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sábado, 4 de setembro de 2010

Bispo de Guarulhos manifesta que os católicos não deveriam votar por Dilma Roussef

Estamos colocando esses assuntos no blog para reflexão política dos fiéis. Não temos nada contra nenhum candidato. Mas, não podemos fechar os olhos para tais acontecimentos. E mais: veja que as fontes são seguras. De sites católicos reconhecidos e de revistas renomadas pelos cidadãos brasileiros.
O bispo de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini afirmou que não recuará e levará sua manifestação de veto à presidenciável às missas e celebrações das 37 paróquias da cidade em uma recente entrevista ao jornal A Folha de São Paulo. Dom Bergonzini considera o PT favorável à descriminalização do aborto e divulgou um artigo recomendando que os católicos não votem pela candidata petista. Na sua entrevista à Folha, o bispo de 74 anos, diz não ter nada pessoal contra a candidata, que negou que ela ou o presidente Lula sejam a favor do aborto. Abaixo reproduzimos os trechos mais destacados da entrevista feita à Folha.



Folha - Mesmo com a recomendação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pela neutralidade na campanha, o senhor decidiu explicitar sua posição contrária à candidata Dilma Rousseff. Por quê?



D. Luiz Gonzaga Bergonzini - Em primeiro ligar, que recomendação é essa? A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento "não matarás". Não tem esse negócio de "meio termo".



Folha - A candidata afirma que não defende a descriminalização do aborto. Mesmo assim, o senhor cita o nome dela no artigo.



Ela [Dilma] segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não.



Folha - Como o senhor concluiu que ela tem essa posição? Isso nunca ficou claro e ela nega.



É o terceiro plano de governo que ela adota. Como percebeu que havia reação, foi mudando. Não vou recuar.



Folha - O senhor pretende levar ao conhecimento dos fiéis da diocese essa recomendação de não votar na candidata Dilma?



Os padres devem notificar ao povo a orientação do bispo. Eu não vou arredar o pé, não importa as consequências que eu venha sofrer, mas o que importa é minha consciência e seguir o Evangelho. Eu não tenho medo. O que pode acontecer? Deus saberá.



Folha - Inclusive nas missas, os padres vão tratar do tema? Vão citar o nome da candidata?



Tratar do tema, não. Podem citar o nome dela, porque vou mandar uma carta para os padres notificarem as pessoas da minha recomendação nas missas. Como cidadão, tenho direito de expressar minha opinião e, como bispo, tenho a obrigação de orientar os fiéis.



Folha - O senhor teme algum tipo de retaliação ou reação negativa, seja por parte da CNBB ou de partidários da candidata Dilma?



Sempre tem alguma coisa. Tenho recebido muitos e-mails. Não sei se são ameaças, mas contestando. Mas posso te dizer que muitos de apoio. As pessoas dizem: "finalmente alguém que usa calça comprida resolveu reagir".
 
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=19611

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