Pesquisar neste blog:

sábado, 15 de dezembro de 2012

Igreja Universal é condenada por coagir fiel a dar ofertas

A decisão do TJ-RS foi assinada pela juíza Carmen Luiza Rosa Constante Barghouti que ouviu depoimentos de membros e até do pastor da igreja

por Leiliane Roberta Lopes


Igreja Universal é condenada por coagir fiel a dar ofertasA Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada pela Justiça a pagar indenização para um casal que entrou com a ação alegando que foram coagidos a entregar seus bens em troca de bênçãos.
O processo foi aberto na cidade de Lageado, Rio Grande do Sul, e julgado pela juíza Carmen Luiza Rosa Constante Barghouti da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ-RS) que entendeu que a denominação desafiou a empresária e seu companheiro a fazer donativos superiores às suas capacidades.
Ao entrar com o processo o casal disse que estava com problemas financeiros e que chegaram até a igreja acreditando que estes seriam resolvidos. O pastor então começou a ensinar que eles deveriam fazer doações altas e que Jesus daria mais dinheiro em troca.
Com esta promessa a empresária passou a entregar jóias, eletrodomésticos, aparelho celular e até vendeu o automóvel que possuía para entregar o valor como oferta. Por este motivo a juíza decretou que a IURD pague uma indenização no valor de R$20 mil e que restitua os celulares, o aparelho de fax, dois aparelhos de ar-condicionado e uma impressora para a reclamante.
Ao recorrer da decisão os advogados da Igreja Universal alegam que os pastores não constrangem seus fiéis a entregar dízimos ou ofertas e que não há provas de que a mulher estivesse provada de discernimento durante o período que frequentou a denominação.
Algumas testemunhas foram ouvidas entre eles o pastor da igreja que confirmou que ela frequentou o templo e que depois de relatar problemas financeiros chegou a testemunhar que através dos votos conseguiu fechar um bom contrato.
Já os membros chamados como testemunhas explicaram como é feito a oferta dizendo que se o fiel se compromete a doar e não cumpri, recebe uma carta baseada em um trecho da Bíblia mostrando as penalidades de não entregar o que prometeu.
Ao dar o julgamento a juíza entendeu que houve coação moral e psicológica que fizeram com que a autora do processo, e outros fiéis da igreja, fossem desafiados a entregarem ofertas para sob ameaça de não ser abençoada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página