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sábado, 30 de junho de 2012

Conversão de Blogueira ateísta ao catolicismo mostra a atração e a força da verdade!


Mark Shea gosta de descrever a blogueira Leah Libresco como “a minha ateia favorita”, e eu estou com ele. Leah é uma lufada de ar fresco para contrapor aos furiosos, fundamentalistas, retóricos e intolerantes novos ateus como Richard Dawkins, Sam Harris e o falecido Christopher Hitchens.
Em contraste com eles, Leah é calma e muito refinada. Ela é brilhante e extremamente boa de se ler. E ela não tem medo de examinar objetivamente suas crenças.
Ela começou seu blog, “Jugo desigual“, enquanto namorava um jovem católico, usando-o como uma caixa de ressonância para os argumentos sobre (e contra) religião. O blog acabou por ser renomeado por Patheos e cresceu em um lugar onde outros de espírito sério poderiam dialogar sobre as grandes questões da vida. Foi realmente um dos poucos paraísos on-line onde ateus e crentes poderiam conversar.
Conforme o tempo passava, Leah avançou mais e mais perto do catolicismo de seu namorado. Ela conversou com os diáconos, padres e dominicanos, e até frequentou aulas de RCIA por um tempo. Ela leu dezenas de livros apologéticos e lutou com os argumentos. Mas algo se alterou. Ela e seu namorado terminaram seu relacionamento após dois anos de namoro e ela saiu da OICA (ou, de acordo com Leah, foi “expulsa”.) Parecia que Leah seria para sempre trancada em seu ateísmo como, para ela, pelo menos, oferecia a visão mais atraente do mundo.
Mas a maré mudou de novo.
Leah veio a público com a notícia de que ela decidiu se converter ao catolicismo, e eu não poderia estar mais feliz. Eu sei que eu tenho orado por sua conversão várias vezes, sempre pensando que ela seria um grande católica. E com esta notícia, parece que vai acontecer.
Hoje o céu está rugindo com alegria. Tenho certeza de que os antepassados ​​Leah estão torcendo mais alto, os grandes intelectuais convertidos que abriram o caminho para Leah e tantos outros como Agostinho, Newman, Lewis, Chesterton, e Edith Stein.
Como a maioria das conversões, a de Leah não vai ser apenas interior. Vão vir muitas mudanças externas também. Como um sinal digital de seu interior uma realidade sacramental online?-Leah blog Patheos estará movendo-se do canal de ateu para o canal católico amanhã. Em seu último post de hoje no canal Ateu, ela conta um pouco do pensamento que levou a sua conversão:
“Eu acreditava que a Lei Moral não era apenas uma verdade platônica, abstrata e distante. Acontece que eu realmente acreditava que era algum tipo de Pessoa, bem como a Verdade. E havia uma religião que parecia ser o caminho mais promissor para chegar de volta para que a Verdade viva. Perguntei ao meu amigo o que ele sugeriria que fizéssemos agora, e rezamos o ofício noturno da Liturgia das Horas juntos (eu a mantive comigo desde então). Então eu sugeri que nos abraçássemos e tocássemos Mumford and Sons muito, muito alto.”
Se você tiver uma chance, vá até o blog de Lia e ofereça algumas palavras de incentivo. A conversão, como eu bem sei, é difícil o suficiente de uma tradição cristã para outra. Mas quando você se move do ateísmo ao catolicismo, os críticos são cruéis. Sem dúvida, os ateus se reunirão para o blog Leah, hoje com suas críticas habituais:
  • “Você nunca foi uma ateia de verdade.”
  • “Por que você está abandonando sua razão?”
  • “Você não precisa se converter para viver uma vida moral.”
  • “Você só está fazendo isso por causa de buscar patrocínio.”
Mas não os escute, Leah (como se eu tivesse de lhe dizer isso) A verdade é uma mestra que deve ser seguida sempre aonde leva, mesmo em salas sem iluminação e câmaras sombrias. No entanto, quando as luzes se acendem e a música toca, você vai reconhecer a casa.
Então bem-vinda, bem-vinda, bem-vinda! A Igreja precisa de você, Leah, e será tão agraciada por ter você. De um blogueiro convertido para outro, desfrute da aventura!
“E assim por um tempo parecia que todas as aventuras foram chegando ao fim, mas que não era para ser.”
– C.S. Lewis, “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sértie - Resposta Católica: Pedro e o Primado Papal

Martinho Lutero: Os absurdos pregados pelo pai do Protestantismo Evangélico

  POR: Hellen Cristine Walker 

Martinho Lutero: Os absurdos pregados pelo pai do Protestantismo Evangélico

Martinho Lutero: Um homem celebrado por questionar a autoridade de uma Igreja supostamente corrupta, por iniciar a liberdade religiosa em uma época do feudalismo espiritual, etc … Mas quanto Lutero o protestante comum lê durante sua vida? Ou mesmo a média clériga protestante? Seguramente não muito, porque se as pessoas realmente soubessem o que Lutero pensava e ensinava, ficariam horrorizadas.
“Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Martinho Lutero: Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.
A fim de evitar possíveis alegações de que os trechos citados abaixo são tirados do contexto e, portanto, não podem ser confiáveis como representações precisas do pensamento de Lutero, fornecerei uma referência indicando onde cada trecho pode ser encontrado. Você verá que nenhuma dessas passagens dizem nada além do que aparece aqui, pois as intenções de Lutero são todas muito claras.
Uma outra objeção é que outros escritos de Lutero podem contradizer algumas das idéias que você encontrará aqui. Gostaríamos de responder que auto-contradição não torna um indivíduo mais coerente, mas menos.

 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Multiplicação dos pães: milagre realizado por Jesus ou simples momento de fraternidade? Um olhar para os textos da Multiplicação dos Pães em contrapartida com a interpretação equivocada de simplesmente fraternidade comunitária




Por Cássio José
Membro da Renovação Carismática Católica de Camocim
Ministério de Pregação

  1. Pressupostos iniciais
Uma das mais conhecidas e refletidas passagens da Sagrada Escritura, encontrada no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos, é a da Multiplicação dos pães. Essa passagem bíblica é pano de fundo para alguns católicos sob a defesa de afirmarem que fora simplesmente uma atitude de fraternidade da comunidade, fazendo com que se pense que aconteceu uma redundância do poder do Senhor Jesus Cristo acerca de realizar milagres. Esse é o pensamento e pregação de tais pessoas!
Com esse artigo, trazemos e objetivamos a seguinte reflexão: a Multiplicação dos pães foi um milagre realizado pelo Senhor Jesus ou simplesmente uma atitude de fraternidade?
Esperamos esclarecer a tal dúvida, inseminada por alguns “teólogos e estudiosos” da Igreja Católica, que ao invés de alicerçarem mais a fé dos católicos, os reduzem ao ateísmo fariseístico. Não é nosso objetivo criar rixa ou espalhar ira a ninguém, nem muito menos fazer deboches. O que esperamos é mais respeito com a exegese bíblica e anúncio profético da verdade e não de achismos.
Veja o que o Magistério da Igreja nos diz a respeito da missão da catequese, anúncio da doutrina cristã:
A especificidade da catequese, distinta do primeiro anúncio do Evangelho que suscita conversão, visa o duplo objetivo de fazer amadurecer a fé inicial e de educar o verdadeiro discípulo de Cristo, mediante um conhecimento mais aprofundado e sistemático da Pessoa e da mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo”. (Exortação Apostólica Catechesi Tradendae: Papa João Paulo II, n. 19)

A nossa pregação não pode partir do pressuposto do que achamos e pensamos; e sim, a exemplo de Jesus, do verdadeiro anúncio da Palavra de Deus, segundo os critérios do Magistério da Igreja.


  1. Lendo de Mateus 14, 13 – 21 com comentários: Sinceridade com o texto bíblico!
Não tem como pensar outra coisa se não um olhar cego dessas pessoas a cerca dessa realidade realizada pelo Senhor Jesus, quando ouvimos ser simples momento de fraternidade: A Multiplicação dos pães e peixes!
Existe a primeira e a segunda Multiplicação dos Pães (e peixes). Pegaremos a primeira para nossa reflexão: Mateus 14, 13-21; Marcos 6, 31-44; Lucas 9, 10-17; João 6, 1-13. Nos deteremos com o Evangelho Segundo Mateus.
Basta lermos e relermos os trechos e detalhes do Evangelho a cerca de tal situação para percebermos e fazermos algumas considerações. Pegaremos o Evangelho de Mateus, como objeto de análise. Leia conosco e perceba tal façanha realizada pelas mãos do Senhor Jesus:

Ao ser informado da morte de João, Jesus partiu dali e foi, de barco, para um lugar deserto a sós. Quando as multidões o souberam, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos outros povoados comprar comida!”Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Vós mesmos dai-lhes de comer!”Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Ele disse: “Trazei-os aqui”. E mandou que as multidões se sentassem na relva. Então, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos; e os discípulos os distribuíram as multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos cheios. Os que comeram foram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.”

É nítida a percepção do que Jesus faz nesse trecho da Sagrada Escritura: O Milagre da Multiplicação dos pães e peixes. Será que são cegos ao lerem tal passagem e não enxergam a riqueza dos detalhes?
Reflitamos os seguintes trechos ou versículos bíblicos:
  • Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. (Mt 14,14)
Afirmam-se por aí que cada um dos que estavam no deserto com Jesus (uma grande multidão) levou o seu alimento e lá houve uma partilha (cada um se junta com o seu próximo e distribuem o que tem, para que eles não passassem fome já que estão num deserto), o que reduz o poder do Senhor Jesus quanto ao milagre da multiplicação dos pães e peixes. Essa é a falsa e ridícula exegese de muitos! Puro engano e mentira! E sabemos que o pai da mentira é o diabo (João 8,44).
Mas surge um questionamento inicial:
O que dizer desse versículo 14 quando o evangelista afirma que Jesus “curou os que estavam doentes”?
Será que daquela imensa multidão (aproximadamente cinco mil homens), ninguém levou remédio para ajudar o seu próximo? Não houve então fraternidade de medicamentos? Houve esquecimento de levar remédio das cinco mil pessoas?
Sabemos que nessa multidão havia gente de todo tipo e de todas as realidades e idades: crianças, homens e mulheres, idosos...
O verdadeiro propósito para que aquela grande multidão era o encontro com o bom pastor. E Jesus, sendo esse Bom Pastor, antes de saciar a fome do corpo, cura a alma daquela multidão. Primeiro o milagre na alma, depois o milagre da multiplicação dos pães e peixes
  • Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos outros povoados comprar comida!” (Mt 14, 15)

Veja: A palavra de Deus é muito clara e traz detalhes:
Quando chegava a noite, os discípulos de Jesus preocupados com a multidão clamam a Jesus para que ele deixe a multidão comprar alimentos. Veja novamente o pedido dos discípulos:
Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos outros povoados comprar comida!
Ora, meus queridos leitores! Será que são cegos e não leram esse trecho do Evangelho? Se tivesse havido tão somente um momento de fraternidade entre aquela comunidade reunida no deserto em torno de Jesus, por que o evangelista afirma tal preocupação dos discípulos? Eles não levaram comida! Essa é que é a pura verdade! E já aqui há um pressuposto ou indicativo de que tem milagre para acontecer. Há cheiro de milagre que está por vir porque Jesus é o Bom Pastor e uma vez que curou os que se encontravam doentes, agora não é estranho que alimente a fome da multidão! Tanto que a resposta de Jesus é uma negatividade:


  • Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Vós mesmos dai-lhes de comer!”(Mateus 14, 16)

Aqui percebemos um cuidado e ordem de Jesus. Se ele é o pão da vida por que despedir as multidões? Outra: Por que Jesus não permitiu que eles fossem embora comprar comida para depois voltar e haver partilha? Tem mais: não há nenhum versículo bíblico, nem mesmo nas entrelinhas que traz indicativo (nem mesmo o 17) de momento de fraternidade. Observe que ninguém afirma, por exemplo:
Não Jesus, cada um de nós vamos juntar o que temos para que em unidade comum, nos alimentemos”.
E mesmo que desconfiem de que no verso 17 haja a pseudo-argumentação de fraternidade (“Só temos aqui cinco pães e dois peixes”) por que disseram: só temos aqui...?
Caso alguém dissesse: João tem 2 peixes, Marizinha tem 3 pães, Bartolomeu tem 2 bananas, Chiquim também tem peixe e tapioca, Valéria tem na sacola suco... aí sim, seria fraternidade comum. Mas observe o que aconteceu:
  • Ele disse: “Trazei-os aqui”. E mandou que as multidões se sentassem na relva. Então, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos; e os discípulos os distribuíram as multidões. Todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos cheios.
Mais uma vez o texto bíblico traz a confirmação e argumentação exegética de que o que aconteceu foi Milagre realizado pelo Senhor Jesus e não momento de fraternidade em que cada um juntou os alimentos que tinham com os outros para partilharem o que levaram; o que não significa dizer que se possa usar tal passagem para pregar sobre fraternidade.
O Evangelho é muito detalhista: “Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu aos discípulos; e os discípulos distribuíram as multidões”.
Quantos pães eles tinham?
Tinham cinco.
E quantos peixes?
Dois! Bíblia é muito clara ao contabilizar os números do que antes tinha e do que depois se alimentam. Era desproporcional esse número. Por tanto, o que acontece é que temos ante nossos olhos um texto que traz a comprovação de que Jesus realizou de maneira poderosa um milagre.
Claro, já dizia antes, pode-se pegar tal passagem e pregar sobre fraternidade. No entanto, é inadmissível fazer redundância ao poder de Jesus sob o pretexto argumentativo de que não houve milagre e sim fraternidade.
O número dos que se fartaram foram em aproximadamente de 5 mil homens, sem contar a esse número mulheres e crianças. Por que a Palavra de Deus traz o que antes tinha e a totalidade dos que se fartaram? Por que, sendo partilha e fraternidade, não há os índices do que levaram, partilharam, fraternizaram? Cadê?

  1. Outras Traduções e Leituras de Rodapés

Antes de vermos a tradução de outras Bíblias, a que foi usada até aqui é a tradução da Bíblia CNBB, vejamos os títulos que os biblistas impuseram nessa passagem de Mateus 14, 13-21:

Bíblia Pastoral: O banquete da vida
Bíblia TEB: Jesus alimenta cinco mil homens
Bíblia de Jerusalém e Ave Maria: Primeira Multiplicação dos Pães
Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH): Jesus alimenta uma multidão
 
Temos nesses títulos do trecho bíblico em análise indicativos ou ainda, antecipação e hipóteses, como nos afirmam os estudiosos em Línguas, os linguistas, de que o que predomina é a ação de Jesus a respeito de algo a ser realizado: a Multiplicação dos Pães.
 
Bíblias como a TEB e NTLH, trazem isso com mais evidência. No entanto, mesmo as Bíblias Ave Maria, Bíblia de Jerusalém e até mesmo a Pastoral cooperam para o entendimento de que já no título pode-se levar a hipótese de que teremos uma ação miraculosa de Jesus e não uma ação de fraternidade da comunidade.

Além disso, vejamos os comentários de alguns rodapés dessas bíblias:

Mateus salienta o comportamento de Jesus: ele não é fanático, querendo enfrentar imediatamente Herodes; mas também não é fatalista, deixando as coisas correr risco de estado. Ele continua fiel à missão de servir ao seu povo. Reúne e alimenta as multidões sofredoras, realizando os sinais de um novo modo de vida e anúncio do Reino. A Eucaristia é o sacramento-memória dessa presença de Jesus, lembrando continuamente qual é a missão a que nós, cristãos, fomos chamados”.

[Rodapé da Pastoral: págs. 1258-1259]
As duas expressões em destaque também convergem para o entendimento de que Jesus realizou uma ação miraculosa:
  • Ele continua fiel à missão de servir ao seu povo:
O serviço de Jesus nessa situação com essa multidão foi a de curar os doentes e alimentar as ovelhas que tinham fome de Deus. Tanto que antes de alimentá-los fisicamente, Jesus os alimenta espiritualmente com a pregação. Claro que São João coloca que a multidão o seguia porque via os sinais que Jesus realizara (João 6,2), mas o maior desejo de Jesus era levar a mensagem do Reino dos céus para aquele povo.
  • Reúne e alimenta as multidões sofredoras:
Aqui nós temos uma resposta de Jesus frente ao desrespeito que os que moravam em palácios “tinham do bom e do melhor” faziam vista grossa a esse povo tão necessitado. O povo se farta para perceber que Jesus era o Sumo Bem e o que eles mais precisavam.
A Bíblia de Jerusalém nos ensina que a Multiplicação dos Pães, além de ser um milagre realizado pelo Senhor Jesus (com poder ainda maior), é prefiguração da Eucaristia, alimento escatológico, a exemplo de passagens do Antigo Testamento como o Maná que descia do céu:

Com poder ainda maior, essas dádivas de alimentos celestes, o gesto de Jesus queria ser entendido – como de fato o foi desde a antiga tradição – como uma preparação do alimento escatológico por excelência, a Eucaristia”.
[Rodapé da Bíblia de Jerusalém, trecho da letra “n”]
Sendo dádivas de alimentos celestes e com poder ainda maior, só poderia ser milagre e não simples fraternidade, reduzindo o poder de Jesus realizar milagres.

  1. O que nos diz o Catecismo da Igreja Católica?
Olha o que nos afirma o Catecismo da Igreja Católica a respeito de tal passagem bíblica em análise:
O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor proferiu a bênção, partiu e distribuiu os pães a seus discípulos para alimentar a multidão, prefigura a superabundância deste único pão de sua Eucaristia”.
[CIC, n. 1335]
O que mais podemos dizer? A própria Igreja denomina milagre da multiplicação dos pães ao trecho aqui em análise de Mateus 14, 13-21. Não há mais como contestar. Não é um simples teólogo e biblista que usa de argumentos seus para defender sua tese ou hipótese. É a própria Igreja, através de seu magistério.
  1. Considerações finais
Não se pode fazer uma interpretação da Sagrada Escritura a seu bel-prazer. É errônea a afirmação de que a passagem de Mateus 14, 13-21 se tem atitude de fraternidade. Não e bem assim. No entanto, claro que se pode aproveitar tal passagem para pregar sobre fraternidade. Entenda: a passagem não fala de que foi um ato de fraternidade comum. Mas, pode-se pregar sobre fraternidade com tal passagem. Se bem que a melhor e incontestável passagem em que retrata muito bem a vida em comunidade, em que se tem o hábito de fraternidade, coisa que a Igreja hoje não faz mais, e nem chega perto é Atos dos Apóstolos 2, 42-47. Aqui sim, podemos levantar argumentos de sobra com relação a atitude de fraternidade e vivência comum, comunidade.
Esperamos não ter causado estranhamento a ninguém e sim esclarecimentos da Palavra de Deus a respeito do assunto aqui levantado. Que a nossa boca fale da Verdade que é o próprio Cristo Jesus e que tenhamos cuidado com o tipo de exegese que estamos pregando as pessoas.
Paz e fogo! Deus te abençoe!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Série Apologética: culto aos santos e suas imagens

Série Apologélica: Por que batizar meu filho quando criança?

Purgatório: o que é?

Cantora evangélica se converte ao Catolicismo

EUA: ativistas pro-vida protestantes tornam-se católicos cada vez mais.


Bryan Kemp

Cada vez mais, líderes pró-vida não-católicos estão se convertendo ao catolicismo, noticiou o “OSV Newsweekly”. O caso de Bryan Kemper, ativista protestante pró-vida durante 20 anos, é típico. Ele confessou que de início tinha reações paranóicas só de pensar em colaborar com católicos na luta pela vida. Os pastores evangélicos lhe diziam que a Igreja Católica era pior que Babilônia.
Mas Kemper ficou abalado pela recente conversão ao catolicismo e à luta pela vida de proeminentes figuras da cultura da morte, como Abby Johnson, batista de religião e ex-diretora de uma clínica de abortos.
Kemper, hoje com 44 anos, fora batizado católico, mas nunca praticou e virou protestante. Para polemizar melhor contra os católicos começou a estudar o catolicismo. Escritos como os de Santo Inácio de Antioquia sobre a Eucaristia abalaram seu ceticismo evangélico.
Ele chegou à idéia de que “não era possível que fosse do agrado de Deus ser reverenciado por 40.000 denominações e que deveria haver uma só verdadeira”, explicou.
Lila Rose

Até que um dia em Bruxelas, na Marcha pela Vida de março de 2011, ele disse a um monsenhor que queria fazer uma confissão geral bem feita. Professou o Credo e pediu a Comunhão. O Pe. Frank Pavone, presidente de Priests for Life’s, contou que este caso não é único entre os ativistas pró-vida. O caso de Kemper foi, segundo ele, “a ponta do iceberg de um fenômeno que está acontecendo nas bases com bastante assiduidade”.
Frequentemente, disse o Pe. Pavone, nas suas viagens ouve pessoas dizendo: “Eu fiquei católico graças a meu ativismo pró-vida”.
As motivações são diversas, esclareceu o sacerdote. Ele mencionou a coerência e a firmeza das posições católicas nas questões relativas à vida; o vigor da tradição filosófica católica e a confiança dos católicos que os torna mais receptivos à fé.
Lila Rose, de 23 anos, fundadora da Live Action, disse que não estava surpreendida pela conversão de Kemper e que ela própria se tornou católica vendo que a fé da Igreja Católica “é a verdadeira”.

Fanáticas do aborto protestam na Rio+20 e não se conformam com retirada da expressão “direitos reprodutivos” do documento oficial.

A presidente Dilma Rousseff discursou nesta quinta-feira no evento “O futuro que as mulheres querem”, no âmbito da conferência “Rio+20″. Enfrentou o protesto de feministas inconformadas com a retirada da expressão “direitos reprodutivos” do documento oficial da conferência. Dilma deu uma boa resposta, já chego lá, que deveria servir de norte, diga-se, para o seu próprio governo, que abriga uma abortista fanática como Eleonora Menicucci (Ministério das Mulheres) e que flerta com a possibilidade de oferecer no SUS atendimento pré-aborto, sob o pretexto de adotar política de redução de danos. Já trato do assunto. Vamos a algumas considerações gerais sobre o assunto, necessárias para que fique claro do se cuida aqui.
Fosse eu psicanalista, dedicar-me-ia, com a paixão do entomologista dissecador, a entender a alma das militantes do aborto. Não conheço grupo mais fanático. O sectário religioso mais ensandecido, que está certo de suas prefigurações místicas como dois e dois são quatro, não tem a mesma paixão pela causa e, em larga medida, o mesmo ódio. A defesa do aborto é uma causa peculiar porque, à diferença da luta por, sei lá, comida, moradia, terra, igualdade de direitos etc, pressupõe a morte. Não por acaso, os grupos abortistas precisam coisificar o feto para que a sua postulação ganhe a estatura de uma reivindicação justa e humanista.
Não podendo negar que o feto seja vida — e, sendo vida, há de ser alguma forma de vida: eu me arriscaria a dizer que é “humana”, não? —, então sacam da algibeira retórica o argumento que consideram definitivo: “É vida, mas, até o terceiro mês, ainda não tem cérebro, logo…” Chega-se mesmo a perguntar qual a diferença entre alguém com morte cerebral diagnosticada — o que permite a extração de órgãos para transplante — e o feto das primeiras semanas, com o cérebro não formado. Ora, a diferença é aquela que separa a vida da morte, nada menos. O feto traz consigo todas as potencialidades do que vive; a morte cerebral é o prenúncio da fatalidade. No feto, irreversível é a vida; na morte cerebral, irreversível é a morte do corpo. Não é preciso ser religioso para reconhecer a diferença entre uma coisa e outra.
Por que o fanatismo das abortistas? Parecem querer dizer algo assim: “Se é o nosso corpo a garantir a vida de outro ser — e um feto é “o outro”, ou estaríamos falando de uma amputação, certo? —, então podemos negar-lhe essa licença”. Trata-se da apropriação de um dom da natureza (a reprodução não coube às mulheres em razão de alguma injustiça primitiva, imposta pela força) para a imposição de uma vontade contra a natureza desse dom.
Essa que é uma luta “de gênero” entende que a mulher é apenas o ser político com o direito de “decidir sobre o seu corpo”. Essa autonomia corresponderia à superação do que, então, deixa de ser um dom para ser uma danação: a reprodução. A mais recente reivindicação das extremistas do aborto é que, também na esfera legal, os homens sejam alijados da decisão e tenham cassado até o direito à opinião. A reprodução da espécie passaria a ser um tema exclusivo das mulheres. Parece-me uma forma de loucura.
Pois bem. As ONGs revindicavam que o texto final da Rio+20 defendesse os tais “direitos reprodutivos”, expressão generalista e eufemística para “direito ao aborto”. De fato, a Igreja Católica e outras denominações cristãs se mobilizaram para que a expressão fosse substituída pela garantia de “serviços de saúde” às mulheres. As feministas acusam o que consideram uma indevida interferência da religião no assunto. Ora, por que ela seria indevida? O direito dos cristãos de se manifestar teria sido suprimido por alguma instância representativa ampla a ponto de  suprimir até mesmo a liberdade de expressão?
Dilma discursou, e as feministas fizeram o seu protesto. A presidente retomou a palavra e lembrou, de maneira apropriada: “É preciso recuar de argumentos para permitir outros (…) Exercer o multilateralismo implica, necessariamente, levar em consideração posições diversas. Diversas como? Diversas das minhas ou da de cada um de nós”. A presidente estava, em suma, lembrando à fanáticas que a defesa do aborto como um direito universal está longe de ser um consenso.
As mulheres — ou os fetos do sexo feminino — são hoje as principais vítimas do aborto em razão de questões culturais e econômicas. Na China, por exemplo, a soma do ultrassom com a política oficial do filho único leva à prática do aborto seletivo em massa. Numa país em que inexistem os direitos sociais da velhice (sabem como são aqueles comunistas…), os filhos homens são as únicas garantias  dos pais na velhice.  Há dias, por pouco, a Câmara dos Deputados nos EUA não aprovou uma lei — teve maioria ampla, mas não o suficiente — para punir mãe e médico em caso de aborto decidido por questão de gênero. Descobriu-se que a interrupçã legal da gravidez está sendo usada para impedir o nascimento de meninas. Os democratas de Barack Obama se mobilizaram contra a proposta porque não aceitam restrições aos tais “direitos reprodutivos”…
Quando vejo “a luta” dos ditos “grupo feministas” em defesa do aborto em nome “dos direitos da mulher”, pergunto-me que luta de emancipação é essa que começa por negar às próprias mulheres o direito à vida.
A interdição ao aborto foi um dos fatores que fizeram com que o cristianismo se expandisse primeiro entre as mulheres. Dois mil anos depois, essa continua a ser uma prática contra as mulheres, só que, agora, defendida por feministas.
Por Reinaldo Azevedo

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