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sábado, 30 de julho de 2011

A Bíblia dos Testemunhas de Jeová é igual à Bíblia Católica?

Em teoria, todas as Bíblias deveriam ser iguais... Mas, infelizmente, não é o que acontece. Com o surgimento constante de seitas, principalmente entre os cristãos, torna-se necessário para os fundadores dessas seitas, legitimar o novo grupo sectário, de preferência usando a Bíblia como justificativa.


Dessa maneira, os grupos mais modestos - financeiramente falando - usam interpretações incomuns de Bíblias clássicas, porém, os grupos mais poderosos - também financeiramente falando - preferem publicar suas próprias Bíblias, fixando por escrito as deturpações que costumam a pregar para seus fiéis.

Este último caso se enquadra perfeitamente aos Testemunhas de Jeová. Quem nunca foi importunado nas primeiras horas da manhã de domingo por missionários Jeovistas? Eles se dizem entendidos nas Sagradas Escrituras, citam versículos de cabeça e manipulam a Bíblia (deles, é claro) com facilidade, encontrando palavras-chaves em questão de segundos...

Volta e meia conseguem "provar", pela Bíblia, os "erros" das outras religiões (em especial do Catolicismo) e que a salvação provém do Deus Jeová, de quem devemos ser testemunhas.

O que poucos sabem é que a Bíblia dos Testemunhas de Jeová é uma Bíblia adulterada, às vezes de forma grosseira, com o intuito de expressar as falsas doutrinas da seita e enganar os incautos... É como diz o ditado: papel aceita tudo.

Esta página, ao contrário das demais que se encontram na área de apologética, é especial, pois tende a aumentar cada vez mais. Ela apresentará, versículo por versículo, as adulterações introduzidas pelos Testemunhas de Jeová em suas Bíblias. É importante lembrar que todos os versículos apresentados aqui não apenas se diferenciam na Bíblia Católica, como também se afastam da Bíblia Protestante. A única semelhança que a Bíblia Jeovista tem com a Bíblia Protestante é o fato de adotar apenas 66 livros, enquanto que a Bíblia Católica possui 73 livros. Porém, quanto à tradução, a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante são iguais, o que nos dá a certeza - e que pode ser comprovada pelos originais hebraico, aramaico e grego - de que a Bíblia Jeovista foi completamente adulterada e falsificada. Certamente foi em virtude de grupos como este que São Pedro escreveu: "Nelas [as epístolas de São Paulo] há pontos de difícil compreensão que homens ignorantes e sem firmeza deturpam, assim como fazem com outras Escrituras, para sua própria perdição" (2Pd 3,16). Vemos, aqui, que a própria Bíblia dá a resposta sobre o destino dos deturpadores da Palavra de Deus.


I - ADULTERAÇÕES EM GERAL

Os Testemunhas de Jeová entitulam sua Bíblia de "Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas". Realmente, o verdadeiro estudioso cristão perceberá que se trata de uma "tradução do novo mundo" tamanhas as aberrações e falsificações que foram feitas...

Comecemos pela quantidade de livros: os Testemunhas de Jeová, como co-herdeiros da Reforma Protestante, seguem o cânon palestinense de 39 livros para o Antigo Testamento, definidos pelos fariseus reunidos em Jâmnia por volta do ano 90 dC. Isso os afasta dos cristãos católicos e ortodoxos, que seguem o cânon alexandrino de 46 livros para o Antigo Testamento, usado pelos Apóstolos de Cristo.

Portanto, na Bíblia Jeovista faltam 7 livros, a saber: Eclesiástico, Sabedoria, 1º Macabeus, 2º Macabeus, Judite, Tobias e Baruc; faltam, ainda, alguns trechos de Daniel e Ester comuns ao cânon alexandrino.

Contudo, as diferenças não param por aí... No Novo Testamento, a palavra grega Kyrios, que significa Senhor, é arbitrariamente traduzida por Jeová, num flagrante incontestável da negação da divindade de Cristo.


II - ADULTERAÇÕES EVENTUAIS

Esta seção apresentará os versículos adulterados existentes na Bíblia Jeovista. Estarão classificados por tema, e, dentro deste, ordenados por versículo.

Lembramos, ainda, que esta seção tende a crescer em virtude da quantidade de modificações encontradas na Bíblia dos Testemunhas de Jeová.

As citações são transcritas da mesma forma como aparecem na citada Bíblia, sem quaisquer acréscimos de pontuação ou uso de sinônimos. Nesta seção usamos a "Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas" (Bíblia oficial dos Jeovistas), editada em português em 1967, 1ª edição.



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Jesus não é Deus!


Jo 1,1: "No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era deus." (pág.1114)
- Sabemos que Jesus é o Verbo de Deus. Note-se, porém, como os Jeovistas distorcem a verdade grafando com "d" minúsculo a expressão "a Palavra era deus". Isso vai de encontro à doutrina jeovista de que Jesus pode ser chamado de deus (com "d" minúsculo) por ser a criatura mais perfeita de Deus, mas não de Deus (com "d" maiúsculo) porque Ele não é o próprio Deus, indo contra o dogma da Santíssima Trindade. Obs.: "Palavra" pode ser perfeitamente admitida como sinônima de "Verbo".

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Jesus não morreu na cruz, mas numa estaca!

Mt 27,40b: "Se tu és filho de Deus, desce da estaca de tortura!"
- Os Jeovistas afirmam que a palavra grega staurós significa poste, estaca, porém, se esquecem que o costume romano era acrescentar uma trave horizontal numa trave vertical fixa para possibilitar a prisão dos pulsos do supliciado. Isso explica porque Jesus foi crucificado e não "estacado". Note-se ainda que, como o termo "estaca" é genérico demais, acrescentaram as palavras "de tortura", que não existem no original grego.

Cl 1,20: "e, por intermédio dele, reconciliar novamente tôdas as [outras] coisas consigo mesmo, por fazer a paz por intermédio do sangue [que ele derramou] na estaca de tortura, quer sejam as coisas na terra, quer as coisas nos céus."
- v. neste item, nº 1.

Por Carlos Martins Nabeto

Lady Gaga quer ser ordenada pastora para casar amigas lésbicas



Lady Gaga revelou que quer ser ordenada pastora para poder casar duas amigas lésbicas.
A cantora disse que tomou a decisão depois da lei dos casamentos homossexuais ter sido aprovada no estado de Nova Iorque, no passado dia 24 de Junho.
Em entrevista a uma estação de rádio, Gaga explicou:
«A minha instrutora de yoga, a Trisha, que é lésbica, vive com a sua companheira há vários anos e têm uma filha linda. Elas pediram-me para casa-las. Portanto sim, vou faze-lo.»
A cantora disse ainda que o casal «já tinha esperado demasiado tempo para poder legitimar o seu amor».
Gaga, que esteve a semana passada no Nebraska a gravar o próximo videoclip, "You And I", acrescentou ainda: «Acho que, para mim, enquanto activista, o mais importante é ser positiva e ficar feliz com os pequenos passos que vamos dando ao encontro da igualdade. (...) Vou continuar a lutar pelos nossos direitos.»

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Os “valores” da série “Friends” são compatíveis com a visão cristã do amor humano?

O site americano splitsider.com fez um levantamento do comportamento sexual dos personagens da série Friends e concluiu que o espalhafatoso Joey Tribbiani foi o mais alcoviteiro de todos. O personagem do ator Matt Le Blanc teve 17 parceiras ao longo das 10 temporadas do programa. No total, os seis amigos tiveram 85 parceiros sexuais em 236 episódios.

Profundo, o levantamento tratou também de qualificar a vida sexual de cada um. Joey Tribbiani, por exemplo, se confirmou um parceiro volúvel: apenas 23,5% de suas investidas amorosas resultaram em um relacionamento duradouro. O resultado não chega a impressionar, visto que eram poucas as mulheres que resistiam ao bordão “How you doing?”, marca do personagem.
Ross Gellar (David Schwimmer’s) e Phoebe Buffay (Lisa Kudrow) disputam o segundo lugar no ranking amoroso dos seis amigos que protagonizam a série, com 16 parceiros cada um. Mas, se o critério de desempate fosse o número de casamentos, Ross com certeza sairia campeão, já que subiu ao altar três vezes. A desencanada Phoebe foi menos comprometida: de suas conquistas, só 37,5% se transformaram em relacionamentos.
Já Rachel Green, interpretada por Jennifer Aniston, foi a mais namoradeira: de seus 14 casos, 71,4% se tornaram namoros mais longos, entre eles seu eterno romance com Ross, com quem teve uma filha. Atrás dela, vem Monica Gellar (Courteney Cox) e seus 13 parceiros, que incluem Richard (Tom Selleck), e Peter Becker (Jon Favreau). 

Na lanterninha dos relacionamentos amorosos, está Chandler Bing (Matthew Perry), com 9 parceiras, entre elas a dona da voz anasalada e irritante Janice, e a amiga Monica, com quem esteve envolvido nas últimas temporadas da série. 

A sitcom Friends, sobre um grupo de amigos de Nova York, foi exibida entre 1994 e 2004 e se tornou um fenômeno mundial de audiência.

Documentário ” Deus em questão”. “Freud e Lewis representam nossas partes conflitantes”

 

Esse conteúdo abaixo é para se assistir em casa, sentado, com um copo de água ao lado, Bíblia e caderno de anotações,celular desligado e porta do quarto fechado.
Conteúdo para quem quer ir além e  deseja mergulhar no “mistério”.Podemos tocá-lo!  Assista-o sem esperar uma aula de catecismo, mas como um documentário.
“Deus em Questão”, série da PBS em 4 partes, explora de forma acessível assuntos que preocupam todos os seres pensantes: O que é a felicidade? Como encontramos sentido e propósito em nossas vidas? Como conciliamos o conflito do amor e sexualidade? Como lidamos com o problema do sofrimento e a inevitabilidade da morte?
Baseada no popular curso de Harvard ministrado pelo Dr. Armand Nicholi, autor de “Deus em Questão”, a série ilustra a vida e
ideias de Sigmund Freud, crítico de longa data da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado egresso de Oxford, crítico literário e talvez o mais influente e popular defensor da fé baseada na razão. “Freud e Lewis representam nossas partes conflitantes”, registra o Dr. Nicholi. “Um lado de nós anseia por uma relação como fonte de toda a alegria, esperança e felicidade, tal como descrito por Lewis, mas há outro que ergue o punho desafiador e diz como Freud: “Não vou me entregar.” Que lado escolhermos para expressar, irá determinar nosso propósito, identidade e toda a nossa filosofia de vida.

Momentos importantes e reviravoltas emocionais nas vidas de Freud e Lewis dão azo a ideias totalmente diferentes, que fomentam uma análise contemporânea inteligente e emocionante da questão basilar da existência humana: Deus realmente existe?
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=wCPsgk9NqeE
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=nXmm2soFMLA
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=51Qw_3YwRTQ&feature=related

França: Jovem religiosa defende o uso público do hábito desafiando a Cristofobia

Luis Dufaur
A Irmã Ana Verônica, oblata de São Francisco de Sales em Paris (Foto abaixo), foi convocada juntamente com vários outros professores de Filosofia ao Liceu Carnot, da capital francesa. O objetivo da reunião era combinar a correção de muitas provas da matéria que tinham ficado sem corrigir no fim do ano escolar.
Ela se apresentou como de costume: com o hábito completo do instituto religioso a que pertence.
Sua presença foi pretexto para um rebuliço. Professores laicistas e socialistas exigiram das autoridades do Liceu a expulsão da religiosa. Pretextavam que ela ofendia a laicidade e, de forma caricata e ofensiva, compararam seu hábito com o véu islâmico.
As autoridades nada fizeram, pois sabiam que o procedimento da religiosa era irrepreensível do ponto de vista legal.
Os professores laicistas exigiram que ela tirasse o hábito. “V. poderia ser mais discreta!”, desabafou uma professora laicista.
- “Eu não posso fazer melhor nem pior. Eu devo levá-lo”, respondeu a jovem religiosa.
Os jornais fizeram estardalhaço com o fato e o secretariado geral do ensino católico exigiu que a irmã Ana Verônica desse prova de “juízo” e comparecesse usando roupas civis.
Com tom sereno e respeitoso, mas firme, a freira respondeu a seus detratores em carta publicada pelo jornal parisiense “La Croix”, de 13-07-2011:
Nós repetimos claramente que jamais tiraremos nosso hábito. …
“Um hábito religioso é o sinal da resposta a um chamado para se consagrar a Deus, que nem todos os batizados recebem.
“Desde 8 de setembro de 2004, data de minha entrada na vida religiosa, minha vida mudou muito e o hábito não é mais que a expressão visível disso.
“Comparecer agora de outra maneira, sem o hábito religioso, é uma coisa impossível para mim, pois eu não uso mais outros vestidos que não sejam os de minha consagração religiosa.
“Eu não sou religiosa por horas.
“Fazemos a profissão para viver seguindo Cristo até a morte.
“Esta consagração religiosa inclui todas as dimensões de nosso ser: corpo, coração, alma e espírito.
“O jovem homem rico do Evangelho recuou diante do apelo de Jesus para segui-Lo, quando Ele posou seu olhar sobre ele.
Religiosas em procissão na Polônia
“Isso significa que a decisão de se consagrar a Deus não é fácil de tomar. Ela pressupõe certas renúncias…
O hábito religioso é sinal desse fato. Ele pode, portanto, ser um sinal de contradição. Nós sabemos que nosso hábito não deixa indiferentes as pessoas. Ele é um testemunho da presença de Deus.
Por meio dele nós relembramos, de modo silencioso mas eloqüente, que Deus existe neste mundo que se obstina a não querer pensar nem sequer na possibilidade da transcendência divina.
“Mas, Jesus nos diz no Evangelho que o servidor não é maior que seu mestre. Vós conheceis a continuação? “Se eles me perseguiram, eles vos perseguirão também” (Jn 15, 20).
E Jesus acrescentou: “As pessoas vos tratarão assim por causa de Mim, porque eles não conhecem Aquele que me enviou” (Jn 15, 21).
A carta da corajosa irmã Ana Verônica causa viva impressão na França.
No Brasil, o PNDH-3 pretende banir os símbolos religiosos dos locais públicos e instalar um laicismo – na realidade, um anti-catolicismo mal disfarçado – como o francês. Para atingir sua finalidade extremada, não poderá deixar de tentar proibir as próprias vestes talares dos religiosos e das religiosas.

Exclusivo: Violentos no amor de Jesus! (padre Roberto Lettieri)

Eu desejo ardentemente oferecer essa pregação, da minha alma e de todos os meus filhos e filhas, à toda a Comunidade Canção Nova, lembrando um fundamento tão lindo, dado pelo Monsenhor Jonas o fundador: aqui é um território Eucarístico.
Padre Roberto Lettieri
Foto: Robson Siqueira

Uma passagem que me incentiva neste momento está no Evangelho de São Mateus 11,12: ‘Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam’. Falar do mistério do Corpo de Jesus, nos dias de hoje, é um ato de violência. É não permitir que esses mistérios sejam tirados da nossa própria alma, do nosso coração.

Lembrando-me de São Pio, eu percebi que há dois caminhos que hoje são ardentes e preciosos: o primeiro é a nossa autêntica profissão de fé. Do seu coração não ser alterado pelas falsas doutrinas que vão contra a fé que você professa; principalmente contra o maior e mais sublime que nós temos: o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. Com muita alegria clamamos: Canção Nova um território Eucarístico.

Que eu faça você compreender que comungar o Senhor é comungar o sacrifício da dor, sua vida, a verdade absoluta. Comunhão pessoal de dois corações. É extraordinário que você comungue o sacrifício perfeito durante o sacrifício da Missa.
Adorar ao Senhor é dar a vida por Ele. Por isso que o adorador entra em comunhão, coração com coração, alma com alma, e a cada Missa participa do sofrimento do Senhor.

Os Santos têm um amor profundo pela Igreja, pelos mistérios. O Senhor quer verdadeiramente entrar em sua vida, quer ser alimento, ser o amor. Em nossa decisão de comungar Jesus, precisamos ser violentos e rasgar nosso coração para Deus entrar.
Que você ao viver o sacrifício na Santa Missa você tenha para com Ele um intenso mistério de comunhão, tão profundo que entre dois humanos é impossível. Por mais que você comungue com a outra pessoa, nunca iremos ter a verdadeira comunhão como temos com Cristo. Por mais que você ame, há um limite natural do homem. Quando você O comunga, Ele entra totalmente em Corpo e Sangue, indo nas raízes de sua alma. Há uma verdadeira comunhão, pois Jesus vem em pessoa. Ele de fato se entrega radicalmente ao extremo, em comunhão de corações.
Mas porque ainda a grande maioria não conhece o Sacramento, não sabe que o Senhor na Missa se entrega totalmente.
O segredo da santidade é entrar totalmente em Deus de poder degustá-lo.

Jesus é maravilhosamente o Senhor deste território Eucarístico.

Na Palavra em Romanos 9,14-16: ‘Que diremos, pois? Haverá injustiça em Deus? De modo algum! Porque Ele disse a Moisés: Farei Misericórdia a quem eu fizer Misericórdia; terei compaixão de quem eu tiver compaixão (Ex 33,19). Dessa forma, a escolha não depende daquele que quer, nem daquele que corre, mas da Misericórdia de Deus’.
Não é o teu querer, por favor, seja ‘violento’ com o Senhor, se mostre ardente ao amor do Senhor, pois Ele se dá todo a você. Você pode ter Ele como verdadeiro amigo.
Chega de receber Jesus como ‘coisa’. Ele é teu Deus, teu Senhor. Ele não é objeto, É o sacramento do Sacramento.
'Adorar ao Senhor é dar a vida por Ele'
Foto: Robson Siqueira
Após a Consagração não existe mais pão, é o Corpo de Cristo. Que você seja ‘violento’ com o mistério maior da Igreja. Lutero tentou amenizar as coisas, é como se o vinho fosse mais ou menos presente, com um sangue entrado no vinho. Não, Não existe mais vinho, não existe mais pão. Essa presença persiste até o final da Missa, adorado. O ápice da Igreja é a graça de poder comer Deus.

Ajoelhe na Consagração. Dobre realmente seus joelhos, porque é um momento penitencial. Ajoelhar-se é um ato de adoração a Deus. Ele vai tirando esse desânimo, a falta de expressão de adorar a Deus. Adore com violência, não seja morno. Vá ao altar com toda sua alma, todo seu coração, Jesus destrói todo muro que não permite que você se entregue a Ele. É pessoa com pessoa.
Deus é quem faz Misericórdia. Cada Missa é o amor de Deus.

Falta muito aos católicos a coragem e ‘violência’, determinação de amar e ter Jesus como único Senhor de tua vida, no profundo do teu coração. É difícil ver tantos católicos frios comungando o amigo Jesus.
‘Comungar Jesus é comungar o sacrifício da cruz’, dizia São Tomas de Aquino.
Quando você O comunga, o faça para ter o Senhor lá dentro do mais profundo do teu coração.
Tua vida tem que ser consumada por Ele.
O primeiro desejo do Senhor é que sua vida seja consumada como se fosse o último momento mais belo de tua vida. ‘Tudo quero por Ti. Entregar-me e consumar-me por Jesus. Eu estou em Ti e Tu entras em meu corpo e em meu sangue’. É o que acontece em toda a Missa.

Paixão sempre lembra morte e Ressurreição de Cristo. E não depende de quem quer, mas da Misericórdia de Deus. A Missa é o nosso alimento.
E por todo racionalismo, diplomacia onde se perde e tem medo de dizer a verdade para os outros, em nome de um ecumenismo, a Igreja não quer ofender a ninguém, mas quer a Verdade.
'Você deve querer o amigo Jesus todos os dias, ter a necessidade da Missa, do amor Dele'
Foto: Robson Siqueira
Nós adoramos sim, pela TV, rádio, fotografias, Internet, nesse Território Eucarístico. Que alegria escutar a Deus tão amado, tão anunciado, tão querido e isso exige um ato de violência. A Canção Nova nos faz homens ‘violentos’ para Deus. E em muitas paróquias não podemos adorar, às vezes nem a Missa diária tem mais o ardor missionário. A nossa missão é dar Deus a todos, fazer você ‘violento’ para ter o Corpo e Sangue de Jesus.
Quantas vezes as pessoas falam que nas paróquias não podem adorar a Deus assim, mas não existe paróquia que não adore a Deus. Não é opção. Não é piedade popular. É a razão de vida, e não um culto.
É o ápice, é a vida da Igreja, é a razão de tua vida, é por causa Dele que você está aqui.
Deus de amor, Corpo e Sangue. Esse Deus escondido a quem nós depositamos todo nosso amor, é essa violência que esperamos. Essa violência profunda.
Ficar sem comungar um dia deve te trazer muita dor. Você deve querer o amigo Jesus todos os dias, ter a necessidade da Missa, do amor de Deus.

Muitas pessoas falam que o rito é o mesmo, que é tudo igual. Isso é satânico. Mentira. A cada dia é um sacrifício novo. Não é a mesma coisa de todos os dias, consulte o seu coração, se não é o teu interior. Na Missa minha vida é consumada com Jesus na Eucaristia. Ele se entrega todinho a você, é seu amigo mesmo, sem limitações.

Não se preocupe com seus problemas. Deus é amor e vai ao seu encontro por amor. Ele quer entrar no mais profundo de sua vida.
Eu desejo com toda a minha alma que você seja violento com os mistérios do Reino de Deus. ‘Não és tu que me hás de mudar em ti, como os alimentos de tua carne, mas és tu que serás mudado em Mim’ Santo Agostinho.

O que Deus quer de você é uma fusão de amor. Coração a coração, pessoa a pessoa. É o amigo que pode entrar nas suas entranhas.
E que todos falem: Ele é meu amigo. 

A beleza fascinante da castidade (Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz)




Uma privação

A castidade costuma ser definida como algo negativo. É a qualidade daquele que se abstém de relações sexuais antes ou fora do casamento. É a virtude dos que evitam olhares libidinosos, dos que rejeitam os divertimentos mundanos, dos que se privam de seguir as modas licenciosas. É também a virtude daqueles que renunciam ao casamento "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12) a fim de servirem a Deus com o coração indiviso (1Cor 7,32-34).

Abstenção, renúncia, privação. Tais palavras indicam uma lacuna, uma falta, um vazio. Não é errado usá-las para definir a castidade. Mas não se pode parar nelas. Pois, que sentido tem exaltar um vazio? Elogiar uma privação? Glorificar uma falta? Não seria mais sensato preencher o vazio? Satisfazer à privação? Suprir a falta?

Ao falar da castidade como algo que se deixa de fazer, como algo de que se abstém, como algo a que se renuncia, é preciso acrescentar o motivo de tal não-fazer, de tal abstenção, de tal renúncia. É preciso ainda, além dos motivos, falar dos frutos de tal atitude. Em suma: é preciso falar do que a castidade tem de positivo, nos seus motivos e nos seus efeitos.

De outro modo, a castidade se apresentaria como uma atitude louca, uma espécie de neurose, sem explicação lógica, mas puramente psicológica: um mecanismo de fuga, uma frustração, como costumam dizer os psicanalistas.

A importância da Vida Espiritual aos olhos de Deus (Pe. Joseph Schirjvers)


(Irmão Afonso Maria da Cruz, IPJM)

“Logo que o último dos eleitos tenha alcançado o grau de amor que lhe é destinado, o universo se desfará, como se desmancha uma máquina perfeita, mas sem utilidade para o futuro.

E que importa a Deus esta máquina do mundo, por mais aperfeiçoada que seja? Ele pode construir sem fadiga mil outras, mais poderosas e mais belas.

É com as almas que o Seu pensamento se ocupa.

Os acontecimentos que absorvem a atenção dos homens, as revoluções, os abalos sociais, a sucessão dos impérios, são para Deus brinquedos de criança.

A inocência conservada ou recuperada, um ato de caridade, uma resolução de pertencer-Lhe, um suspiro dirigido ao Seu Coração, uma oração, é isso que põe em movimento o Céu. (...)

Ele faz da santificação das almas o Seu único interesse. (...)

Por que as revoluções, as guerras, as epidemias, os grandes males sociais?

Por que as perseguições, a opressão de países fracos, o triunfo da brutalidade?

Por que os flagelos públicos, os lutos das famílias, as hecatombes de vidas humanas, as lágrimas das mães?

A razão humana tem vistas curtas. Há almas de escol, muito numerosas talvez, que serão purificadas e santificadas por essas provações, como há almas que sem elas nunca se salvariam.

O mundo inteiro não vale uma única alma.

Para suscitar um só ato de amor a mais, mesmo que seja de uma pequena alma desconhecida lá no fundo de um vilarejo, Deus permitiria abalos terríveis

(Padre José Schrijvers, CSSR, na obra: 'O dom de si')

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Novidade: Primeiro programa católico online da Paróquia de Camocim.


A Estreia foi no ultimo domingo dia 24, o primeiro programa católico de webtv de Camocim. PROGRAMA NA CASA DE SÃO PEDRO. Você é nosso convidado especial! Venha meditar conosco a palavra de Deus e saber de todos os movimentos de fé que acontecem em Camocim. Contamos com sua audiência a partir das 10:00hs na WEBTVCAMOCIM.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Monsenhor Jonas e a segunda vinda de Jesus

 
No programa "O contador de histórias" desta semana, diácono Nelsinho Corrêa partilha um pouco mais sobre o Catecumenato de 1976, uma escola de evangelização que deixou profundas marcas na Canção Nova, obra de Deus que seria fundada dois anos mais tarde, em 1978, pelo amigo e companheiro de missão há mais de 30 anos.

O apresentador do programa conta que foi no Auditório do Colégio São Joaquim, na cidade de Lorena (SP), que ele ouviu, pela primeira vez, monsenhor Jonas Abib, falar sobre a segunda vinda de Jesus, já naquela época. Confira:




.: Siga o monsenhor Jonas Abib no Twitter

.: Siga o diácono Nelsinho Corrêa no Twitter

.: Assista aos outros episódios de "O contador de histórias" e saiba mais sobre a vida de monsenhor Jonas Abib

.: Assista às pregações de monsenhor Jonas na WebTVCN

.: Receba mensagens do monsenhor Jonas no seu celular

terça-feira, 26 de julho de 2011

André Frossard. Ateu que “errou a porta”, entrou em uma capela e descobriu a fé que seu ateísmo e esquerdismo negavam.

(…)
Meu pai queria que eu frequentasse a Escola da rua Ulm. Lá fui aos vinte anos, mas enganei-me de porta e, ao invés de entrar na Escola Normal superior, onde marcara um encontro com um antigo colega para jantarmos juntos, entrei na capela das religiosas da Adoração. O que passo a contar não é a história de uma descoberta intelectual, mas o relato de uma experiência física, experiência quase de laboratório.
Ao transpor o portão de ferro do convento, eu era ateu.
O ateísmo tem formas diversas. Há um ateísmo filosófico, que, incorporando Deus à natureza, se recusa a aceitar que Ele tenha uma personalidade própria e reduz tudo a dimensões da inteligência humana; nada é Deus, tudo é divino. Este ateísmo acaba por desembocar no panteísmo, que assume a forma de uma ideologia qualquer.
O ateísmo científico afasta a hipótese de Deus por considerá-la pouco conveniente para a pesquisa, e dedica-se a explicar o mundo unicamente pelas propriedades da matéria, evitando perguntar-se de onde ela vem.

Seria o preconceito do comportamento homossexual uma “invenção” do cristianismo? Falam-nos os Gregos e Romanos.


O Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa organizou um Colóquio sobre a temática “A Sexualidade no Mundo Antigo”.
A iniciativa reuniu investigadores da Universidade Católica e das Universidades do Minho, Porto, Coimbra e Lisboa (UL e UNL).
Aqui ficam algumas notas sobre as perspectivas de alguns conferencistas convidados
Alexandra Prado Coelho, In Público
Uma exposição em Londres e um debate em Lisboa servem de pretexto para discutir a sexualidade na Antiguidade e tentar perceber o que aconteceu entre os frescos de Pompeia e os quadros de Jeff Koons com Cicciolina
Estava-se no final do século XVIII e o Museu Nacional Arqueológico de Nápoles não sabia o que fazer aos objetos com imagens sexualmente explícitas – e eram muitos – que os arqueólogos iam encontrando nas escavações da cidade romana de Pompeia, destruída pela erupção do Vesúvio em 79. Decidiu, por fim, colocá-los num “Gabinetto Segreto”, só acessível a “pessoas de idade madura e moral respeitável”.

Como ter êxito em 24 horas

Padro Flores
Foto: Maria Andrea

Muitas pessoas desejam deixar algo para trás, seja um vício, um problema ou situações que as machucaram. No entanto, essa é a forma errada de pôr fim às missões que deram errado.

Muitas vezes, quando nós experimentamos o fracasso, deixamos de lutar e nos damos por vencidos. Pensamos que não faz sentido continuarmos ou tentarmos novamente, pois o resultado será o mesmo.

Mas podemos mudar isso, é possível sair do fracasso e alcançar o êxito. Contudo, não podemos ter preguiça de mudar isso, não devemos aceitar a mediocridade. Podemos e devemos querer algo melhor para nossa vida.

O Evangelho nos diz os segredos para alcançar o êxito em nossa vida; e antes de mais nada, devemos identificar o problema. Devemos encontrar a raiz do problema. Por exemplo, se a pessoa lida com o alcoolismo, ela precisa entender  por que bebe. Entender o que a leva a buscar uma solução ilusória em um copo de bebida alcoólica.

Mais do que isso, devemos saber aproveitar os problemas que enfrentamos para nos fortalecer. Por intermédio deles podemos aprender coisas e nunca mais nos deixar abalar por algo semelhante.

A pior forma de enfrentar os problemas que a vida impõe a nós e, consequentemente, fracassar diante deles, é não convidar Jesus para entregar em sua vida.

Não podemos nos reguardar diante dos problemas. Devemos enfrentá-los sem medo de fracassar, pois se estamos ao lado de Deus, nada pode nos atingir. Não fique às margens do problema! Desafie seus problemas, faça com que eles tenham medo de entrar em sua vida. Eles devem temer o filho de Deus, pois um filho, que possui um Pai bondoso e que o ama, jamais estará sozinho.

Seja forte e persistente. Se você luta e acredita na força da vitória, ninguém, além de Deus, pode dizer o contrário.
"Desafie seus problemas, faça com que eles tenham medo de entrar em sua vida!" exorta o pregador
Foto: Maria Andrea


Para ter essa força e fé, basta que você se agarre à Palavra de Deus. Ela é o seu maior apoio e alicerce para toda a jornada a ser enfrentada.

Quando você pensar em desistir, leia a Palavra Sagrada e imagine as consequências do seu fracasso, pense em como seria se o problema o vencesse e empenhe-se ainda mais em reverter toda situação desfavorável.

Seja persistente em Deus. Não O abandone, pois Ele jamais vai desistir de você! Seja forte diante das provações, pois as recompensas para aqueles que as enfrentam e, ainda assim continuam clamando a Deus, serão maravilhosas.

Prado Flores
Erudito em teologia e biblista mexicano. Desenvolve sua missão como pregador leigo em 52 países dos cinco continentes, incluindo o Vaticano. Fundador da Escola de Evangelizaç&atil

Deus nos toca pela força dos exemplos

No dia 7 de agosto de 2011, a Comunidade Católica Canção Nova promove um Kairos de Cura Interior em sua sede, localizada em Cachoeira Paulista (SP). O evento terá como tema "Livres para amar".

Padre Fábio de Melo, um dos pregadores deste encontro, nos lembra que as palavras têm o poder de nos curar. O sacerdote aprendeu que a Palavra de Deus é a matriz de toda poesia, porque leva as pessoas a viver realidades que ultrapassam aquilo que elas podem compreender, porque sugere, dentro de cada um, um processo humano de vida feliz. “A Palavra tem o poder de nos provocar para um vida melhor”, explica o religioso.



“Queremos viver este Kairós a partir da certeza de que uma palavra boa, quando retira uma ruim do nosso coração, permite a cura; é uma ideia ruim sendo substituída por uma boa. Assim, Deus vai nos tocando pela força dos exemplos”.

O que o Senhor vai realizar em você neste encontro é, sem dúvida, uma experiência de devolução pela força de Sua Eucaristia, de Seus sacramentos.


O encontro é gratuito e não há limite de idade para participar. Você pode se hospedar na Pousada Sérgio Abib, que conta com 264 leitos, ou no Camping Canção Nova. Para informações sobre mais locais de alojamento conheça a Hospedagem Papa Bento XVI e o Grupo de Apoio às Pousadas.

Se você mora no Vale do Paraíba, região de São Paulo; no sul de Minas Gerais ou no sul do Estado do Rio de Janeiro (RJ), regiões próximas à sede da Canção Nova, reúna sua família, traga seus amigos e venha passar momentos de intimidade com Deus neste Território Eucarístico.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Bento XVI em férias: saiba mais sobre o dia a dia do Papa

Mirticeli Medeiros
Da Redação


Pool/Getty Images Europe
Papa encontra-se com peregrinos para a oração do Angelus. O Pontífice aproveita para passear nos jardins do Palácio de Castel Gandolfo no tempo livre
Todos os anos, entre meados de julho até fim de setembro, a pequena cidade italiana de Castel Gandolfo, com exatos 8.834 habitantes, localizada a 30 quilômetros de Roma, aguarda a chegada de um hóspede ilustre: o Papa.

O BATISMO DA VERGONHA NA CARA!



Por Cássio José
Membro da Renovação Carismática Católica de Camocim- Ce.
Grupo de Oração: Renascer


Pressupostos iniciais:
Com a festa de Pentecostes percebemos que a Igreja nos oferece um forte momento para festejar a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja Primitiva (que não significa dizer que nos dias de hoje as ações do Espírito Santo não aconteçam mais!), toda a Igreja Católica se preparou para a grande Festa de Pentecostes. Assim ela faz todos os anos. Certamente os corações de muitos católicos vivenciam esse momento de graça, de Kairós. Isso sem se falar que em muitas comunidades, aconteceram retiros, congressos, encontros para clamar a Vinda do Espírito Santo para a Igreja.
Entretanto, muitos católicos acham bobagem e chegam até mesmo a dizer por aí que as manifestações dos Carismas do Espírito Santo, como já dito no primeiro parágrafo desse texto, e do Poder de Deus, através de pessoas (servos e servas do Senhor), não acontecem mais nesse tempo.
Para essa categoria de cristãos, são anúncios de fanatismo, alienação, loucuras... Pura mentira e engano ou, para muitos, percebe-se, é na verdade, esfriamento na fé e relativismo religioso aos extremos. Como pode a Igreja anunciar o Pentecostes se muitos dos que estão congregados a ela optam por não acreditar e muito menos vivenciar tal experiência de fé?     
                A liturgia católica vivencia todas as etapas da História da Salvação. Por que muitas paróquias deixam passar despercebido esse grande evento litúrgico? Será que é menos importante que o Natal e a Páscoa? 
A verdade é que muitos dos líderes católicos, bem como em todo o Cristianismo, não se deixam ser usados pelo Espírito Santo. Preferem apoiar-se nos seus achismos ou teologias modernas. Muitos movimentos da Igreja Católica ainda apresentam uma espiritualidade e/ou identidade longe dos padrões da vivência de Pentecostes. Não me refiro às peculiaridades que cada pastoral/movimento da Igreja Católica tem. No entanto, refiro-me ao preconceito e repúdia para com a ação do Espírito Santo. Não se pode engaiolar o Espírito de Deus!
“Pois o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”.
(II Cor 3,17)
Mas se o Espírito Santo é a alma e o Doutor da Igreja por que, então, engaiolá-lo nos porões do nosso coração e dos achismos que tanto predominam na Igreja em seu relativismo vivenciado por muitos líderes?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Leitura Orante da Palavra de Deus


Estamos disponibilizando um indicativo para você rezar lendo a Palavra de acordo com a liturgia diária. Deus abençõe! Qualquer coisa, entre em contato conosco: cassiouab@hotmail.com

 
LECTIO DIVINA – LEITURA DIVINA – LEITURA ORANTE

ORAÇÃO INICIAL: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado; e renovareis a face da terra. Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém.
· A leitura orante é um método judaico de assimilação da palavra de Deus e pode ser praticado tanto individualmente como em grupo.
ENTENDENDO O MÉTODO DA LEITURA ORANTE
· MÉTODO = Na língua grega, significa caminho, procedimento, meio pelo qual se quer atingir um objetivo.
· LEITURA = É o ato de ler. E ler, em sentido estrito, é decifrar e compreender um texto escrito.
· ORANTE = que ora, que reza, que induz a oração, que se faz oração, que leva à oração.
· O Método nada mais é do que a leitura apurada que os cristãos faziam do primeiro testamento, para alimentar a fé e animar assim a caminhada da comunidade em meio a conflitos internos e externos, como as dúvidas, os medos, as incertezas, as ameaças e perseguições.
· Por volta do século XII, um monge chamado Guido, no ano 1150, sistematizou e reorganizou o método através de QUATRO DEGRAUS espirituais:
A LEITURA, A MEDITAÇÃO, A ORAÇÃO E A CONTEMPLAÇÃO.
· Segundo Guido: A LEITURA é o estudo assíduo das escrituras feito com aplicação do Espírito;
A MEDITAÇÃO é uma ação deliberada da mente a investigar com a ajuda da própria razão o conhecimento de uma verdade oculta;
A ORAÇÃO é uma religiosa aplicação do coração a Deus, para afastar os males ou obter o bem;
A CONTEMPLAÇÃO é uma certa elevação da alma a Deus, suspensa acima dela mesma, e degustando as alegrias da eterna doçura.
1º DEGRAU - LEITURA = Leia, com calma e atenção, o Evangelho do dia. Se for preciso, leia quantas vezes forem necessárias. Então procure identificar as coisas importantes deste trecho da Bíblia: o ambiente, os personagens, os diálogos, as imagens usadas, as ações. Você conhece algum outro trecho que seja parecido com este que você leu? É importante que você identifique tudo isto com calma e atenção, como se estivesse vendo a cena. É um momento para conhecer e reconhecer a Boa Notícia que este trecho traz!
· A verdadeira leitura é a que nos leva ao entendimento e a compreensão do texto escrito.
· Ao lermos um texto bíblico temos que levar em consideração que ele surgiu a partir de uma determinada realidade socioeconômica-política-cultural-religiosa, e também que alguns fatos foram escritos 100 anos depois que aconteceram, outros 200 anos, e outros até mais de 500 anos.
· Os autores bíblicos escreveram respondendo algumas inquietações do povo, como: medo; desânimo; preocupação; falta de expectativa; falta de reação diante das perseguições; inseguranças e incertezas quanto ao futuro.
· Diante deste quadro, olharam para o passado e, à luz dos fatos acontecidos, compreenderam o que estava acontecendo no presente.
· Vejamos um exemplo concreto em Mc 4,35-41
· Portanto, ao fazermos a leitura, precisamos transportar-nos para a época em que o autor escreveu o texto para podermos saber o que ele estava querendo dizer para seu povo.
· É preciso ler o texto nas linhas e entrelinhas. Às vezes o que não está dito é mais importante do que está dito.
· Esse primeiro passo da leitura orante quer justamente nos dizer que é preciso descobrir como o TEXTO, se situava dentro do CONTEXTO da época em que foi escrito e, qual a mensagem que tinha para o povo.
· Ao iniciar a Leitura Orante da Bíblia, você não vai estudar; não vai ler a Bíblia para aumentar o seu conhecimento nem para preparar algum trabalho apostólico; não vai ler para ter experiências extraordinárias. Mas você vai ler a Palavra de Deus para escutar o que Deus tem a lhe dizer, para conhecer a Sua vontade e, assim, "viver melhor em união com Jesus Cristo". Em você deve estar a pobreza; deve estar também a disposição que o velho Eli recomendou a Samuel: "Fala Senhor que teu servo escuta" (1 Sm 3,10).
2º DEGRAU -  MEDITAÇÃO
· É o momento de descobrir os valores e as mensagens espirituais da Palavra de Deus: é hora de saborear a Palavra de Deus e não apenas estudá-la. Você, diante de Deus, deve confrontar este trecho com a sua vida. Feche os olhos, é preciso concentrar-se.
· A meditação é o momento de deixar Deus falar conosco. Ver que o texto, apesar de pertencer a um outro contexto, tem também algo a ver com a nossa vida, com nosso conflitos e problemas que enfrentamos nas nossas comunidades e grupos.
· Segundo o monge Guido, “a leitura sem meditação é árida, e a meditação sem leitura é errônea”.
· Medita-se atualizando o que se leu, buscando sentido para a vida, tanto pessoal como comunitária, se preocupando em perguntar:
· O que o texto diz pra mim, para nós, hoje? O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto de ontem e a situação de hoje? Quais os conflitos de ontem ainda existem hoje? Que idéias e atitudes, da comunidade ou do grupo, precisam mudar em relação ao texto? Que personagem eu sou dentro do texto? E quem eu sou chamado a ser? O que o Espírito quer falar, quer comunicar?
· Meditar é esvaziar a mente e deixar fluir o sopro do Espírito no silêncio do coração.
· Medita-se também escolhendo algumas frases chaves do texto, para serem mastigadas, repetidas várias vezes, para si e para Deus até que o texto se transforme em alimento, vida e força na caminhada.
· Meditando, atualizamos o texto para nossa realidade, ouvimos a Deus e descobrimos o que ele quer nos dizer e o que ele espera de cada um.
· Como Maria, rumine o que escutou, e "medite na Lei do Senhor", para que, assim, "a Palavra de Deus habite abundantemente na sua boca e no seu coração".
3º DEGRAU -  ORAÇÃO
· Toda boa meditação desemboca naturalmente na oração.
· Agora é o momento de abaixarmos a cabeça, dobrarmos os joelhos, pois é o momento de fazer eco, através de súplica, louvor, prece, perdão, de tudo aquilo que brotou em nosso coração enquanto estávamos lendo o texto e atualizando-o para nossa vida e nossa realidade.
· Esta oração é um momento muito pessoal que diz respeito apenas à pessoa e Deus. Não se preocupe em preparar palavras, fale o que vai no coração depois da meditação.
· O Monge Guido dizia que a leitura sem meditação é morna e a meditação sem a oração é infrutífera.
· A oração é então, o entrar em sintonia e diálogo com Deus dando uma resposta solicitada pela palavra que nos foi dirigida por ele.
· Não é uma técnica, mas algo mais, que brota de dentro de cada um através dos sentimentos que surgiram ao fazer a leitura e a meditação.
· Devemos orar aquilo que sai do nosso coração, com alegria ou com dor, com sorrisos ou com lágrimas: se for louvor, louva-se; se for pedido de perdão, pede-se perdão; se for necessidade de maior clareza, pede-se a luz divina; se for dúvida, cansaço, aridez, pedem-se os dons da fé e da esperança; se for discernimento, pedem-se forças para fazer tudo o que for possível; o resto, deixe com Ele. (Jesus)
· Se a leitura e a meditação forem realizadas com atenção e vontade, determinarão o conteúdo desta oração da qual nasce o compromisso de vida.
· Você deve estar sempre preocupado em descobrir: "O que o texto me faz dizer a Deus?". É a hora da prece, o momento de "vigiar em orações". Até agora, Deus falou para você; chegou a hora de você responder a Ele.
· Não é o que você é, nem o que você foi que Deus vê com seus olhos misericordiosos, mas o que você deseja ser. Por isso é importante o compromisso assumido neste degrau.
4º DEGRAU - CONTEMPLAÇÃO
· Contemplar no contexto espiritual consiste em entregar-se, abandonar-se nas mãos de Deus e deixar que a sua ternura toque o nosso coração.
· Não consiste em falar e pensar muito, mas escutar e amar muito. É sentir, pela fé, quase intuitivamente, a presença de Deus ao nosso lado, “invisível aos nossos olhos”, mas se comunicando quase perceptivelmente.
· É um momento onde se permanece em silêncio diante de Deus. Se Ele o conduzir à contemplação, louvado seja Deus! Se Ele lhe der apenas tranqüilidade de uns momentos de paz e silêncio, louvado seja Deus! Se para você for um momento de esforço de querer estar na presença de Deus, louvado seja Deus!
· O monge Guido define desta forma este degrau: Uma elevação da alma para além de si, permanecendo como que suspensa em Deus e degustando as alegrias da doçura eterna.
· A contemplação introduz-nos numa “conversa tranqüila com Deus”, sem outro desejo a não ser o de permanecer ao seu lado.
Leve a Palavra de Deus e o fruto desta oração para a sua vida. Não se preocupe se alguma coisa não for bem, um dos frutos da Palavra de Deus é a noção do erro e a conversão pela sua misericórdia. O importante é que a semente da Palavra de Deus produza frutos e que o povo de Deus possa ser alimentado pelos testemunhos de fé, esperança e amor. É dizer sempre: "faça-se em mim segundo a Tua Palavra". “E assim tudo o que deve ser feito, será feito de acordo com a Palavra do Senhor”.
Termine com a oração do Pai Nosso e três Ave-Marias, consciente de querer viver a mensagem do Reino de Deus e fazer a Sua vontade.

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