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segunda-feira, 25 de julho de 2011

O BATISMO DA VERGONHA NA CARA!



Por Cássio José
Membro da Renovação Carismática Católica de Camocim- Ce.
Grupo de Oração: Renascer


Pressupostos iniciais:
Com a festa de Pentecostes percebemos que a Igreja nos oferece um forte momento para festejar a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja Primitiva (que não significa dizer que nos dias de hoje as ações do Espírito Santo não aconteçam mais!), toda a Igreja Católica se preparou para a grande Festa de Pentecostes. Assim ela faz todos os anos. Certamente os corações de muitos católicos vivenciam esse momento de graça, de Kairós. Isso sem se falar que em muitas comunidades, aconteceram retiros, congressos, encontros para clamar a Vinda do Espírito Santo para a Igreja.
Entretanto, muitos católicos acham bobagem e chegam até mesmo a dizer por aí que as manifestações dos Carismas do Espírito Santo, como já dito no primeiro parágrafo desse texto, e do Poder de Deus, através de pessoas (servos e servas do Senhor), não acontecem mais nesse tempo.
Para essa categoria de cristãos, são anúncios de fanatismo, alienação, loucuras... Pura mentira e engano ou, para muitos, percebe-se, é na verdade, esfriamento na fé e relativismo religioso aos extremos. Como pode a Igreja anunciar o Pentecostes se muitos dos que estão congregados a ela optam por não acreditar e muito menos vivenciar tal experiência de fé?     
                A liturgia católica vivencia todas as etapas da História da Salvação. Por que muitas paróquias deixam passar despercebido esse grande evento litúrgico? Será que é menos importante que o Natal e a Páscoa? 
A verdade é que muitos dos líderes católicos, bem como em todo o Cristianismo, não se deixam ser usados pelo Espírito Santo. Preferem apoiar-se nos seus achismos ou teologias modernas. Muitos movimentos da Igreja Católica ainda apresentam uma espiritualidade e/ou identidade longe dos padrões da vivência de Pentecostes. Não me refiro às peculiaridades que cada pastoral/movimento da Igreja Católica tem. No entanto, refiro-me ao preconceito e repúdia para com a ação do Espírito Santo. Não se pode engaiolar o Espírito de Deus!
“Pois o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”.
(II Cor 3,17)
Mas se o Espírito Santo é a alma e o Doutor da Igreja por que, então, engaiolá-lo nos porões do nosso coração e dos achismos que tanto predominam na Igreja em seu relativismo vivenciado por muitos líderes?


1.       Pentecostes: perspectivas de vivência no Espírito de Deus na eclesialidade católica.  
Retomando o raciocínio do parágrafo anterior, todos os movimentos e pastorais da Igreja Católica têm a sua própria espiritualidade, identidade e peculiaridades. Todavia, quem movimenta a Igreja de Deus é o Espírito Santo! Significa então dizer que todas as ações e decisões da Igreja devem ser tomadas a partir de um profundo momento de oração e escuta ao Espírito de Deus. Isso, no entanto, muitas vezes e em nem todos os lugares, acontece.
A liberdade de cada católico, de cada pastoral e movimento da Igreja Católica devem estar submetidos à vontade do Pai e do Senhor Jesus, conduzida pelo Espírito Santo:
Desde o principio da história cristã a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter sua liberdade de pessoal, de maneira absoluta, a nenhum poder terrestre, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é "o Senhor. "A Igreja crê... que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram em seu Senhor e Mestre."
(Catecismo da Igreja Católica, 450)
“Então Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto, para ser tentado pelo diabo”.
(Mt 4,1)
Ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser sob a ação do Espírito Santo”.
(I Cor 12,3)
O próprio fato de haver dentro da Igreja Católica pessoas que se comportam como se fossem mundanos e categoricamente levantam ideologias (exemplos: a Normalidade do Pecado e Relativismo Religioso), ofuscam a liberdade de ação do Espírito da Verdade, o nosso Advogado, Defensor (Jo 14,17.23.26).
Lendo a Palavra de Deus percebemos veementemente a ação do Espírito Santo na vida dos profetas e da Igreja primitiva (ler, por exemplo, o livro de Atos dos Apóstolos).
O que muito se prega por aí é que na era cristã primitiva os sinais do Espírito de Deus acontecia, o que, nos tempos modernos (alguém até afirmaria contemporâneo!), isso não é mais possível. Será que não?
Na Igreja católica existem o Magistério e a Tradição, além da Palavra de Deus. Vamos deixar o Magistério mais para frente por determo-nos, nesse momento, com a Tradição consubstanciando-a com a vida dos santos:
Se os milagres testificam a Palavra de Deus (cf. Mc 16,20), e nos tempos de hoje há muitas experiências de acontecimento de milagres no meio popular e eclesial, quem os realiza (inclusive Deus age muito hoje pelos santos desses tempos, como por exemplo, beato João Paulo II)? Evidente, que é o Senhor Deus, através de seu Espírito! E quanto ao fato de a Igreja estar se preparando para a Vinda gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo (outra verdade bíblica que fazem tremer muitos líderes da Igreja Católica), quem é que dá assistência a Igreja até que Ele volte? Pegue a tua Bíblia e leia:
“Ele é o Espírito da verdade, aquele que o mundo é incapaz de acolher, porque não o vê e não o conhece. Quanto a vós, vós o conheceis, pois ele permanece junto de vós e está em vós”.
(João 14,17)
No dia de Pentecostes, o Espírito da promessa foi derramado sobre os discípulos, "reunidos no mesmo lugar" (At 2,1), esperando-o, "todos unânimes, perseverando na oração" (At 1,14). O Espírito, que ensina a Igreja e lhe recorda tudo o que Jesus disse, vai também formá-la para a vida de oração.

[Catecismo da Igreja Católica, n. 2623] 
Olha só o que rezam os sacerdotes em uma das Orações Eucarísticas:
Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o teu louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso,  e pala força do Espírito Santo, dais vida e santidade em todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo para que vos ofereça em toda parte, do nascer a pôr-do-sol, um sacrifício perfeito.
O que mais precisamos ler e ouvir? Será que isso não basta? Querem um estudo teológico aprofundado para interpretarem e entenderam? Ou tem a necessidade de socorrer-se a hermenêutica bíblio-teológica? Então, jejuem e rezem.
Só permanece em nós algo que conhecemos, por acolhermos. Se o Espírito Santo não é aquele que está mais perto de nós do que a nossa própria alma, o Hóspede da alma, a quem então pedimos socorro?
Do mesmo modo, também o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois nós não sabemos rezar como convém; mas o Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis, e Aquele que sonda os corações sabe qual é a intenção do Espírito: com efeito, é segundo Deus, que o Espírito intercede pelos santos”.    
    (Romanos 8,26-27)
Até mesmo em algo que não é tão complicado, que é a oração, torna-se complicado se nós não o fizermos com o auxílio do Espírito Santo. Já parou para pensar se todas as decisões de uma paróquia ou conselhos de capelas fossem de acordo com a assistência do Espírito Santo?  Já refletiu se os nossos encontros de pastorais e movimentos fossem de acordo com as decisões do Espírito Santo? Para que isso aconteça basta pedir, pois como Pai, o nosso Deus quer o melhor para nós os seus filhos:

“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu saberá dar o Espírito Santo aos que lhe pedirem”.
(Lucas 11, 13)
Mas a verdade é que Espírito Santo está nos católicos, só que de maneira engaiolada como um pássaro que quer voar, por encontrar alguém que o prende em nessa gaiola. Se o Espírito não tem liberdade de ação em sua Igreja constituída pelo Pai, como pode então prepará-la para a gloriosa manifestação da Vinda do Filho do Homem e guiar a humanidade?
A Igreja precisa retornar, nos tempos de hoje, a vivência primitiva do pentecostalismo (e aqui eu não me refiro a denominação protestante. Mas antes, a ação do Espírito de Deus para a Igreja)! Os sacerdotes precisam chutar de suas vidas e de seu ministério sacerdotal a mornidão evangélica. A Santa Missa deveria ser um verdadeiro momento de pregação catequética da Palavra de Deus e de encontro com o Cristo. O próprio banquete eucarístico propicia isso.
A catequese e os demais movimentos e pastorais da Igreja deveriam “pegar fogo” no poder de Deus e na obediência aos sacerdotes e Magistério da Igreja. No entanto, vemos divisões e dificuldades de evangelização dentro da própria Igreja. Há pessoas que não tem espiritualidade alguma e estão na liderança da Igreja.
O meu objetivo é alertar os irmãos para que o Senhor não nos pegue de surpresa, dormindo. Deixemo-nos ser conduzidos pelo Espírito de Deus!
A Igreja deve preparar os seus filhos para que eles sejam verdadeiros servos de Deus e não marionetes para o pecado e Satanás! Devemos repudiar o mundo e não ser amigo dele (Rm 8,8; 12,2; Tg 4,4; I Cor 3,16).
Todos os engajados na Igreja devem fazê-lo no poder do Espírito de Deus! Necessitamos lutar contra esse mundo satânico com o auxílio da Palavra de Deus e com o Batismo no Espírito Santo. Não podemos tolerar mornidão e comunhão com as trevas. 
2.       O Magistério da Igreja Católica grita por um novo Pentecostes!
Caso usemos como pressuposto o ensino do Magistério da Igreja, o que perceberemos é que o colégio apostólico clama por um novo pentecostes. Os escritos doutrinais e dogmas da Igreja Católica clamam por um novo pentecostes na Igreja Católica. Muitos, no entanto, preferem tapar os ouvidos. Já outros, a deturpam com a sua vida de contra testemunho e pregações de vãs filosofias.

O anúncio dever ser feito na força do Espírito Santo e baseado no testemunho pessoal. Não se trata, pois, de um anúncio decorado e recitado mecanicamente, mas de um anúncio encarnado na própria vida.

[CNBB; Subsídios Doutrinais, 4: Anúncio Querigmático e Evangelização Fundamental Parágrafo, n. 10]
Poderíamos enumerar vários parágrafos do Catecismo da Igreja Católica e do Documento de Aparecida, bem como do pronunciamento de vários papas em seus discursos ao se reunirem com os jovens, com os bispos, com as novas comunidades, por exemplo. No entanto, o que pretendemos com este ensaio, é demonstrar que a riqueza do ensino da Igreja deve concordar com a prática vivencial.
Mas, só como demonstrativo, leia os seguintes textos:
O Espírito Santo, que assim lembra Cristo à sua Igreja orante, também a conduz à Verdade plena e suscita formulações novas que exprimirão o insondável Mistério de Cristo atuando na vida, nos sacramentos e na missão de sua Igreja. 

[Catecismo da Igreja Católica, n. 2625]


O mundo tem ainda muita necessidade do Espírito Santo; por isso não devemos cansar-nos de invocá-lo com as palavras do Salmo: “Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a face da terra”!

[Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia do domingo de Pentecostes:  ROMA, sexta-feira, 25 de maio de 2007]


Deus, que cria e conserva todas as coisas por meio do Verbo, oferece à humanidade, nas coisas criadas, um testemunho permanente de si” (DV 3), e pelo Espírito Santo nós homens e mulheres podemos participar da sua natureza divina (cf. 2Pd 1,4; DV 2).

[Constituição Dogmática Dei Verbum, n. 2 e 3]

A Igreja necessita de um forte impulso que a impeça de se instalar na comodidade, no cansaço e na indiferença... Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos um novo pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vida do Espírito que renove nossa alegria e esperança.     

[Documento de Aparecida, n. 362]

Seria desacreditável e/ou cheio de descredenciamento para a Igreja Católica ter a riqueza doutrina de um Magistério em que em sua catequese a doutrina do Espírito Santo tem uma teologia aprofudadíssima e, no entanto, assim ela não o faz.

O que a Igreja necessita é de um novo pentecostes. O documento de Aparecida nos faz pensar da preocupação dos clérigos da Igreja para com o desejo de ver os seus filhos cheios do poder do Espírito Santo. Esse reavivamento nos livrará do cansaço, da desilusão e da acomodação ao ambiente, da comodidade e da indiferença. 

Por isso, supliquemos ao Senhor para que Ele derrame sobre todos os batizados o Seu Espírito! Nós precisamos ver os movimentos e as pastorais serem guiadas pelo Espírito Santo da mesma forma como aconteceu com Jesus (Mt 4,1).

Não sabemos quando Jesus voltará, por isso, precisamos viver nesta tensão escatológica, que nos impulsiona a viver em santidade, pois em santidade estaremos preparados para esse grande dia.


3.       Vivemos no mundo, mas não somos mundanos!

Estarmos no muno não é prerriquisito para acharmos que devemos proceder como o faz os mundanos. E não adianta nos dizerem que estamos trocando os termos bíblicos ao usarmos o termo “mundo”.

Sabemos muito bem, e não precisamos de argumentos teológicos para isso, que a expressão “mundo” na Sagrada Escritura, apesar de haver algumas outras interpretações peculiares de alguns pregadores ou estudiosos, significa ideologia pregada pelos que não são de Deus, reino das trevas, pensamentos dos que são filhos das trevas, filosofias ensinadas pelos líderes satânicos,...

Entenda, eu não falei sol, lua, natureza, animais, mares, ar, ventos. Tudo isso compõe a criação que foi feita pela própria mão de Deus.

Isso é tão claro na Bíblia Sagrada que Tiago chega a afirmar que os que são amigos do mundo, não podem ser amigos de Deus: são inimigos de Deus (Tg 4,4). Será que Tiago se refere a criação de Deus? Não, evidentemente. Mas também não fala com infantilidade na fé por saber que este mundo está sendo governado pelas trevas. Paulo, expressa exortativamente:

“Não nos conformeis com este mundo, mas deixai-vos transformar pela renovação da vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”.

(Romanos 12,2)

                João chega a afirmar algo que nos assusta:

“Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que mundo inteiro está sob o poder do Maligno”.  

(I João 5,19)

                O próprio Senhor Jesus, ao fazer uma belíssima oração ao Pai, nos faz uma alerta também:

“Eu lhes dei a tua Palavra, mas o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Eu não lhes rogo que os tires do mundo, mas os guarde do maligno. Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo”.

(João 17, 14-17) 

Muito embora Jesus dissesse ao Pai em oração que não nos tire do mundo, há aqui alguns princípios muito claros:

·         O mundo nos odeia porque guardamos a Sua Palavra;
·         Nós não somos do mundo, a exemplo de Jesus: Ele também não é do mundo! Ele é celestial e assim o devemos ser.
·         Há uma luta entre a Igreja e o maligno. Entre o reino das trevas e nós que constituímos os que pertencem ao Reino de Deus. Satanás quer nos devorar. Por isso Jesus pede ao Pai: os guarde do maligno.

Meu querido, não podemos mais viver como se nada de mais estivesse acontecendo. Nós não estamos mais no “oba, oba”. As profecias estão acontecendo. A luta do Pala Bento XVI, já dizem os estudiosos, é contra o relativismo religioso. Muitos são os que trilham no caminho do relativismo dentro da religião. Enveredam-se pelo seu próprio achismo e não querem seguir mais a Cristo, mas ao próprio ventre!

É vergonhoso perceber que muitos líderes da Igreja Católica que deveriam ser exemplo, agem piores do que os que vivem a vida pagã mundana. Não se pode aceitar vê pessoas do altar serem como que servos de Satanás aqui na terra, muito embora, servindo a Deus e a Igreja. São filhos e servos de Deus, mas se comportam como se fossem filhos de Satanás. Amam o pecado e deturpam a Palavra de Deus com “blá, blá, blá teológico” em seus sermos homiléticos!

Satanás está tão presente na Igreja que às vezes não há tanta diferença entre os que são da Igreja dos que são do mundo. É vergonhoso e nos faz levar o nosso rosto ao chão por ver tanta hipocrisia e falta de testemunho na eclesialidade católica. Deus se alegra com isso? Será que Jesus também aplaude tais erros desses escarnecedores? E a Virgem Maria intercede para que eles pequem mais e mais? Isso é um absurdo!?

Se o nosso Deus é Santo, Santo e Santo, por que então o nosso proceder é o oposto do que diz o Magistério da Igreja Católica e as Sagradas Escrituras? Uma coisa é sermos de Deus e cairmos. Outra coisa é estarmos em cima do muro, muito embora, sermos de dentro da Igreja. E Satanás se alegra com isso! Deus, ao contrário, pensa consigo: Até quando esquecerão de que também eu sou justiça, muito embora o meu maior atributo seja o amor e a misericórdia. 

Se o Espírito Santo é a alma e o Doutor da Igreja por que fazemos pregações tão mortas e cheias de teologias para distanciar da linguagem do povo 

No entanto, todos os que tiveram um profundo encontro pessoal com o amor de Deus, em gratidão ao Senhor e por estarem apaixonados por esse tão maravilhoso e misericordioso Deus, não admitem tal modo de proceder. Eles lutam contra o pecado diariamente por saberem que “as obras da carne não agradam a Deus” (Rm 8,8.12), e que “os que pertencem a Jesus Cristo crucificam suas paixões e seus desejos”(Gl 5,24).

Quantos Judas não temos na Igreja? Se deixam levar por seus próprios prazeres e desviam os filhos de Deus que em sua fraqueza, caminham nos mesmos caminhos que vêem seus líderes devassos enquanto, inicialmente, desejavam santidade e vida com retidão de acordo com os padrões da Palavra de Deus.      

Como um fumante pode pregar: “meus caros irmãos, não fumem”? Como um alcoólatra pode pregar “meus filhos, cuidemos do nosso corpo porque ele é templo do Espírito Santo”.  O contratestemunho reduzirá a pregação ao descrédito porque a assembleia sabe onde pisa o tal pregador e quais as suas obras que ele realiza, seja as claras ou em lugares que ele julga está escondido em que ninguém verá. 

Considerações finais:

Muitas pessoas estão se perdendo. Irão para o inferno por culpa nossa, por não termos vergonha na cara de pregar a Palavra com ousadia. E para pregarmos a Palavra de Deus com ousadia, só mesmo com o Poder do Espírito Santo. Não tem para onde correr. Não tem outra solução! Então, têm-se aí os preconceituosos do Poder de Deus. Eles têm preconceito do Espírito Santo. Coitado do Espírito de Deus! Querendo habitar no seu templo que somos nós e nós O repudiando! Só temos, desejos ao pecado! E evangelizar, que é o desejo de Deus, nada! Cadê o cumprimento e a obediência com o mandato de Jesus de anunciar o Evangelho a toda criatura? A verdade é que somos católicos frouxos!

E nós, que nos gabamos ao dizemos que somos católicos praticantes!? Católicos praticantes? Praticantes de quê? Só se for do pecado e da amizade com este mundo, coisa que NUNCA era para acontecer JAMAIS!

Estamos de braços cruzados! Não temos nem a coragem de levar a nossa família para a Santa Missa. Temos a Palavra de Deus e, no entanto, preferimos ler todas as literaturas que este mundo oferece, menos, a cristã!

Colocamos nas nossas casas muitas músicas mundanas, músicas que desrespeitam o ser humano e são verdadeiros sacrifícios aos demônios. E fazemos o mesmo quando andamos de carro! Gabamo-nos ao colocarmos todos os estilos que profanam o nome de Deus. Quando teremos a coragem de queimar todas essas imundícies para colocarmos CDs cristãos e escancararmos a porta de trás dos nossos carros para colocarmos as músicas cristãs para que TODOS ouçam e se convertam a Deus? Disso, nós temos vergonha, mas das farras, festas, baladas, palavreados fúteis não o temos.

A Sagrada Escritura nos repreende:

“Quem diz que permanece em Deus deve, pessoalmente, caminhar como Jesus caminhou”.
(I João 2,6)
Caminhar como Jesus caminhou consiste, também, em ter palavreados que agradam o ouvido de Jesus e em tudo, o adorem:

“Evita as conversas fúteis e mundanas, pois os que a elas se entregam progredirão cada vez mais na impiedade e suas palavras se alastrarão como gangrena que se alastra”.

(II Timóteo 2, 16-17)



Por isso precisamos do Batismo no Espírito Santo!   

Muitas vezes em festejos de padroeiros na Igreja Católica tem-se a visão financista em seu lucro líquido. É só o que se vê por aí mundo católico a fora. E para isso, submete-se a festas, bebidas alcoólicas,... Enquanto o nosso saldo líquido deveria ser A SALVAÇÃO DE ALMAS, que estão se perdendo por esse mundo que consegue trazer atrativos melhores do que os da Igreja.

Deve ser muito bonito para a nossa cara de cristãos ver esse resultado nas nossas paróquias. E os que visam a evangelização são tratados de quadrados, conservadores e medievais. É melhor ser tratado de medieval e alienado por desejar evangelizar do que promover na igreja atitudes que batam de frente com os Mandamentos de Deus e a Pregação de Jesus.     

Colocamos tudo em primeiro plano, e Deus, em segundo, terceiro, quarto, quinto... A Igreja precisa de uma grande e urgente renovação espiritual e não teológica ou intelectual. O que devemos fazer é jejuar e orar para que Deus não vire as costas para nós, coisa que estar prestes a acontecer. Somente os SANTOS habitarão os céus (Hb 12,14), porque Deus não tolera comunhão com as trevas!

Chegará um tempo em que as pessoas não darão mais crédito para a nossa pregação e não desejarão ir para a Santa Missa, culto ou seja lá o que for por estarem sendo cegamente seguidoras de Satanás. Muitos sacerdotes e pastores pregarão a mentira em vez de pregarem a Palavra de Deus. Celebrarão no altar a sacrifício satânico em vez de celebrarem Jesus Cristo vivo e ressuscitado!


Quantas conferências, estudos, congressos, ... Tudo isso é importantíssimo! Claro!? Não tem nem como questionar!? Mas talvez o que a Igreja mais necessite no momento é de um Concílio... o “Concílio da Vergonha na Cara”. E de um Batismo: No Espírito Santo? Sim! Mas, também de um “Batismo de Vergonha na Cara”. Que bom se nas nossas orações nós suplicássemos isso com urgência e tremenda preocupação de jejuar e orar.

São João, em sua carta, tira as escamas dos nossos olhos de ingenuidade ao nos alertar:
   
“Eles são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvido. Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisto distinguimos o espírito da verdade e o espírito do erro ”.
(I João 4, 5-6)

Referências:

Bíblias: Ave Maria, CNBB, Teb, Pastoral e de Jerusalém.

Catecismo da Igreja Católica.

Constituição Dogmática Dei Verbum.

CNBB; Subsídios Doutrinais, 4: Anúncio Querigmático e Evangelização Fundamental.

CNBB; Documento de Aparecida.

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