é a única existente no mercado. (…) No nível divino, ainda existem personalidades; nele, porém, as encontramos combinadas de maneiras novas, maneiras que nós, que não vivemos nesse nível, não podemos imaginar. Na dimensão de Deus, por assim dizer, encontramos um Ser que são três pessoas sem deixar de ser um único Ser, da mesma forma que um cubo são seis quadrados sem deixar de ser um único cubo. É claro que não conseguimos conceber plenamente um Ser como esse. Do mesmo modo, se percebêssemos apenas duas dimensões do espaço, não poderíamos jamais imaginar um cubo. Mesmo assim podemos ter dele uma noção vaga. Quando isso acontece, nós conseguimos ter, pela primeira vez na vida, uma ideia positiva, mesmo que tênue, de algo suprapessoal – algo maior que uma pessoa.
Todos os que creem em Deus acreditam que ele sabe o que eu e você faremos amanhã. Mas, se ele sabe que farei isto ou aquilo, onde está a minha liberdade de fazer o contrario? Bem, mais uma vez a dificuldade está em pensar que Deus progride como nós numa seqüência temporal, com a única diferença de que ele consegue enxergar o futuro e nós, não. Bem, se isso é verdade, se Deus prevê os nossos atos, fica difícil entender nossa liberdade de não fazer algo. Suponha, no entanto, que Deus esteja fora e acima da linha do tempo. Nesse caso, isso que chamamos “amanhã” é visível para ele da mesma forma que o que chamamos “hoje”. Todos os dias são “agora” aos olhos de Deus. Ele não se lembra de que ontem você fez isto e aquilo; simplesmente vê você fazendo essas coisas, porque, embora você tenha perdido para sempre o dia de ontem, ele não perdeu. Ele não “antevê” você fazendo isto e aquilo amanhã; simplesmente vê você fazendo essas coisas, pois, embora o amanhã ainda não exista para você, já existe para ele. Você nunca pensou que os atos que faz agora são menos livres só porque Deus sabe o que você está fazendo. Bem, ele conhece suas ações de amanhã exatamente da mesma maneira – pois já está no amanhã e pode simplesmente observá-lo. Num certo sentido, ele não conhece nossas ações até que elas tenham acontecido; no entanto, o momento em que elas acontecem já é “agora” para ele.

domingo, 11 de agosto de 2013

Testemunho do Ex-pregador protestante Daniel Silveira: RESOLVI ESTUDAR O CATECISMO PARA ACUSA-LA, E ACABEI ME CONVERTENDO

ESPECIAL CONVERSÃO PROTESTANTE:

Testemunho de um Ex-pregador protestante: RESOLVI ESTUDAR O CATECISMO PARA ACUSA-LA, E ACABEI ME CONVERTENDO

Queridos irmãos e irmãs, quero saudá-los com a paz de nosso Senhor Jesus Cristo. Escrever meu testemunho de vida sempre é muito bom, partilhar as maravilhas que Deus fez em minha vida é sempre uma alegria para mim. Já tive doenças quando criança e fui curado, já usei drogas inclusive o crack e fui liberto, já fiz assalto, fui cabeça de gangue, estive em meio a tiros com policia e etc. Fui curado pedindo a intercessão da Virgem Maria, no dia em que fui a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, aqui em Fortaleza-Ce. Mas logo que entrei na Igreja Católica, me aproximei de um Pastor protestante da seita: ''Assembléia de Deus, Ministério de Madureira''. Com ele comecei a estudar as mentiras do protestantismo e acabei sendo iludido. A Bíblia nos diz que: ''Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar''

(1 Pedro 5,8). A parti dali eu abandonei minha fé Católica, e me entreguei ao protestantismo. Comecei a estudar a fundo as mentiras dos protestantes contra a Santa Igreja. Comecei então a pregar em cultos protestantes contra a Igreja Católica, quebrei imagens, cuspi na Imagem de Cristo Crucifixado, toquei fogo em Bíblia Católicas, quebrei rosários, preguei furiosamente que as imagens dos Santos da Igreja eram ídolos, falei mal do Papa, toda vez que passava na calçada da Igreja Católica eu cuspia no chão, dizia que as imagens de Maria era o demônio disfarçado, falava que a Igreja Católica era o paganismo disfarçado... Então em um belo dia, resolvi estudar o Catecismo da Igreja Católica para que minhas pregações contra a Igreja Católica fossem mais sólidas. Quando comecei a ler as coisas da Igreja, conheci páginas na internet através do Facebook que defendia a Igreja, e comecei a debater com uns Católicos.

Comecei a conhecer verdadeiramente a doutrina da Igreja Católica, foi quando comecei a se sentir tocado por Deus verdadeiramente, comecei a perceber que tudo que eu falava contra a Igreja Católica era mentira. Acusei a Igreja de algo que ela não é, e de coisas que ela não ensina. Estudei mais a fundo e deixei o protestantismo. No dia em que larguei a heresia protestante, foi um impacto muito grande para as pessoas que me conheciam como protestantes. Muitos vieram até mim, tentaram me arrancar de Cristo de novo, mais eu não deixei mais que isso acontecesse porque eu já estava blindado pela verdade. Comecei a evangelizar e até hoje defendo a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana. Tentei resumir aqui meu testemunho ao máximo, brevemente quando receber alguns convites para pregar novamente gravarei detalhado o que passei no protestantismo e como foi que deixei com mais detalhes. Irmão e irmãs, esta é a história de mais um que se converteu, não deixe de rezar peloas seus familiares que estão perdidos no protestantismo, não deixe de rezar pelos seus amigos... E principalmente tenham cuidado para não cair no erro que eu cair outrora... A Bíblia ensina: ''Não deis lugar ao diabo''.
Efésios 4:27)

Lembre-se que o diabo usou a própria Bíblia para tentar desviar Jesus Cristo (confira: Mateus 4,6-7), da mesma forma ele faz hoje para arrancar os filhos de Deus da Santa Igreja Católica!

Por: Daniel Silveira Fonteles Linhares.

(OBS: Não odeio de maneira nenhuma os protestantes, apenas combato o PROTESTANTISMO. Me direciono ao PROTESTANTISMO e não aos protestantes. Porque tem muitas pessoas pensando que odeio os protestantes... NÃO É ISSO, apenas combato a MENTIRA PROTESTANTE!)


Esse foi meu testemunho de Vida na Televisão:
http://www.youtube.com/watch?v=IlPTmHmoWxQ

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Toda uma comunidade evangélica se converte ao catolicismo

Escrito por Eternamente Católicos terça-feira, 6 de agosto de 2013

Em todo o mundo, cada vez mais protestantes e "evangélicos" retornam à Igreja Católica. Conheça a história do Pastor Alex e de sua comunidade evangélica.
O ex-pastor Alex Jones
O ex-pastor Alex Jones
Aconteceu nos Estados Unidos. A “Igreja Cristã Maranatha” ficava na Av. Oakman, Detroit. Hoje, o imóvel está à venda.
Tudo começou quando o pastor Alex Jones, 58 anos, passou a trocar o culto pentecostal por uma espécie de réplica da Missa. No domingo, 4 de junho de 2006, durante a celebração da Unidade Cristã e da Ascensão do Senhor, os líderes da congregação decidiram (por 39 votos a favor e 19 contra) dar os passos necessários para torná-la oficialmente católica. Uma história repleta de anseios, surpresas, amor e alegria.
“Eu pensava que algum espírito tinha se apossado dele”, disse Linda Stewart, sobrinha do pastor Alex. “Pensava que, na procura pela verdade, ele tinha se perdido”. Linda considera o tio como um pai, ela que foi adotada por ele desde o falecimento do verdadeiro pai. A preocupação da moça começou quando seu tio trocou o estudo da Bíblia, que era feito sempre às quartas-feiras, pelo estudo dos primitivos Padres da Igreja.
Gradualmente a congregação foi deixando o culto evangélico e retornando à Santa Missa: ajoelhar-se, o Sinal da Cruz, o Credo de Niceia, a Celebração Eucarística: todos os 9 passos. Linda explica: “Aprendi que a Igreja Católica era a grande prostituta do Apocalipse e o Papa era o Anticristo. E Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos Jesus. Eu estava triste e pensava: ‘ele está maluco se pensa que vamos cair nessa!’”.
O começo de tudo se deu quando Jones ouviu, num programa de rádio chamado “Catholic Answers” (‘Respostas Católicas’), o debate entre o protestante David Hunt e o apologista católico Karl Keating. O católico fez a pergunta-chave: “Em quem você acreditaria, no caso de um acidente, para saber o que aconteceu? Nos que estavam ali, como testemunhas oculares (Apóstolos), ou naquele que só apareceu depois de muitos anos (Lutero)?” O que era desde o princípio, o que ouvimos e vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos tocaram do Verbo da Vida. Porque a Vida se manifestou e nós a vimos; damos testemunho e anunciamos a Vida Eterna, que estava no Pai e se manifestou a nós; O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que tenhais comunhão conosco: nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a vossa alegria seja completa." (I João 1-4)
Keating acentuou que, para aprender a verdade sobre a Igreja Cristã, era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, isto é, aqueles que estiveram lá desde o começo da história. “Aquilo fazia sentido”, disse o pastor Jones: “Guardei no coração e ponderei; mas só vim a compreender tudo quando li os Padres da Igreja e conheci uma Cristandade que não tínhamos em nossa igreja”. “Percebi que o centro do culto dos primeiros cristãos não era somente a pregação e o louvor, mas a Eucaristia, como o Corpo e o Sangue de Cristo presente”, declarou ele ainda.
No começo do verão de 1998, o pastor Jones decidiu reativar o verdadeiro culto da Igreja Primitiva em sua comunidade. Passou a realizar uma espécie de celebração eucarística todos os domingos. “Minha congregação achava ridículo”, recorda ele. “Eles diziam que uma vez por mês era o suficiente”. Jones leu o livro “Cruzando o Tibete”, de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, e aprendeu muito sobre as Escrituras, o Batismo e a Eucaristia. Mais tarde pode conhecer este autor no Seminário do Sagrado Coração em Milão, e passou a encontrá-lo regularmente.
Os dois dialogavam quase diariamente, por telefone ou e-mail. Ao estudo da Bíblia somou-se o estudo da Patrologia, do Catecismo, da Virgem Maria e os santos, do Purgatório, da Teologia Sacramental... “Comecei a deixar de lado a Sola Scriptura (somente a Bíblia), que representa o coração e a alma da fé protestante”, diz Jones. Parte do povo começou a abandonar a congregação. Relata a sobrinha de Jones: “A cada domingo eu ia para casa e dizia: ‘este foi o último; não volto mais”. Mas como confiava que seu tio era um homem de Deus, acabava retornando sempre, e aos poucos as coisas começaram a fazer sentido para ela também.
Vídeo do testemunho emocionado de Alex Jones: "Como encontrei a Verdade na Igreja Católica":
No processo de mudar o culto da Comunidade Maranatha, pastor Jones finalmente percebeu o óbvio: “Por quê recriar a roda? Já existe a Igreja que faz o culto da maneira correta: a Igreja Católica!” “Comecei a perceber que a Igreja eterna era a Católica. Todas as outras tiveram uma data de início e foram fundadas por homens. Eu encontrara a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder todo o resto.” A SITUAÇÃO DA ESPOSA “Parecia uma coisa temporária. Então ele começou a mudar as coisas drasticamente e eu me perturbei, porque achava que ele estava indo pelo caminho errado”, diz Donna Jones, 33 anos, esposa do ex-pastor Alex.
“Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de idolatria”, completa ela: “Quando começou a abraçar essa fé, eu disse: ‘Tem alguma coisa errada aqui’”... Alex e Donna começaram a discutir sobre usos cristãos. Donna começou a estudar a Igreja Católica para contrariar o marido, na tentativa de desviá-lo daquele caminho, como ela explica: “Precisava de ‘munição’ para contra-atacar. Mas, logo que eu comecei a ler sobre os Padres da Igreja, uma mudança começou acontecer no meu coração”.
No verão de 1998, Dennis Walters, diretor do Rito de Iniciação Cristã para Adultos da Paróquia Cristo Rei (Ann Arbor), se encontrou com a família Jones. Walters forneceu exemplares do Catecismo aos líderes de toda a Congregação Maranatha, e respondia às muitas perguntas sobre a doutrina. Por quase 10 anos, Walters se encontrou com os Jones todas as terças-feiras, e ficavam juntos por 4 ou 5 horas. Ele conta que Donna lutou contra a possibilidade de admissão na Igreja Católica também porque isso significaria a perda do emprego bastante rentável do seu marido. Rindo, ela conta que orava assim: “Senhor, o que estou fazendo, após 25 anos de ministério? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure...”. Mas conclui contando o que aconteceu depois de algum tempo: “Então o Espírito Santo me falou ao coração: ‘Eu não estou questionando sobre a sua concordância ou não. Estou tratando da sua conformação à Imagem de Cristo’”.
Exatamente 8 meses depois, numa tarde, Donna se dirigiu ao seu marido e anunciou: “Eu sou católica!”. Depois disso, Alex Jones concluiu: “Este é definitivamente um trabalho do Santo Espírito! Quando me foi revelado que esta era a sua Igreja, não foi difícil tomar a minha decisão, embora soubesse que isso me custaria tudo”.
Para formalizar a sua conversão, a Congregação Maranatha vêm se comunicando com a Arquidiocese de Detroit há mais de um ano. A Arquidiocese está procedendo com cautela, pois há muito a ser estudado, como a situação dos casados pela segunda vez e as posições que serão adequadas para os ministros da Maranatha dentro da Igreja Católica. Por enquanto, há a possibilidade de o ex-pastor Alex Jones entrar para o seminário e se tornar padre ou diácono. Ex-pastores casados convertidos têm feito isso: Steve Anderson, de White Lake, era padre numa “igreja carismática episcopal” antes de se unir à Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, ele recebeu permissão de Roma para se tornar padre e entrará no Seminário Maior do Sagrado Coração, para começar 3 anos de estudos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing.
O resultado da votação dos líderes da Congregação, a favor da conversão à Igreja Católica, foi motivo de festa para Linda, a sobrinha de Jones. Na ocasião, ela declarou: “Estou muito feliz! Mal posso esperar para entrar em Comunhão plena com a Igreja Católica, porque acredito realmente que ela é a Igreja que Cristo deixou aqui, e preciso ser parte dessa Igreja!”...

sábado, 3 de agosto de 2013

Mais um pastor se converte ao Catolicismo! Confira!!!


Missionárias testemunham participação no Jesus no Litoral

 Durante a Jornada Mundial da Juventude, a RCCBRASIL realizou o Jesus no Litoral, missão de evangelização nas ruas e praias. Dos cerca de 1.800 jovens que participaram, seis são da RCC diocese de Guaxupé/MG. Confira alguns relatos sobre a experiência vivida no Rio de Janeiro:
“Após nove dias de JMJ o que fica é saudade! Esses dias no Rio de Janeiro foram momentos intensos de emoção, alegria e contentamento, porém também foram dias de sofrimento e desapego. Pudemos experimentar em cada dificuldade o amor de Cristo, seja nas filas imensas, no trajeto demorado para casa, nas dores no corpo, na chuva, no frio, etc. Nenhum obstáculo foi maior que o a experiência de amor que fizemos nesta JMJ. Ver o Cristo em cada rosto jovem, em cada cultura, em cada gesto foi a maior gratificação. Deus foi tão carinhoso conosco, colocou em nosso caminho pessoas maravilhosas que nos acolheram e cuidaram de nós. Estar entre os milhões de jovens naquela praia é, sem dúvida alguma, vivenciar a força de Cristo que se revela no Jovem, que está na Igreja! Sou apaixonada pela juventude, pela Igreja Católica, pelo Papa. E não podia deixar de agradecer a RCC, movimento esse que me apresentou o mais belo amor. Aqui bate um coração Sentinela!”
Sabrina Verola - Areado 
 
“Participar da JMJ foi a realização de um sonho. Poder ver e conviver com pessoas cheias de diferenças, seja elas de cor, nacionalidade, idioma, cultura e aprender com elas a todo instante e notar que no final de tudo o sorriso era sempre o mesmo e a alegria contagiante. 
Viver a JMJ foi poder ver no próximo o próprio Cristo, o Cristo Jovem. E ter a presença do Papa em nosso meio foi algo inexplicável. Poder ouvir as palavras do Pastor que não hesitou em estar próximo de suas ovelhas.
Sobre o Jesus no Litoral, foi um verdadeiro aprendizado. Tinha eu a certeza de que iria em Missão para aprender mais sobre o Cristo que o apresentar e foi exatamente isso que aconteceu.
Seja nas casas, no trem, metrô, ruas ou ônibus, o anúncio era inevitável e o retorno das pessoas sempre vinha acompanhado de muita fé e esperança.
Cantar pelas ruas, receber e dar um abraço era algo tão grande que o sorriso não cabia no rosto. A Missão Jesus no Litoral veio em minha vida pra mostrar que o mundo precisa de nós e nós do mundo. Que mesmo em meio a desafios, chuvas e horas no trânsito o verdadeiro missionário não escolhe hora e nem lugar e só está onde Cristo realmente quer que esteja.”
Juliana Vieira - Juréia 
 
“Obediência. Foi isso que me fez dizer não para as minhas próprias vontades, embarcar para o Rio de Janeiro e me unir a quase 100 pessoas totalmente desconhecidas, vindas do Paraná, Goiás e Distrito Federal. O que para mim seriam os piores nove dias da minha vida, se transformaram nos dias em que Deus escolheu para transformar meu coração, me curar, mudar minha direção, restaurar a minha fé. Certamente, foram dias que me fizeram decidir por Jesus!
Eu já sabia que o Senhor não desampara os seus, mas descobri que ainda não confiava nisso plenamente. Também enxerguei um claro sinal de Deus quando me enviou ao QG 4 Santa Terezinha: a minha santinha, meu maior exemplo de que vale a pena lutar pelo céu. E foi a partir de pequenos detalhes que Ele foi me moldando. A convivência, os banhos gelados, as horas intermináveis vividas nos ônibus, trem e metrô, as longas caminhadas, o peso da mochila, o frio, dores no pé, dores nas costas por dormir no chão, a falta de banheiros. Tudo isso fazia parte do plano de Deus. Um plano bem maior que eu sou capaz de compreender. Um plano que me fez sair do meu pequeno mundinho, egoísta, só meu, cheio de pequenos luxos e confortos, para me lançar verdadeiramente na vontade Dele para a minha vida.
Foram inúmeros momentos de emoção, de lágrimas, de alegrias. Foram diversas conversas, pessoas escolhidas a dedo para cruzarem o meu caminho com palavras edificantes, de amizade, de cuidado. Pessoas com olhares que transmitiam o próprio Cristo. E como não guardar para sempre o privilégio de ter participado do cordão de isolamento do papa? Poder ver tão de perto esse santo homem que conquistou um país inteiro, incluindo meus amigos evangélicos e ateus, com sua mensagem de amor e humildade, é algo simplesmente impossível de explicar. Foi sentir Jesus Vivo, através da presença e carinho do nosso pastor.
Fiz parte de mais de três milhões de pessoas. Uma multidão que se ajudava, respeitava, se amava. Um único povo, com idiomas, cores, tradições diferentes, mas com uma mesma fé! Vi que a Igreja é Viva. Vi que o mundo não está perdido. Há sim gente do bem e gente disposta a combater tudo que o mundo prega, em favor de si mesmo e dos irmãos.”
Julianne Batista - Poços de Caldas 
 
Fonte: RCC Guaxupé

Pregação: Os frutos da fé - 15/05/13 (Prado Flores no Congresso Internacional de Pentecostes))


Manifestação Gay na Jornada Mundial da Juventude 2013


Padre Paulo Ricardo corrige heresia do vocalista da banda Rosa de Saron


Marcha das Vadias critica Igreja Católica em Copacabana, no Rio




Polícia investiga casal por quebra de imagens de santos em Marcha das Vadias no Rio


O casal tirou as roupas, quebrou as imagens e ainda sentou na cabeça de uma delas

  • O casal tirou as roupas, quebrou as imagens e ainda sentou na cabeça de uma delas
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a ação de um casal durante a Marcha das Vadias no último sábado (27), em Copacabana, zona sul do Rio, em que imagens de santos foram danificadas.
Eles tiraram as roupas, quebraram as imagens e ainda sentaram na cabeça de uma delas. A marcha ocorreu durante a concentração de peregrinos para a 1ª missa da Jornada Mundial da Juventude com o papa Francisco. O caso é investigado pela 12ª DP (Copacabana).
A edição deste ano reuniu cerca de 1.500 pessoas na orla de Copacabana. As ativistas protestavam contra a política da Igreja Católica e reivindicavam o Estado laico. Durante a marcha houve, distribuição de camisinhas, mulheres se beijando e cartazes a favor do aborto.

Evangélico que cantou para o Papa foi duramente criticado


O cantor e compositor Asaph Borba, participou da Jornada Mundial da Juventude e foi duramente criticado por evangélicos nas redes sociais.

O pastor e cantor Asaph Borba, um dos pioneiros no estilo musical "louvor e adoração" no Brasil, começou sua carreira há 37 anos e tem uma vasta experiência ministerial e musical no Brasil. Ele é o autor de canções como "Alto Preço" e "Jesus em Tua Presença", consagradas no passado e que até hoje são cantadas em várias igrejas. Como missionário Asaph explica que já participou de cerimônias religiosas diversas pelo mundo afora.


"... já cantei também em outras Igrejas e Seminários Católicos, Sinagogas, também para Budistas no Japão. Cantei Cânticos Proféticos na Catedral de Granada, ministrei para os comunistas em Cuba, por 16 anos ministro para os Muçulmanos em 8 nações do Oriente Médio, no Seminário Ortodoxo no Líbano e Grego Ortodoxos na Macedônia, para judeus e palestinos em Israel e Coptas no Egito." Postou Asaph em seu perfil no Facebook.

Asaph Borba foi criticado por alguns evangélicos, acusando-o de fomentar o ecumenismo ao cantar na Jornada Mundial da Juventude, onde o Papa esteve. Outros até o acusaram de idolatria per estar com os "idólatras".

O pastor Júnior Souza usou sua conta no Twitter para criticar o cantor: “Deixando de seguir @asaphborba você envergonha o sangue dos que morreram nas arenas por leões defendo a exclusividade da adoração a Cristo (sic)”, escreveu.

Nota do blogueiro: Só pode atacar o Asaph Borba quem tem o total desconhecimento de sua trajetória como missionário, cantor e compositor, mas acima de tudo como servo de Deus.

 Diante de Tanta polêmica, Asaph Borba publicou uma nota sobre os questionamentos e críticas:

Observando os questionamentos feitos por milhares de irmãos, nestes últimos dias, uma das preocupações mais citadas foi o quanto eu possa ou não, ter recebido por ministrar no evento da JMJ.

Quero então, com paciência e amor, declarar que nem um centavo sequer foi exigido ou recebido por mim para participar do congresso. Nem mesmo a passagem, gasolina ou alimentação foi oferecida e também não foi exigida por mim e pela equipe que me acompanhava. Também não vendi CDs, nem livros. Nossa gravadora não montou o tradicional estande de CDs e livros. Como já declarei, estive neste evento por direção de Deus e amor aquelas vidas .

Quando Matteo Calisi presidente da Fratenidade Católica Carismática Mundial fez o convite, em dezembro de 2012, depois de oração e conselho, aceitei e, como Paulo declara em 2 Cor. 6:11, simplesmente alarguei meu coração para ministrar aos jovens ali presentes e, como já falei, foi uma grande bênção.

Hoje, entretanto, comecei ver algumas mentiras postadas a respeito do assunto. Em entrevista a uma rádio no Rio o pastor me falou sobre um post que diz que fui cantar para o Papa. Mentira! Primeiro, cantei para Deus como o faço sempre e em qualquer lugar. Segundo, ministrei para um grupo de alguns milhares de jovens carismáticos sedentos por algo novo de Deus, liderados por um contingente impressionante de homens e mulheres, vindos de todo o Brasil e mundo, com fome e sede espiritual.

Tenho alegria em ter sido uma influência em meio a estas pessoas, a sei que fui sal e luz.

No dia 15 de novembro, estarei entre os índios no Matogrosso, por certo vai ter um pagé por lá, será que causará tanto alvoroço? Depois estarei em Nazaré e Belém entre árabes palestinos e católicos ortodoxos e assim por diante continuaremos proclamando. Depois, vou pra África do Sul, onde o presidente tem cinco esposas e os crentes que estarão no evento, não tenho a mínima ideia de quem sejam.

Mas o importante é que eu sei quem eu sou.

Graças a Deus que ordena na Palavra que sejamos testemunhas e não juízes. Aleluia!
Amo vcs!
Asaph

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