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domingo, 29 de novembro de 2009

Esquema do Advento


Começa com as vésperas do domingo mais próximo ao 30 de novembro e termina antes das vésperas do Natal. Os domingos deste tempo se chamam 1º, 2º, 3º, e 4º do Advento. Os dias 16 a 24 de dezembro (Novena de Natal) tendem a preparar mais especificamente as festas do Natal.
O tempo do Advento tem uma duração de quatro semanas. Este ano, começa no domingo 01 de dezembro, e se prolonga até a tarde do dia 24 de dezembro, em que começa propriamente o Tempo de Natal. Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.
No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus. Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Se reduz a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, o decorado da Igreja é mais sóbrio, etc. Todas estas coisas são uma maneira de expressar tangivelmente que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta alo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.
Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamos nos preparando para a vinda do Senhor. A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor ao final dos tempos. A liturgia nos convida a estar em vela, mantendo uma especial atitude de conversão. A segunda semana nos convida, por meio do Batista a “preparar os caminhos do Senhor”; isso é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida. A terceira semana preanuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor. Finalmente, a quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.
Quanto às leituras das Missas dominicais, as primeiras leituras são tomadas de Isaías e dos demais profetas que anunciam a Reconciliação de Deus e, a vinda do Messías. Nos três primeiros domingos se recolhem as grandes esperanças de Israel e no quarto, as promessas mais diretas do nascimento de Deus. Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo sua vinda e sua graça. As segundas leituras são textos de São Paulo ou das demais cartas apostólicas, que exortam a viver em espera da vinda do Senhor.

sábado, 28 de novembro de 2009

O ANÚNCIO MESSIÂNICO PELOS PROFETAS

O advento é o período de preparação para o Natal do Senhor: O nascimento do menino Deus pela encarnação! Período de relembrar, estudar e vivenciar novamente a expectativa da chegada d’Aquele que durante muito tempo foi esperado pelos israelitas. Muitos foram os profetas do Senhor que anunciaram a Vinda do Messias. Os israelitas esperavam expectantemente a chegada desse Messias: aquele que viria para libertá-los.
Observemos o que foi anunciado pelos profetas de Deus, através de suas profecias, a cerca da vinda do Messias. Vejamos apenas algumas passagens bíblicas para tal análise:

“Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirá o calcanhar”. (Gn 3,16)

“Por que um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde sempre e para sempre. Eis o que fará o zelo pelo Senhor dos exércitos”. (Is 9, 5-6)

“Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará a luz a um filho, e o chamará ‘Deus conosco’”. (Is 7,14)

“Mas tu, Belém de Éfrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel”. (Mq 5,1)

“Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de entendimento,
espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor do Senhor”. (Is 11,1-2)

Muitas foram as profecias com relação à chegada do Messias. Os profetas do Antigo Testamento pregaram que Iahweh mandaria alguém que traria a salvação trazendo um ‘tempo novo’. Essa era a mensagem principal dos profetas. Assim afirma o Catecismo da Igreja Católica a cerca da expectativa do Messias:

“Eis que vou fazer algo de novo» (Is 43, 19): duas linhas proféticas vão ser traçadas, incidindo uma sobre a expectativa do Messias e outra sobre o anúncio dum Espírito novo, convergindo ambas no pequeno «resto», o povo dos pobres (73), que aguarda na esperança a «consolação de Israel» e «a libertação de Jerusalém» (Lc 2, 25.38)”. (CIC n. 711)

A Liturgia da Igreja contempla durante as quatro semanas antecedentes do Natal, boa parte das profecias anunciadas pelos profetas acerca do Messias. Quanto mais lermos e meditarmos, compreenderemos a Esperança que era pregada pelos profetas: Jesus Cristo!
No NT demonstra toda a programação missionária do Messias, colocada no início da vida pública de Jesus, mostrando que o Messias iria realizar a missão libertadora dos pobres e oprimidos:
“O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu.
Enviou-Me a anunciar a Boa-Nova aos que sofrem, para curar os desesperados,
para anunciar a libertação aos exilados e a liberdade aos prisioneiros,
para proclamar o ano da graça do Senhor”. (Lc 4,18-19)
O CIC afirma que:

“Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos (Gl 4, 4-5). Esta é a «Boa-Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus»(1): Deus visitou o seu povo e cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua descendência fê-lo para além de toda a expectativa: enviou o seu «Filho muito-amado”. (CIC n. 422)

“O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: «nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor» (Lc 2, 11). Desde a origem, Ele é «Aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo» (Jo 10, 36), concebido como «santo» no seio virginal de Maria (32). José foi convidado por Deus a «levar para sua casa Maria, sua esposa», grávida d'«Aquele que nela foi gerado pelo poder do Espírito Santo» (Mt 1, 20), para que Jesus, «chamado Cristo», nascesse da esposa de José, na descendência messiânica de David (Mt 1, 16)” (CIC n. 437)

Santo Irineu, bispo do século II, explica que Jesus veio na carne para destruir o pecado que nela havia e trazer-nos a salvação:

“Com efeito, Cristo se revestiu de uma ‘carne semelhante à do pecado’ (Rm 8,3) para condenar o pecado e, depois de condená-lo, expulsá-lo da carne... Por esse motivo, o sinal de nossa salvação, o Emanuel nascido da Virgem (Is 7,11.14), foi dado pelo próprio Senhor, pois seria ele quem salvaria os homens, já que não poderia salvar-se por si mesmos ”.

Assim como no AT os profetas de Iahweh anunciaram a primeira vinda do Messias, preparando assim o povo para a manifestação do Messias que é Jesus de Nazaré, que nesses últimos dias possamos, antes que a última trombeta toque, preparar o maior número de pessoas, já que Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (I Tm 2,4), para o Grande Dia da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, que não vira mais com relação ao pecado, mas salvar os que agora o esperam (Hb 92,8).

Cássio José

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

REFLITA NA MENSAGEM: ESSE É MEU DEUS!


Sabia que Deus gosta dos loucos? Não? Então veja se não tenho razão:



- Alguma pessoa normal chegaria em frente ao mar e diria:

ABRE-TE!?



- Alguma pessoa normal olharia para cima e gritaria para o sol:

PARE!?



- Alguma pessoa normal diria para um morto há 3 dias:

LEVANTA-TE E ANDA!?



- Alguma pessoa normal bateria com o cajado numa pedra para tirar água?



- Alguma pessoa normal mandaria o mar e o vento ficarem quietos?



-Alguma pessoa normal ficaria quietinha, sentada dentro de uma

jaula com leões famintos?



- Alguma pessoa normal ficaria rodando em volta de uma cidade

durante 7 dias, cantando, até as muralhas da cidade caírem?



Hum...eu acho que não! Parece brincadeira, mas hoje eu estava pensando sobre isso, e resolvi que também vou ser "louco"!



Sabe o que é isso?



Uma coisa chamada FÉ!



Quando a gente tem FÉ, olha e vê o invisível! E nem se importa com o que os outros vão falar ou pensar. Deus é que precisa ver!

As ameaças contra a família

No Sínodo dos Bispos, em 1980, sobre a família, os Bispos apontaram os pontos mais preocupantes: “a proliferação do divórcio e do recurso a uma nova união por parte dos mesmos fiéis; a aceitação do matrimônio meramente civil, em contradição com a vocação dos batizados “a casarem-se no Senhor” (1 Cor7, 39), a celebração do matrimônio sem uma fé viva, mas por outros motivos; a recusa das normas morais que guiam e promovem o exercício humano e cristão da sexualidade no matrimônio” (FC,7).
Na Carta ás Famílias, escrita em 1994, no Ano da Família, o Papa João Paulo II disse:

“Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família. Às vezes até parece que se procure, de todas as formas possíveis, apresentar como “regulares” e atraentes, conferindo-lhes externas aparências de fascínio, situações que, de fato, são “irregulares”…  Fica obscurecida a consciência moral, aparece deformado o que é verdadeiro, bom e belo, e a liberdade acaba suplantada por uma verdadeira e própria escravidão”(CF, 5).
Mostrando que a mentalidade consumista e antinatalista é uma ameaça à família, o Papa diz:
“…uma civilização, inspirada numa mentalidade consumista e antinatalista, não é uma civilização do amor e nem o poderá ser nunca. (FC 13). Mostrando os riscos que o “amor livre” e o “sexo seguro” representa hoje para a família, o Papa adverte:
“O chamado “sexo seguro”, propagandeado pela civilização técnica, na realidade é, sob o perfil das exigências globais da pessoa, ‘radicalmente não seguro’, e mais, gravemente perigoso.
“Sem dúvida, contrário à civilização do amor é o chamado “amor livre”, tanto mais perigoso por ser habitualmente proposto como fruto de um sentimento “verdadeiro”, quando, efetivamente destrói o amor. Quantas famílias foram levadas à ruína precisamente por causa do “amor livre”! … Mas não se tomam em consideração todas as conseqüências que daí derivam, especialmente, quando além do cônjuge, devem pagá-los os filhos, privados do pai ou da mãe e condenados a serem, de fato, ‘órfãos de pais vivos’ ” (CF, 14).

Quando, em 1994, justo no Ano da Família (pasmem!), o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, o Papa João Paulo II, reagiu de maneira forte e  imediata:
“Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar-se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral…Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94).
O pior problema, hoje, das famílias desestruturadas, não é de ordem financeira, mas moral. Quando os pais têm caráter, fé, ou como o povo diz, “tem vergonha na cara”, por mais pobre que seja, será capaz de impedir a destruição do seu lar. São inúmeros os casais  pobres, mas que com uma vida honesta, de trabalho e honradez, educaram muitos filhos e formaram bons cristãos e honestos cidadãos.

Não consigo aceitar a desculpa de um pai que afirma que a sua família se destruiu por causa da sua pobreza. Sempre haverá alguém com o coração aberto para ajudar a um pai trabalhador, especialmente quando este tem filhos para criar.

Na Exortação Apostólica Familiaris Consórtio (Sobre a Família), o Papa João Paulo II apontou os graves perigos que ameaçam hoje a família: “Não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos … o número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais freqüente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva” (FC, 6).

A Declaração do Rio de Janeiro sobre a Família,  que traz as conclusões do Congresso Teológico-Pastoral, realizado de 1 a 3 de outubro, denunciou:  ” A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia anti-família tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem princípios democráticos” (1.1).

“Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas, têm sido vistas tentativas para “desconstruir” a família, de forma que o sentido de “casamento”, “família” e “maternidade” é agora contestado. Tem sido estabelecida uma falsa posição entre os direitos da família e os de seus membros individuais. Sob o nome de liberdade, têm sido promovidos “direitos sexuais” espúrios e “direitos de reprodução”. Entretanto, estes direitos estão, de fato, principalmente, a serviço do controle populacional. São inspiradas em teorias científicas em descrédito, num feminismo ultrapassado e numa mal direcionada preocupação com o meio ambiente” (1.2).
“Uma linha social-materialista, ao lado do egoísmo e da responsabilidade, contribui para a dissolução da família, deixando uma multidão de vítimas indefesas. A família está sofrendo com a desvalorização do casamento através do divórcio, da deserção e da coabitação… Tanto a violência contra as mulheres aumenta, como a violência do aborto; o infanticídio e a eutanásia calam fundo no coração da família. Na verdade, as famílias de hoje estão ameaçadas por uma sub-reptícia cultura da morte” (1.4).
“A dissolução da família é uma das maiores causas da pobreza em muitas sociedades…”(1.5). “A família é o “santuário da vida”. Seu compromisso com a proteção e a nutrição da vida, desde o momento da concepção, é preenchido verdadeiramente através da paternidade responsável” (3.3).
Estas alertas do Papa e do Congresso Teológico são seríssimos, e devem colocar cada cristão em prontidão para uma verdadeira cruzada em defesa da família, ameaçada até pela ONU!

Prof. Felipe Aquino
www.cleofas.com.br

A Igreja proibiu a leitura da Bíblia?

A Igreja sempre estimou a Sagrada Escritura, juntamente com a Tradição apostólica, como fonte de fé. A leitura pública da Bíblia sempre foi usada na celebração dos Sacramentos; e, de modo especial na Eucaristia.
Aconteceu, porém, que algumas circunstâncias da história levaram algumas vezes as autoridades eclesiásticas a vigiar sobre o uso da Bíblia, especialmente na Idade Média.
A heresia dos Cátaros ou Albigenses, que, abusavam da Bíblia, obrigou os Padres dos concílios regionais de Tolosa (1229) e Tarragona (1234) a proibir provisoriamente aos cristãos leigos a leitura da Bíblia, para não serem enganados.
Por causa dos erros de J. Wicleff, o sínodo regional de Oxford (1408) proibiu as edições da S. Escritura que não tivessem aprovação eclesiástica porque os hereges deturpavam o texto sagrado.
Fica claro que a Igreja não proibiu a leitura da Bíblia, mas a leitura de edições deturpadas da Bíblia, como faz ainda hoje. Estas medidas não visavam impedir a propagação da Bíblia. Por exemplo, na Alemanha, o primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia em dois volumes (1453-1456). Até 1477 saíram cinco edições da Escritura em alemão; de 1477 a 1522, houve nove edições novas (sete em Augsburgo, uma em Nürenberg e uma em Estrasburgo); de 1470 a 1520 apareceram cem edições de “Plenários”, isto é, livros que continham as epístolas e os evangelhos de cada domingo. Isto bem mostra como a Igreja estava longe de querer, em circunstâncias normais da vida cristã, restringir o estudo da Bíblia.
No séc. XVI, quando Lutero e os seus discípulos, fizeram da Escritura a “única fonte de fé”, donde tiravam suas inovações doutrinárias, os pastores da Igreja foram obrigados a tomar medidas necessárias para que o povo católico não fosse enganado pelas novas edições da bíblia protestante. Por exemplo, Lutero quando  traduziu a Bíblia para o alemão, acrescentou várias palavras que não se encontravam no original grego, como, p.ex., em Rm 3,28, onde ele diz que o “homem é justificado somente pela fé”: a palavra somente não se encontra no original grego. Esta palavra foi acrescentada para fundamentar a sua causa… Mas altera a Palavra de Deus.
Isto obrigou a Igreja católica a restringir o uso das versões bíblicas não autorizadas.  Por isso, o Papa Pio IV, em 24 de março de 1564, na bula “Dominici gregis” (regra 4ª), determinou que o uso de traduções vernáculas da Sagrada Escritura ficava reservado aos fiéis que, a juízo do respectivo bispo ou de algum oficial com proveito, para a sua fé e piedade. Em Portugal, os reis católicos, fieis a Igreja, já haviam antecipadamente tomado essas  medidas.
As restrições eram apenas para as traduções vernáculas, ficando o texto latino da Vulgata de uso livre para todos os fiéis. Não há dúvida, no séc. XVI, período de confusão religiosa e de inovações protestantes, mais ou menos subjetivas, a leitura da Bíblia podia constituir perigo para os fiéis não preparados.
Após esta fase os Papas voltaram a estimular a leitura da Bíblia. Pio VI (1775-1799) escreveu ao arcebispo A. Martini, editor de uma tradução italiana do texto bíblico, numa época em que os católicos ainda hesitavam sobre a oportunidade de tal obra:
“Vossa Excelência procede muito bem recomendado vivamente aos fiéis à leitura dos Livros Sagrados, pois são fontes particularmente ricas, às quais cada um deve ter acesso”.
S. Pio X (1903-1914) em carta ao cardeal Cassetta declarava:
“Nós, que tudo queremos instaurar em Cristo, desejamos com o máximo ardor que nossos filhos tomem o costume de ler os Evangelhos, não dizemos freqüentemente, mas todos os dias, pois é principalmente por este livro que se aprende como tudo pode e deve ser instaurado no Cristo… O desejo universalmente esparso de ler o Evangelho, provocado por vosso zelo, deve ser secundado por Vós, na medida em que se aumentar o número dos respectivos exemplares. E Oxalá jamais sejam propalados sem sucesso! Tudo isso será útil para dissipar a opinião de que a Igreja se opõe à leitura da Escritura Sagrada em língua vernácula ou lhe suscita alguma dificuldade” (Revista PR, Nº 11, Ano 1958, Página 452).
Os Pontífices subseqüentes, principalmente Bento XV e Pio XII, muito incentivaram o estudo científico da Bíblia como o uso da mesma na vida de piedade.


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Show da Adriana: Glória e majestade! confira!!!!!!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

COMO CONHECER UMA ESPOSA

Eis os trechos principais de uma homilia de São João Crisóstomo intitulada “Como escolher uma esposa”, publicada na seleção On Marriage & Family Life (pág. 89-114). A tradução para o inglês é de Catherine P. Roth e David Anderson e a editora é a St. Vladimir´s Seminary Press (Crestwood, Nova York, 2003).

Fonte: http://theintellectuallife.blogspot.com/2008/05/como-escolher-uma-esposa.html

1) Portanto, quando fordes escolher uma esposa, não examineis somente as leis do Estado, mas, antes, examineis as leis da Igreja. Deus não vos julgará no último dia segundo as leis do Estado, mas segundo Suas leis.


2) Não é mesmo uma tolice? Quando estamos sob ameaça de perder dinheiro, tomamos todos os cuidados possíveis, mas quando nossa alma está sob risco de ser eternamente punida, nem ao menos prestamos atenção.

3) Tu sabes que tem duas escolhas. Se tu escolheres uma má esposa, terás de enfrentar aborrecimentos. Se não aceitares enfrentá-los, serás culpado de adultério por divorciar-te dela. Se tivesses investigado as leis do Senhor e as conhecesse bem antes de te casares, terias tomado muito cuidado e escolhido uma esposa decente e compatível com teu caráter desde o início . Se tivesses te casado com uma esposa assim, terias ganhado não apenas o benefício de não te divorciares dela como o benefício de amá-la intensamente, conforme Paulo ordenou. Pois quando ele diz Maridos, amem vossas esposas, ele não pára por aí, mas fornece a medida deste amor, como Cristo amou a Igreja.

4) Vejamos, porém, se a beleza e a virtude da alma da noiva atraiu o Noivo. Não, ela não era atraente nem pura, conforme estas palavras de Paulo: Ele se entregou por ela para a santificar, purificando-a com a lavagem da água (Efésios 5:25-26). [...] Apesar disso, Ele não abominou sua feiúra, mas neutralizou sua repulsividade, remoldando-a, reformando-a e remitindo seus pecados. Tu deves imitá-Lo. Mesmo que tua esposa peque contra ti mais vezes do que podes contar, tu deves perdoá-la em tudo.

5) Quando surge uma infecção em nossos corpos, não cortamos o membro fora, mas tentamos curar a doença. Devemos fazer o mesmo com uma esposa.

6) Mesmo que ela não apresente melhoras em função de nossos ensinamentos, assim mesmo receberemos uma grande recompensa de Deus pela nossa paciência e por termos mostrado tanto auto-domínio em temor a Ele. Nós conseguimos suportar as maldades dela com nobreza, sem cortar o membro fora. Pois uma esposa é como se fosse um membro nosso, e por causa disso devemos amá-la. É precisamente isto que ensina Paulo: Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos…Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Cristo à Igreja; porque somos membros do Seu corpo, da Sua carne, e dos Seus ossos (Efésios 5:28-30).

7) Devemos amar nossa esposa também porque Deus estabeleceu uma lei a esse respeito quando disse: Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne (Gênesis 2:24; Efésios 5:31).

8) Assim como o noivo deixa a casa de seu pai e junta-se à noiva, assim também Cristo deixou o trono de Seu Pai e juntou-se à Sua noiva.

9) De maneira geral, a vida é composta de duas esferas de atividade: a pública e a privada. Quando Deus a diviviu assim, Ele designou a administração da vida doméstica à mulher, mas ao homem designou todas as tarefas relativas à cidade, às questões comerciais, judiciais, políticas, militares e assim por diante. [...] De fato, o que quer que o marido pense sobre questões domésticas, a esposa o saberá melhor que ele. Ela é incapaz de administrar as questões públicas competentemente, mas ela é capaz de cuidar bem dos filhos, que é o maior dos tesouros. [...] Se Deus tivesse dotado o homem para administrar ambas as esferas de atividade, teria sido fácil aos homens dispensar o gênero feminino. [...] Por isso Deus não concedeu ambas as esferas a um sexo, para que nenhum deles pareça supérfluo. Mas Deus não designou ambas as esferas igualmente a cada sexo, para que a igualdade de honra não engendre rixas e conflitos. Deus preservou a paz reservando a cada um sua esfera adequada. Ele dividiu nossas vidas em duas partes, e deu a mais necessária e importante ao homem e a parte menor e inferior à mulher. Assim, Ele organizou a vida de maneira a que admirássemos mais o homem do que a mulher, pois seus serviços são mais necessários do que os dela, e para que a mulher tivesse uma forma mais humilde e, assim, não se rebelasse contra o marido.

10) Assim sendo, eis o que tu deves buscar em uma esposa: virtude de alma e nobreza de caráter, para que desfrutes de tranquilidade, para que luxuries em harmonia e amor duradouro.

11) O homem que se casa com uma mulher rica se casa com um chefe, e não com uma esposa. Porém, o homem que se casa com uma esposa em iguais condições ou mais pobre se casa com uma ajudante e aliada, trazendo inúmeras bênçãos para dentro de casa. Sua pobreza a força a cuidar de seu marido com muito cuidado, obedecendo-o em tudo. [...] Portanto, o dinheiro é inútil quando se trata de encontrar um parceiro de boa alma.

12) Assim sendo, deixemos de lado as riquezas da esposa, mas examinenos seu caráter e sua piedade e recato. A esposa recatada, gentil e moderada, mesmo que seja pobre, irá transformar a pobreza em algo muito melhor do que a riqueza.

13) Antes de mais nada, tu deves aprender qual o propósito do casamento, e por que ele foi introduzido em nossas vidas. Não te perguntes mais nada. Qual seria, então, o objetivo do casamento, e por que Deus o criou? Ouve o que Paulo diz: Mas, por causa da tentação à imoralidade, cada um tenha a sua própria mulher (I Coríntios 7:2). [...] Portanto, não despreza o maior nem busca o menor. A riqueza é muitíssimo inferior ao recato. É somente por este motivo que devemos buscar uma esposa: para evitarmos o pecado, para nos libertarmos de toda imoralidade.

14) A beleza do corpo, se não estiver aliada à virtuda da alma, será capaz de atrair o marido somente por uns vinte ou trinta dias, mas não conseguirá ir além disto antes que a perversidade da esposa destrua toda sua atratividade. Quanto àquelas que irradiam beleza de alma, quanto mais o tempo passsa e sua nobreza se evidencia, tanto mais aquecido será o amor do marido e tanto mais ele sentirá afeição por ela.

15) É por meio do recato que o marido conseguirá atrair à sua família a boa vontade e a proteção de Deus. É assim que os homens de bem dos velhos tempos se casavam: buscando nobreza de alma em fez de riqueza monetária.

16) Quando te decidires por uma eposa, não corre atrás de ajuda humana. Volta-te a Deus, pois Ele não se envergonhará de ser vosso casamenteiro. Foi Ele mesmo quem prometeu: Buscai primeiro o Reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6:33). Não te perguntes: “Como posso ver a Deus? Afinal, Ele não falará nem conversará comigo de maneira explícita, e portanto não conseguirei Lhe fazer perguntas”. Estas são palavras de uma alma de pouca fé. Deus pode facilmente organizar tudo da maneira que Ele quiser, sem o uso da voz.

17) A castidade é algo maravilhoso, mas é mais maravilhoso ainda quando está aliada à beleza física. As Escrituras nos falam sobre José e sua castidade, mas antes mencionam a beleza de seu corpo: José era formoso de porte, e de semblante (Gênesis 39:6). Em seguida, as Escrituras versam sobre sua castidade, deixando claro, assim, que a beleza não levou José a licenciosidade. Pois nem sempre a beleza causa imoralidade ou a feiúra causa recato. Muitas mulheres que resplandecem em beleza física resplandecem ainda mais em recato. Outras que são feias em aparência são ainda mais feias de alma, manchada por inúmeras imoralidades. Não é a natureza do corpo mas a inclinação da alma que produz recato ou imoralidade.


Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

FORMAÇÃO: OS 13 ATRIBUTOS DE DEUS!

A tradição judaica interpreta o texto de Ex 34,6-7, como a revelação dos treze atributos de Deus, os quais se tornaram uma das principais orações do judaísmo. O Talmud ensina que Deus disse a Moisés: “Sempre que Israel pedir o Meu perdão, que mencione estas Minhas qualidades”. Esta prece só pode ser rezada quando houver pelo menos um Minian (o quorum mínimo para o início das orações na Sinagoga, isto é, dez homens).


Apresentamos a seguir o texto, com a tradução da Bíblia de Jerusalém e da Torá Hebraica.


Bíblia de Jerusalém

Iahweh passou diante dele, e ele proclamou:

“Iahweh! Iahweh...

Deus de ternura e de piedade,

lento para a cólera,

rico em graça e em fidelidade;

que guarda sua graça a milhares,

tolera a falta, a transgressão e o pecado,

mas a ninguém deixa impune

e castiga a falta dos pais nos filhos

e nos filhos dos seus filhos,

até a terceira e a quarta geração...”

A IGRERJA CATÓLICA E AS IMAGENS


Erroneamente se divulga que os católicos praticam a idolatria...A+A-É verdade que algumas pessoas da Igreja Católica erraram nos quase dois mil anos de sua história. É de se esperar também que uma Igreja com 1 bilhão e meio de seguidores tenha mais erros que uma com 1 milhão de membros. Na verdade, somos santos e pecadores. Santos enquanto instituição e, pecadores enquanto membros.

No entanto, se tem uma coisa que erroneamente se divulga é que os católicos praticam a idolatria.

Idolatria, segundo o dicionário, quer dizer adorar ídolos.

A Igreja Católica Apostólica Romana sempre ensinou, com base Bíblica, que "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás" (Dt 6,13). Não adoramos e nem devemos adorar qualquer coisa ou pessoa além do único e Supremo Deus Trino.

DOIS MIL ANOS DE IGREJA

Pela História da Igreja podemos ver com clareza a sua transcendência e divindade. Nenhuma instituição humana sobreviveu a tantos golpes, perseguições, martírios e massacres durante 2000 mil anos; e nenhuma outra instituição humana teve uma seqüência ininterrupta de governantes. Já são 266 Papas desde Pedro de Cafarnaum. Esta façanha só foi possível porque ela é verdadeiramente divina; divindade esta que provém Daquele que é a sua Cabeça, Jesus Cristo. Ele fez da Igreja o Seu próprio Corpo (cf. Cl 1,18), para salvar toda a humanidade.

Podemos dizer que, humanamente falando, a Igreja, como começou, tinha tudo para não dar certo. Ao invés de escolher os "melhores" homens do Seu tempo, generais, filósofos gregos e romanos, etc., Jesus preferiu escolher doze homens simples da Galiléia, naquela região desacreditada pelos próprios judeus. "Será que pode sair alguma coisa boa da Galiléia?" Isto, para deixar claro a todos os homens, de todos os tempos e lugares, que "todo este poder extraordinário provém de Deus e não de nós" (2Cor 4,7); para que ninguém se vanglorie do serviço de Deus.

O SENTIDO ESCATOLÓGICO DO ADVENTO

Assim define o minidicionário da Língua Portuguesa, Silveira Bueno, para o significado da expressão ADVENTO:

Vinda; chegada; instituição; começo; período das quatro semanas que antecedem o Natal”.

[Silveira Bueno: minidicionário da língua portuguesa. – Ed. ver. e atual. – São Paulo: FTD, 2000, p. 30]


Sabemos que na liturgia católica o advento é justamente esse período das quatro semanas que antecedem o Natal. É uma espécie de relembrar e reviver o que os israelitas do Antigo Testamento viveram quanto à esperança da Vinda do Messias. E pra isso, claro, houve todo um conjunto de profecias que os profetas do Senhor no AT, profetizaram. Exemplos:


Por que um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz. Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde sempre e para sempre. Eis o que fará o zelo pelo Senhor dos exércitos”. (Is 9, 5-6)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Norte-coreana pode ter sido morta por portar Bíblia


Aumentam as execuções de cristãos segundo grupos de direitos humanos
Por Nieves San Martín
PYONGYANG, segunda-feira, 27 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Diferentes organizações de defesa dos direitos humanos na Coreia do Sul denunciaram o aumento das execuções de cristãos na Coreia do Norte, algumas delas em público.
O informe de várias organizações sul-coreanas destaca o caso de uma mulher que foi executada em público no mês passado, em uma cidade norte-coreana próxima da fronteira com a China.
Segundo indica Andre Vornic, correspondente da BBC na Ásia, a mulher foi acusada de distribuir bíblias, ser espiã para a Coreia do Sul e os Estados Unidos e colaborar com dissidentes.
O governo dos Estados Unidos sustenta que o fato de se possuir uma bíblia no país comunista possa ser motivo de torturas e sequestro, afirma Vornic.
De acordo com as denúncias, os pais desta mulher, seu marido e seus filhos foram enviados para um campo de detenção. O correspondente da BBC acrescenta que ainda que estas informações sejam muito difíceis de se comprovar, a Coreia do Norte é conhecida por sua intolerância para com a religião.
Segundo informa a agência AP, a mulher executada, Ri Hyon-ok, de 33 anos, era mãe de três filhos. Ela foi morta em uma cidade a noroeste de Ryongchon em 16 de junho, segundo um informe da Comissão Investigadora de Crimes contra a Humanidade, publicado na sexta-feira. O informe não pôde ser verificado.
Mas dá sequência aos testemunhos de dissidentes norte-coreanos e informes de grupos de direitos humanos que expõem cada vez com mais frequência a perseguição religiosa e violações dos direitos humanos no país comunista.
No mês passado, a Voz dos Mártires (VOM) advertiu que, através de um fax anônimo aparentemente da embaixada norte-coreana da Finlândia, dizia que “algo muito grave aconteceria” aos trabalhadores de VOM se a organização continuasse seu projeto de compartilhar o Evangelho. A advertência era a resposta ao trabalho de VOM de obter números de fax da Coreia do Norte e seu envio de faxes contendo mensagens cristãs e passagens da Escritura.
A Coreia do Norte foi qualificada como o pior perseguidor de cristãos durante sete anos consecutivos na Lista de 2009 de Open Doors Watch.
Os norte-coreanos são obrigados a praticar um culto à personalidade que inclui Kim Jong-Il e seu falecido pai. Qualquer outra religião, em especial a cristã está proibida.
Se descobrem que alguém é cristão ou possui uma Bíblia, é enviado aos campos de trabalho administrados pelo Governo ou deve enfrentar a execução pública.
Acredita-se que milhares de cristãos estão atualmente sofrendo nos campos de prisões da Coreia do Norte, segundo Open Doors. Suspeita-se que o regime tenha mais prisioneiros políticos e religiosos detidos que qualquer outro país do mundo.
Há algumas igrejas na capital, Pyongyang, mas são principalmente para manter as aparências. Não está claro se as igrejas estão abertas só quando os estrangeiros as visitam ou são apenas usadas por estrangeiros. De qualquer forma, estas igrejas não são para os cidadãos norte-coreanos, segundo os dissidentes.
A Comissão Investigadora de Crimes contra a Humanidade, uma coalizão de 50 grupos ativistas, está pedindo que o líder norte-coreano Kim Jong-Il seja acusado de crimes contra a humanidade.
Apesar da perseguição, estima-se que cerca de trinta mil norte-coreanos praticam o cristianismo em seus lares e em segredo.

http://www.zenit.org/article-22269?l=portuguese

domingo, 22 de novembro de 2009

JOVENS: SENTINELAS DA MANHÃ

Percebemos nos dias de hoje o grande alvo do Inimigo de Deus: a juventude! A prova disso é que os “atrativos” que são colocados para os jovens são supostamente mais agradáveis e chamam mais atenção do que a religião, a educação, os projetos sociais... Estou falando mesmo do lamaçal no qual a juventude está sendo mais e mais submergida: drogas, prostituição, violência, sexualidade desenfreada, sexualidade sodomitizada, dentre muitas outras perdições ou veredas que os jovens estão atravessando de maneira facilmente aceitável.

É um tremendo desafio para a Igreja, levantar uma juventude voltada para as coisas de Deus! Como seria bom se tivéssemos jovens sendo lideranças em meio as atividades coordenadas pelas pastorais e movimentos da Igreja. Para isso, seria necessário pôr, urgentemente, como meta uma evangelização voltada especialmente para os jovens.


QUANDO SERÁ O FIM DO MUNDO? (Parte I)




            A revista Veja em sua última edição (edição 2137 – ano 42 – n. 44, de 4 de Novembro de 2009), nos traz uma materia sobre “o fim do mundo”. Sendo temática da capa da revista, traz, pelo menos, enfocando dois assuntos principais: A pergunta “Por que o apocalipse assombra as pessoas em pleno século XXI” e a “obra intitulada 2012, filme sobre o calendário maia que reaviva esse temor”.
            Lendo todo o texto percebe-se uma sombra de zombaria aos cristãos que ansiosamente esperam o seu Senhor: Jesus Cristo. Eles chegam a zombarem e desrespeitarem o próprio João, o autor do livro de Apocalipse. Percebemos isso ao colocarem as seguintes expressões:

  • “É uma narrativa tão magicamente escatológica que Thomas Jefferson, o terceiro presidente dos Estados Unidos, a chamou de ‘delírio de um maníaco’”.
  • “Bernard Shaw, o grande teatrólogo irlandês, disse que o inventário era o ‘inventário das visões de um drogado’ ”.

(Revista Veja, ed.2137, de 4 de novembro de 2009, pág. 96) 
           
Percebemos também que as explicações quanto ao fim dos tempos são explicados meramente por eles com teorias científicas ou pela firmação de que “são produto da nossa imaginação”. É o que a materia afirma na pág. 37 quando ao pregar a “teoria da dissonância cognitiva”, afirma-se que ocorre a inclinação que temos para deduzir o profundo desconforto provocado por duais informações conflitantes – no caso, a crença de que o mundo vai se acabar e a evidência inconfortável de que o mundo não acabou.
Quem criou essa teoria foi o psicólogo americano Leon Festinger (1919-1989) quando resolveu testar uma hipótese revolucionária ao observar que uma profecia acerca do acabamento do mundo foi por água abaixo por uma seita formada por 15 pessoas e liderada por uma doméstica chamada de Michigan, Marion Keech, que segundo ela, extraterrestres afirmaram pra eles que o mundo ia se acabar no dia 21 de dezembro de 1954 com uma inundação. Eles esperavam então o resgate de uma nave espacial que viria buscá-los para que eles não sofressem com o fim do mundo por meio da grande inundação. O fato é que nesse dia após esperarem 5 horas e nada de inundação chegar e nem sinal algum acontecer, Marion foi contactada por extraterrestres que afirmaram uma novidade: o grupo ali reunido, com poder de sua crença, espalhara tanta luz que Deus cancelara a destruição do mundo.
Além disso, afirma-se que “as profecias do apocalipse são um desastre como previsão do futuro, mas excelentes como alegorias do presente”. (Pág. 97).
 Não se pode afirmar ou chamar de “loucos”, “delírio de maníaco”, “inventário das visões de um drogado”, aqueles que acreditam nas profecias do Apocalipse ou de outros livros bíblicos que trazem “sombra apocalíptica”. Parece que o autor de tal artigo faz uma zombaria forronea aos que esperam a Vinda daquele que está preparando um lugar nos céus pra cada um de nós (Jo 14,2). Para nós, os eleitos não será um sinal de destruição, de temor, de espanto ou de medo. Afinal de contas o que nós estamos fazendo no decorrer dos nossos dias é preparando todo o nosso ser, corpo, alma e espírito, e conservando-os na santidade (I Ts 5,23) para estarmos irremediavelmente preparados para a volta de Jesus. Para os que possuem uma vida ímpia e não tem desejo algum de aceitarem o senhorio de Jesus; esses sim, tremerão diante do julgamento por causa de suas obras más.  

  Cássio José
  
        


Reflexão do Evagelho de Hoje: Festa de Cristo Rei


Evangelho do domingo: o Rei da Verdade

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, bispo de Huesca e de Jaca
HUESCA, sexta-feira 20 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário ao Evangelho deste domingo, 34º do Tempo Comum (João 18, 33-37), redigido por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, bispo de Huesca e de Jaca.

O ciclo litúrgico se encerra com esta festa de Cristo Rei, na qual nos é apresentado o célebre diálogo entre Pilatos de Jesus. Curiosa ou ironicamente, o evangelista foi apresentando o desenlace final de Jesus Rei quase descrevendo o cerimonial de coroação de reis no Antigo Testamento: entrada triunfal sobre uma mula, aclamações populares, proclamação oficial por escrito, entronização, coroação, unção... Mas tudo isso não de uma forma apoteótica, e sim de maneira humilde. E um Rei assim falará com um dos poderosos sobre algo fundamental para Jesus, que era meramente banal e curioso para Pilatos: a verdade.

Por trás deste diálogo, encontramos a terrível solidão em que o Senhor morre: abandonado pelos que o temiam como perigoso rival dos seus púlpitos ou dos seus tronos (os fariseus e Pilatos); por aqueles que o desprezavam, desencantados diante de um Messias muito pouco briguento e agressivo (zelotes); também por aqueles que o seguiam e amavam sinceramente, mas que acabarão fugindo, escondendo-se ou negando-o (discípulos).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

HOMILIA DE JOÃO PAULO II SOBRE FESTA DE CRSITO REI







Homilia de sua Santidade João Paulo II na celebração Eucarística da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo em 2000

Amadíssimos irmãos e irmãs:

1. Saúdo-vos com afeto a todos, viestes para vossa celebração jubilar perante a tumba de São Pedro, na véspera da solenidade de Jesus Cristo, Rei do universo. Segundo as imagens do Apocalipse, Cristo é <> (Ap 22, 13). Como verdadeiro <>, governa e renova tudo, para poder <> no final o mundo ao Pai, <> (1 Co 15, 28). Queridos irmãos, viestes hoje encomendar a ele novamente sua vida. Procurai que sua realeza se manifeste em vosso esforço por viver as realidades do mundo transfigurando-as com o amor e o louvor a Deus.

Saúdo cordialmente agora ao cardeal vigário Camillo Ruini, que celebrou a eucaristia, e lhe agradeço as palavras que me dirigiu em nome de todos e aos sacerdotes, aos religiosos e às religiosas presentes.

Uma atividade importante para o bem comum

2. Saúdo também a vós que realizais a peregrinação dos empregados de vários organismos constitucionais da República italiana: a presidência da República e do Conselho de ministros, o Senado da República, a Câmara de deputados e o Tribunal de contas. Saúdo a todos cordialmente. Recentemente, no jubileu dos governantes, os parlamentares e os políticos, exaltei a nobreza da política, reafirmando a exigência de vivê-la com uma dimensão espiritual, marcada pela competência e a moralidade. Alegra-me dirigir-me hoje a vós, que colaborais na obra dos políticos e os governantes. Com vosso serviço estável no seio das instituições, estão chamados a garantir continuidade, disposição profissional e elevação moral.

Ao trabalhar em setores tão prestigiados, em certo modo sois pessoas privilegiadas. Entretanto, é fácil intuir que em vosso âmbito profissional tampouco faltam as dificuldades e os desafios. No vosso, como em qualquer outro setor humano, a realidade diária está sempre longe do ideal, e às vezes possivelmente também vós, levados pela desconfiança, sentis a tentação de abandonar-vos à rotina. Não cedais a esta tentação! Realizai sempre com esmero inclusive o trabalho mais burocrático. Olhai sempre às pessoas, seus problemas e seus sofrimentos, embora deveis vos ocupar delas só mediante documentos ou números, artigos de códigos e áridos regulamentos. Fazei de seu trabalho um espaço de verdadeira humanidade e uma ocasião de aperfeiçoamento moral. Um discípulo de Cristo jamais tem que acomodar-se na mediocridade: todo trabalho pode ser caminho de santidade.

3. Na realidade, vosso trabalho supera os limites de vossos escritórios, contribuindo ao funcionamento global de um aparelho institucional que é de suma importância para o bem comum. A isto tende, acima de tudo, o serviço prestado à unidade da nação pela presidência da República e o de governo exercido pela presidência do Conselho de ministros. De igual importância é o papel do Senado da República e da Câmara de deputados na realização da função legislativa, bem como o papel de garantia que desempenha o Tribunal constitucional com vistas à conformidade das leis com a carta magna da República, e o de controle sobre a gestão das finanças públicas que leva a cabo o Tribunal de contas.

O primado de Deus

4. Entre as virtudes que devem brilhar em vós figura sem dúvida a lealdade às instituições, às quais estais chamados a servir considerando o primado de Deus: <>(Mc 12, 17).

Este luminoso princípio evangélico orientou a Igreja desde suas origens, impulsionando-a a mostrar grande respeito pelas instituições civis. Nelas, e nos homens que assumem sua responsabilidade, há de se ver um sinal da presença de Deus, que guia os acontecimentos da história. <> (Rm 13, 1): todo poder vem de Deus. Nisto se apóia o dever de acatamento às leis e a quem
exerce a autoridade. Entretanto, tudo deve se submeter à soberania de Deus, até o ponto de que em nenhum caso pode chegar a ser obrigatório o que se opõe a sua lei. O cristão deve ser firme testemunha deste princípio, indo, quando for necessário, <>. Neste caso encontrará apoio na força da oração. Como a primeira comunidade de Roma, no início do século II, os fiéis invocam a ajuda divina para os que estão investidos de responsabilidades públicas, a fim de que o Senhor dirija suas decisões segundo o que é bom e agradável a seus olhos (cf. Primeira Carta de são Clemente aos Coríntios, LXI, 1).

5. Saúdo agora a vós, queridos trabalhadores do setor do transporte, empregados da Empresa de bondes e ônibus da prefeitura de Roma (ATAC) e de outras empresas do Lácio e de toda a Itália. Sua realidade é vasta, com uma extensa rede de serviços que vos comprometem diariamente a favor dos cidadãos. Além disso, neste ano do grande jubileu mereceis particularmente nossa gratidão pela acolhida prestada aos numerosos peregrinos: vos agradeço de coração.

O transporte público, nas atuais condições de intercâmbios mais intensos de pessoas e de tráfico freqüentemente caótico, está destinado a desempenhar um papel de crescente importância. Do ponto de vista ecológico e humano, existe uma difundida exigência de assegurar um melhor nível de vida a nossas cidades. É necessário evitar que nossas paisagens se vejam alteradas ou poluídas ulteriormente, e proteger a dimensão humana das cidades. E tudo isto não depende do modo como se organiza o transporte? Pelo resto, não faz falta demonstrar a importância que tem isto para Roma, por seu duplo papel de capital da Itália e de centro da cristandade.

Com efeito, tanto os peregrinos como os turistas, que vêm de longe, antes de mergulhar na história de Roma, em sua arte e em seu significado religioso, pelo geral se encontram com vós. Sua disponibilidade, cordialidade e eficiência é como um cartão de apresentação da <>.

Certamente, é fácil imaginar as dificuldades que tornam vosso serviço mais pesado. Apesar de tudo, esforçai-vos por prestá-lo como um verdadeiro ato de amor. Precisamente a isso vos comprometeis, abrindo vosso coração à graça jubilar que Cristo vos dá hoje. Sede para as pessoas que transportais outros <>, portadores de Cristo, que quer que o encontremos e o tratemos com amor em cada pessoa, especialmente nos mais pobres (cf. MT 25, 35).

O jubileu é momento de conversão e renovação

6. Agrada-me saudar agora ao grupo de fiéis do círculo da agência ANSA. É conhecido o papel de sua agência no panorama da informação. Vossa presença me impulsiona a invocar ao Senhor para que ilumine a quantos trabalham neste setor e vos ajude a prestar do melhor modo possível vosso serviço, hoje particularmente difícil e cheio de responsabilidade, pelas condições gerais do sistema dos meios de comunicação social e a influência freqüentemente exagerada exercida por poucos e grandes gestores do poder informativo.

Por último, dou minhas boas-vindas aos outros numerosos grupos presentes: grupos paroquiais, escolar e associações de diferentes tipos e de diversa proveniência. Queridos irmãos, vos desejo que vivais este jubileu como um momento de conversão e renovação interior. Cristo vos pede que vos adíreis com mais força a seu Evangelho e que o tradúzeis em um testemunho coerente. Confiai nele! Frente às <> atrativas de uma cultura que, afastando-se dele, promete em vão felicidade verdadeira e duradoura, dizei-lhe com a convicção do apóstolo são Pedro: <> (Jo 6, 68).

Maria, Mãe da Igreja, obtenha-nos que Cristo, Rei do universo, seja o Rei de nosso coração, de nossas famílias e de nossas comunidades. No nome do Senhor, abençôo a todos.
http://www.acidigital.com/fiestas/cristorei/homilia2000.htm

Fim do Ano Litúrgico





O ano da Igreja termina com a Festa de Cristo Rei, normalmente no final do mês de novembro, antes do início do Advento, da preparação para as solenidades do Natal. Com isto, mudamos de “ciclo litúrgico”, acompanhando um caminho pedagógico da Igreja.

No Domingo de Cristo Rei, celebramos o dia dos leigos e das leigas, pessoas que procuram testemunhar o seu batismo na vida concreta. Estamos também encerrando o 2º Ano Catequético Nacional, que permitiu um grande despertar na catequese de todas as nossas dioceses, paróquias e comunidades católicas.

Neste final de semana o pensamento da Igreja é voltado para as festividades de Cristo Rei, refletindo que tipo de reinado Cristo assume. Mesmo estando na terra, os seus objetivos não são daqui. São de vida, a ponto de dar a vida por todos.

A realeza de Jesus tem como objetivo dar testemunho da verdade. Ele é a manifestação da fidelidade de Deus ao longo da história. E deu a vida por isto, chegando até a morte cruel na cruz, revelando a autenticidade de sua vida.

Aderir a Jesus Cristo é dar testemunho da verdade, tendo coragem de enfrentar o mundo da mentira proclamado e anunciado pela cultura secularizada. Existem hoje forças hostis ao projeto da caridade na verdade.

Celebrar Cristo Rei significa reanimar a resistência das novas comunidades para enfrentar o mundo da violência, da infidelidade e do poder econômico excludente, que não leva em conta o valor da vida e da dignidade humana.

Ser cristão hoje é ser sinal de contradição e de luta pela construção de um reino diferente do mundo globalizado, que massifica e coloca as pessoas perdidas na sua identidade. É o mundo da competição, da riqueza, do ter, do poder e do prazer..
Para construir o Reino de Deus é preciso dar passos com paciência e perseverança.

São exigências fundamentais a vida, a partilha, a paz, a justiça, a solidariedade. Isto exige esforço, empenho e engajamento total. Supõe ruptura com o sistema que cria vítimas inocentes e indefesas.




Fonte: Dom Paulo Mendes Peixoto
Local:São Jose do Rio Preto Inserida por: Administrador

http://www.catolicanet.com/?system=news&action=read&id=55640&eid=301

ESPIRITUALIDADE DO ADVENTO






Advento vem do latim adventus. Significa “chegada”, do verbo advenire: “chega a”. É o primeiro tempo do Ano Litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, durante o qual os fiéis, esperando pelo nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento, promovem a fraternidade e a paz.


No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor Jesus, como uma noiva que se enfeita e se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do domingo mais próximo do dia 30 de novembro e vai até as primeiras vésperas no Natal de Jesus, contando quatro domingos. Ademais, esse tempo possui duas características: nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial à preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós.

Por isso, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa. Isso por que nos recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere como Igreja militante, no caráter missionário da vinda de Cristo.

Este caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e por sua acolhida no coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da vida missionária de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar.

Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus. Celebrar o Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a “perder” a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não a pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da sua vinda.

É necessário que preparemos o caminho do Senhor em nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado e as fraquezas, mediante uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra de Deus. Portanto, para vivenciar esse tempo litúrgico da nossa Igreja, é preciso reviver alguns valores que são essenciais em nossa vida de cristãos, como: a esperança, a pobreza, a conversão. Desta forma, exclamaremos em brado de glória junto com toda a Igreja: Marana tha! Vem Senhor Jesus!

FONTE: Revista Ave Maria
Vagne Gama dos Santos – seminarista claretiano, estudante de Teologia.

O QUE É SER SANTO?





Escreve São Pedro Apóstolo: “Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos também santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pd 1, 15. 16).

Santo Agostinho de Hipona na homilia para a festa de todos os santos, assim declarou: “Se eles e elas chegaram a ser santos, porque não posso eu também?”.

Santa Teresinha do Menino Jesus desde menina sonhava “em ser santa e uma grande santa”, e o foi.


Realmente, Santa Teresinha é de fato e de verdade uma grande santa, conhecida no mundo inteiro. Ela é queridíssima e sapientíssima Doutora da Igreja, padroeira das missões, dos floristas e aviadores.

Deixou-nos o seu testamento espiritual no livro autobiográfico: História de uma alma. Este é um dos livros mais lido depois da Bíblia Sagrada.

Ela disse: “Quero passar meu céu fazendo o bem sobre a terra”.

A primeira santa da Índia, santa Alfonsa da Imaculada Conceição dizia desde criança: “Quero ser santa como santa Teresinha do Menino Jesus”.

Santa Alfonsa foi canonizada no dia 12 de outubro de 2008, pelo Papa Bento XVI, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Seu lema era: “Consumir-se como uma vela para iluminar os outros”.

AFINAL O QUE É SER SANTO?

.É aquele que ama a Deus, a si mesmo e ao próximo (Mt 22, 37-39).

.É aquele que guarda os mandamentos do bom Deus (Mt 19, 17).

.É aquele que tem a alma lavada no sangue de Jesus Cristo (2 Cor 7, 1; 1 Jo 1, 7. 9).

.É aquele que vive separado das coisas mundanas e vive unido pela graça para o serviço do Reino de Deus (Lc 9, 57-62; 1 Jo 2, 15-17).

A santidade está na dimensão do amor. Deus é amor. Grandes companheiros da santidade: o amor, a fé, a esperança, a verdade, o perdão e a graça.

No amor, tudo é dinâmico na novidade do Espírito Santo e tudo é novo para o progresso da santidade. As coisas velhas, as trevas e o passado de morte, ficaram apagados para sempre.

Caminhamos na luz de Cristo para cidade da luz eterna (Ap 22, 5). Desde o nosso batismo brilha a nossa veste branca, a nossa vela e a nossa vida. Pelo batismo e em Cristo nós somos santificados (Rm 6, 1-4; 1 Cor 1, 2).

São Maximiliano Kolbe afirmou: “O santo vai sempre para frente, sem ligar para o próprio estado de saúde ou a idade; pelo contrário, as doenças e as aflições se tornam para ele uma escada para uma maior perfeição; no seu fogo ele se purifica como o ouro”.

Ser santo é viver a fortaleza do corpo, da alma e do espírito no alimento do Pão Eucarístico.

Ser Santo é amar o Cristo, A Igreja, o Céu, o pecador e o diferente.

Não pode haver maior desejo no coração do cristão do que o de ser santo.

O método mais eficaz para evangelização e a resposta radical para o mundo em franca decadência é a nossa santificação.

A santidade é a maior pregação e o maior testemunho da vida cristã. Não existe refutação para essas duas práticas.

Ser santo é ser feliz. A meta do santo é contemplar para sempre a face do bom Deus.

Sabemos que o século XXI, será o século abissal dos eremitas, dos místicos e dos santos. O meu desejo é que esse artigo faça com que o amado leitor esteja dentro desse maravilhoso contexto.


http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=4064

A Celebração do Advento




O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento ou com a Escada do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

__________________________
Assessoria Litúrgica Shalom

ESPIRITUALIDADE E FIGURAS DO ADVENTO





A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

As Figuras do Advento:
ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.

Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".

José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

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O QUE É O ADVENTO?




A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, a vivência do mistério de espera e preparação da vinda de Cristo. Neste tempo celebramos nas primeiras semanas a espiritualidade de espera da segunda vinda, e nas semanas mais próximas a seu fim a preparação para as solenidades de sua primeira vinda, seu nascimento.

É Momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

Esse Tempo possui as duas características já citadas: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Origem

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.

Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.


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PERTENCERÁS INTEIRAMENTE DO SENHOR TEU DEUS (Dt 18,13) - COMENTÁRIOS





Quando Deus chama Abraão (Gn 12, 1-8), de filho de pagão, Deus o torna “pai de todos os crentes”. Abraão tem a missão de anunciar para a humanidade da época, que só existe um único Deus: O Criador do céu, da terra e do mar e de tudo o que existe neles. Até então, a humanidade era politeísta: cultuava tudo o que irradiava luz ou fazia algum tipo de barulho. Como essa adoração e culto não era pra Deus, quem recebia o culto que era prestado, era Satanás, o inimigo número 1 de Deus, aquele que tem inveja da adoração que prestamos a Deus: ele fica atrás dos sacrifícios que não são prestados a Deus e sim aos ídolos, por tanto, demônios (I Cor 10, 19-22). O seu objetivo é expulsar o ser humano do jardim (Gn 3) da comunhão com Deus. Ao escolher Moisés para libertar o povo de Israel que estava cativo no Egito abrindo o mar vermelho e fazendo-os atravessar a pé enxuto (Ex 14-15), Deus (YHWH), faz uma ALIANÇA com esse povo no monte SINAI (ou Horeb), dando-lhes as Tábuas da Lei (Ex 19-20), para que para esse povo, SOMENTE DEUS FOSSE DE FATO, O ÚNICO DEUS DE SUAS VIDAS:

Êxodo 19, 4-6: “vistes o que eu fiz aos egípcios, e como vos tenho trazido sobre asas de águia para junto de mim. Agora, pois, se obedecerdes à minha voz, e guardastes a minha aliança, sereis o meu povo particular dentre todos os povos. Toda terra é minha, mas vós me sereis um reino de sacerdotes e uma nação consagrada.”

Deuteronômio 6,4-5: “Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. ”

Sabemos que no Antigo Testamento, a salvação era somente para os judeus (Jo 1,11; 4,22) por que foi o único povo que fez aliança com Deus. Os outros povos tinham aliança com ídolos pagãos e não era propriedade única de Deus como fora o povo de Israel. Mas na cruz, Jesus estende a salvação para toda a humanidade. Toda a humanidade foi dessa forma remida, salva e restituída para Deus quando “Deus amando de tal maneira o mundo envia o seu filho unigênito não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por meio dele” (João 3,16-17).
O povo de Israel era circunvizinhado por uma variedade imensa de povos que tinham pacto com deuses pagãos. Mas quando este é escolhido por Deus não é mais permitido andar atrás de outros deuses. Além disso, os judeus foram responsáveis, também de mostrar para os outros povos idólatras e politeístas a unicidade de Deus, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó: o GRANDE EUS SOU (Ex 3,14).

Mediante esse pequeno contexto de informações bíblicas, concluímos que não se pode servir a dois senhores (Mt 6,24), aceitando a proposta de se colocar exclusividade para o Senhor (Dt 18,13), a nossa vida e todo o nosso ser. É impossível ser de Deus e aceitar propostas de adoraçãon e abominações de outros seres que querem tomar o lugar de Deus. Vemos isso, por exemplo, nas diversas formas do espiritismo, astrologia, magia e feitiçaria, superstição, nova era, maçonaria,...

É tempo propíciode decidir Deus como o nosso único Deus, não dando espaço por menor que seja a outra divindade que seja ela qual for.


Cássio José

CUIDADO COM AS FALSAS DOUTRINAS!





Em Deuteronômio 18, 9-14; a Bíblia nos mostra que antes do povo de Israel entrar na terra prometida, Deus lhes proibiu idolatrar outros deuses. Além disso, uma série de práticas foi proibida pelo Senhor, por ser ABOMINAÇÃO AOS SEUS OLHOS. Veja:

“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor teu Deus te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passa pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê a adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo ou à invocação dos mortos. Por que o Senhor teu Deus abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor teu Deus expulsa de ti essas nações. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros ou os adivinhos; a ti, porém, o Senhor teu Deus, não o permite”.

Se pertencemos a Deus, não podemos nos curvar em busca de práticas abomináveis, detestáveis a Deus, por ser uma traição ao nosso Deus. Se somos “pertença” do Senhor Deus, por que buscar outros deuses falsos? Por que adorar a Satanás que se encontra disfarçadamente por trás dessas práticas abomináveis? Jesus disse que ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6, 24).

Jesus nos disse: “Cuidado para que ninguém vos engane. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu. E seduzirão a muitos” (Mc 13,5-6).

Percebemos que nestes últimos tempos tem sido assim. Foram levantados muitos falsos profetas, falsos cristãos para seduzirem o maior número possível dos filhos de Deus; isso, sem contar que juntamente com eles falsas religiões e vãs filosofias foram (e continuam) surgindo. Atenção: fique de sobreaviso.

Nós não podemos mais deixar que os filhos de Deus sejam seduzidos pelo maligno, já sabemos que o Mistério da Iniqüidade está presente e em ação no mundo (II Ts 2,7), usando de diversas facetas e imagens para corromper o coração dos homens com falsas doutrinas perniciosas e diabólicas.

Muitas são as doutrinas e vãs filosofias a negar que Jesus é o Cristo ressuscitado. Podemos começar pelas filosofias reencarnacionistas (Kardecismo, Espiritismo, Candomblé, Umbanda, Vodu, Controle Mental, Meditação Transcendental, Teosofia, Astrologia, cartomantes, videntes, tarô, búzios, wica [duendes e bruxas], etc.).
Todas as filosofias reencarnacionistas não crêem que Jesus Cristo morreu para salvação da humanidade, mas acreditam ser vontade própria, através da caridade feita e reencarnando que irão ser salvos e, desta forma, vão pagando seus pecados cometidos. Através dessa linha de pensamento eles negam a salvação oferecida por Deus a seus filhos. “Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas pelos pecados de todo o mundo” (I João 2,1).

Então, ninguém mais precisa ficar se condenando e achando que os pecados cometidos nos causam sofrimentos que não podem ser pagos que o nosso sofrimento é por causa de vidas passadas e erros cometidos. Tudo isto diante de Jesus é mentira, uma enganação provocada por doutrinas errôneas.

As doutrinas reencarnacionistas não crêem na vida eterna e sim nas sucessivas vidas que terão, contrariando verdadeiramente os ensinamentos do Senhor, como São Paulo nos relata n carta aos Hebreus: “como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo, assim Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não porém em razão do pecado, mas para trazer a salvação aqueles que o esperam” (Hebreus 9, 27-28).

Estamos presenciando ante nossos olhos Satanás seduzindo pessoas com suas doutrinas, potencializando outras com seus dardos malignos, usando-as para seduzirem outras, até formar um verdadeiro exército para corromper os corações dos filhos de Deus, pessoas se contaminando com muita facilidade, tornando-se dependentes dele, heranças de maldições, criação de estruturas em nossas casas e nas pessoas, além de danos e sofrimentos causados em nós por causa de tudo isto.

Percebemos então que há um projeto muito bem sistematizado para arrancar os filhos de Deus do local que eles devem sempre estar para as garras de Satanás. Muitas são as igrejas, seitas, doutrinas e religiões que foram criadas pelo poder de Satanás, através de homens. Ele sabe que lhe resta pouco tempo. Por isso está com pressa de roubar de Deus os seus filhos. Sabemos que ele veio para “roubar, matar e destruir” (João 10,10).

Não podemos ser iscas fáceis de Satanás afastando-nos do nosso Deus que é o Deus da vida para seguir o deus da morte. Devemos ser inteiramente do Senhor nosso Deus (Dt 18,13), filhos amados (Jo 1,12), libertos e salvos pelo sangue do cordeiro de Deus (I Pe 1, 18-20), pois o nosso lugar é o céu.


Cássio José
E-mail.: cassiouab@hotmail.com

Cardeal Tarcisio Bertone fala aos médicos católicos





Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 19 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- “Quem pretende substituir Deus com sua própria autonomia perde a própria vida, porque rechaça quem a criou e encaminhou ao cumprimento definitivo e glorioso de seu plano de salvação.”

Com estas palavras pronunciadas durante a homilia, o cardeal secretário de Estado vaticano, Tarcisio Bertone, convidou os membros do Conselho Nacional das Associações Médicas Católicas Italianas (AMCI) a refletir sobre a crise moral que assola a sociedade moderna.

Na sexta-feira passada, na Capela Paulina do Palácio Apostólico, dentro da Cidade do Vaticano, o secretário de Estado transmitiu à AMCI o “mais vivo alento para prosseguir em vossa missão”.

“O Papa –afirmou o purpurado– acompanha-os com a oração e envia sua bênção, estendendo-a a todos os sócios” da instituição.

Abordando os desafios da modernidade, o cardeal Bertone recordou que “a atividade do médico católico se revela útil não apenas para os fins da saúde física, mas também, de certo modo, da saúde moral e espiritual do paciente”.

Isso –continuou– porque “corpo e espírito estão no homem tão unidos que um influencia no outro, e vossa tarefa principal é tutelar e promover a vida em sua realização integral”.

O cardeal referiu-se à crise de civilização que caracteriza nosso tempo, em que “a própria medicina, que por sua natureza deve tender à defesa e ao cuidado da vida humana, em alguns de seus setores presta-se cada vez mais a realizar atos contra a pessoa”.

Neste sentido, destacou “a urgência de educar na cultura da vida”.

“Por um lado, assiste-se à eliminação de vidas humanas nascentes ou que se encontram no fim; por outro, torna-se cada vez mais difícil para a consciência distinguir o bem do mal no que afeta o próprio valor fundamental da vida humana”, explicou.

Referindo-se à encíclica Caritas in veritate, o secretário de Estado vaticano denunciou a “concepção material e mecanicista da vida humana” que reduz o amor sem verdade a “uma casca vazia que preencher arbitrariamente” e pode comportar efeitos negativos para o desenvolvimento humano integral.

Segundo o purpurado, para educar na cultura da vida, é necessário “poder contemplar em todo ser humano o reflexo da beleza e do amor de Deus”.

Porque “sem Deus o homem deixa de perceber a si mesmo como ‘misteriosamente outro’ em relação às diversas criaturas terrenas, e é considerado como um de tantos seres vivos, como um organismo que, quando muito, alcançou um estado muito elevado de perfeição”, afirmou.

O secretário de Estado vaticano denunciou então o aborto e as mortes por causa da fome. “Há vidas que não são notícia e cuja perda não dá sobressaltos”, lamentou.

“Há batalhas sacrossantas para salvar a vida de condenados à pena de morte e para salvaguardar o direito à vida também dos que cometeram graves delitos –acrescentou–, enquanto se considera legal e justa a morte de inocentes, com leis aprovadas por maiorias em Parlamentos civis.”

“A emotividade ou as ideologias e as razões políticas substituem na prática a consciência retamente iluminada”, constatou.

Em resposta aos que pretendem substituir Deus pela sua própria autonomia, o cardeal Bertone propôs “o testemunho dos crentes que reafirmam a primazia de Deus sobre tudo: este é de fato o único caminho que conduz o homem a sua plena realização”.

http://www.zenit.org/article-23339?l=portuguese

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