Pesquisar neste blog:

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

HERESIA: MAIS UM LIVRO CONTRA A IGREJA




Mais um livro eivado de preconceito contra a Igreja Católica e contra o Papa João Paulo II tenta mostrar ao mundo “o lado obscuro do pontificado de João Paulo II”.
Que lado obscuro é esse?
Que lado obscuro ode haver na vida de um santo homem que entregou-se de corpo e alma a Deus durante 82 anos de vida, um verdadeiro mártir de fé!
A editora Planeta lança no Brasil “O poder e a Glória”, uma tentativa de biografia extremamente falha, incompleta, tendenciosa e não-autorizada do pontificado de João Paulo II, com o nítido objetivo de ganhar dinheiro atacando a Igreja, o que infelizmente virou moda.
O jornalista inglês que se diz “católico”, DaviYallop, 70 anos, diz que pesquisou durante 17 anos arquivos da CIA, do vaticano e do governo dos EUA para mostrar como a Igreja Católica protegeu pedófilos e deu apoio a ditadores durante os 27 anos do pontificado de João Paulo II.
Sobre A pedofilia dos padre nos EUA o Papa João Paulo II foi contundente no discurso aos bispos americanos no Vaticano em 2002:
“Como vocês, também eu me entristeço profundamente pelo fato de que os padres e religiosos, cuja a vocação é ajudar as pessoas a viver vidas santas aos olhos de Deus, tenham causado, eles próprios, tanto sofrimento a jovens e tanto escândalo. Devido ao grande mal causado por alguns padres e religiosos, a própria Igreja está sendo vista com desconfiança, e muitos se ofendem com a maneira como se percebe que os líderes agiram nessa questão. O abuso que provocou esta crise é errado, por qualquer critério usado, e é visto como crime pela sociedade, com razão; além disso, é um pecado hediondo aos olhos de Deus. Às vítimas e às famílias, estejam elas onde estiverem, expresso minha solidariedade e preocupação profundas. É preciso que fique absolutamente claro aos fiéis católicos e à comunidade mais ampla que os bispos e superiores se preocupam, sobretudo, com o bem espiritual das almas. As pessoas devem saber que não existe, no sacerdócio e na vida religiosa, lugar para aqueles que querem prejudicar os jovens.”
A Igreja não fechou os olhos para a questão da pedofilia e, diante dessas palavras do grande Papa, cabe tomar em cada acaso as providências necessárias.
O autor do livro “O Poder a Glória”, afirma que o Santo Padre Polonês, junto com o presidente dos EUA, isolaram e enfraqueceram a União Soviética. Ora, é evidente que Papa João Paulo II lutou heroicamente para fazer cair o comunismo da Califórnia de Ferro; mais do que ninguém ele e sua família foram vítimas do massacre comunista que matou cerca de 100 milhões de pessoas, como mostra o historiador francês Stèphane Courtois em seu “Livro Negro do Comunismo” (ed. Bertrand Russel, 2005).
A queda do comunismo foi uma grande obra que o Papa deixou para o mundo e para milhões de seres humanos que não conheciam o que era a liberdade atrás da sangrenta Cortina de Ferro. Por causa disso foi baleado na praça de São Pedro, por Ali Agca, a mando da União Soviética comunista, como concluiu o inquérito da Polícia Italiana.
Por outro lado, o autor do livro questiona a falta de apoio do Papa aos religiosos de esquerda, envolvidos com o marxismo e a teologia da libertação.
Todos sabem que o Papa João Paulo II fez um trabalho profundo para livrar a Igreja desta perigosa heresia. A caridade de Cristo não pode ser feita pela via marxista do estímulo à luta de classes, jogando-se irmãos contra irmãos e fomentando o ódio e a violência. Em Puebla, em 1979, em sua primeira visita a América, ele deixou claro: “Esta visão de Jesus Cristo como um revolucionário de Nazaré não se coadula com a fé Católica” (Discurso inaugural). Não podemos esquecer que todos os Papas que o precederam condenaram o comunismo e o marxismo.
Por outro lado o Papa escreveu várias encíclicas sociais apresentando a solução cristã para o problema da injustiça social na terra; a Doutrina Social da Igreja: “Centesimus annus”, “Laboren exercens”, “Socilituto rei socialis”.
O marxismo é uma ideologia totalmente adversa à fé católica; por isso o Papa teve de sanear a Igreja de sua nefasta influência. E Bento XVI continua esse trabalho.
O autor do livro foi longe de mais quando escreveu: “Estou convencido de que o Papa foi corrupto”; mas ele não pode demonstrar em quê o Papa se envolveu em corrupção.
Ele ofende gravemente a todos nós católicos e não católicos que tanto admiramos o falecido Papa. Será que foi sem motivo que o povo na Praça de São Pedro pedia: “Santo súbito” (Santo já). Há séculos não se via isso na história da Igreja.
Lamentavelmente Yallop gosta de provocar polêmicas com a Igreja, por que ele sabe que isto lhe dá dinheiro e fama. Em 1984 ele lançou o livro “Em nome de Deus”, com mais de 6 mil cópias vendidas, onde acusa levianamente alguém da Igreja de ter assassinado o Papa João Paulo I; isto com menos de 40 dias de pontificado.
Sabemos que o Papa morreu dormindo, de infarto, como foi atestado por seu secretário de confiança, o padre John Magee.
Os jornalistas italianos Andrea Tornielli e Alessandro Zangrando publicaram um livro: “João Paulo I. O Papa do sorriso”. (editora Quadrante, São Paulo). O livro mostra que o atestado de óbito, assinado pelo médico do Papa, o Dr. Buzzonetti e pelo diretor de serviços sanitários do Vaticano, Mario Fontana, diz: “Certifico que Sua Santidade João Paulo I, Albino Luciani, nascido em Forno Di Canale (Belluno) em 17 de Outubro de 1912, faleceu no Palácio Apostólico Vaticano em 28 de setembro de 1978, às 23 horas, por “morte imprevista, de enfarte agudo do miocárdio”. O óbito foi comprovado às 6 horas do dia 29 de setembro de 1978” (pp. 108-109).
Enfim, estamos mais uma vez diante de novos ataques à Igreja de Cristo, desta vez contra um de seus maiores líderes dos últimos tempos; é de se lamentar.

(Do livro JESUS - SINAL DE CONTRADIÇÃO, pp.95 à 98)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página