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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA PARA O CATÓLICO


"Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho!" (Salmo 119,105)





Setembro é o mês da Bíblia. Este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu no ano de 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja.



A Bíblia é hoje o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e que está em quase todas as casas. Serve de "alimento espiritual" para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca de construir um mundo melhor.



"Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça " (2Tm 3,16). A Bíblia foi escrita por pessoas chamadas e escolhidas por Deus e que foram inspiradas através do Espírito Santo. Ela revela o projeto de Deus para o mundo; serve para que todos possamos crescer na fé e levar uma vida de acordo com o projeto de Deus. Por isso, ela é a grande "Carta de Amor" de Deus à Humanidade.



A Palavra de Deus nos revela o rosto de Deus e seu mistério. Ela é a história do Deus que caminhou com seu povo e do povo que caminhou com seu Deus. A Bíblia tem uma longa história, desde nossos pais e mães da fé (Abraão e Sara, Isaac e Rebeca, Jacó Lia e Raquel) passando por Moisés, pelos Profetas, até a vinda do Messias, e por fim a morte do último dos Doze Apóstolos quando foi escrito o último livro da Bíblia (o Apocalipse, escrito no final do I século). A Palavra de Deus demorou em torno de dois mil anos para ser escrita. Muitas pessoas fizeram parte desta história: homens, mulheres, crianças, jovens, anciãos... Por isso, podemos dizer que a Bíblia é um livro feito em mutirão.



Passaram-se os tempos, os anos, mudaram muitas coisas, impérios cresceram e caíram, tantas idéias foram superadas, mas a Palavra de Deus continua "viva e eficaz" (Hb 4,12), pois "ela permanece para sempre" (1Pd 1,25). Embora o mundo busca outros caminhos, sempre existiram pessoas e comunidades que foram fiéis, que buscaram nas Palavras Sagradas a fonte para sua inspiração, para continuar vivendo e realizando o projeto de Deus.







Mais do que história, a Bíblia é portadora de uma mensagem. Ela é capaz de denunciar e anunciar. Ela denuncia as injustiças, os pecados, as situações desumanas, de pobreza, exploração e exclusão em que vivem tantos irmãos nossos. Foi isso que fizeram os Profetas e também Jesus Cristo em algumas ocasiões, pois toda situação de injustiça e pecado é contrária ao projeto de Deus. Mas a Bíblia é, sobretudo, um livro de anúncio. Ela proclama a boa notícia vinda de Deus: Ele nos ama e nos quer bem! Ele é o Deus que caminha conosco, que está ao nosso lado e nos dá força e coragem! Foi Deus que enviou ao mundo seu Filho Jesus Cristo. Ele veio nos trazer a Boa Notícia do Reino; veio nos trazer a Salvação, o perdão dos pecados. É através da fé em Jesus Crist o que nos tornamos filhos de Deus.



Na Bíblia encontramos textos para as diversas situações da vida. Ela ajuda a fortalecer a nossa fé; é útil na nossa formação, nos momentos de crises e dificuldades, na dor, na doença ou na alegria. Para todas as realidades encontramos textos apropriados.



Todos podemos e devemos ler, estudar e conhecer a Palavra de Deus. É certo que na Bíblia encontramos alguns textos difíceis. A Bíblia mesmo diz isso (veja 2Pd 3,16¸ At 8,30-31; Dn 9,2; etc). Certas passagens foram escritas dentro de uma realidade diferente da nossa. Precisam ser interpretadas e atualizadas. Por isso, quando não entendemos um texto, é melhor passar adiante, buscar outra passagem. O Pe. Zezinho nos ensina cantando: "Dai-me a palavra certa, na hora certa, do jeito certo e pra pessoa certa". É recomendável fazer um curso, uma Escola Bíblica ou estudar em grupos. Tudo isso ajuda a entender melhor a Bíblia.



Na verdade, todo mês devia ser Mês da Bíblia; todo dia devia ser Dia da Bíblia. Por isso, a Bíblia não pode ser apenas um ornamento em nossa casa. A Palavra de Deus deve ser o nosso alimento de cada dia e buscar nela o sustento para a nossa vida.



Termino lembrando um texto bonito de São Paulo: "Tudo o que se escreveu no passado foi para o nosso ensinamento que foi escrito, afim de que, pela perseverança e consolação, que nos dão as Escrituras, tenhamos esperança" (Rm 15,4). Que neste mês da Bíblia, a Palavra que vem da boca de Deus nos anime, dê força e coragem e com isso sejamos cristãos da Esperança!





Conheça a melhor maneira de fazer a sua leitura bíblica diariamente!





LECTIO DIVINA







A leitura orante da Bíblia, ou LECTIO DIVINA, é um alimento necessário para a nossa vida espiritual. A partir desta oração, conscientes do plano de Deus e sua vontade, podemos produzir frutos espirituais em nossa vida. Santa Terezinha do Menino Jesus dizia, em seu período de aridez espiritual, que quando os livros espirituais não lhe diziam mais nada, ela buscava no Evangelho o alimento da sua alma.





OS PASSOS DA LECTIO DIVINA:



Oração Inicial:



Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado; e renovareis a face da terra. Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém.





Leitura da Palavra de Deus:





Leia, com calma e atenção, o Evangelho do dia. Se for preciso, leia quantas vezes forem necessárias. Então procure identificar as coisas importantes deste trecho da Bíblia: o ambiente, os personagens, os diálogos, as imagens usadas, as ações. Você conhece algum outro trecho que seja parecido com este que você leu? É importante que você identifique tudo isto com calma e atenção, como se estivesse vendo a cena. É um momento para conhecer e reconhecer a Boa Notícia que este trecho traz!





Meditar a Palavra de Deus:



É o momento de descobrir os valores e as mensagens espirituais da Palavra de Deus: é hora de saborear a Palavra de Deus e não apenas estudá-la. Você, diante de Deus, deve confrontar este trecho com a sua vida. Feche os olhos, é preciso concentrar-se.





Rezar a Palavra de Deus:





Toda boa meditação desemboca naturalmente na oração. É o momento de responder a Deus após havê-lo escutado. Esta oração é um momento muito pessoal que diz respeito apenas à pessoa e Deus. Não se preocupe em preparar palavras, fale o que vai no coração depois da meditação: se for louvor, louve, se for pedido de perdão, peça perdão; se for necessidade de maior clareza, peça a luz divina; se for cansaço e aridez, peça os dons da fé e da esperança.





Contemplar a Palavra:



Desta etapa a pessoa não é dona. É um momento que pertence a Deus e sua presença, misteriosa sim, mas sempre presença. É um momento onde se permanece em silêncio diante de Deus. Se Ele o conduzir à contemplação, louvado seja Deus! Se Ele lhe der apenas tranquilidade de uns momentos de paz e silêncio, louvado seja Deus! Se para você for um momento de esforço de querer estar na presença de Deus, louvado seja Deus!



Conservar a Palavra de Deus na sua vida:



Leve a Palavra de Deus e o fruto desta oração para a sua vida. Não se preocupe se alguma coisa não for bem, um dos frutos da Palavra de Deus é a noção do erro e a conversão pela sua misericórdia. O importante é que a semente da Palavra de Deus produza frutos e que o povo de Deus possa ser alimentado pelos testemunhos de fé, esperança e amor.



Termine com a oração do Pai Nosso e três Ave-Marias, consciente de querer viver a mensagem do Reino de Deus e fazer a Sua vontade.


http://www.encontrocomcristo.org.br/pagina_conteudo.asp?id_nivel=156&id_materia=4274&acao=editar

"O cristianismo proclama a salvação e não é uma ideologia", ressalta o Papa em encontro ecumênico


"O cristianismo proclama a salvação e não é uma ideologia", ressalta o Papa em encontro ecumênico







Praga (Domingo, 27-09-2009, Gaudium Press) "O cristianismo tem muito para oferecer sobre o plano prático e moral" e "a salvação dada por Cristo, é uma inspiração aos homens e mulheres para que se ponham a serviço de seus irmãos e irmãs", afirmou Bento XVI. O Papa esteve reunido neste domingo com representantes do Conselho Ecumênico das Igrejas Tchecas na chamada Sala do Trono do arcebispado de Praga, ocasião em que pregou sobre a importância da proclamação do Evangelho.



Este encontro é um dos mais significativos desta Viagem Apostólica do Papa, com o qual confirmou sua intenção de recordar ao país, um dos mais ateus em toda a Europa, sua hereditariedade e sua ligação histórica com o cristianismo.



O encontro foi aberto pelo presidente do Conselho Ecumênico das Igrejas na República Tcheca, Pavel Cerný, que em nome de todos os representantes presentes na Sala do Trono saudou o Santo Padre. No discurso, Bento XVI focou-se na questão da verdade e confessou ainda que as Igrejas na Europa têm como missão a "reevangelização" do continente.



"É difícil acreditar que somente duas décadas se passaram desde que a queda dos regimes precedentes deu aval a uma difícil, mas produtiva, transição para estruturas políticas mais participativas. Neste período, os cristãos se uniram junto aos homens de boa vontade para ajudar a reconstruir uma ordem política justa, e continuam hoje se empenhando no diálogo para abrir novos caminhos em direção à compreensão recíproca, à colaboração em vista da paz e ao progresso do bem comum", disse.



A tarefa dos eclesiásticos que se realiza na "proclamação pela Igreja da salvação em Jesus Cristo é sempre antiga e sempre nova, embebida pela sabedoria do passado e recheada de esperança para o futuro", continuou. "Quando a Europa se põe à escuta da história do cristianismo, escuta a sua própria história". Porque foram sempre "noções de justiça, liberdade e responsabilidade social, junto às instituições culturais jurídicas estabelecidas".



Para o Papa, os santos da terra tcheca, como Santo Adalberto e Santa Agnese, ensinam que "os cristãos se unem aos outros para recordar à Europa as suas raízes" e "prover ao continente o sustento espiritual e moral que permite o estabelecimento de um diálogo significativo com pessoas de outras culturas e religiões".



"Justamente porque não é uma ideologia, o Evangelho não pretende bloquear em esquemas rígidos as realidades sociopolíticas que evoluem. Na realidade, ele transcende as vicissitudes deste mundo e traz nova luz sobre a dignidade da pessoa humana em todas as épocas".



O encontro terminou com uma oração conjunta do Pai Nosso em tcheco. Em seguida, foram apresentados individualmente todos os participantes na Sala do Trono, representantes do Conselho Ecumênico das Igrejas na República Tcheca.

http://www.encontrocomcristo.org.br/pagina_conteudo.asp?acao=editar&id_nivel=145&id_materia=4330

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

EEEEEEEEEITA DEUS DE PODER!!!

JESUS MORREU NUMA CRUZ: ESTA É A MAIOR TRADUÇÃO DO AMOR DE DEUS!!!




Muitas pessoas estão também sepultadas num sepulcro assim como estava Jesus de Nazaré. Ele fora traído por 30 moedas de prata! Quantas vezes no dia a dia você também foi traído? Por aqueles que você ama, pela família, pelos amigos...? Jesus de Nazaré carregou uma pesada cruz dos pecados de toda a humanidade! Quantas vezes no nosso dia a dia nós também carregamos cruzes? Mas nos diz uma música cristã: “Se espinhos ferem os meus pés, eu vou descansar nos braços de Jesus”. Jesus Cristo no alto da cruz derramou suor e sangue inocentemente para remir e salvar a humanidade que estava perdida e todos os que olhavam pra ele zombavam dele dizendo: “Se tu és Filho de Deus desce da cruz; a muitos salvou e a si mesmo não pode salvar”...
Quantas vezes você derramou lágrimas e olhando para um lado e para outro não encontrou quem te ajudasse? Quantas vezes você pensou em desistir da vida e até mesmo fugir de tudo o que existe deixando de lado sonhos e projetos? Se você não tem perspectivas de vida e até mesmo disse que não há jeito pra tua situação, escute o que vou lhe dizer agora:
Você não nasceu pra sofrer! Você não nasceu pra se sentir um fracassado! Você não está nesse mundo pra que os teus problemas te afundem com sua vida por inteira!!! A Palavra de Deus nos diz “que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pelo amanhecer”. Jesus nos deu uma promessa: “Eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. O Senhor também nos diz no livro de Apocalipse: “Eis que eu enxugo as lágrimas que descem dos teus olhos”. No Antigo Testamento, através do profeta Isaías também assim nos diz a Palavra de Deus: “por que és precioso para mim. És digno de estima e eu te amo. Permuto reinos por ti e entrego nações em troca de tua herança”. O próprio profeta Isaías também assim nos diz para nos mostrar que Deus é um Deus presente: “Se passares pela água estarei contigo e os rios não te submergirão. Se passares pelo fogo não te queimará e a chama não te alcançará”. Perceba que você é muuuuuuito amado por Deus!!! A Palavra ainda nos diz: “pode uma mãe esquecer do filho que amamentou desde o ventre? Pois mesmo que tua mãe (ou teu pai) se esqueça de você - diz o Senhor! - eu nunca me esquecerei de você! Pois eu tenho o teu nome tatuado nas palmas de minhas mãos!!! É mais fácil as montanhas mudarem de lugar do que Eu deixar de te amar, pois o amor que eu tenho por você é eterno”.
Muitas vezes nós achamos que ninguém nos ama!!! Mas esquecemos que temos um Deus que desce do seu trono para andar lado a lado conosco segurando na nossa mão! Esquecemos que temos um Deus que tem seus olhos voltados para nós e seus ouvidos atentos a escutar as nossas orações, pois Deus nos amou e nos ama! Você já pensou nas muitas coisas que acontecem contigo e você nem percebe que tem dedo de Deus? O ar que você respira, a chuva que cai, o sol que brilha, o vento que toca no seu corpo, a imensidade do mar e a infinidade do céu... Olha quantas coisas Deus te dá gratuitamente? Será que você não percebe que é nas horas mais difíceis que Deus mais te ver? Ele não é indiferente ao teu sofrimento!
Saiba que você foi o motivo principal de Jesus ter morrido numa cruz!!! Não estou dizendo isso para jogar na tua cara que você matou Jesus! Não!!! Mas para deixar bem claro que ele te ama tanto que morreu no teu lugar!!! Mas não esqueça que ao terceiro dia ressuscitou Jesus com glória, majestade e poder! É isso que você tem que fazer hoje: ressuscitar para uma vida nova!!! Jogue fora tudo o que é velho e busque o alto!!! Não fique no túmulo não, pois Deus já tirou a pedra justamente pra você se libertar do túmulo e ser uma nova criatura. Voe como a águia e seja um verdadeiro filho de Deus, afirmando dia e noite: Aba, Pai!

cassiouab@hotmail.com

domingo, 20 de setembro de 2009

O Dom de Línguas: A Glossolalia

Dando sequência a formação sobre os dons, apresentamos o texto Dom de Línguas: A Glossolalia, retirado do Informativo do ICRRS (International Catholic Charismatic Renewal Services).

O Dom de Línguas: A Glossolalia

O dom de línguas é um fenômeno bastante normal para as pessoas envolvidas na Renovação Carismática. Mas as pessoas que têm contato com este tipo de oração pela primeira vez podem sentir-se desapontadas, já que algo como a glossolalia parece estranho para eles. São Paulo advertiu os Coríntios que isto poderia acontecer.

“Se, pois, numa assembleia da igreja inteira todos falarem em línguas, e se entrarem homens simples ou infiéis, não dirão que estais loucos?” (I Coríntos 14, 23).

E esta advertência vem a partir da experiência. Os apóstolos falando em línguas no dia de Pentecostes foram objetos de gozação. “Outros, porém, escarnecendo, diziam: “Estão todos embriagados de vinho doce” (Atos 2, 13).

Aqueles que falam em línguas podem ser acusados de serem fanáticos ou mentalmente desequilibrados. Tal acusação pode atingir todas as pessoas que estejam profundamente envolvidas em oração, o que é notável a partir da imaginação convencional de oração. E o exemplo do Rei Davi prova isto. Sua filha desprezou-o quando ela o viu dançando e saltando em frente à Arca da Aliança (I Crônicas 15, 29).

No entanto, é necessário declarar que o falar em línguas foi prometido por Jesus antes de Sua Ascensão.

“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas”. (Marcos 16, 17).

Portanto, não há nada estranho em usar este carisma. O problema parece surgir entre as pessoas que não conhecem o ensinamento bíblico sobre este dom.

É necessário ressaltar que há três tipos de oração em línguas mencionados na Bíblia:

1. A Profecia em línguas acontece quando uma pessoa fala em um idioma desconhecido e o resto dos participantes permanece em silêncio. Tal profecia dá frutos se outra pessoa tem o dom de interpretação e explica o que foi dito.

“Ora, desejo que todos faleis em línguas, porém muito mais desejo que profetizeis. Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembleia receba edificação. Suponhamos, irmãos, que eu fosse ter convosco falando em línguas, de que vos aproveitaria, se minha palavra não vos desse revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina? (I Coríntios 14, 5-6).

2. Após receber o Espírito Santo, os Apóstolos estavam falando em línguas que não conheciam antes e estas línguas eram compreensíveis para os Judeus de diferentes nações que vieram para Jerusalém para a festa (ver Atos 2, 4-13). Estas pessoas ficaram admiradas em ouvir sobre os “prodígios de Deus” em suas próprias línguas. Portanto, este tipo de dom de línguas é um sinal para aqueles que não acreditam.

3. Adoração espontânea do Senhor após receber o Espírito Santo (Atos 10, 44-46; 19, 1-7). Durante esta oração, muitas pessoas falam em línguas ou cantam em línguas simultaneamente e este é o verdadeiro dom da glossolalia.

Este dom é hoje em dia bastante comum em grupos de oração carismáticos. Seu uso mais frequente acontece quando todos estão adorando a Deus juntos. As pessoas rezam simultaneamente em suas próprias palavras, em línguas e em canções. Pode-se dizer que a glorificação zelosa ao Senhor foi renovada na Igreja pela Renovação Carismática e é uma contribuição muito importante ao jorrar de graças na Igreja contemporânea. O dom de línguas é também como um “quebra-gelo” em nosso contato pessoal com o Senhor, o que pode ser difícil quando uma pessoa está focada em si mesma e em seus problemas. Adorar a Deus concentra as pessoas na pessoa do Senhor e as abre para os próximos carismas que podem aparecer durante o Grupo de Oração.

O dom da glossolalia se faz presente durante a invocação do Espírito Santo e durante intercessões. Mas observa-se também que enquanto as pessoas estão glorificando o Senhor, elas geralmente cantam. Este carisma é muito usado durante intercessões, que é também um dos tipos característicos de ministério na Renovação Carismática. Muitas vezes, pessoas rezando por outras sentem que os pedidos que estas fizeram não são necessariamente aqueles que elas mais precisam. As pessoas que rezam por outras pessoas geralmente não sabem o que pedir, portanto, rezam em línguas. Então, de acordo com a Palavra de Deus (Romanos 8, 26-27), o Espírito “vem em auxílio à nossa fraqueza... E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus”. Algumas vezes o Espírito Santo revela, durante a oração em línguas, qual é o verdadeiro problema da pessoa que está recebendo a oração. O entendimento pode então ser proclamado como o dom do conhecimento. Algumas vezes o Espírito Santo entende o que as pessoas, fazendo a oração, estão pedindo e responde.

Resumindo, o dom de línguas é uma forma sobrenatural de comunicação com Deus através do Espírito Santo, que é o doador deste carisma. A glossolalia edifica a oração quando as pessoas se congregam no mesmo lugar para encontrar-se com Deus. Usada quando se está glorificando o Senhor, abre para outros carismas e une as pessoas no mesmo Espírito. Mas também edifica pessoas isoladamente, porque este dom pode ser usado durante nossas orações pessoais. “Aquele que fala em línguas, edifica-se a sim mesmo; mas o que profetiza, edifica a assembleia”. (I Coríntios 14, 4).

Podemos usar este carisma quando sentimos grande entusiasmo e queremos glorificar a Deus, mas nossa mente não consegue “produzir” as palavras adequadas para expressar nossos sentimentos. O dom de línguas é muito usado em tais ocasiões porque não bloqueia nosso entusiasmo. Mas é também bom lembrar que este dom não controla a pessoa, mas é a pessoa que controla o dom e pode fazer uso dele quando bem entender. Esta regra se aplica também ao dom da glossolalia. Por isso, o dom de línguas não deve ser considerado como um tipo de êxtase.




Darek Jeziorny - ICCRS

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

BÍBLIA : NOÇÕES GERAIS

I. DEFINIÇÕES

“Vossa Palavra é um facho que ilumina meus passos, uma luz em meu caminho” (Sl 118, 105).
BÍBLIA: a palavra Bíblia vem do grego tà biblía, cuja tradução é ‘os livros’. Esta palavra não aparece na Bíblia, no sentido em que a usamos. A Bíblia contém 46 livros no Antigo Testamento, e 27 livros no Novo Testamento. Mormente, os livros da Bíblia podem ser designados mediante uma abreviação do seu título, por exemplo, Ex para o livro de Êxodo, Lc para o Evangelho de São Lucas. Para conhecer as abreviaturas de cada livro, basta conferi-las no índice de cada Bíblia.


A Bíblia é a coleção de livros, considerados pela Igreja como escritos sob a inspiração do Espírito Santo, que contém a Palavra de Deus. A palavra “bíblia” vem do grego e significava originariamente “os livros”. Em latim, esse termo transformou-se num singular e passou a designar exclusivamente a coleção dos textos que formam a Sagrada Escritura.

A Bíblia completa contém 73 livros. Os títulos desses livros lembram, por vezes, o nome de seus autores; outras vezes, lembram o nome dos seus destinatários, ou ainda os assuntos que neles são tratados. Deus é seu autor principal, que se serviu de homens diversos, de diversos tempos para escrever os livros sagrados. Na redação, Deus escolheu homens, dos quais se serviu fazendo-os usar suas próprias faculdades e capacidades, a fim de que, agindo Ele próprio neles, e por meio deles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo que Ele próprio queria. Esses homens viveram lugares e em ambientes muito diversos. Tudo o que os autores inspirados (hagiógrafos) afirmam, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo. Como todos eles escrevem sob a inspiração divina, é Deus mesmo quem deve ser tido como o autor primário de toda a Bíblia.

II. DIVISÃO BÍBLICA

Divide-se a Bíblia em duas grandes partes, chamadas Antigo Testamento e Novo Testamento. O termo “testamento” substitui um antigo termo grego que significa “pacto” ou “aliança”. Com efeito, toda a Bíblia trata da aliança feita por Deus com os homens.

As narrações bíblicas foram primeiramente vividas, oralmente transmitidas e posteriormente escritas. Foi por volta do ano 960 aC, no reinado de Salomão, que as antigas tradições orais do povo hebreu começaram a ser escritas, tais como a história dos patriarcas, do êxodo e das conquistas.

O Antigo Testamento originou-se no seio da comunidade, que foram ajuntando os textos no decorrer de sua história. Dividiram-no em três partes:
01. A Lei (Torah) – designa genericamente o conjunto dos escritos sagrados do Judaísmo e, mais particularmente, os cinco primeiros volumes da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio;
02. Os Profetas – os judeus abrangiam com esse título não somente os livros que hoje são denominados “Proféticos”, mas também a maioria dos escritos que hoje chamamos de Livros Históricos;
03. Os Escritos – os judeus designavam por esse nome os seguintes livros: Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas.

Essa coleção já estava terminada no segundo século antes da nossa era. Nessa mesma época, uma colônia judaica vivia no Egito, onde se falava muito a língua grega. A Bíblia foi então traduzida para o grego, sendo acrescentados alguns escritos recentes, sem que os judeus de Jerusalém os reconhecessem como inspirados. São os seguintes: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, I e II Macabeus, Baruc e alguns suplementos dos livros de Daniel e de Ester. A Igreja Católica admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros. No tempo da reforma (Século XVI d. C.), os protestantes decidiram não admiti-los nas suas bíblias, pelo fato de não fazerem parte da Bíblia hebraica primitiva.

A Bíblia Católica aceita 46 livros no Antigo Testamento e os divide do seguinte modo:
01. Pentatêuco (a Lei) – engloba os cinco primeiros volumes: Gênesis, Êxodo, Números, Levítico e Deuteronômio;
02. Livros Históricos – Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, I e II Macabeus;
03. Livros Sapienciais – Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiástico, Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Eclesiastes.
04. Livros Proféticos – Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Os cristãos veneram o Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus. A Igreja sempre rebateu a idéia de rejeitar o Antigo Testamento sob o pretexto de que o Novo o teria feito caducar. As obras contidas na Antiga Aliança são vistas pela Igreja como prefigurações daquilo que Deus realizou na plenitude dos tempos, na pessoa de Seu Filho encarnado. Por isso, os cristãos lêem o Antigo Testamento à luz de Cristo morto e ressuscitado. O Antigo Testamento prepara o Novo, ao passo que este cumpre o Antigo; os dois se iluminam reciprocamente; os dois são verdadeira Palavra de Deus.

A coleção dos livros do Novo Testamento começou a formar-se na segunda metade do primeiro século da era cristã. Seus 27 livros estão assim distribuídos:

01. Cinco Livros Históricos – os Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), o Evangelho segundo São João e o livro dos Atos dos Apóstolos;
02. Vinte e uma cartas (ou epístolas) – são atribuídas a São Paulo: a carta aos Romanos, a 1ª e a 2ª carta aos Coríntios, a carta aos Gálatas, a carta aos Efésios, a carta aos Filipenses, a carta aos Colossenses, a 1ª e a 2ª aos Tessalonicenses, a 1ª e a 2ª a Timóteo, a carta a Tito e a carta a Filemom; as outras cartas são as seguintes: Carta aos Hebreus, a Carta de São Tiago, a 1ª e a 2ª de Pedro, a 1ª, a 2ª e 3ª de São João e a Carta de São Judas.
03. Um Livro Profético - o Apocalipse.

As cartas aos Tessalonicenses compõem o primeiro escrito do Novo Testamento, datadas pelo ano 51 d. C. O primeiro evangelho escrito foi o de Marcos, entre os anos 67 e 70, em Roma. O conteúdo do Novo Testamento encontrou-se completo por volta do ano 110 d. C..

Para facilitar a localização, os livros foram divididos em capítulos, e estes, em versículos. As freqüentes citações de textos bíblicos são apresentadas das seguintes maneiras: título do livro (geralmente abreviado), seguido do capítulo e do versículo.Mesmo dividida em versículos, capítulos e livros, a Bíblia forma um todo. Mesmo dividida em duas partes, ela nos apresenta a Palavra de Deus que sempre foi venerada pela Igreja como o é o próprio Corpo do Senhor.


III. AUTORIA BÍBLICA

Embora tendo vários autores de vários lugares e épocas diferentes, sabemos que o autor da Bíblia é o Espírito Santo. O CIC nos diz:

“Deus é o autor da Sagrada Escritura. «A verdade divinamente revelada, que os livros da Sagrada Escritura contêm e apresentam, foi registrada neles sob a inspiração do Espírito Santo».
«Com efeito, a santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, considera como sagrados e canónicos os livros completos do Antigo e do Novo Testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo, têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja» (75).
Deus inspirou os autores humanos dos livros sagrados. «Para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens, na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria» (76).
Os livros inspirados ensinam a verdade. «E assim como tudo o que os autores inspirados ou hagiógrafos afirmam, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus quis que fosse consignada nas sagradas Letras em ordem à nossa salvação» (77).
No entanto, a fé cristã não é uma «religião do Livro». O Cristianismo é a religião da «Palavra» de Deus, «não duma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo» (78). Para que não sejam letra morta, é preciso que Cristo, Palavra eterna do Deus vivo, pelo Espírito Santo, nos abra o espírito à inteligência das Escrituras (79).
IV. O Espírito Santo, intérprete da Escritura


Na Sagrada Escritura, Deus fala ao homem à maneira dos homens. Portanto, para bem interpretar a Escritura, é necessário prestar atenção ao que os autores humanos realmente quiseram dizer, e àquilo que aprouve a Deus manifestar-nos pelas palavras deles (80).
Para descobrir a intenção dos autores sagrados, é preciso ter em conta as condições do seu tempo e da sua cultura, os «géneros literários» em uso na respectiva época, os modos de sentir, falar e narrar correntes naquele tempo. «Porque a verdade é proposta e expressa de modos diversos, em textos históricos de vária índole, ou proféticos, ou poéticos ou de outros géneros de expressão»(81).
Mas, uma vez que a Sagrada Escritura é inspirada, existe outro princípio de interpretação recta, não menos importante que o anterior, e sem o qual a Escritura seria letra morta: «A Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada com o mesmo espírito com que foi escrita» (82).
O II Concílio do Vaticano indica três critérios para uma interpretação da Escritura conforme ao Espírito que a inspirou (83):
1. Prestar grande atenção «ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura». Com efeito, por muito diferentes que sejam os livros que a compõem, a Escritura é una, em razão da unidade do desígnio de Deus, de que Jesus Cristo é o centro e o coração, aberto desde a sua Páscoa (84).
«Por coração (85) de Cristo entende-se a Sagrada Escritura que nos dá a conhecer o coração de Cristo. Este coração estava fechado antes da Paixão, porque a Escritura estava cheia de obscuridades. Mas a Escritura ficou aberta depois da Paixão e assim, aqueles que desde então a consideram com inteligência, discernem o modo como as profecias devem ser interpretadas» (86).
2. Ler a Escritura na «tradição viva de toda a Igreja». Segundo uma sentença dos Padres, «Sacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiae quam in materialibus instrumentis scripta» – «A Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja, mais do que em instrumentos materiais» (87). Com efeito, a Igreja conserva na sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus, e é o Espírito Santo que lhe dá a interpretação espiritual da Escritura («... secundum spiritualem sensum quem Spiritus donat Ecclesiae» «segundo o sentido espiritual que o Espírito Santo dá à Igreja») (88).
3. Estar atento «à analogia da fé» (89). Por «analogia da fé» entendemos a coesão das verdades da fé entre si e no projecto total da Revelação.”

V. O Cânon das Escrituras: Lista oficial dos livros bíblicos

Foi a Tradição Apostólica que levou a Igreja a discernir quais os escritos que deviam ser contados na lista dos livros sagrados (97). Esta lista integral é chamada «Cânon» das Escrituras. Comporta, para o Antigo Testamento, 46 (45, se se contar Jeremias e as Lamentações como um só) escritos, e, para o Novo, 27 (95):
Para o Antigo Testamento: Génesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronómio, Josué, Juízes, Rute, os dois livros de Samuel, os dois livros dos Reis, os dois livros das Crónicas, Esdras e Neemias, Tobias, Judite, Ester, os dois livros dos Macabeus, Job, os Salmos, os Provérbios, o Eclesiastes (ou Coelet), o Cântico dos Cânticos, a Sabedoria, o livro de Ben-Sirá (ou Eclesiástico), Isaías, Jeremias, as Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oseias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Nahum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias;
Para o Novo Testamento: Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João; os Actos dos Apóstolos; as epístolas de São Paulo: aos Romanos, primeira e segunda aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, primeira e segunda aos Tessalonicenses, primeira e segunda a Timóteo, a Tito, a Filémon: a Epístola aos Hebreus; a Epístola de Tiago, a primeira e segunda de Pedro, as três epístolas de João, a Epístola de Judas e o Apocalipse.


VI. A história que nos relata a Bíblia

“Toda a Escritura é inspirada por Deus, é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça” (II Tm 3, 16).

Os livros da Bíblia nos apresentam um conteúdo de extraordinária variedade. São testemunhos da evolução da religião do verdadeiro Deus ao longo da história do povo hebreu. Vejamos, num resumo, a história que a Bíblia nos apresenta, que é a História da Salvação.

A ciência nos afirma que a Terra existe há uns 5 bilhões de anos, que vida existe a uns 3 bilhões de anos, e o homem a uns milhões de anos. Trata-se de uma tarefa difícil fixar datas antigas, pois o que sabemos se resume a um período de 5000 anos aC, o suficiente para caírem em vista três regiões do Oriente Médio: o Egito, a Mesopotâmia e a Palestina. O nome do Egito aparece 581 vezes no Antigo Testamento, e 23 vezes no Novo Testamento. Na Bíblia, o Egito é denominado por Terra de Cam (Sl 104, 27) ou ainda Raab (Sl 86, 4). A riqueza do Egito é o Rio Nilo. Segundo a Bíblia, essa região produz tudo, desde trigo, centeio, cevada, até pedras preciosas. A Mesopotâmia é uma região que fica entre dois rios: o Tigre e o Eufrates. É uma terra de movimento. São povos que vêm e vão; inventam e constroem. Criaram uma das primeiras civilizações do mundo. De certa maneira, se pode dizer que a Mesopotâmia é o berço da humanidade. A Palestina é uma espécie de “terceiro mundo” entre os dois grandes vizinhos: Egito e Mesopotâmia. Segundo a Bíblia, a Palestina (nome fixado pelos romanos), também já chamada Canaã, era uma “terra onde corria leite e mel” (Êx 3, 8; Dt 26, 9). Deus olhou para esta terra e fez dela o cenário do drama bíblico.

Lá por volta do ano 1800 aC, época de crises sócio-políticas muito grandes, alguns semitas, entre eles Abraão, emigraram de Ur para Harã. Abraão emigrou para a Palestina na época em que reinava o rei Hamurábi. Antes disso, é impossível fixar uma data para os acontecimentos narrados nas Escrituras. Com a vinda de Abraão para a terra de Canaã (Israel – Palestina – Líbano) começa a História Santa que a Bíblia nos conservou. Ele será o pai de um povo numeroso e abençoado (Gn12, 1 - 8). A Aliança consistirá na fidelidade que o povo saído de Abraão deverá guardar para com Deus. Abraão tem dois filhos: Ismael (Gn 16, 1 – 15), do qual descendem os ismaelitas (árabes) e Isaac (Gn 21, 1 – 7), o filho da promessa. A Ismael, fruto da tentativa humana de Abrão ter um descendente, Deus indica um destino próprio, protegendo-o com a sua mãe, a escrava Agar (cf. Gn 21, 8 – 21). Embora nascido depois de Ismael, Isaac é escolhido como herdeiro, uma prova de que Deus não depende das prioridades ou conveniências humanas (cf. Gn 17, 15 – 22).

Do casamento de Isaac com Rebeca nascem Esaú e Jacó (Gn 25, 24 – 26). É neste último que se fixa a livre escolha de Deus. Jacó (Israel) é o elo que levará às gerações futuras a bênção divina (Gn 25, 27 – 34; 27, 1 – 40). Deus dá a Jacó doze filhos: os doze patriarcas de Israel (Gn 29, 31 – 30, 24; 49, 3 - 28). Entre os filhos de Jacó, José torna-se o titular da eleição e da bênção divina. Depois da morte de José, os hebreus, estabelecidos no delta do Rio Nilo, tiveram que suportar o jugo dos egípcios (Êx 1, 8 – 14). Em toda a Bíblia, o Egito tornar-se-á o símbolo do adversário-tipo do povo eleito, o poder terreno que procurará contrariar os planos divinos.

Pelo ano 1250 a. C., Deus suscitou um libertador na pessoa de Moisés (Êx 3, 1 – 12). Sob sua guia, os hebreus atravessaram o Mar Vermelho para se dirigirem à Terra de Canaã (Êx 14). Moisés estabelece uma aliança (pacto) entre o Senhor e o povo (Êx 19 – 24). Para procederem conforme essa aliança, Moisés dá ao povo a “Lei” (“Torá”). Por isso, Moisés é considerado o primeiro dos profetas (testemunhas ou porta-vozes de Deus). Depois da morte de Moisés, Josué introduz o povo na terra prometida e lidera a tomada de posse dessa “herança” (Js 1).

A terra ocupada foi distribuída em doze territórios de acordo com as doze tribos, as quais foram, progressivamente, se estabelecendo nas montanhas e vales de Canaã. Nesse período que durou cerca de 200 anos, as tribos de Israel foram governadas por líderes locais, chamados juízes (Jz 2, 6 – 18). Em tempo de ameaça dos povos de Canaã e de outros estranhos, alguns estranhos, algum juiz pode reunir as diversas tribos para se defenderem (Jz 4 – 5).

O último juiz, Samuel, que era também profeta, terminou por conceder ao povo a constituição de um reino (1 Sm 8). Assim, Saul foi sagrado rei por volta do ano 1000 a. C. (1 Sm 10). Saul não passou de um pequeno rei local, sendo seu reinado apenas um prelúdio. Estava reservado a Davi, seu sucessor, firmar o poder real, primeiro sobre a tribo de Judá, durante sete anos e seis meses (2 Sm 2, 1 – 11), e, em seguida, sobre o conjunto de todas as tribos de Israel (2 Sm 5, 1 – 5).

A Davi sucede, em 970 a. C., Salomão (1 Rs 1, 11 - 40), que organiza o reino de Israel, faz aliança com o Egito e com Tiro e constrói o Templo de Jerusalém. Pouco depois de sua morte, sob o reinado de Roboão, em 930 a. C., há uma dissensão que termina com um cisma (1 Rs 12, 1 – 24): as dez tribos do norte separam-se das de Judá e Benjamim, para constituírem um reino independente. O primeiro rei do norte (Reino de Israel) foi o rebelde Jeroboão I. Um dos seus sucessores, Amri, construiu Samaria como nova capital. Seu filho Acab lhe sucede no trono. No tempo deles atuam os profetas Elias, Eliseu e Miquéias. No sul (Reino de Judá) perpetua-se a linhagem de Davi. O sucessor de Salomão foi Roboão. Mas o sul só ganhou importância com o rei Josafá, que se uniu a Acab na luta contra os arameus (sírios), no século 8º a. C..
O reino de Judá foi declinando aos poucos, até que em 598 a. C., Nabucodonosor se apodera de Jerusalém. O conquistador deportou para a Babilônia uma parte da população, ficando o país conquistado sob a administração de um governo caldaico. O exílio dos israelitas durou até 538 a. C.. Em 331 a. C., a Palestina inteira foi conquistada por Alexandre Magno. Entre 175 e 163 a. C., os judeus atravessaram um período de grandes tribulações por parte do rei da Síria, Antíoco Epifanes. Foi a época da revolta e da guerra santa de libertação, empreendida por Judas Macabeu. A Judéia conheceu então uma independência que se estendeu por cerca de um século.
No ano 63 a. C., a Palestina foi invadida, sendo reduzida a uma província romana. Pouco depois, o imperador entrega o governo da Palestina a Herodes Magno. Após a morte deste, o território foi dividido em quatro partes (tetrarquias). O governo da Galiléia coube a Herodes Antipas. Foi por volta do ano 5 anos da era cristã que Jesus nasceu em Belém, sendo César Augusto imperador romano.

Cristo foi pensado no plano de Deus como o Centro. Toda a Escritura converge para Ele. Tendo se encarnado, Jesus dirigiu aos homens a Palavra do Pai, mostrando-se cheio de misericórdia pelos pequenos, pobres, doentes e pecadores, colocando-se ao lado dos perseguidos e marginalizados, anunciando ao mundo que Deus é Pai e cuida de todos. Jesus morre para salvar a humanidade, expiar os pecados e oferecer reconciliação com Deus. Com o sangue de Cristo se estabelece a Nova e Eterna Aliança. A Igreja, planejada desde a criação do mundo, é instituída pela entrega de Jesus no Calvário, e promulgada e manifestada no dia de Pentecostes, tornando-se presente no mundo como Sacramento (sinal) de Salvação.

IDIOMAS DOS LIVROS ORIGINAIS DA BÍBLIA:

Os três idiomas que a Bíblia foi escrita são: Grego, Aramaico e hebraico.

BREVE RESUMO DOS LIVROS DO ANTIGO E DO NOVO TESTAMENTO!

RESUMO DOS LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO


O Pentateuco - é o nome dado aos cinco primeiros livros da Bíblia (Gen, Ex, Lev, Num, Dt) e constituem a Lei de Moisés ou Torá.

O livro do Gênesis - narra as origens do homem e do mundo criados por Deus, e apresenta-nos a maravilhosa história dos Patriarcas: Abraão, Isac e Jacó. A mensagem deste livro é importantíssima. Entre outras coisas traz a revelação de Deus sobre os seguinte pontos:

1 - Deus é o Criador do mundo e do homem.
2 - Deus é distinto do universo; quer dizer, não existe o Panteísmo que defende que Deus e o mundo são a mesma coisa; e o mundo seria apenas uma ¨emanação de Deus¨.
3 - O mundo é bom.
4 - O mundo criado manifesta a glória e a paz de Deus.
5 - O homem foi criado da terra, mas foi animado de um espírito de vida (alma) imortal, criado e dado por Deus.
6 - O homem foi criado para viver na amizade de Deus.
7 - O homem foi criado livre.
8 - A harmonia primitiva foi destruída pelo pecado da desobediência a Deus. O homem tem a vã esperança de ser Deus (pecado original).
9 - O homem foi excluído do Paraíso.
10 - Deus faz a Promessa de Redenção da humanidade através da Mulher.
11 - O homem foi dominado pelo pecado e o mal se generaliza: Caím, Torre de Babel, Sodoma e Gomorra, etc..
12 - Deus faz uma primeira aliança com o homem através de Noé.
13 - Deus continua a aliança com Abraão, Isac e Jacó.


O livro do Êxodo - narra a ida do povo de Israel para o Egito e a escravidão alí sofrida. Deus chama Moisés e através dele tira o povo do Egito milagrosamente; em seguida estabelece uma Aliança com Moisés e dá ao Povo os seus Mandamentos, leis, preceitos, ritos e cultos.

O livro do Levítico - narra as Leis dos rituais, as leis sociais, as prescrições, as bênçãos e maldições, os sacrifícios oferecidos a Deus (holocaustos, oblações, sacrifícios pacíficos, sacrifícios de expiação). Era o livro dos levitas ou sacerdotes do povo. São as leis relativas ao culto e à santidade do povo.

O livro dos Números - fala do recenseamento do povo feito por Moisés no deserto e apresenta as listas de nomes e números. Contém ainda outras leis misturadas com a narrativa da caminhada até as margens do rio Jordão.

O livro do Deuteronômio, que quer dizer ¨segunda lei¨, consta de cinco sermões de Moisés que recapitulam a Lei e narra o fim da vida de Moisés.

Os livros Históricos - Há 16 Livros históricos na Bíblia (Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, I e II Macabeus) que narram a história do povo hebreu desde a entrada na Terra Prometida até os tempos dos Macabeus, já próximo de Jesus cerca de 150 anos.

O livro de Josué - Narra a árdua missão de Josué, indicado por Deus a Moisés para ser o seu sucessor e introduzir o povo na Terra prometida, fazendo o povo viver as leis que Deus deu a Moisés, distribuindo a terra entre as tribos de Israel e lutando contra os cananeus. Mostra a fidelidade de Deus às suas promessas feitas ao povo. É uma continuação lógica do Pentateuco.

O livro dos Juízes - narra as suas histórias desde a morte de Josué até Samuel. Josué ao morrer não deixou sucessor. As doze tribos de Israel já estavam estabelecidas na terra prometida, mas não tinham um governo central, mas eram unidas pela religião monoteísta (um só Deus), diferente dos outros povos de Canaã que tinham muitos deuses (Baal, Aserá, Astarte). Israel convivia com esses povos pagãos e muitas vezes caiu na idolatria. Neste contexto Deus suscitou os Juízes em Israel. Eram heróis, muitas vezes dotados de força física ou carismas especiais para libertarem uma ou mais tribos de Israel dominadas pelos extrangeiros. Não tinham sucessores nem dinastia, não promulgavam leis e nem impunham impostos. São o testemunho vivo de que Javé jamais abandonou o seu povo. Entre os grandes juízes encontramos Eli e Samuel, que foram os únicos que tiveram autoridade sobre todo o Israel, embora não tinham sido chefes de exércitos como os outros. Ao todo foram doze juízes. Os maiores foram Otoniel (da tribo de Judá), Aod (Benjamim), Barac (Neftali), Gedeão (Manassés), Jefté (Gad), Sansão (Dã). Os menores são Samgar (Simeão), Tolá (Issacar), Jair (Galaad), Abesã (Aser), Elon (Zabulon) e Abdon (Efraim). Os 21 capítulo de Juízes cobre um período de quase 200 anos que vai de 1250 a 1050, da morte de Josué até o primeiro rei de Israel, Saul.

O livro de Rute - é posterior ao exílio na Babilônia (587 - 537 AC). Conta a bela história de Rute, a moabita que desposou Booz, israelita, e dos quais nasceu Obed, o pai de Jessé, que foi o pai do rei Davi. A finalidade do livro é transmitir uma história edificante sobre as origens da família de Davi, que teve, então, entre os seus antepassados uma moabita, isto é, um membro que não era do povo judeu, e até seu inimigo. Isto já ensina a universalidade da salvação preparada por Deus para todos os homens (cf. Rt 2,12). O mesmo se dá com o livro de Jonas. Mateus, na genealogia de Jesus, faz questão de citar Rute, para significar que Ele não é filho apenas de israelitas, e Salvador não só dos judeus, mas de todos os homens.

Os livros de Samuel - foram escritos após o ano 622AC, e narra as histórias de Samuel, o último dos Juízes, do rei Saul e do rei Davi. Continuam as narrações contidas nos livros dos Juízes e cobrem um período da história de Israel de 1050 a 970 aC. Samuel, o último dos juízes foi incumbido por Deus para sagrar o primeiro rei de Israel, Saul.

Os livros dos Reis - narram a história dos reis de Israel, Saul, Davi, Salomão, etc. , e vai até o exílio do ano 587aC quando aconteceu o exílio para a Babilônia. Narra a construção do Templo por Salomão, a separação das 12 tribos de Israel em dois reinos rivais (Samaria e Judá), e conta, entre outras coisas, a queda de ambos os reinos, a destruição de Jerusalém, , a história de Elias, Eliseu, a Reforma de Josias e a destruição de Jerusalém pelos babilônios. O livro cobre cerca de 400 anos de história de Israel (970-570 aC). Começa com os últimos dias de Davi e vai até a libertação de Jeconias, rei de Judá, detido na Babilônia (561). O livro conta a história dos dois reinos de Israel separados e rivais. Apresenta os doze reis de Judá, todos da descendência de Davi; e os dezenove reis da Samaria, pertencentes a nove dinastias diferentes, perdendo, então, a descendência de Davi.

Os dois livros das Crônicas I e II(ou Paralipômenos = as coisas omitidas) - formam com os livros de Esdras e Neemias um bloco homogêneo chamado de ¨obra do Cronista¨. Narram as histórias de Israel, repetindo ou completando o que já foi narrado em Samuel e Reis. Na
verdade, reapresenta a história narrada em Samuel e Reis, mas com uma perspectiva ainda mais religiosa. Trazem uma tabela genealógica desde Adão até Davi; a história do rei Davi, de Salomão e dos reis de Judá, e procura dar um significado teológico aos acontecimentos narrados.

O livro de Esdras (sacerdote) e Neemias (governador) - são do mesmo autor das Crônicas e contam as histórias desses personagens importantes que restabeleceram a restauração religiosa e moral de Israel após o exílio da Babilônia. Cobre uma época que vai de 538 a 430 aC. Narram a construção e a dedicação do Templo, a reconstrução das muralhas e da cidade de Jerusalém. É o tempo dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias. Foi o renascimento do judaísmo após o exílio, a partir de Judá que volta do exílio; e daí nascerá o Messias. Por isso Esdras é chamado o ¨ pai do Judaísmo¨.

Os livros de Tobias, Judite e Ester - são livros escritos no gênero literário chamado de midraxe, que é a narração de um fato histórico com ênfase religiosa, isto é, na ação de Deus que age em defesa dos fiéis, realçando os aspectos edificantes e moralizantes dos fatos narrados, com o intuito de formar os leitores. São histórias edificantes que não se pode saber bem quando ocorreram, e que não se referem a todo o Israel, mas apenas a uma pessoa, família (Tobias) ou cidade (Judite). São belos livros, de leitura muito edificante, que mostram a ação de Deus, na vida de uma pessoa, de uma família ou de uma cidade que nele confia. É importante notar a figura de duas mulheres, usadas por Deus para a sua obra de salvar o seu povo. Ester é figura de Nossa Senhora.

Os livros dos Macabeus - contam a história do povo Judeu no tempo da opressão dos sírios, especialmente pelo rei Antíoco IV Epífanes (175 -163), que queria obrigar o povo a praticar as leis pagãs e rejeitar a lei de Deus. Levantou-se Matatias, sacerdote, como chefe de guerrilha e guerra contra os sírios, com os seus filhos João, Simão, Judas, Eleazar e Jônatas. A revolta dos Macabeus surgiu por esta causa e vai aproximadamente de 175 a 163 aC., já no limiar da chegada de Jesus.
Do tempo de Esdras (400) até os Macabeus (175), temos um período de cerca de 225 anos dos quais a Bíblia nada fala. Parece terem sido tempos de paz, embora Israel ainda vivesse sob o jugo de Alexandre Magno, e depois os sírios.

Os livros sapienciais - Há 7 livros na Bíblia que são chamados de Sapienciais, isto é, que falam da sabedoria de Deus. Vamos examiná-los.

O livro de Jó - foi escrito no século V antes de Cristo, e medita sobre a questão do sofrimento humano. Por que sofrem os bons? A sua mensagem principal é que o homem deve humilhar-se no sofrimento e confiar em Deus que sabe tirar o bem até mesmo do mal. Mostra a vitória, pela fé, de um homem que mesmo coberto de lepra da cabeça aos pés, sabe ainda confiar em Deus, sem perder a fé e sem blasfemar. A grande mensagem do livro é que não podemos conhecer todas as causas do sofrimento, mas devemos fazer um ato de confiança absoluta em Deus. E não ficaremos frustrados.

O livros dos Salmos - contém 150 salmos de Davi, Salomão e outros. Eram orações ¨cantadas com o acompanhamento de instrumentos de corda¨. Era por excelência o livro de oração dos judeus e também da nossa Igreja. Canta os louvores de Deus, as lamentações do povo, os cânticos religiosos, os poemas e as súplicas. Exprimem as mais diversas situações de ânimo; adoração, louvor, perseguição, saudades do santuário, desejo de Deus, confissão dos pecados, esperança em Deus que salva, oráculos messiânicos, cânticos de Sion, etc..

O livro dos Provérbios - trazem a riquíssima sabedoria que o povo judeu armazenou durante a vida muito sofrida, especialmente no exílio. É o mais representativo da literatura sapiencial bíblica, que datam do século X a.C., às quais foram acrescentadas normas que são do séc IV /III aC. Aos poucos a sabedoria foi tomando aspecto religioso, com as suas raízes no ¨temor do Senhor¨, e procura agradar a Deus. É vista como um dom de Deus. Os sábios atribuíam a ao próprio Deus a sabedoria. O termo provérbio vem do hebraico ¨Meschalim¨, que quer dizer ¨Máximas¨. O livro consta de nove coleções de máximas, as mais antigas atribuídas a Salomão.

O livro do Eclesiastes - é parecido com o livro de Jó; uma vez que ambos tratam da questão do sofrimento. O termo eclesiastes quer dizer ¨orador¨ ou ¨pregador¨, aquele que fala na assembléia. Enquanto Jó parte a realidade do mal, Eclesiastes parte da vaidade e da deficiência de todos os bens. Quem lê o livro pode à primeira vista ficar confuso, quando recomenda o gozo dos bens materiais; no entanto são apenas reflexões que o autor faz consigo mesmo, contraditórias, antes de chegar às conclusões. Por fim termina dizendo: ¨teme a Deus e guarda os seus mandamentos¨. O autor do livro não é Salomão, mas um judeu da Palestina que viveu no séc. III a.C.

O livro do Cântico dos Cânticos - quer dizer ¨o mais belo dos cânticos¨ . O tema do livro é o amor de um homem chamado Salomão e rei por uma jovem chamada de ¨a sulamita¨, guarda de vinhas e pastora. A interpretação é a seguinte: sob a imagem do esposo é figurado o próprio Deus e, sob a imagem da esposa, a filha de Sion, o povo de Israel, que Deus escolheu entre todas a nações. Na perspectiva cristã é a figuração de Cristo (Esposo) e a Igreja (Esposa).Os místicos viram também na figura da esposa a Virgem Maria e, também, qualquer alma fiel a Deus. As fortes cenas de amor são uma maneira oriental de se expressas e não devem nos impressionar ou levar-nos a conclusões erradas; são fortes para mostrar o quanto Deus ama a humanidade.

O livro da Sabedoria - foi escrito por um judeu de Alexandria no norte do Egito, com o objetivo de fortalecer a fé dos judeus que viviam nesta região, de modo a não aderirem à religião dos povos desta região. Muitos judeus viviam nesta rica cidade fundada por Alexandre Magno (†324a.C). O autor exalta a Sabedoria judaica, cuja origem é Deus; e quer mostrar que ela nada é inferior à grega, que domina Alexandria.

O livro do Eclesiástico (ou Sirácidas) - A tradução grega é ¨Sabedoria de Jesus filho de Sirac¨. Os cristãos de língua latina o chamavam de ¨Ecclesiasticus¨, já que era usado para ensinar os bons costumes aos catecúmenos que se preparavam para o Batismo. Era o livro da ¨Ecclesia¨ (Igreja). É um pouco parecido com o livro dos Provérbios, mas revela uma fase mais avançada do pensamento dos judeus. O livro deve ter sido escrito aproximadamente no ano 190 aC em Jerusalém, em hebraico, e depois foi traduzido para o grego em 132 aC.


Os livros proféticos - são 18. A partir de Samuel (sec.XI a.C) até Malaquias (sec.V a.C) a série dos profetas foi ininterrupta e eles exerceram papel muito importante no reino de Israel: eram conselheiros dos reis, censuravam as injustiças, condenavam toda idolatria, etc.
Os profetas Isaías, Jeremias, Oséias, e Amós, atuaram antes do exílio (587-538 a.C) e mostravam aos reis e ao povo as suas faltas, pelas quais Deus os abandonaria nas mãos dos estrangeiros.
Os profetas Ezequiel e o ¨segundo¨ Isaías (Is 40-55) agiram durante o exílio procurando erguer o ânimo do povo.
Os profetas Ageu, Zacarias e Malaquias atuaram depois do exílio incentivando o povo a reconstruir o Templo e os muros de Jerusalém, além de empreender a reforma religiosa, moral e social da comunidade judaica e predizendo a glória do futuro Messias.
Os profetas Oséias, Amós, Miquéias, Joel, Abdias, Jonas, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, em número de 12, são chamados de profetas menores, não porque não foram importantes, mas porque nos deixaram escritos pequenos, que já no século II antes de Cristo eram colecionados em um só volume (rolo). Não é possível se saber com exatidão a época em que cada um deles atuou, mas sabemos que agiram do século VIII ao século III a.C. e fornecem dados importante da história de Israel e dos povos vizinhos.

O livro de Isaias - o profeta viveu de 740 a 690aC. Mas não foi o único autor de todo o livro. Este está dividido em três partes: Isaias I (capítulos 1-39) é do tempo do profeta; Isaias II (40-55) é da época do exílio da Babilônia (587-638aC) e Isaias III (56-66) foi escrito após o exílio na época da restauração do povo na sua terra. O profeta Isaías era filho de nobre família de Jerusalém, poeta , foi conselheiro dos reis Jaotã, Acaz e Ezequias numa época de infidelidade moral e religiosa por parte do povo de Israel. O livro de Isaías, por isso, é dito da ¨escola de Isaías¨; isto é, seus discípulos devem ter continuado a obra do mestre através dos séculos.

O livro de Jeremias - O profeta viveu de 650 a 567aC, nasceu perto de Jerusalém. O reino de Judá estava cada vez mais ameaçado pelos adversários, e o profeta anunciou a ruína da Cidade Santa e do Templo, por isso foi condenado à morte pelos sacerdotes e falsos profetas, mas escapou da morte. O livro contém os quarenta anos de pregação do profeta.

O livro das Lamentações - é uma coleção de cinco cânticos que choram a queda da Cidade Santa de Jerusalém ocorrida e 587aC. Os quatro primeiros são acrósticos. Reconhece a culpa do povo por causa dos seus pecados e o convoca à penitência e à oração.

O livro de Baruc - Baruc foi conselheiro e secretário (amanuense ) de Jeremias. Acompanhou-o ao Egito após a queda de Jerusalém em 587aC; o autor trato do povo no exílio da Babilônia e exorta-o para que não caia na idolatria dos babilônios, viva a lei de Moisés e não desanime.

O livro de Ezequiel - O profeta Ezequiel (= Deus dá força), era sacerdote, casado, e perdeu a esposa um pouco antes da queda de Jerusalém em 587aC. Exerceu o seu ministério até 571aC e, segundo uma tradição judaica morreu apedrejado pelos judeus. Acompanhou o povo de Judá na fase mais crítica da sua história, quando Jerusalém caiu sob Nabucodonosor. O livro de Ezequiel tem quatro partes: 1- (cap. 4-24), onde censura os judeus antes da queda de Jerusalém por causa dos seus pecados; 2- (cap. 25-32), que contém oráculos contra os povos estrangeiros que oprimiram os hebreus; 3 - (cap. 33-39), consola o povo durante e após o cerco de Jerusalém, prometendo-lhe tempos melhores; 4 - (40-48), descreve a nova cidade e o novo Templo após a volta do exílio.

O livro de Daniel - O profeta Daniel (=Deus é meu juíz), é o principal personagem do Livro. Os capítulos de 1 a 6 formam um núcleo histórico e contam a históri do profeta. Daniel foi um hebreu deportado para a Babilônia em 606 aC, fiel à lei de Deus, que o enriqueceu com dons diversos, tendo-se tornado importante na corte de Babilônia. Os capítulos 7 a 12 tem uma forma apocalíptica, que tem o seguinte sentido: na época em que os judeus estavam oprimidos por Antíoco Epifanes (167-164 aC) um hebreu piedoso escreveu a história dos último séculos de Israel, com a finalidade de animar os irmãos e apresentou a sua época como próxima da libertação messiânica. Faz referência ao Filho do Homem (7,13) e ao seu reino definitivo sobre as nações. Mais do que um livro profético, é um Midraxe e um Apocalipse, escrito no século II aC, não pelo profeta, mas por alguém que contou a sua história.

Os profetas menores

Amós - era natural de Técua (Judá). Pastor de gado e cultivador de sicômoros. Exerceu o chamado profético no reino da Samaria, sob o rei Jeroboão (783-743 aC). Pregou contra o luxo, a depravação dos costumes, o culto idolátrico, previu a queda do reino da Samaria em 721aC nas mãos dos Assírios. Foi um ministério curto mas forte.

Oséias - pregou também no reino do norte, da Samaria, sob Jeroboão II (783-743 aC). O livro mostra as relações de Javé com o povo judeu simbolizadas pelo casamento do profeta, que se casa com uma mulher leviana (Gomer), que o engana; mas que cai na escravidão; é, então resgatada pelo profeta que a recebe de novo como esposa. O tema principal do livro é o amor de Javé pelo seu povo.

Miquéias - profetizou sob Joatã, Acaz e Ezequias, reis de Judá (740-690 aC). Deve ter conhecido a queda do reino do norte em 721 e a invasão de Judá em 701 por Senaquerib. O profeta Jeremias cita um dos seus oráculos contra Judá (Jr 26, 18). Encontramos neste livro uma notável profecia messiânica (5,1-4).

Sofonias - Exerceu seu ministério sob o piedoso rei Josias (640-609 aC), que fez uma forte reforma religiosa em 622 (2Rs22,3-23,21). A mensagem principal de Sofonias é o anúncio do Dia do Senhor, também abordado por Amós e Isaías. O Senbor salvará o resto do seu povo, que lhe servirá na justiça, na humildade e na piedade.

Naum - era natural de Elcós. Trata somente da queda de Nínive, capital do império Assírio, que ameaçava os povos vizinhos e Judá. O livro é pouco anterior à queda de Nínive em 612 aC.

Habacuc - O livro trata do tema ¨porque o ímpio prevalece sobre o justo e o oprime?¨. É da época das ameaças dos Assíris sobre Israel. O Senhor responde indicando a queda final dos ímpios e a vitória dos justos. Mostra que Deus, por caminhos obscuros, prepara a vitória do direito e dos justos. ¨O justo viverá pela fé¨ (Hab 2,4; Rm 1, 17; Gal 3, 11; Hb 10,38).

Ageu - este profeta dá início ao último período dos profetas, após o exílio. O tom e a da Restauração. Ageu acompanha o povo na volta da Babilônia. Essa gente era hostilizada pelos estrangeiros que moravam na Judéia e nos países vizinhos, passava dificuldades. Então o profeta exorta este povo a reconstruir o Templo, e isto como condição para a vinda de Javé e do seu reino. Exerceu seu ministério no ano 520aC.

Zacarias - Exerceu o ministério também por volta do ano 520aC., após o retorno do exílio. O livro se refere a oito visões do profeta que tratam da restauração e da salvação de Israel. Seguem-se os oráculos messiânicos. A segunda parte do livro é de difícil entendimento, com fatos históricos difíceis de conhecer e com um apocalipse que descreve as glórias de Jerusalém nos últimos tempos.

Malaquias - seu nome significa ¨meu mensageiro¨. Dois grandes temas são abordados pelo profeta: as faltas dos sacerdotes e dos fiéis na celebração do culto; e o escândalo dos matrimônios mistos e dos divórcios. O Senhor anuncia o dia do Senhor que purificará os sacerdotes e levitas, punirá os maus e concederá o bem aos justos. Fala da promessa da vinda de Elias que precederá o dia do juízo final. O livro de aproximadamente 515 aC, anterior à proibição dos casamentos mistos devida à reforma de Esdras e Neemias em 445 aC.

Abdias - é o menor dos livros proféticos, e de difícil entendimento. Dirigido a Edom, povo vizinho de Judá, sob o rei Jorã (848-841 aC). O livro exalta a justiça e o poder de Javé, que age como defensor do direito.

Joel - o livro foi escrito após o exílio, próximo do ano 400aC. É um compêndio da escatologia (últimos tempos) judaica. Descreve o Dia do Senhor, caracterizado pela efusão do Espírito Santo, o juízo sobre as nações e a restauração messiânica do povo eleito. O ataque dos gafanhotos, da primeira parte, indica os acontecimentos que antecederão imediatamente o Dia do Senhor. A segunda parte tem a forma de um apocalípse que descreve a intervenção final de Deus na história, com abalo cósmico.

Jonas - é diferente de todos os outros livros proféticos. Narra a história de um profeta, Jonas, que recusou a ordem do Senhor para que fosse pregar aos ninivitas. Milagrosamente conduzido pela providência divina chega a Nínive e consegue converter a grande cidade. Deus lhe ensina que a sua misericórdia atinge a todos os povos. É uma narração didática, parabólica, não história, para mostrar aos judeus do século V aC, muito nacionalistas, que a salvação é universal.



RESUMO DOS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO


Os Evangelhos

A palavra ¨Evangelho¨ vem do grego ¨evangélion¨, que quer dizer ¨Boa Notícia¨. Para os apóstolos era ¨aquilo que Jesus fez e disse¨(At 1,1). É a força renovadora do mundo e do homem.
A Igreja reconhece como canônicos (inspirados por Deus) os quatro Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. Os três primeiros são chamados de ¨sinóticos¨ porque podem ser lidos em paralelo, já o de São João é bastane diferente. Existem também evangelhos apócrifos que a Igreja não reconheceu como Palavra de Deus. São os de Tomé, de Tiago, de Nicodemos, de Pedro, os Evangelhos da Infância, etc. Eles contém verdades históricas junto narrações fantasiosas e heresias.
Os evangelhos são simbolizados pelos animais descritos em Ez 1,10 e Ap 4,6-8: o leão (Marcos), o touro (Lucas), o homem (Mateus), a águia (João). Foi a Tradição da Igreja nos séculos II a IV que tomou esta simbologia tendo em vista o início de cada evangelho. Mateus começa apresentando a genealogia de Jesus (homem); Marcos tem início com João no deserto, que é tido como morada do leão; Lucas começa com Zacarias a sacrificar no Templo um touro, e João começa com o Verbo eterno que das alturas desce como uma águia para se encarnar.
Jesus pregou do ano 27 a 30 sem nada deixar escrito, mas garantiu aos Apóstolos na última Ceia, que o Espírito Santo os faria ¨relembrar todas as coisas¨ (Jo14, 25) e lhes ¨ensinaria toda a verdade¨ (Jo 16,13). Desta promessa, e com esta certeza, a Igreja que nasceu com Pedro e os Apóstolos, sabe que nunca errou o caminho da salvação. De 20 a 30 anos após a morte de Jesus os Apóstolos sentiram a necessidade de escrever o que pregaram durante esses anos, para que as demais comunidades fora da Terra Santa pudessem conhecer a mensagem de Jesus.

O Evangelho de Mateus - é o primeiro que foi escrito, em Israel e em aramaico, por volta do ano 50. Serviu de modelo para Marcos e Lucas. O texto de Mateus foi traduzido para o grego, tendo em vista que o mundo romano da época falava o grego. O texto aramaico de Mateus se perdeu. Já no ano 130 o Bispo Pápias, da Frígia, fala deste texto.
Também Santo Irineu (†200), que foi discípulo de S. Policarpo, que por sua vez foi discípulo de S. João evangelista, fala do Evangelho de Mateus, no século II.
Comprova-se aí a historicidade do Evangelho de Mateus. Ele escreveu para os judeus de sua terra, convertidos ao cristianismo. Era o únicos dos apóstolos habituado à arte de escrever, a calcular e a narrar os fatos. Compreende-se que os próprios Apóstolos do tenham escolhido para esta tarefa. O objetivo da narração foi mostrar aos judeus que Jesus era o Messias anunciado pelos profetas, por isso, cita muitas vezes o Antigo Testamento e as profecias sobre o Messias. Como disse Renan, o evangelho de Mateus tornou-se ¨o livro mais importante da história universal¨.

O Evangelho de Marcos - S. Marcos não foi apóstolo, mas discípulo deles, especialmente de Pedro, que o chama de filho (1Pe 5,13). Foi também companheiro de S. Paulo na primeira viagem missionária (At 13,5; Cl 4, 10; 2Tm 4,11). O testemunho mais antigo sobre a autoria do segundo evangelho, é dado pelo famoso bispo de Hierápolis, na Ásia Menor, Pápias (†135).

O Evangelho de Lucas - Lucas não era judeu como Mateus e Marcos (isto é interessante!), mas pagão de Antioquia da Síria (Cl 4, 10-14). Era culto e médico. Ligou-se profundamente a S. Paulo e o acompanhou em trechos da segunda e terceira viagem missionária do apóstolo (At 16, 10-37; 20,5-21). No ano de 60 foi para Roma com Paulo (At 27,1-28) e ficou com ele durante o seu primeiro cativeiro (Cl 4, 14; Fm 24) e acompanhou Paulo no segundo cativeiro (2Tm 4,11). A Tradição da Igreja dá seguinte testemunho deste Evangelho.
O texto foi escrito em grego, numa linguagem culta e há uma afinidade com a linguagem e a doutrina de S. Paulo. foi escrito por volta do ano 70. Como escreveu para os pagãos convertidos ao cristianismo, não se preocupou com o que só interessava aos judeus.
Mateus mostra um Jesus como Mestre notável por seus sermões - o novo Moisés, Marcos o apresenta como o herói admirável ( o Leão da tribo de Judá - Ap 5,5), Lucas se detém mais nos traços delicados e misericordiosos da alma de Jesus. É o evangelho da salvação e da misericórdia. É também o evangelho do Espírito Santo e da oração. E não deixa de ser também o evangelho da pobreza e da alegria dos pequenos e humildes que colocam a confiança toda em Deus.

O Evangelho de João - S. João era filho de Zebedeu e Salomé (cf. Mc 15,40) e irmão de Tiago maior (cf. Mc 1, 16-20). Testemunhou tudo o que narrou, com profundo conhecimento. É o ¨discípulo que Jesus amava¨ (Jo 21,40). Este evangelho foi escrito entre os anos 95 e 100 dC., provavelmente em Éfeso onde João residia.
João não quis repetir o que os três primeiros evangelhos já tinham narrado, mas usou essas fontes. Escreveu um evangelho profundamente meditado e teológico, mais do que histórico como os outros. Contudo, não cedeu a ficções ou fantasias sobre o Mestre, mostrando inclusive dados que os outros evangelhos não tem. Apresentando essa doutrina ele quis fortalecer os cristãos contra as primeiras heresias que já surgiam, especialmente o gnosticismo que negava a verdadeira encarnação do Verbo. Cerinto e Ebion negavam a divindade de Jesus, ensinando a heresia segundo a qual o Espírito Santo descera sobre Jesus no batismo, mas o deixara na Paixão. É um evangelho profundamente importante para a teologia dogmática e sacramental especialmente.



Os Atos dos Apóstolos

Não há dúvida de que foi escrito por S. Lucas, médico e companheiro de S. Paulo. Conta a história da Igreja, desde Pentecostes, guiada pelo Espírito Santo, até chegar em Roma com S. Pedro e S. Paulo.
Teofilacto (†1078) dizia que: Os evangelhos apresentam os feitos do Filho, ao passo que os Atos descrevem os feitos do Espírito Santo¨.
O livro se divide em duas partes: uma que é marcada pela pessoa de Pedro (At 1 a 12), e a outra marcada por Paulo (At 13 a 28) . Pedro leva o evangelho de Jerusalém à Judéia e à Samaria, chegando até a conversão marcante do primeiro pagão, batizado, Cornélio (At 10,1-11), o que abriu a porta da Igreja para os não judeus. Paulo promove a evangelização dos gentios mediante três viagens missionárias de grande importância. O capítulo 15 é a ligação entre as duas partes do livro, mostrando Pedro e Paulo juntos em Jerusalém, no ano 49, no importante Concílio de Jerusalém, que aboliu a circuncisão e reconheceu que o Reino de Deus é para toda a humanidade.
O testemunho mais antigo de que Lucas é o autor dos Atos é o chamado cânon de Muratori, do século II, que afirma:
¨As proezas de todos os apóstolos foram escritas num livro. Lucas, com dedicatória ao excelentíssimo Teófilo, aí reconheceu todos os fatos particulares que se desenrolaram sob seus olhos e os pôs em evidência deixando de lado o martírio de Pedro e a viagem de Paulo da Cidade (Roma) rumo à Espanha.¨
Notamos que o início de Atos dá uma sequência lógica ao final do evangelho de Lucas, e ambos são dedicados a Teófilo, além de que o estilo e o vocabulário são parecidos. Segundo São Jerônimo (348-520) os Atos foram escritos em Roma, quando Lucas estava alí ao lado de Paulo prisioneiro, em grego, por volta do ano 63.
Os Atos dos Apóstolos são portanto o primeiro livro de História da Igreja nascente, escrito por uma testemunha ocular dos fatos, que os narrou de maneira precisa e sóbria. Aí podemos conhecer o rosto da Igreja no primeiro século, sua organização, etc. É o evangelho do Espírito Santo.

As cartas de São Paulo

Paulo (ou Saulo) nasceu em Tarso na Cilícia (Ásia menor) no início da era cristã, de família israelita, muito fiel à doutrina e à tradição judaica; seu pai comprara a cidadania romana, o que era possível naquele tempo, então Saulo nasceu como cidadão romano, legalmente. Aos 15 anos de idade foi enviado para Jerusalém onde recebeu a formação do rabino Gamaliel (At 22,3; 26,4;5,34), e foi formado na arte rabínica de interpretar as Escrituras, e deve ter aprendido a profissão de curtidor de couro, seleiro. Por volta do ano 36 era severo perseguidor dos cristãos, mas se converteu espetacularmente quando o próprio Senhor lhe apareceu na estrada de Jerusalém para Damasco, onde foi batizado por Ananias. Em seguida permaneceu num lugar perto de Damasco chamado Arábia. No ano 39 se encontrou com Pedro e Tiago em Jerusalém (Gal 1, 18) e depois voltou para Tarso (At 9,26-30) acabrunhado pelo fracasso do seu trabalho em Jerusalém. Alí ficou por cerca de 5 anos, até o ano 43. Nesta época, Barnabé, seu primo, que era discípulo em Antioquia, importante comunidade cristã fundada por S.Pedro, o levou para lá. Em 44 Paulo e Barnabé são encarregados pela comunidade de Antioquia para levar a ajuda financeira aos irmãos pobres de Jerusalém. No ano 45, por inspiração do Espírito Santo, Paulo e Marcos (o evangelista) foram enviados a pregar aos gentios (At 13,1-3). A primeira viagem durou cerca de 3 anos (45-48) percorrendo a ilha de Chipre a parte da Ásia Menor. No ano de 49 Paulo e Barnabé vão a Jerusalém para o primeiro Concílio da Igreja, para resolver a questão da circuncisão, surgida em Antioquia. A segunda viagem foi de 50 a 53, durante a qual Paulo escreveu, em Corinto, as duas cartas aos Tessalonicenses (At 15,36-18,22). São as primeiras cartas de Paulo. A terceira viagem foi de 53 a 58. Neste período ele escreveu ¨as grandes epístolas¨, Gálatas e I Coríntios, em Éfeso; II Coríntios, em Filipos; e aos Romanos, em Corinto. No final desta viagem Paulo foi preso por ação dos judeus e entregue ao tribuno romano Cláudio Lísias, que o entregou ao procurador romano Felix, em Cesaréia. Aí Paulo ficou preso dois anos (58-60), onde apelou para ser julgado em Roma; tinha direito a isso por ser cidadão romano. Partiu de Cesaréia no ano 60 e chegaram em Roma em 61, após sério naufrágio perto da ilha de Malta. Em Roma ficou preso domiciliar até 63. Neste período ele escreveu as chamadas ¨cartas do cativeiro¨ (Filemon, Colossenses, Filipenses e Efésios). Depois deste período Paulo deve ter sido libertado e ido até a Espanha, ¨os confins do mundo¨ (Rom 15,24), como era seu desejo. Em seguida deve ter voltado da Espanha para o oriente, quando escreveu as Cartas pastorais a Tito e a Timóteo, por volta de 64-66. Foi novamente preso no ano 66, no oriente, e enviado a Roma, sendo morto em 67 face à perseguição de Nero contra os cristãos desde o ano 64. S. Paulo foi um dos homens mais importantes do cristianismo. Deixou-nos 13 Cartas. Vejamos um resumo delas.

As Cartas aos Tessalonicenses

As duas cartas tem como tema central a segunda vinda de Jesus (Parusia), que as primeiras comunidades cristãs esperavam para breve e a sorte dos que já tinham morrido. Paulo admoesta a comunidade para a importância da vigilância. As cartas do Apóstolo depois delas falam mais do Cristo presente na Igreja do que da sua segunda vinda.
Tessalônica era porto marítimo muito importante da Grécia, onde havia forte sincretismo religioso e decadência moral; havia uma colônia judaica na cidade, e é na sinagoga que Paulo começa a pregar o Evangelho. Havia dúvidas sobre a iminente volta do Senhor.
Na segunda carta Paulo retoma o mesmo assunto, exortando os fiéis a trabalharem, uma vez que ninguém sabe a data da vinda do Senhor. As cartas devem ter sido escritas por volta do ano 52 quando estava em Corinto, durante a sua segunda viagem missionária pela Ásia.

A Carta aos Gálatas

São Paulo visitou os gálatas na segunda e na terceira viagem apostólica. É hoje a região de Ankara na Turquia. A carta foi escrita por volta do ano 54, quando Paulo estava em Éfeso, onde ficou por três anos. O motivo da carta são as ameaças dos cristãos oriundos do judaísmo que querem obrigar ainda a observância da Lei de Moisés. Paulo mostra que é a fé em Jesus que salva e não a Lei. E exorta os gálatas a viverem as obras do Espírito e não as da carne.
Esta carta é também um documento autobiográfico de São Paulo, além de ser um documento de alta espiritualidade.

A Carta aos Coríntios



Corínto ficava na Grécia, região chamada de Acaia, e no ano 27aC. Cesar Augusto, imperador romano, fez de Corinto a capital da província romana da Acaia. Foi nesta cidade portuária, rica e decadente na moral, que Paulo fundou uma forte comunidade cristã na sua segunda viagem. Aí encontrou o casal Átila e Priscíla que muito o ajudou. Paulo ficou um ano e seis meses em Corinto, até o ano 53. Na sua terceira viagem ele ficou três anos em Éfeso, também na Grécia, e daí escreveu para os coríntios. A primeira carta contém sérias repreensões dos pecados da comunidade: as divisões e a imoralidade. Em seguida dá respostas a questões propostas sobre o matrimônio, a virgindade, as carnes imoladas aos ídolos, as assembléias de oração, a ceia eucarística, os carismas, a ressurreição dos mortos, etc. É uma das cartas mais amplas de S. Paulo em termos de doutrina e disciplina na Igreja.
A segunda carta é bem diferente da primeira, não é tanto doutrinária, mas trata das relações de Paulo com a comunidade, e desfaz mal entendidos, inclusive, e faz a sua defesa diante de acusações sérias que recebeu dos cristãos judaizantes. Nesta carta Paulo mostra a sua alma, seus sofrimentos e angústias pelo reino de Cristo. Resume-se na frase: ¨É na fraqueza do homem que Deus manifesta toda a sua força¨ (2Cor 12,9).

A Carta aos Romanos

A carta aos romanos é bem diferente das outras cartas de São Paulo, pelo fato de ser uma comunidade cristã que não foi fundada por ele, o que foi feito por S. Pedro. Esta carta foi escrita no final da terceira viagem missionária de Paulo, em Corinto, por volta do ano 57/58a fim de preparar a sua chegada em Roma. É uma carta onde temos o ponto mais elevado da elaboração teológica do apóstolo. Não trata de assuntos pessoais, mas da vida cristã, a justificação por Cristo que nos faz ser e viver como filhos de Deus e mostra a Lei de Moisés como algo provisório na história do povo de Deus. O ponto alto da carta é o capítulo 8, onde mostra que a vida cristão é uma vida conforme o Espírito Santo, que habita em nós, nos leva à santificação, vencendo as obras da carne, levando-a à transfiguração no dia da ressurreição universal. Tudo foi preparado por Deus Pai que nos fez filhos no Seu Filho, a fim de dar a Cristo muitos irmãos, co-herdeiros da glória do Primogênito (8,14-18).


As Epístolas do Cativeiro

Essas cartas são as escritas a Filemon, aos Colossenses, aos Efésios e aos Filipenses. Cada uma delas apresenta Paulo prisioneiro (Fm 1.9.10.13; Cl 4, 3.10.18; Ef 3,1; 4,1; 6,20; Fl 1, 7.13s). Trata-se do primeiro cativeiro em Roma (At 27,1-28). Paulo também esteve preso em Filipos (At 16,23-40); Jerusalém (At 21,31-23,31), em Cesaréia (At 23,35-26,32); em Roma segunda vez (2Tm 1,8.12.16s; 2, 9).

Carta a Filemon

Quando Paulo estava preso em Roma pela primeira vez, entre os anos 61- 63, foi procurado pelo escravo Onésimo, que fugira de seu patrão Filemon em Colossos e procurou abrigo em Roma. Pela legislação judaica o escravo fugitivo não devia ser devolvido ao dono (Dt 23,16), diferente da lei romana que protegia o patrão. Então Paulo devolve Onésimo a a Filemon, cristão, e pede-lhe que pela caridade de Cristo, receba o escravo não mais como coisa, mas como um irmão. É a primeira declaração dos direitos humanos no cristianismo.

Carta aos Filipenses

Filipos era uma grande cidade fundada por Filipe II, pai do Imperador macedônio Alexandre Magno, e que o imperador romano Augusto transformou em importante posto avançado de Roma (At 16,12). Durante suas viagens Paulo esteve três vezes em Filipos, e fez fortes laços de amizade com os cristãos. Esta carta é chamada de ¨a carta da alegria cristã¨, por repetir 24 esta palavra, aos filipenses que sofriam perseguições, como ele na prisão. ¨Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos! ¨ (Fl 4,1). Nada pode tirar a alegria daquele que confia em Jesus.

Carta aos Colossenses

Colossos era notável centro comercial, que ficava na Frígia, na Ásia Menor, a 200 km de Éfeso, próxima de Laodicéia e Hierápolis. Paulo esteve por duas vezes na região da Frígia. O motivo da carta são os pregadores de ¨doutrinas estranhas¨, provocando um sincretismo religioso, com elementos judaicos, cristão e pré-gnósticos. Paulo fala do primado absoluto de Jesus Cristo, numa linguagem que os gnósticos entendiam. O ponto alto da carta é o hino cristológico (1,15-20) que mostra Cristo como o primeiro e o último, o Senhor absoluto no plano da criação e da redenção.

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O QUE É A IGREJA CATÓLICA BRASILEIRA?

Escrito por D. Estevam Bettencourt


A Igreja Católica Apostólica Brasileira ou "Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras" (ICAB), têm lançado confusão no público, pois pretendem guardar a aparência de Igreja Católica e facilitam a praxe religiosa dos seus seguidores. - Daí a conveniência de uma análise precisa do fenômeno.



1. Origem da ICAB

A "Igreja Católica Apostólica Brasileira" (ICAB) tem como fundador D. Carlos Duarte Costa. Este nasceu aos 21 de julho de 1888 no Rio de Janeiro e recebeu a ordenação sacerdotal a 1º de abril de 1911. Aos 4 de julho de 1924 foi nomeado bispo de Botucatu (SP). Pouco feliz foi o governo do novo prelado, que se viu envolvido em questões de mística desorientada (devoções pouco condizentes com a reta fé); também enfrentou problemas de administração financeira e de embates políticos. Em conseqüência foi afastado de sua diocese e nomeado bispo titular de Maura (na Mauritânia, África Ocidental); fixou então residência no Rio de Janeiro. Em breve, porém, D. Carlos viu-se a braços com novas lutas: em 1942 o Brasil entrou em guerra contra o nazi-fascismo; nessa ocasião o bispo apelou publicamente para o Presidente da República a fim de que interviesse na Igreja e expulsasse bispos e sacerdotes "fascistas, nazistas e falangistas"; acusou a Ação Católica de espionagem em favor do totalitarismo da direita; prefaciou elogiosamente o livro "O Poder Soviético" de Hewlet Johnson e atacou por escrito as Forças Armadas do Brasil. Em conseqüência, foi preso como comunista e enviado a uma cidade de Minas Gerais, onde permaneceu na qualidade de hóspede.

Diante dos rumores que se propagavam em torno da pessoa de D. Carlos, as autoridades eclesiásticas procuraram apaziguá-lo. Como isto não desse resultado, D. Carlos em 1944 foi suspenso de ordens, isto é, perdeu a autorização para exercer as funções do sagrado ministério. Esta medida de nada serviu; por isto D. Carlos foi excomungado aos 6 de julho de 1945; neste mesmo dia resolveu fundar a sua Igreja, dita "Igreja Católica Apostólica Brasileira". Em vista desta atitude, o Santo Ofício declarou D. Carlos excomungado vitandus (= a ser evitado) aos 3 de julho de 1946.

Um dos primeiros atos públicos da ICAB foi a fundação do "Partido Socialista Cristão", sob a orientação de D. Carlos. Este chegou a apresentar um candidato à presidência da República, o qual, porém, se desentendeu em breve, ficando fracassado o novo Partido.

D. Carlos promoveu direta ou indiretamente a ordenação de numerosos "bispos" e "presbíteros", cuja formação doutrinária e cultural era precária. O infeliz prelado veio a falecer aos 26 de março de 1961; terminou a vida de maneira desvairada, obcecado por paixões, que se exprimiam em injúrias através do seu jornal "LUTA". Todavia um Concílio Nacional da ICAB, aos 6 de julho de 1970, chegou a atribuir-lhe o título de "Santo": "São Carlos Duarte"!



2. Doutrina e atuação da ICAB

Em matéria de doutrina, a ICAB procura reproduzir a da Igreja Católica, excluindo (como se compreende) o primado de Pedro... A sua mensagem teológica é muito diluída, visão que os seus orientadores pouco estudam. Vários destes são homens que tentaram chegar ao sacerdócio na Igreja Católica, mas, por um motivo ou outro, não o conseguiram; então passaram-se para a ICAB, onde o estudo e o acesso às ordens sagradas lhes foram extremamente facilitados. Infelizmente nota-se nos membros da hierarquia e nos fiéis da ICAB certo oportunismo, ou seja, a procura de atender a interesses pessoais: ordenação "sacerdotal" ou "episcopal", lucros financeiros mediante celebração do culto, "casamento" facilitado em favor de pessoas já casadas, "batizados" sem preparação dos pais e padrinhos... Dir-se-ia que a ICAB procura adeptos a todo e qualquer preço; lê-se, por exemplo, na Lista Telefônica de assinantes classificados do Rio de Janeiro:

"ICAB, Igreja Católica Apostólica Brasileira, Paróquia São Jorge: casamento com ou sem efeito civil de pessoas solteiras, desquitadas e divorciadas. Crismas. Consagrações. Também em residências ou Clubes Realengo, Piraquara".

Dado que a ICAB se adapta às diversas oportunidades de crescer, há atualmente muitos ramos da mesma independentes uns dos outros, o que sugere a denominação "Igrejas Católicas Apostólicas Brasileiras" em vez de "Igreja Brasileira".

O que dá certo êxito a essa corrente religiosa, são os dois seguintes fatores:

1) A reprodução dos ritos e a conservação dos símbolos (inclusive da linguagem) da Igreja Católica. Muitas pessoas não conseguem distinguir entre a Igreja Católica e a Igreja Brasileira. Parece haver a intenção de guardar em tudo as aparências da Igreja Católica entre os responsáveis das Igrejas Brasileiras.

2) O procedimento facilitário e oportunista dos mentores da ICAB. Esta não apresenta normas definidas de Direito Eclesiástico, de modo que os seus ministros são capazes de "legitimar" religiosamente qualquer situação ilegal daqueles que os procuram. Este comportamento facilitário é, naturalmente, fonte de dinheiro, pois a ICAB sabe prevalecer-se da generosidade dos fiéis. A exploração se torna ainda mais fácil em virtude da ignorãncia religiosa de muitos cidadãos brasileiros.

A falta de estrutura doutrinária e disciplinar das Igrejas Brasileiras lhes tira a coesão desejável e faz que não tenham quase significado no cenário público do Brasil; apesar disto, conseguem penetrar dentro da população desprevenida da nossa Pátria, favorecendo o ecleticismo e solapando a vitalidade religiosa de muitos católicos.

A propósito pergunta-se:



3. Qual a validade dos ritos da ICAB?

Respondemos em três etapas:

3.1. A eficácia dos Sacramentos

a) Um sacramento é um rito mediante o qual Cristo comunica as graças da Redenção ex opere operato, ou seja, desde que o ministro respectivo aplique a matéria (água, pão, vinho, óleo) e a forma devida (as palavras que indicam o efeito da matéria).

b) Os sacramentos não são eficazes ou não conferem a graça em virtude da santidade do homem (sacerdote, bispo) que os administra mas sim por ação do próprio Cristo, que se serve do homem como instrumento de sua obra redentora. Todavia, para a validade do sacramento, requer-se que:

- O ministro tenha sido validamente ordenado padre ou bispo;

- Tenha, ao administrar o sacramento, a intenção de fazer o que Cristo queria que fosse feito, ou a intenção de se identificar com as intenções de Cristo, Sumo Sacerdote.

3.2. Que diz a ICAB?

Os adeptos da ICAB afirmam que

- Seus ministros foram validamente ordenados padres e bispos, pois receberam a sucessão apostólica das mãos de D. Carlos Duarte Costa, que foi verdadeiro bispo da Igreja Católica, sagrado por D. Sebastião Leme. Embora Dom Carlos se tenha separado da Igreja Católica, conservou o caráter episcopal perenemente impresso em sua alma

- D. Carlos e os bispos que ele ordenou sempre fizeram questão de transmitir as ordens sacras segundo o ritual exato adotado pela Igreja Católica (usando mesmo o latim em algumas ocasiões);

- As missas, os batizados e outros ritos ocorrentes nas cerimônias de culto da ICAB obedecem estritamente à essência do Ritual sempre vigente na Igreja Católica.

Por conseguinte, concluem os ministros da ICAB, a Igreja Brasileira possui autênticos bispos e presbíteros, e ministra validamente os sacramentos.

3.3. E que diz a Igreja Católica?

a) Embora os ministros da Igreja Brasileira apliquem exatamente a matéria e a forma de cada sacramento, falta-lhes algo de essencial para que seus sacramentos sejam válidos, isto é, a intenção de fazer o que Cristo quis fosse feito. Na verdade, os ministros da ICAB, mediante os seus ritos, intencionam criar e desenvolver uma "Igreja" separada da única Igreja fundada por Cristo; tal "Igreja" nova já não professa as verdades do Credo Apostólico, mas se entrega ao ecleticismo religioso: protestantes, espíritas, maçons e comunistas podem ser igualmente membros da ICAB. Sim; a revista "A Patena", revista da "diocese da Baixada Fluminense" da ICAB, em seu nº 3 de 1971, 4ª capa, diz que a Igreja Brasileira "religiosamente é católica, porque aceita em seu grêmio cristãos de qualquer mentalidade, sem repelir os que sejam ou se digam protestantes, espíritas, maçons, católicos-romanos etc.". Isto significa que a Igreja Brasileira vem a ser uma sociedade filantrópica, humanitária, mas já não tem a mensagem religiosa definida que o Cristo confiou ao mundo e que o Símbolo de fé apostólico professa.

Donde se vê que a ação dos ministros da ICAB carece daquela intenção que é essencial para a validade dos sacramentos: a intenção de fazer o que Cristo faz mediante os sacramentos.

b) Já que a ICAB se ramificou, dando origem a múltiplas "Igrejas", Ordens e Irmandades independentes, já não se pode saber até que ponto nas denominações "católico-brasileiras" se conserva a fidelidade aos ritos sacramentais; com o tempo as arbitrariedades e os desvios facilmente se introduzem nas pequenas comunidades. Em conseqüência, a Igreja Católica não reconhece as ordenações conferidas pela ICAB, muito menos reconhece a autenticidade das Missas e dos sacramentos celebrados pela ICAB.



4. Observações Finais

A Igreja fundada por Cristo (cf. Mt 16,16-19) é Católica (aberta a todos os homens), Apostólica (baseada sobre a ação missionária dos doze Apóstolos) e Romana, isto é, governada visivelmente por Pedro e seus sucessores, que têm sede em Roma (como poderiam ter em Jerusalém, Antioquia, Alexandria... se a Providência Divina tivesse encaminhado Pedro e os acontecimentos iniciais da história da Igreja em rumo diverso do que realmente ocorreu).

O título de "Romana" portanto não significa que a Igreja de Cristo esteja presa aos interesses políticos da cidade de Roma ou da nação italiana; nem implica subordinação dos fiéis católicos do Brasil a uma potência estrangeira, mas apenas indica que essa Santa Igreja tem seu chefe visível, instituido por Cristo, na cidade de Roma.

Os fatos atrás apontados evidenciam a urgência de sólida catequese para o povo de Deus no Brasil.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ATAQUES DE MAGIA NEGRA, FEITIÇO, BRUXARIA, OUTRAS COISAS OCULTAS CONTRA OS MEMBROS DA IGREJA

Muitos são os padres, pastores e líderes que sofrem esse tipo de ataque, são tremendamente afligidos por toda a sorte de enfermidades, dificuldades na concentração, confusões, fadigas, dificuldades de orar, etc. Os satanistas infiltrados na Igreja, sabem, muitas vezes, as fraquezas dos seus líderes e os apanha nessas situações, usam das coisas ocultas na comida, nos presentes, nas bebidas e fazem os seus líderes participarem das suas festas sem que eles saibam.
São oito os “dias santos”, dias de festas em que eles mais atacam e, em grande número, com sacrifícios humanos: festa de natal, na semana da páscoa (na Sexta-feira Santa e no Domingo da Páscoa), dia da ação de graças, no dia das bruxas (halloween) e no primeiro dia de cada estação(primavera, verão, outono e inverso).
Por fim vêm os ritos iniciais que eles obrigam as pessoas a se submeterem e que se comportam de doze pontos: abjurar o batismo; abjurar a fé na Eucaristia; recusar obediência a Deus e dizer sim ao diabo, a Satanás, Lúcifer ou Belial; repudiar a Virgem Maria; blasfemar contra o nome da mãe de Jesus; renegar os sacramentos; pisotear a Cruz; pisotear as imagens dos santos; prestar juramento de fidelidade ao príncipe das trevas, usando linguagem diabólica; ser batizado em nome do demônio; assumir novos padrinhos na seita; roubar Hóstia – Corpo de Cristo – para os rituais de sacrilégios, que é a missa negra, onde uma mulher nua é colocada sobre o altar e ali se realiza todo tipo de aberrações sexuais, sendo que a Hóstia Consagrada é colocado no genital da mulher, ou mesmo pisoteada e cuspida (é bom entendermos isto, para sabermos que se não fosse realmente o Corpo de Cristo ali presente, se fosse apenas um pão, jamais Satanás manaria roubar para fazer este sacrilégio); e, por fim, receber uma tatuagem com o símbolo que significa a pertença a seita – é o que estamos vendo principalmente nos jovens deixando-se marcar com esses símbolos e cada vez mais ele está usando esses sinais para confundir as pessoas, pois devemos lembrar que a palavra de Deus proíbe qualquer tatuagem, figura alguma deve ser feita em nosso corpo(Lv 19,28).
Abjurar a mãe de Jesus – o quarto mandamento da lei de Deus manda honrar pai e mãe, quem desobedece está pecando contra a lei de Deus; o demônio sabe disso e nós também. Por causa de doutrina e de formação errada, muitos cristãos, sejam evangélicos, pentecostes, católicos criaram rejeições contra a mãe de Jesus. Alguns chamam Jesus de irmão, seu Senhor e Salvador, mas não aceitam Sua mãe e muito menos ela com esposa de Deus por graça do Espírito Santo. Mesmo que a pessoa não a aceite como sua mãe, deve honrá-la como mãe de Jesus conforme manda a lei de Deus, como uma Bem-Aventurada conforme nos ensina a palavra de Deus (Lv 1,48); alguém que foi escolhida por Deus para ser a mãe do salvador (Lv 1,30-35). Ela não é uma mulher qualquer, ela é a mulher que inicia o Novo Testamento, é a partir de sua fecundação da concepção no Espírito Santo que começa a Boa Nova. O demônio tem criado uma divisão muito grande entre os cristãos por causa disso.


DO LIVRO: LIBERTOS DAS FORÇAS OCULTAS (PADRE VAGNER BAIA: MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DOS EXORCISTAS)

CUIDADO COM AS DOUTRINAS DIABÓLICAS! (PREGAÇÃO SOBRE SENHORIO DE JESUS E FALSAS DOUTRINAS)

SERÁS INTEIRAMENTE DO SENHOR TEU DEUS! Dt 18,13


Quando Deus chama Abraão (Gn 12, 1-8), de filho de pagão, Deus o torna “pai de todos os crentes”. Abraão tem a missão de anunciar para a humanidade da época, que só existe um único Deus: O Criador do céu, da terra e do mar e de tudo o que existe neles. Até então, a humanidade era politeísta: cultuava tudo o que irradiava luz ou fazia algum tipo de barulho. Como essa adoração e culto não era pra Deus, quem recebia o culto que era prestado, era Satanás, o inimigo número 1 de Deus, aquele que tem inveja da adoração que prestamos a Deus: ele fica atrás dos sacrifícios que não são prestados a Deus e sim aos ídolos, por tanto, demônios (I Cor 10, 19-22). O seu objetivo é expulsar o ser humano do jardim (Gn 3) da comunhão com Deus. Ao escolher Moisés para libertar o povo de Israel que estava cativo no Egito abrindo o mar vermelho e fazendo-os atravessar a pé enxuto (Ex 14-15), Deus (YHWH), faz uma ALIANÇA com esse povo no monte SINAI (ou Horeb), dando-lhes as Tábuas da Lei (Ex 19-20), para que para esse povo SOMENTE DEUS FOSSE DE FATO, O ÚNICO DEUS DE SUAS VIDAS:

Êxodo 19, 4-6: “vistes o que eu fiz aos egípcios, e como vos tenho trazido sobre asas de águia para junto de mim. Agora, pois, se obedecerdes à minha voz, e guardastes a minha aliança, sereis o meu povo particular dentre todos os povos. Toda terra é minha, mas vós me sereis um reino de sacerdotes e uma nação consagrada.”

Deuteronômio 6,4-5: “Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. ”
Sabemos que no Antigo Testamento, a salvação era somente para os judeus (Jo 1,11; 4,22) por que foi o único povo que fez aliança com Deus. Os outros povos tinham aliança com ídolos pagãos e não era propriedade única de Deus como fora o povo de Israel. Mas na cruz, Jesus estende a salvação para toda a humanidade. Toda a humanidade foi dessa forma remida, salva e restituída para Deus quando “Deus amando de tal maneira o mundo envia o seu filho unigênito não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por meio dele” (João 3,16-17).

SOMOS PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE DEUS

Em Deuteronômio 18,9-14 a Bíblia nos mostra que antes do povo de Israel entrar na terra prometida, Deus lhes proibiu idolatrar outros deuses:
“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor teu Deus te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passa pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê a adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo ou à invocação dos mortos. Por que o Senhor teu Deus abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor teu Deus expulsa de ti essas nações. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros ou os adivinhos; a ti, porém, o Senhor teu Deus, não o permite”.
Se pertencemos a Deus, não podemos nos curvar em busca de coisas abomináveis, detestáveis a Deus, por ser uma traição ao nosso Deus. Se somos de Deus, por que buscar outros deuses falsos? Por que adorar a Satanás que se encontra disfarçadamente por trás dessas práticas abomináveis? Jesus disse que ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6, 24).
Jesus nos disse: “Cuidado para que ninguém vos engane. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu. E seduzirão a muitos” (Mc 13,5-6).
Percebemos que nestes últimos tempos tem sido assim. Foram levantados muitos falsos profetas, falsos cristãos para seduzirem o maior número possível dos filhos de Deus; isso, sem contar que juntamente com eles falsas religiões e vãs filosofias foram( e continuam) surgindo. Atenção: fique de sobreaviso.
Nós não podemos mais deixar que os filhos de Deus sejam seduzidos pelo maligno, já sabemos que o Mistério da Iniqüidade está presente e em ação no mundo (II Ts 2,7), usando de diversas facetas e imagens para corromper o coração dos homens com falsas doutrinas perniciosas e diabólicas.
Muitas são as doutrinas e vãs filosofias a negar que Jesus é o Cristo ressuscitado. Podemos começar pelas filosofias reencarnacionistas (Kardecismo, espiritismo, candomblé, umbanda, vodu, controle mental, meditação transcendental, teosofia, astrologia, cartomantes, videntes, tarô, búzios, wica [duendes e bruxas], etc.).
Todas as filosofias reencarnacionistas não crêem que Jesus Cristo morreu para salvação da humanidade, mas acreditam ser vontade própria, através da caridade feita e reencarnando que irão ser salvos e, desta forma, vão pagando seus pecados cometidos. Através dessa linha de pensamento eles negam a salvação oferecida por Deus a seus filhos. “Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas pelos pecados de todo o mundo” (I João 2,1).
Então, ninguém mais precisa ficar se condenando e achando que os pecados cometidos nos causam sofrimentos que não podem ser pagos que o nosso sofrimento é por causa de vidas passadas e erros cometidos. Tudo isto diante de Jesus é mentira, uma enganação provocada por doutrinas errôneas.
As doutrinas reencarnacionistas não crêem na vida eterna e sim nas sucessivas vidas que terão, contrariando verdadeiramente os ensinamentos do Senhor, como São Paulo nos relata n carta aos Hebreus: “como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo, assim Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não porém em razão do pecado, mas para trazer a salvação aqueles que o esperam” (Hebreus 9, 27-28).
Estamos presenciando ante nossos olhos Satanás seduzindo pessoas com suas doutrinas, potencializando outras com seus dardos malignos, usando-as para seduzirem outras, até formar um verdadeiro exército para corromper os corações dos filhos de Deus, pessoas se contaminando com muita facilidade, tornando-se dependentes dele, heranças de maldições, criação de estruturas em nossas casas e nas pessoas, além de danos e sofrimentos causados em nós por causa de tudo isto.
Percebemos então que há um projeto muito bem sistematizado para arrancar os filhos de Deus do local que eles devem sempre estar para as garras de Satanás. Muitas são as igrejas, seitas, doutrinas e religiões que foram criadas pelo poder de Satanás. Ele sabe que lhe resta pouco tempo. Por isso está com pressa de roubar de Deus os seus filhos. Sabemos que ele veio para “roubar, matar e destruir” (João 10,10). Não podemos ser iscas fáceis de Satanás afastando-nos do nosso Deus que é o Deus da vida para seguir o deus da morte. Devemos ser inteiramente do Senhor nosso Deus (Dt 18,13), filhos amados (Jo 1,12), libertos e salvos pelo sangue do cordeiro de Deus (I Pe 1, 18-20), pois o nosso lugar é o céu.

DESMASCARANDO AS OBRAS DE SATANÁS

Os anjos estão presentes em todo transcurso da história da salvação: alguns executando o plano de Deus e prestando continuamente, celeste e poderosa ajuda à Igreja; alguns, decaídos, chamados demônios, que, opondo-se a Deus, à Sua vontade de salvação ao cumprimento da obra em Cristo, tentam associar o homem à própria rebelião contra Deus. Havia um anjo no céu de nome Lúcifer. Houve uma batalha no céu, Miguel e seus anjos tiveram que combater o dragão e seus anjos. Com isto o dragão, chamado Satanás (Lúcifer do latim = porta-luz e do grego eosfóro = porta-aurora), a antiga serpente, o sedutor do mundo inteiro foi precipitado na Terra e com ele, os seus anjos (Ap 12,7). Deus não tirou deles seu poder angélico, com isto, na sua revolta, usaram seus poderes para o mal, para destruir o Reino de Deus e seus filhos.
Apocalipse 12, 12-13 nos diz: “Por que o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo. Dragão, vendo que fora precipitado na terra, persegui a Mulher que dera à luz o Menino.” É isso que o príncipe deste mundo está fazendo com a Igreja e com todos os filhos de Deus: Ele está perseguindo todos aqueles que aceitaram Jesus como Senhor de duas vidas, os que cumprem os Mandamentos de Deus e testemunham ao Cristo ressuscitado.
Então agora podemos perceber nitidamente de onde vem o poder de Lúcifer, ou Satanás (demônios) e seus anjos, já subentendendo que não é um poder ilimitado; está escrito que diz ele ser um deus e se faz passar por príncipe deste mundo. Isto ocorreu, também na tentação de Jesus mo deserto por quarenta dias e noites (Lc 4, 1-13). O v. 6 nos diz que Satanás prometeu a Jesus dar-lhe poder e glória. Que reino é este que parecia ser belo e sedutor? Sabemos que seu reino é a morte, a destruição da vida plena, é um reino de encantamentos, fantasias e sonhos. Vemos que ele tende a conquistar as pessoas para formar o seu reino e o mesmo acontece com seus anjos decaídos.
Ele executa seu projeto sedutor para a humanidade com a ajuda de pessoas que são instrumentalizadas por Satanás. Ele tem seus servos, seus ministros, seus empregados que são verdadeiros alienados de seu reino. São religiões, seitas e muitas falsas doutrinas que estão a serviço de Satanás neste mundo. Eles foram seduzidos e enganados e procuram fazer o mesmo com aqueles que não pertencem ao reino das trevas. Percebemos no decorrer dos Evangelhos quando Jesus vai cumprindo sua missão, muitos demônios O conhecem e perguntam: “O que querer de nós Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? ” (Mc 1, 21-28). Se Jesus veio para pregar o Reino de Deus, isso significa que antes era outro reino que governava a Terra: o das trevas. Por isso, vemos que Jesus veio realmente para destruir as obras de Satanás (Jo 16,11), fazendo isso na cruz.
Em I Timóteo 4, 1-2 está assim escrito: “O Espírito diz claramente que, nos últimos tempos, alguns renegarão a fé e se apegarão a espíritos sedutores e a doutrinas diabólicas, deixando-se iludir por pessoas falsas e mentirosas, com a consciência marcada por ferro em brasa”.
Jesus nos deixou bem claro na parábola do joio e do trigo (Mt 13, 24-30.36-46) que Satanás semeou joio neste Mundo, que é o seu reino. Enquanto Jesus semeou o trigo que é o Reino de Deus. Por tanto, existe também os que pertencem ao Reino de Deus e os que pertencem ao reino das trevas. E temos ainda, os que trabalham em função do Reino de Deus e os que trabalham em função do reino das trevas. Há veementemente, e será assim até o julgamento final, uma corrida e disputa desesperada em que ambos os reinos querem pessoas para si.

ALGUMAS FALSAS DOUTRINAS

Vimos claramente que Satanás sabe que lhe resta pouco tempo. Por isso, desesperadamente, ele está seduzindo os filhos de Deus. Ele possui “mil e uma máscaras” e de uma forma ou outra ele busca a perdição dos filhos de Deus. Para alguns, ele ataca na área da afetividade; para outros, ele perturba a castidade e o sexo. Em muitas pessoas ele alcança-os através de músicas que em suas letras é uma verdadeira profanação e desrespeito a dignidade do homem e da mulher e um numeroso desejo em ser adorado quando ele cria muitas músicas através de seus servos cantores, músicas de culto a ele mesmo com mensagens subliminares e profanação a Deus. Já existem seitas diabólicas e muitas igrejas de Satanás, com Bíblia satânica e rituais de culto ao diabo. Já existem milhares de pessoas que se reúnem por aí em shows para o próprio Satanás em que o uso de drogas e rituais de sexo dentro dos shows é um verdadeiro culto ao Diabo. E o que nos deixa triste é que tudo isso é aceito pela sociedade e patrocinado por empresários e políticos que se dizem querer bem o povo que o elegeu. É uma verdadeira rede muito bem organizada em que o Diabo está por trás de tudo isso sendo cultuado, uma vez que ele tem inveja do culto que rendemos a Deus e nunca no céu, na terra e nem tampouco no inferno que é o seu lugar, ele será Deus de verdade. Quantas músicas satânicas sendo cantadas por milhares de pessoas que desconhecem seu projeto de levá-las para o inferno. Quantos católicos que usam blusas, marcas diabólicas, caveira atrás de suas costas e nem percebem que há um demônio que regem a sua vida. Quantas meninas e rapazes que aceitaram cultuar e render glória ao Diabo quando aceitaram a cultura do fica ao invés de terem um namoro sério. E por que o fica e culto a Satanás? Por que a Palavra nos diz que nós somos templos do Espírito Santo (I Cor 3, 16-17) e que ao criar Adão e Eva (Gn 2, 21-25), Deus estabeleceu um compromisso de amor e não uns amassos aqui e umas pegadas ali e pronto! Tudo o que fizermos, nos a Palavra de Deus: “QUER COMAMOS, QUER BEBAMOS, QUER FAÇAMOS QUALQUER OUTRA COISA, FAÇAMOS TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS” (I cor 10,31). Por tanto, o que não é para a glorificação do nome de Deus, quem o recebe como culto é Satanás.
Hoje, assim como desde quando jogado na terra, o Diabo quer receber um culto de adoração por que ele sabe que somente Deus é o verdadeiro Deus. Ele se passa como deus e busca ser adorado de muitas maneiras. Como ele não pode atingir a Deus, ele busca atingir a nós, filhos muito amados por Deus. Ele se faz de macaco de Deus por suas imitações e falsidades para desviar a culto que rendemos a Deus pra ele.
Vimos em Dt 18, 9-14 uma lista de muitas falsas doutrinas:
 Não se ache no meio de ti quem se faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha (tipo de magia da época em que se fazia isso como culto aos deuses da época: Dt 12, 29-31);
 Adivinhação;
 Astrologia;
 Agouros e feiticismo;
 Magia;
 Espiritismo;
 Invocação aos mortos.

Todas essas práticas são abomináveis para Deus. Na época, eram os costumes e tipos de culto prestado aos deuses pagãos, idolatria praticada pela humanidade politeísta. Ainda hoje, os nossos olhos presenciam milhares de pessoas praticando essas abominações.

PASSAGENS BÍBLICAS QUE ABOMINAM AS FALSAS DOUTRINAS

• SÓ HÁ UM ÚNICO DEUS VERDADEIRO:

Uma das maiores mentiras que o demônio coloca é que existe uma multidão de deuses e cada um segue o Deus que lhe convém. Só Aquele que e o Criador de tudo o que existe é Deus e além dEle não há outros. Os demônios de passam por heróis, deuses, semi-deuses, divindades... Mas somente UM É O ÚNICO DEUS: Dt 6,4-5; Ez 20,19; Is 8,13;44,6-8; I Rs 8,23; Jl 2,27; Js 24,15; Mt 4,10; 6,24; Mc 12, 29-33; Jo 14,6; I Jo 5,20.
• DEUS CONDENA A ASTROLOGIA:

O que são os astros diante de Deus? São apenas criaturas, menores ainda do que nós que somos os reis da criação e filhos de Deus. Quantas pessoas erroneamente colocam o seu futuro a mercê de astros que não podem nada. A astrologia é a ciência que diz que os astros podem nos reger, o que é uma grande mentira. Como é que o sol, a lua ou qualquer planeta pode nos orientar alguma coisa se eles não raciocinam, não pensam e nem podem falar nada? Além disso, eles ficam a milhares de quilômetros de nós! Nem celular podem utilizar! É uma verdadeira escravidão já que a pessoa não pode nem sequer escolher o seu signo, uma vez que já nasce em um ciclo. Na verdade, existem demônios que estão por trás disso tudo querendo receber adoração que é devida somente a Deus: Sb 13,2-5; Dt 18,10; Ex 20, 2-4; II Rs 21, 3-6.11; 23,5

• A BÍBLIA CONDENA O ESPIRITISMO, OCULTISMO, BRUXARIA:

O espiritismo é a doutrina que acredita na reencarnação e na comunicação com os mortos. O próprio satanás é o fundador e guia do espiritismo. Ele busca imitar a Igreja de Deus e fazer muitas coisas para que os católicos achem que podem ser católico e espírita ao mesmo tempo, uma vez que a própria Palavra de Deus diz ser isso impossível (Mt 6,24). Existe o alto e o baixo espiritismo, segundo a classificação de alguns estudiosos. Era como se fosse a prostituta rica e a pobre: tudo é prostituição, mas há as várias opções para a escolha de cada um. O CIC proíbe veementemente a prática do espiritismo para os católicos:
“Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõe “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns escondem um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que , unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus”. (Catecismo da Igreja Católica, n.2116).

A Bíblia sagrada é lotada de passagens que condenam o espiritismo e suas práticas. Vamos ver apenas algumas: Ex 22,17; Dt 12,13;18, 9-14; 32,12-18; Lv 19,26.31; 20, 6.27; II Rs 9,22;16,3-4;17,17;21,6;23,10; Js 13,22; 23,7-8.16; 24,20.23; Mq 5,9-14; At 19, 18s; Hb 13,9...
O espiritismo prega a doutrina da REENCARNAÇÃO e COMUNICAÇÃO COM OS MORTOS:
São dois ensinamentos totalmente anti-bíblicos. A reencarnação não existe uma vez que Jesus RESSUSCITOU e não se reencarnou. Hh 9,27 “nos diz que os homens morrem uma só vez e após isso vem o juízo”. Além disso, na cruz Jesus disse para o ladrão arrependido: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”(Lc 23,43). Vemos também na parábola em que Lázaro vai para o seio de Abraão e o rico para as tormentas do inferno, que este pede ao menos uma gota de água por causa da temperatura do fogo. Jesus disse: “Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que os que querem passar daqui para vós não o podem, nem os de lá para cá” (Lc 16,26). Por tanto, reencarnação foi uma doutrina satânica inventada para nos afastar da Ressurreição de Cristo, uma vez que nos últimos dias os mortos irão ressuscitar para o julgamento (I Ts4,13-18). Não há, por tanto, reencarnação. Quanto a COMUNICAÇÃO COM OS MORTOS, a Bíblia nos deixa bem claro que o que há nos ares do espaço são anjos ou demônios (Jo 1,51; Ef 6,12). É o próprio Satanás que se disfarça em anjo de luz para enganar os filhos de Deus (I Cor 11,14).

Vemos também no espiritismo uma grande quantidade de pessoas que se colocam como servos de Satanás. Percebe-se muitas outras abominações que podem ser acrescentadas a lista do Deuteronômio: passes espíritas, superstições, oferendas espíritas, amuletos, banhos de descarrego, benzimentos, amarrações, demandas espíritas, águas energizadas, comidas consagradas, festas pagãs ocultas.

IEMANJÁ E COSME E DAMIÃO: Dentro do sincretismo, é uma festa de Nossa Senhora, que na realidade não tem nada a ver, pois Iemanjá é tido como a rainha dos mares, a conquistadora, a sedutora dos marinheiros, dos homens; quem participa desta festa são feitas oferendas a ela, come-se, bebe-se e toma-se passes e a pessoa se banha nestas águas (como um batismo de pertença a Satanás). Quanto a Cosme e Damião, é usado este nome dentro do sincretismo para confundir as pessoas, principalmente as crianças – na realidade tornam-se conhecidos como exús mirins ou ibejim (um demônio que se passa por criança), quando se participa dessa festa, permitindo-se tomar passes e ser tocado, comendo e bebendo coisas consagradas às entidades, então se contamina por inteiro. Muitas pessoas depois de ingerir esses alimentos começam a sofrer de dores no estômago, doenças emocionais de medo, doenças de sintomas físicos, mas tendo fundo espiritual.

COMIDAS E BEBIDAS CONSAGRADAS: Quando alguém participa de um ritual de magia, de uma sessão espiritual, de uma festa pagã, de um desenvolvimento de mediunidade, onde a pessoa se permite ser possessa por uma entidade (um exú, eguns, orixás, ou mesmo um espírito desencarnado), ela tem que submeter comer (cada um tem sua comida preferida), fumar, usar os colares, roupas, raspar os pêlos, fazer cortes no corpo; todas estas coisas são consagradas ao maligno e isto vai entrando na sua circulação, no seu sangue, em todo o seu metabolismo, no âmago da pessoa e às vezes as pessoas se envolvem com diversas destas entidades e isso torna sua vida terrível.
Temos que tomar muito cuidado com todas essas coisas. Muitos pisam onde não sabem e praticam ações e rituais sem conhecimento do que há realmente por trás disso. Em I Coríntios 10,20-21 a Palavra de Deus nos diz:
“As coisas que os pagãos sacrificam são sacrificadas aos demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”.

Quando menos se espera, a pessoa está consagrada a Satanás. A Palavra de Deus nos fala que somente Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6) e que os que praticam essas obras são servos de Satanás (II Ts 2,9-10).


SENHORIO DE JESUS

No mundo atual as pessoas andam totalmente desnorteadas, sem rumo. Muitos colocam o seu referencial em ideologias, facções, pessoas, falsas doutrinas e seitas diabólicas e até mesmo, há aqueles que declaradamente cultuam os demônios, tratando-os como seus senhores. Além disso, está diante dos nossos olhos uma verdadeira adesão de muitas pessoas em colocarem as drogas, prostituição, sexo anti-bíblico, dinheiro, fama, entre muitas outras diversas coisas como senhores da modernidade. A Bíblia nos diz que “as pessoas se perdem por falta de conhecimento” (Os 4,6) e que “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6,24).

A NOÇÃO DE SENHOR

O SENHOR é aquele que tem direito e autoridade sobre tudo. Ele é o dono! Quando se estuda, por exemplo, a história dos senhores feudais, sabe-se que esses senhores eram DONOS de espaços de terras. Eles tinham domínio e autoridade sobre as terras e propriedades dessas terras, com seus bens materiais, plantações e seus escravos. Eles mandavam e desmandavam sobre tudo. Eram eles que ditavam as regras da vida dos escravos. Geralmente, as características dos senhores do mundo terrestre são essas: abuso de poder, autoritarismo, não-compreensão e comprometimento com o que se passa com a vida de seus escravos...

JESUS É O SENHOR!

Inúmeras passagens bíblicas comprovam que Jesus é o SENHOR! Porém, diante dos senhores do mundo, as características do senhorio de Jesus são bem diferentes: justiça, verdade e amor.
Devemos, por tanto, declarar esse Senhorio de Jesus nas nossas vidas para que Ele possa nos orientar de que forma podemos proceder corretamente para bem adorá-lo. Para fins de estudo, queremos deixar bem claro que JESUS É O SENHOR, pelo menos por 3 motivos: 1. Jesus é o Senhor pela natureza de sua divindade; 2. Jesus é o Senhor pela natureza de sua missão; 3. Jesus é o Senhor pela concretização de sua missão.
O Catecismo da Igreja Católica assim expressa: “Desde o princípio da história da cristã, a afirmação do senhorio de Jesus Cristo sobre o mundo e sobre a história significa o reconhecimento de que o homem não deve submeter sua liberdade pessoal, de maneira absoluta, a nenhum poder terrestre, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo. “(CIC, n. 450).

1.A NATUREZA DA DIVINDADE DE JESUS: JESUS É 100% HOMEM E 100% DEUS

A Igreja Católica, fundamentada na Palavra de Deus, já declarou desde os seus primórdios que Jesus Cristo é Deus! Vejamos algumas passagens bíblicas para tal comprovação:
João 1,1-3: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele e nada foi feito sem ele.”
Colossenses 1,15-17: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois é nele que foram criadas todas as coisas, no céu e na terra, os seres visíveis e invisíveis, tronos, dominações, potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele existe antes de toas as coisas e nele todas as coisas têm consistência.”
João 14, 8-10 (.10): “Eu estou no Pai e o Pai está em mim.”
João 20,28: “Tomé respondeu: Meu Senhor e meu DEUS!”
João 10,30;14,9: “Eu e o Pai somos um. Quem me vê, vê o Pai”
João 9,35 “Creio, Senhor, confessou o ceguinho curado, caindo em adoração.”

2.JESUS É O SENHOR PELA NATUREZA DE SUA MISSÃO

Jesus tinha autoridade de pregar em nome de Deus, não por ser formado em Teologia, mas pela Unção que lhe foi dada pelo Espírito Santo, como seu próprio nome indica: Cristo vem da tradução grega do termo hebraico Messias, que quer dizer Ungido de Deus. Nos Evangelhos, várias pessoas se dirigem à Jesus chamando-o de “Senhor” por causa do conhecimento que tinha da Palavra, bem como pela autoridade com que pregava, exprimindo o respeito e a confiança dos que a Ele se achegavam e d’Ele esperavam a cura e a ajuda (Mt 14,30;15,22). O próprio Jesus, dirigindo-se aos seus apóstolos declarou explicitamente ser o Senhor (Jo 13,13). Quando observamos os quatro Evangelhos, de ponta a ponta, notamos de maneira muito clara no ministério de Jesus, que Ele tem DOMÍNIO e AUTORIDADE sobre tudo. Enumeramos, pelo menos, 5 coisas das quais Jesus tem o seu total controle:

1.NATUREZA E MATÉRIA: Quando lemos a Palavra de Deus vemos que Jesus acalmou a tempestade(Mt 8,23-27), andou sobre o mar (Mc 45-52), fez uma multidão se alimentar com apenas 2 pães e 5 peixes (Jo 6,1-15), transformou 600 litros de água em vinho (Jo 2,1-12). A natureza e a matéria são subordinadas e submissas ao Senhor Jesus.
2.DOENÇAS: Não existe nenhuma doença da qual Jesus não tenha o poder e a capacidade de curar. Ele curou: lepra (Mt 8,1-4); paralisia (Mc 2,1-12; Jo 5,1-9); hemorragia (Mt 9,18-25); mão atrofiada (Mt 12,9-14); febre (Lc 4,38-39); proclamou a libertação aos presos, recuperou a vista aos cegos, liberdade aos oprimidos (Lc 4,18); pessoas à beira da morte(Lc 7,1-10); epilepsia (Lc 9,37-42); mulher encurvada (Lc 13,10-17); dez leprosos (Lc 17,11-19); cegueira (Mc 10,46-52;Lc 18,35-43; Jo 9,1-12); surdo-mudo(Mc 7, 31-37). Os Evangelhos mostram que Jesus curava todo tipo de doença e enfermidade ao amanhecer (Mc 6,53-56) e no pôr-do-sol (Mt 8,16-17; Lc 4, 40). Além disso, se todos os milagres, curas e sinais “fossem escritos em livros não haveria livro suficiente no mundo para registrar tais fatos” (João 21,25)
3. PECADO: Não há nenhuma possibilidade de algum pecado ser impedimento pra que nós nos aproximemos de Jesus, por que Jesus PERDOOU TODOS OS PECADOS AO MORER NA CRUR REMINDO-OS COM SEU SANGUE PURO E SEM MANCHA (I Pd 1,18-21; I Jo 2,1-2). No seu ministério Jesus perdoou, por exemplo, Zaquel, que era chefe dos cobradores de impostos (Lc 19,1-10); A pecadora que estava na casa do fariseu Simão quando Jesus o visitou ( Lc 7,36-50); A mulher adúltera (João 8,1-11); O paralítico (Marcos 2,1-12).
4.DEMÔNIO E MUNDO DAS TREVAS: Todos os demônios se tremiam diante de Jesus por que sabiam quem Ele era. Vemos, por exemplo, que Jesus expulsou um demônio mudo (Lc 11,14); Um homem endemoninhado numa sinagoga de Cafarnaum (Mc 1,21-28); O possesso de Gerasa, da qual 2 mil porcos morreram quando Jesus ordenou que os demônios fossem pros porcos (Mc 5,1-20); Os sete demônios de Maria Madalena(Lc 8,1-3); O demônio da filha da mulher pagã Siro-fenícia (Mc 7,24-30).
5.MORTE: Nos Evangelhos temos pelo menos, 3 pessoas que Jesus ressuscitou: O filho da viúva de Naim (Lc 7,11-17); Lázaro (Jo11) e a filha de Jairo (Lc 8,40-56).
A morte foi destruída quando Jesus morreu na cruz. Apocalipse 1,18 nos diz que Jesus está com “as chaves da morte e da mansão dos mortos”, tendo assim autoridade e domínio até mesmo sobre a morte. Em I Cor 15,55 está escrito: “A morte foi absorvida na vitória. Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?” A nossa vitória veio a partir do momento que Jesus ressuscitou dentre os mortos, sentando a direita do Pai.

Percebemos dessa maneira que TUDO ESTÁ NO CONTROLE DE JESUS. Ele demonstrou sua SOBERANIA, AUTORIDADE e DIREITO sobre TUDO.

3. JESUS É O SENHOR PELA CONCRETIZAÇÃO DE SUA MISSÃO

Em atenção à entrega de Jesus pela Salvação dos homens, o Pai lhe entrega todas as coisas (Fl 2, 5 - 11). Por vencer a morte, ser o primeiro a ressuscitar dentre os mortos e estar sentado a direita de Deus Pai, enfim, por sua obediência ao plano de Salvação do Pai, Jesus Cristo é o Senhor, Pai e o Rei do Universo. Pedro, afirmou no dia de Pentecostes, quando se levantou para fazer uma pregação: “Por tanto, que todo o povo de Israel reconheça que Deus outorgou como SENHOR e CRISTO a esse Jesus que vocês crucificaram.”(Atos 2, 36). Quando Jesus ressuscita, Ele afirma pros discípulos:
“TODA A AUTORIDADE ME FOI DADA NO CÉU E SOBRE A TERRA” (Mt 28,18).

ENTREGAR-SE TOTALMENTE A JESUS É QUERER QUE ELE FAÇA EM NÓS O QUE ELE QUISER, e não querer ser o centro da própria vida. E deixar Jesus ser o centro, entregando a Ele a direção de nossas vidas, tudo o que somos: família, amizades, estudos, profissão, corpo, alma, sexualidade, emotividade, bens materiais, esperanças, medos, imaginação, memórias, maneira de agir, pensar e falar. É entregar a Jesus as “rédeas” de todas as áreas de nossa vida.
Somos convidados a colocar nesse dia de hoje, Jesus como o Senhor da nossa vida, o nosso absoluto e definitivo Senhor, renunciando assim todos os falsos senhores que subsistem em nosso meio e as falsas doutrinas que procuram nos desviar do senhorio de Jesus para que a nossa vida seja verdadeiramente uma vida de aceitamento a Jesus de Nazaré como aquele que tem domínio e autoridade sobre a nossa vida.




FONTES CONSULTADAS:

 BÍBLIA AVE MARIA;
 BÍBLIA CNBB;
 BÍBLIA PASTORAL;
 BÍBLIA TEB: TRADUÇÃO ECUMÊNICA DA BÍBLIA;
 BÍBLIA DE JERUSALÉM;
 CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA;
 LIBERTOS DAS FORÇAS OCULTAS: AUTORIA DE PADRE VAGNER BAIA, CN (Faz parte da Associação Mundial dos Exorcistas);
 SEMINÁRIO DE VIDA NO ESPÍRITO SANTO (Apostila Querigmática da RCC de Camocim);
 POR QUE SOU CATÓLICO? (Professor Felipe Aquino).




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