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domingo, 28 de junho de 2009

SEMINÁRIO DE VIDA NO ESPÍRITO SANTO (Grupo Renascer) - Confira a programação!

O Grupo de Oração Renascer realizará no próximo final de semana mais um Seminário de Vida no Espírito Santo, um abençoado encontro de pregação, louvor e oração. O encontro pessoal com Jesus Cristo e a efusão do Espírito Santo são marcas registradas dos Seminários promovidos pela Renovação Carismática Católica. Este encontro acontecerá na Igreja de São Pedro e as inscrições são gratuitas, podendo ser feitas com os integrantes do Grupo Renascer. Confira abaixo a programação!

SÁBADO, DIA 04 DE JULHO
13h30 – Terço da Divina Providência
13h45 – Acolhida / Louvor / Oração
14h15 – Orientações iniciais – O que é o Seminário de Vida no Espírito Santo?
14h30 – 1ª Pregação: O AMOR DE DEUS
15h15 – Intervalo
15h30 – Retorno com louvor e oração
15h45 – 2ª Pregação: PECADO E SALVAÇÃO
16h30 – Momento de oração, seguido de partilha.
17h00 – Encerramento da tarde
19h – Retorno com louvor e oração
19h30 – 3ª Pregação: SENHORIO DE JESUS CRISTO E FALSAS DOUTRINAS
20h20 – Oração de renúncia, seguida de proclamação do Senhorio de Jesus Cristo
20h50 – Partilha / Testemunhos
21h10 – Direcionamentos e avisos
21h30 – Previsão de encerramento das atividades do dia

DOMINGO, DIA 05 DE JULHO08h – Terço Mariano
08h25 – Acolhida / Louvor / Oração
09h – 4ª Pregação: FÉ E CONVERSÃO
09h45 – Intervalo
10h – Retorno com louvor e oração
10h15 – 5ª Pregação: CURA INTERIOR
10h45 – Oração de Cura Interior, diante do Santíssimo Sacramento
11h30 – 6ª Pregação: O ESPÍRITO SANTO
12h15 – Partilha / Avisos
12h30 – Intervalo para almoço
15h – Terço da Divina Misericórdia
15h15 – Louvor / Oração
15h45 – 7ª Pregação: O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
16h15 – Oração pedindo o Batismo no Espírito Santo
17h – Cenáculos
17h30 – Intervalo
17h45 – Retorno com oração e louvor
18h10 – Partilha / Testemunhos
18h30 – Direcionamento sobre COMUNIDADE
18h50 – Preparativos para a Santa Missa
19h – Santa Missa

"Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas..." (At 1, 8)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

COMO O APOCALIPSE MOSTRA A PESSOA DE JESUS!!!

Pergunta enviada por Guilherme - Marilena, em 01/12/2007

Falar detalhadamente, como você pede, de Cristo no Apocalipse implicaria num verdadeiro tratado específico de cristologia. O espaço que temos aqui nos limite a indicar alguns aspectos da figura de Jesus no último livro do Novo Testamento, que aparecem sobretudo nos inúmeros títulos que são dados a Ele no livro .

Globalmente falando, Jesus representa, sem dúvida, a figura central do Apocalipse. Especialmente nesse livro, Jesus é apresentado de manera muito original em comparação com os outros escritos do Novo Testamento.

Para comprender melhor esse assunto, é necessário partir do termo com o qual o Livro é conhecido: ‘apocalipse’, palavra grega, que significa ‘revelação’ e, mais exatamente, a revelação da presença e da ação de Jesus ao lado do seu povo na sua história concreta.

O conteúdo do livro, exprimido na linguagem simbólica própia do gênero literário apocalíptico (a literatura apocalíptica é muito antiga e textos desse gênero existiam já na época do Antigo Testamento, inclusive aparecem no própio AT e também no NT), tem o objetivo de educar os fiéis a descobrir os traços da presença e da ação do Ressuscitado na história da Igreja e ensinar como permanecer fiéis a Ele nas provas e nos desafios.

Depois dessa apresentação, podemos considerar melhor a figura de Jesus através dos vários títulos, descobrindo o que eles significam. Esses títulos resumem as differentes ‘qualidades’ de Jesus, indicam o que Ele é e o que Ele faz. No tempo pos-pasqual, quando Jesus nao é mais visível ao olhos, o cristão tem que saber como reconhecê-lo, para comprender que Ele está presente, como e onde Ele age e quais os sinais que mostram que Ele continua vivo no meio da sua Igreja.

Elencamos aqui os títulos:
Aquele que segura as sete estrelas em sua mão direita, o que anda em meio aos sete candelabros de ouro (2,1)
O Primeiro e o Último, aquele que esteve morto mas voltou à vida (2,8)
Aquele que tem a espada afiada, de dois gumes (2,12)
O Filho de Deus, cujos olhos parecem chamas de fogo e cujos pés são semelhantes ao bronze (2,18)
Aquele que tem os sete espiritos de Deus e as sete estrelas (3,1)
O Santo, o Verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi (3,7)
O Amém, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus (3,14)
O rebento (= a raiz) da estirpe de Davi, a brilhante estrela da manhã (5,5; 22,16)

A maioria dessas expressões estam nas ‘cartas às sete Igrejas’, na primeira parte do Livro. São auto-apresentações’ do própio Cristo, o qual quer ser reconhecido assim pelas comunidades as quais Ele fala. Esses títulos têm raízes no Antigo Testamento e numa simbologia típica que aqui não podemos aprofundir, mas globalmente se referem às qualidades divinas de Cristo, que guia as igrejas, conhece e revela seus pecados e suas boas qualidades, julga as situações das comunidades e sugere os remédios. Mas tambem apresentam Jesus como Deus que permanece sempre ao lado dos fiéis e os guia como faz o Re Davi, caminhando na frente deles e vencendo sempre. A meta é alimentar a confiança nEle e assim de reforçar e encorajar as comunidades.

Além dos títulos apresentados, individuamos também uma qualidade muito importante de Cristo apresentada pelo autor da Apocalipse: a sua ligação com a pessoa de Davi, o santo rei de Israel. Essa ligação tambem é traduzida com alguns títulos:

- A Testemunha Fiel, Primogênito dos Mortos, Príncipe dos reis da terra (1,5; 3,14; 19,11; cf. Sal 89 que se refere a Davi)
- Aquele que tem a chave de Davi (3,7)
- O Leão da tribo de Judá, o rebento(= a raiz) de Davi (5,6; 22,16)
- O Filho varão que regerá todas as nações com cetro de ferro (12,5; 19,15; cf. Sal 2 que se refere a Davi)
- O Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (19,16)

A insistência sobre o reinado davídico de Jesus tem uma razão. No capitulo 5, a primera vez que o autor do Livro apresenta Jesus-Davi, ele o insere numa moldura onde Cristo é sobretudo Cordeiro. Essa espressão no Apocalipse se refere ao mistério da vida e da morte de Jesus. Para o Autor do Apocalipse tudo isso significa que temos que ter presente simultaneamente as duas figuras, quando falamos de Cristo: Ele é rei e cordeiro. O cordeiro esta ‘de pé, como imolado’ (5,8) e depois: ‘pois foste imolado e, por teu sangue, resgataste, para Deus, homens de toda tribo... e eles reinarão sobre a terra (5,10). O Cristo é rei porque foi imolado, porque passou pela paixão e pela morte. O seu reino é um reino que tem o selo do amor que serve, que dá a vida e resgata. Não é um reino como aqueles da terra. O cristão não pode crer num reino diferente daquele caracterizado pelo servir até às últimas conseqüências.

A qualidade ‘davídica’ de Jesus indica quem é Ele e como age, e, ao mesmo tempo, revela algo sobre a própia Igreja. Como Ele é ‘raiz’, ela é ‘descendência davídica’, povo de reis destinado a superar sempre as provas e os desafios da vida, como está escrito nas promessas feitas a cada cristão que vence: ‘conceder-lhe-ei autoridade sobre as nações; com cetro de ferro as apascenterá... (2, 27 cf. Sal 2), e ainda “eu serei seu Deus e ele será meu Filho’ (21,7; cf. Sal 89; 2 Sam 7,14).

Essas são apenas algumas indicações iniciais para ajudar na sua reflexão.

BIBLIOGRAFIA: www.abiblia.org/perguntasView.asp?id=326

CONHEÇA OS 613 MANDAMENTOS DO JUDAÍSMO!!!

O judaísmo tem como elemento constituinte da sua crença 613 preceitos, que representam a regra de vida que deve seguir cada um para realizar o seu papel de judeu. Esse número é tirado da própria Torah, os 5 primeiros livros da Bíblia. Desse número, 365 são mandamentos negativos, proibições (mitzvot taaseh) e 248 são prescrições, mandamentos positivos (mitzvot aseh). Os mandamentos positivos, as prescrições, obrigam o judeu a realizar determinada ação, tal como a cricunsição do menino. Os negativos, invés, proibem certos comportamentos, tais como usar, contemporaneamente, roupas feitas com linho e lã.
É verdade que, na prática, esses preceitos não são todos praticáveis, pois alguns requerem a existência do Templo de Jerusalém, que foi destruído no ano 70 da Era Comum. Outros preceitos, invés, se limitam aos homens e também outros às mulheres. Há também aqueles cujos destinatários são somente os kohanim, os membros da família sacerdotal, os descendentes de Araão, irmão de Moisés.

O significado do número 613
O número 613 tem um significado simbólico importante. A tradição rabínica dizia que os ossos do corpo humano eram 248 (mesmo número das prescrições). Invés o número das proibições (365) tem a ver com os dias do ano. A mensagem que emerge é que os nossos 248 ossos precisam realizar 248 ações prescritas e que a cada dia do ano é necessário se empenhar em não transgredir os 365 preceitos negativos.
Existe também um significado para o número 613, que não se limita à soma de 248 e 365. Tanto o Talmud (Makkoth 23b) quanto a Mishna dizem que o valor numérico (gematria) da palavra Torah é 611. A própria Torah diz que foi Moisés que transmitiu a Lei de Deus ao povo (Deuteronômio 33,4). Porém além desses mandamentos transmitidos por Moisés, existem outros dois que foram transmitidos por Deus mesmo: os primeiros dois dos 10 mandamentos, que estão na primeira pessoa do singular (1. Eu sou YHVH, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egipto, da casa dos escravos. Não terás outros deuses em desafio a Mim. 2. Não farás imagem esculpida…). A soma portanto tem como resultado o número 613.

A lista dos mandamentos

Não existe uma lista definitiva e idêntica dos 613 mandamentos. Embora o número seja claro, existem dúvidas sobre quais são esses mandamentos. A lista mais famosa e que tem maior autoridade è aquela de Moisés Maimonides (Rambam), mas não elimina as contradições entre as listas das autoridades judaicas. Por exemplo, Maimonides diz que o mandamento 173 è a obrigação de nomear um rei como chefe do povo de Israel (quando as 12 tribos são reunidas). Essa invés, em outras autoridades judaicas não é considerada um mandamento, mas apenas uma possibilidade dada a Israel. A tarefa de decidir definitivamente sobre a lista cabe ao Messias, quando vier.

Outras listas existentes dos 613 mandamentos são: Sefer ha-Chinnuch (livro da Educação), atribuído ao Rabino Aaron ha-Levi, de Barcelona; Sefer ha-Mitzvoth ha-Gadol (o Grande Livro dos Mandamentos), do Rabino Moisés de Coucy; Sefer ha-Mitzvot ha-Katan (o Pequeno Livro dos Mandamentos), do Rabino Isaac de Corbeil; Sefer Yere’im (o Livro do Temor de Deus), do Rabino Eliezer de Metz; Sefer ha-Mitzvoth, do Rabino Yisrael Meir Kagan, que apresenta os mandamentos válidos para o tempo de hoje.

Abaixo reproduzimos a lista dos mandamentos segundo Maimonides.

Mandamentos positivos, prescrições (mitzvot aseh)
1 Saber que existe Deus
2 Não distrair a mente com outros deuses além Dele
3 Saber que Ele é um
4 Amar a Ele
5 Temer a Ele
6 Santificar Seu nome
7 Não profanar Seu nome
8 Não destruir objetos associados ao Seu nome
9 Ouvir ao profeta fala em Seu nome
10 Não desmerecer o profeta
11 Imitar Seu jeito
12 Ser fiel a aqueles que conhecem Ele
13 Amar outros judeus
14 Amar convertidos
15 Não odiar um judeu
16 Reprovar um pecador
17 Não embaraçar outros
18 Não oprimir os fracos
19 Não falar depreciativamente dos outros
20 Não vingar-se
21 Não guardar rancor
22 Aprender a Torá
23 Honrar aqueles que ensinam e conhecem a Torá
24 Não praticar idolatria
25 Não seguir os caprichos do coração ou o que os seus olhos vêem
26 Não blasfemar
27 Não venerar ídolos da maneira que eles são venerados
28 Não venerar ídolos nas quatro maneiras que nós veneramos a Deus
29 Não fazer um ídolo para si mesmo
30 Não fazer um ídolo para outros
31 Não fazer formas humanas nem com propósitos decorativos
32 Não tornar uma cidade idólatra
33 Incendiar uma cidade que passou a praticar idolatria
34 Não reconstruí-la como cidade
35 Não tirar proveito dela
36 Não ser missionário para outros venerem ídolos
37 Não amar o missionário
38 Não deixar de odiar o missionário
39 Não salvar o missionário
40 Não dizer nada em sua defesa
41 Não evitar que ele seja incriminado
42 Não profetizar em nome da idolatria
43 Não ouvir um falso profeta
44 Não profetizar em falso em nome de Deus
45 Não ter medo de matar o falso profeta
46 Não jurar em nome de um ídolo
47 Não praticar ov (mediunismo)
48 Não praticar yidoni (vidência)
49 O culto do Dia do Arrependimento
50 A oferta adicional da Festa de Tabernáculos
51 A oferta adicional de Shemini Atzereth
52 As três peregrinações anuais
53 Vir à presença do Senhor durante a Festa
54 Alegrar-se nas Festas
55 Sacrificar a oferta de Páscoa
56 Comer a oferta de Páscoa
57 Sacrificar a segunda oferta de Páscoa
58 Comer a segunda oferta de Páscoa
59 Tocar as trombetas no Santuário
60 Oferta de gado de um ano
61 Oferta dos sacrifícios sem mancha
62 O sal colocado com as ofertas
63 As ofertas queimadas
64 As ofertas pelo pecado
65 As ofertas pela culpa
66 As ofertas pacíficas
67 As ofertas de manjares
68 Ofertas pelo erro de um príncipe
69 As ofertas fixas pelo pecado
70 As ofertas pela incerteza da culpa
71 As ofertas incondicionais pela culpa
72 As ofertas de maior e menor valor
73 Fazer confissões
74 Ofertas trazidas por um ZAR
75 Ofertas trazidas por um ZARAH
76 Oferta pelo nascimento de uma criança
77 Oferta trazida por um leproso
78 O dízimo do gado
79 Santificar os primogênitos
80 Redimir os primogênitos
81 Redimir a primeira cria do jumento
82 Quebrar o pescoço da primeira cria do jumento
83 Trazer a oferta devida nas Festas
84 Todas as ofertas devem ser trazidas no Santuário
85 Todas as ofertas devem ser trazidas de fora de Israel para o Santuário
86 Ofertas pela remissão do pecado
87 Santidade da oferta substitutiva
88 O sacerdote comerá do que restar das ofertas
89 O sacerdote comerá das ofertas consagradas
90 As ofertas consagradas que se tornarem impuras para serem queimadas
91 O restante das ofertas consagradas devem ser queimadas
92 Os nazireus devem deixar os cabelos crescerem
93 As obrigações dos nazireus de cumprirem seus votos
94 Todos os compromissos devem ser cumpridos
95 Revitalização dos votos
96 Contaminando-se através do contato com carcaças de animais mortos
97 Contaminando-se através do contato com animais rastejantes
98 Contaminando-se através da comida e da bebida
99 A menstruação
100 Após o nascimento
101 A lepra
102 Vestes contaminadas pelo leproso
103 A casa de um leproso
104 O ZAR
105 Sêmen
106 O ZARAH
107 A imundície de um cadáver
108 A lei da aspersão da água
109 Imersão num banho ritual
110 Purificação de um leproso
111 Um leproso deve raspar sua cabeça
112 Um leproso deve fazer-se distinguir
113 As cinzas de um bezerro vermelho
114 Avaliação de uma pessoa
115 Avaliação de animais
116 Avaliação de casas
117 Avaliação de campos
118 Restituição por sacrilégio
119 Os frutos plantados no quarto ano
120 PEAH para o pobre
121 Colhendo para os pobres
122 Os molhos esquecidos para os pobres
123 Os cachos de uvas com defeito para os pobres
124 Colheita das uvas para os pobres
125 As primícias devem ser trazidas ao Santuário
126 A grande oferta trazida
127 O primeiro dízimo
128 O segundo dízimo
129 O dízimo levítico pelos sacerdotes
130 O dízimo do homem pobre
131 A declaração do dízimo
132 Recitar quando trouxer as primícias
133 A oferta da massa
134 Renunciando como dono a produção do ano Sabático
135 O descanso da terra no Ano Sabático
136 Santificar o Ano do Jubileu
137 Tocar o shofar no décimo dia de Tishri no ano do Jubileu
138 Devolução da terra no Ano do Jubileu
139 Redenção de uma propriedade numa cidade murada
140 Contagem dos anos para o Jubileu
141 Cancelar reivindicações no Ano Sabático
142 Os débitos dos idólatras
143 O que é devido aos sacerdotes no sacrifício de todo animal limpo
144 As primícias da colheita devem ser dadas ao sacerdote
145 Coisas consagradas
146 Shechitah
147 O sangue da cobertura de pássaros e animais mortos
148 Liberar uma barragem quando está se aninhando (?)
149 Procurando por lembranças prescritas no gado e animais
150 Procurando por lembranças prescritas nos pássaros
151 Procurando por lembranças prescritas nos gafanhotos
152 Procurando por lembranças prescritas nos peixes
153 Determinar a lua nova
154 Descanso no Sábado
155 Proclamar a santidade do Sábado
156 Remoção das folhas
157 Recontando a partida do Egito
158 O pão sem fermento deve ser comido na véspera do 50º dia de Nissam
159 Descanso no primeiro dia de Pessach
160 Descanso no sétimo dia de Pessach
161 Contagem do Ômer
162 Descanso em Shavuot
163 Descanso em Rosh Hashanah
164 Jejuar em Yom Kippur
165 Descansar em Yom Kippur
166 Descansar no primeiro dia de Sukkot
167 Descansar em Shemini Atzereth
168 Habitar numa cabana em Sukkot
169 Pegar o lulav em Sukkot
170 Escutar o shofar em Rosh Hashanah
171 Dar meio shekel anualmente
172 Dar atenção aos profetas
173 Nomear um rei
174 Obedecer ao Supremo Tribunal
175 Concordar com a decisão da maioria
176 Nomear juizes e oficiais do governo
177 Tratar litigantes igualmente diante da lei
178 Testemunhar em juízo
179 Perguntar sobre o relato das testemunhas
180 Condenar testemunhas por falso testemunho
181 Eglah arufah
182 Estabelecer cidades de refúgio
183 Estabelecer cidades para os levitas
184 Remover coisas perigosas de nossos lares
185 Destruir todo idólatra
186 A lei da cidade apóstata
187 A lei da sete nações
188 A extinção de Amaleque
189 Relembrar os escritos malignos de Amaleque
190 A lei da não-obrigação de ir à guerra
191 Nomear um sacerdote para a guerra
192 Preparar um local fora do campo
193 Incluir um remo entre os implementos de guerra
194 O ladrão deve restituir o que foi roubado
195 Caridade
196 Dar ofertas generosas ao trabalhador hebreu em sua libertação
197 Emprestar dinheiro aos pobres
198 Interesse
199 Restituir o prometido ao dono necessitado
200 Pagar os salários em dia
201 Ao empregado deve ser permitido comer do produto entre aqueles que trabalham
202 Levantar um animal caído
203 Ajudar o dono a levantar o seu fardo
204 Devolver o que foi perdido ao dono
205 Repreender o pecador
206 Amar ao próximo
207 Amar ao estrangeiro
208 As leis de pesos e medidas
209 Honrar aos mestres e idosos
210 Honrar aos pais
211 Respeitar aos pais
212 "Ser frutífero e multiplicar-se"
213 A lei do casamento
214 A devoção do noivo à sua esposa por um ano
215 A lei da circuncisão
216 A lei do casamento levirato
217 Chalizah
218 O violador deve casar-se com a moça que ele violou
219 A lei da difamação da noiva
220 A lei da sedução
221 A lei da mulher cativa
222 A lei do divórcio
223 A lei da suspeita de adultério
224 Açoitar os transgressores de certos mandamentos
225 A lei do homicida involuntário
226 Os transgressores de certos mandamentos devem ser decapitados
227 Os transgressores de certos mandamentos devem ser enforcados
228 Os transgressores de certos mandamentos devem ser queimados
229 Os transgressores de certos mandamentos devem ser apedrejados
230 Os corpos de certos transgressores devem ser pendurados depois da execução
231 A lei do enterro
232 A lei da obrigação do levirato hebreu
233 Um hebreu deve redimir sua família casando-se com a mulher de seu irmão
234 Redenção pelo levirato
235 A lei da obrigação cananita
236 As penalidades para injúria por ferimentos
237 A lei por ferimentos causados por um boi
238 A lei por ferimentos causados por um buraco
239 A lei do roubo
240 A lei do dano causado por um animal
241 A lei do dano causado pelo fogo
242 A lei da dívida não paga
243 A lei da dívida paga
244 A lei do empréstimo
245 A lei da compra e venda
246 Salvar a vida dos perseguidos
247 A lei dos litigantes
248 A lei da herança

Mandamentos negativos, proibições (mitzvot taaseh)
1 Crer ou atribuir algo à deidades e não à Ele
2 Fazer imagens com propósito de adoração
3 Fazer ídolos para outros adorarem
4 Fazer figuras humanas
5 Curvar-se à um ídolo
6 Adorar ídolos
7 Oferecer nossos descendentes à Moloque
8 Praticar a feitiçaria do OB
9 Praticar a feitiçaria do YIDDEONI
10 Estudar práticas idólatras
11 Erigir uma coluna a qual o povo se reunirá para honrar
12 Fazer figuras de pedra para prostrar-nos à elas
13 Plantar árvores dentro do Santuário
14 Jurar por um ídolo
15 Convocar o povo para a idolatria
16 Procurar persuadir um israelita à adorar ídolos
17 Amar uma pessoa que procura induzir ao erro da idolatria
18 Relaxar a aversão ao enganador
19 Salvar a vida do enganador
20 Defender contra o enganador
21 Reprimir evidências que são desfavoráveis ao enganador
22 Beneficiar-se dos ornamentos que adornam um ídolo
23 Reconstruir uma cidade apóstata
24 Tirar benefícios de uma propriedade de uma cidade apóstata
25 Aumentar nossa saúde com algo ligado à idolatria
26 Profetizar em nome de um ídolo
27 Profetizar falsamente
28 Ouvir profecia de quem profetiza em nome de um ídolo
29 Ter piedade de um falso profeta
30 Adotar hábitos e costumes dos incrédulos
31 Praticar adivinhação
32 Guiar nossa conduta pelas estrelas
33 Praticar a arte da adivinhação
34 Praticar a bruxaria
35 Praticar a arte dos encantamentos
36 Consultar o necromante que usa o OB
37 Consultar uma bruxa que usa a YIDOA
38 Buscar informações dos mortos
39 Mulher usando roupas e adornos de homens
40 Homem usar roupas e adornos femininos
41 Fazer qualquer marca sobre seu corpo
42 Usar vestes de lã e linho
43 Cortar as têmporas de nossas cabeças
44 Cortar a barba
45 Fazer ferimentos na própria carne
46 Fixar-se na terra do Egito
47 Aceitar opiniões contrárias daqueles que ensinam a Torah
48 Fazer aliança com as sete nações de Canaã
49 Falhar em observar a lei concernente às sete nações
50 Mostrar misericórdia aos idólatras
51 Suportar os idólatras habitando em nossa terra
52 Casar-se com os heréticos
53 Casar-se com mulheres moabitas e amonitas
54 Excluir os descendentes de Esaú
55 Excluir os descendentes dos egípcios
56 Oferecer paz à Amon e Moabe
57 Destruir árvores frutíferas durante a colheita
58 Temer os hereges em tempo de guerra
59 Esquecer o que Amaleque fez contra nós
60 Blasfemar o Grande Nome
61 Violar O SHEBUAT BITTUI
62 Jurar pelo SHEBUAT SHAV
63 Profanar o nome de Deus
64 Por à prova suas promessas e admoestações
65 Destruir lugares de adoração
66 Deixar o corpo de um criminoso pendurado após a execução
67 Interromper o zelo pelo santuário
68 O Sumo Sacerdote entrar no santuário a qualquer hora, mas não no tempo certo
69 Um sacerdote com defeito entrar em qualquer parte do Santuário
70 Um sacerdote com defeito ministrar no santuário
71 Um sacerdote com defeito temporário ministrar no santuário
72 Os levitas e sacerdotes executando os serviços distribuídos uns dos outros
73 Entrar no santuário ou decidir sobre qualquer lei da Torah enquanto contaminado
74 Um ZAR ministrando no Santuário
75 Um sacerdote impuro ministrando no Santuário
76 Um sacerdote que é TEVUL YOM ministrando no santuário
77 Um imundo entrar em qualquer parte do santuário
78 Um imundo entrar no campo dos levitas
79 Construir um altar de pedras lavradas
80 Subir ao altar com os pés
81 Extinguir o fogo do altar
82 Oferecer qualquer sacrifício sobre o altar de Ouro
83 Fazer óleo como o óleo da unção
84 Ungir outro a não ser o Sumo Sacerdote com o óleo da unção preparado por Moisés
85 Fazer incenso como aquele usado no Santuário
86 Remover as varas dos anéis da Arca
87 Remover o peitoral do Éfode
88 Rasgar as beiradas da túnica do Sumo sacerdote
89 Oferecer qualquer sacrifício fora do Santuário
90 Matar qualquer das santas ofertas fora do santuário
91 Dedicar animais imundos para serem oferecidos sobre o altar
92 Matar animais defeituosos para o sacrifício
93 Espalhar o sangue de animais com defeito sobre o altar
94 Queimar as porções sacrificiais de um animal com defeito sobre o altar
95 Sacrificar um animal com defeito temporário
96 Oferecer animal defeituoso de um gentio
97 Tornar uma oferta imunda
98 Oferecer fermento ou mel sobre o altar
99 Oferecer um sacrifício sem sal
100 Oferecer sobre o altar o salário de uma prostituta ou o preço de um cão
101 Sacrificar a mãe e seu filho no mesmo dia
102 Colocar azeite na oferta de um pecador
103 Trazer incenso com a oferta de um pecador
104 Misturar óleo de oliva com a oferta de uma pessoa suspeita de adultério
105 Colocar incenso na oferta de uma pessoa suspeita de adultério
106 Trocar um animal imundo que foi consagrado como uma oferta
107 Trocar a oferta santa por outra
108 Redimir o primogênito de um animal limpo
109 Vender o dízimo do gado
110 Vender uma propriedade consagrada
111 Redimir uma oferta consagrada sem uma declaração de propósito
112 Cortar a cabeça de um pássaro de uma oferta pelo pecado durante MELIKAH
113 Fazer qualquer trabalho com um animal dedicado
114 Tosar um animal dedicado
115 Sacrificar a oferta e Páscoa tendo ainda pão fermentado em mãos
116 Deixar as porções sacrificiais da Páscoa oferecidas na noite anterior
117 Deixar algumas das comidas consagradas da Páscoa sobrarem até ao amanhecer
118 Deixar algumas das comidas consagradas da Festa em quatorze de Nisam sobrar até o terceiro dia
119 Deixar algumas das comidas consagradas da segunda Páscoa sobrarem até ao amanhecer
120 Deixar algumas das comidas das ofertas de Ações de Graças sobrarem até ao amanhecer
121 Quebrar qualquer dos ossos da oferta de Páscoa
122 Quebrar qualquer dos ossos da segunda oferta de Páscoa
123 Tirar a oferta de Páscoa de onde ela está para comê-la
124 Confeitar a sobra da oferta de manjares com fermento
125 Comer a oferta de Páscoa cozida ou cru
126 Permitir um GER TOSHAB comer a oferta de Páscoa
127 Um incircunciso comer a oferta de Páscoa
128 Permitir a um israelita apóstata comer a oferta de Páscoa
129 Uma pessoa impura comer comida consagrada
130 Comer comida das ofertas consagradas que se tornaram impuras
131 Comer NOTHAR
132 Comer PIGGUL
133 Um ZAR comer TERUMAH
134 Um inquilino ou servo do sacerdote comer TERUMAH
135 Um sacerdote incircunciso comer TERUMAH
136 Um sacerdote impuro comer TERUMAH
137 Um HCLALAH comer comida santa
138 Comer a oferta de manjares de um sacerdote
139 Comer comida de oferta pelo pecado cujo sangue tenha sido trazido dentro do santuário
140 Comer ofertas consagradas inválidas
141 Comer o segundo dízimo não remido do grão fora de Jerusalém
142 Consumir o segundo dízimo não remido do vinho fora de Jerusalém
143 Consumir o segundo dízimo não remido do óleo fora de Jerusalém
144 Comer uma primícia imaculada fora de Jerusalém
145 Comer a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa fora do pátio do santuário
146 Comer comida da oferta queimada
147 Comer as santas ofertas menos importantes antes de espargir seu sangue sobre o altar
148 Um sacerdote comer primícias fora de Jerusalém
149 Um ZAR comer as ofertas mais santas
150 Comer algo não remido e impuro do segundo dízimo, ainda que em Jerusalém
151 Comer o segundo dízimo durante o luto
152 Gastar dinheiro do resgate do segundo dízimo, exceto com comida e bebida
153 Comer TEVEL
154 Alterar as ordens prescritas para a dízima da colheita
155 Atrasar no pagamento de votos
156 Vir à Festa sem um sacrifício
157 Infringir qualquer obrigação oral, mesmo comprometendo-se sem um voto
158 Um sacerdote casar-se com uma ZONAH
159 Um sacerdote casar-se com uma CHALALAH
160 Um sacerdote casar-se com uma mulher divorciada
161 Um sacerdote casar-se com uma mulher viúva
162 Um sacerdote Ter relações com uma viúva
163 Sacerdotes com os cabelos despenteados entrarem no Santuário
164 Sacerdotes usando roupas alugadas entrarem no Santuário
165 Sacerdotes ministrantes deixarem o Santuário
166 Um sacerdote comum manchar-se por qualquer pessoa morta, exceto aquelas prescritas nas Escrituras
167 Um sacerdote estar sob o mesmo teto com um corpo morto
168 O sumo sacerdote manchar-se por qualquer pessoa morta
169 Levitar adquirirem um pedaço de chão na terra de Israel
170 Levitas dividirem os despojos da conquista na terra de Israel
171 Arrancar os cabelos de um morto
172 Comer um animal impuro
173 Comer qualquer peixe impuro
174 Comer qualquer ave impura
175 Comer qualquer inseto saltitante alado
176 Comer qualquer coisa que enxameia a terra
177 Comer qualquer coisa rastejante que reproduz-se em material apodrecido
178 Comer criaturas vivas que reproduzem-se em sementes ou frutas
179 Comer qualquer coisa de enxame
180 Comer NEVELAH
181 Comer TEREFAH
182 Comer um pedaço de uma criatura viva
183 Comer um GID HÁ-NASHEH
184 Comer sangue
185 Comer a gordura de um animal limpo
186 Cozer carne no leite
187 Comer carne cozida no leite
188 Comer carne de um boi apedrejado
189 Comer pão feito do grão da nova safra
190 Comer grão tostado do grão da nova safra
191 Comer espigas frescas do grão
192 Comer ORLAH
193 Comer KILAI HÁ-KEREM
194 Beber YAIN NESECH
195 Comer e beber em excesso
196 Comer no Yom Kippur
197 Comer fermento durante a Páscoa
198 Comer qualquer coisa contendo fermento durante a Páscoa
199 Comer fermento depois do meio dia do dia quatorze de Nisan
200 Fermento ser encontrado em nossas casas durante a Páscoa
201 Possuir fermento durante a Páscoa
202 Um nazireu beber vinho
203 Um nazireu comer uvas frescas
204 Um nazireu comer uvas secas
205 Um nazireu comer as sementes de uvas
206 Um nazireu comer as folhas secas de uvas
207 Um nazireu contaminar-se por um morto
208 Um nazireu contaminar-se por entrar numa casa contendo um defunto
209 Um nazireu barbear-se
210 Colher toda a safra
211 Colher espigas de milho que caiam durante a colheita
212 Recolher todo o produto da vinha no tempo da vindima
213 Recolher as uvas caídas durante a vindima
214 Retornar por um feixe esquecido
215 Semear KILAYIM
216 Semear grãos ou vegetais na vinha
217 Acasalar animais de diferentes espécies
218 Trabalhar com dois tipos de animais diferentes
219 Impedir o animal de comer o produto enquanto ele está trabalhando
220 Cultivar o solo no sétimo ano
221 Podar árvores no sétimo ano
222 Colher o que nasceu voluntariamente no sétimo ano como num ano comum
223 Juntar o que nasceu como num ano comum
224 Cultivar o solo no Ano do Jubileu
225 Colher os renovos no Ano do Jubileu como num ano comum
226 Juntar o fruto do Ano do Jubileu como num ano comum
227 Vender nossas propriedades em Israel perpetuamente
228 Vender as terras abertas dos levitas
229 Desamparar os levitas
230 Exigir pagamento de débitos depois do Ano Sabático
231 Reter o empréstimo a ser cancelado no Ano Sabático
232 Falhar em ajudar nossos próprios irmãos
233 Mandar embora um escravo judeu de mãos vazias
234 Exigir pagamento de um devedor que sabe-se não poder pagar
235 Emprestar por interesse
236 Tomar emprestado por interesse
237 Participar de um empréstimo por interesse
238 Oprimir um empregado atrasando o pagamento de seus salários
239 Tomar garantia de um devedor à força
240 Manter em garantia algo necessário à seu próprio dono
241 Tomar garantia de uma viúva
242 Tomar em garantia utensílios de cozinha
243 Raptar um israelita
244 Roubar dinheiro
245 Cometer furto
246 Alterar fraudulosamente os limites da terra
247 Usurpar nossos débitos
248 Repudiar nossos débitos
249 Jurar falsamente para repudiar um débito
250 Enganar um outro nos negócios
251 Enganar um outro na conversa
252 Enganar um prosélito na conversa
253 Enganar um prosélito nos negócios
254 Entregar um escravo fugitivo
255 Enganar um escravo fugitivo
256 Negociar asperamente com órfãos e viúvas
257 Empregar um escravo hebreu em trabalhos degradantes
258 Vender um escravo hebreu em audiência pública
259 Empregar um escravo hebreu em trabalho desnecessário
260 Permitir maus tratos a um escravo hebreu
261 Vender uma escrava hebréia
262 Afligir o esposo de uma escrava hebréia
263 Vender uma mulher cativa
264 Escravizar uma mulher cativa
265 Planejar adquirir a propriedade de outro
266 Cobiçar os pertences de outros
267 Um trabalhador alugado comer grão em crescimento
268 Um trabalhador alugado colocar em seus próprios vasos a colheita
269 Ignorar propriedade perdida
270 Deixar uma pessoa capturada
271 Enganar em pesos e medidas
272 Ter falsos pesos e medidas
273 Um juiz cometer injustiças
274 Um juiz aceitar presentes do litigantes
275 Um juiz favorecer um litigante
276 Um juiz ser dissuadido por temor de fazer um justo julgamento
277 Um juiz decidir em favor de um homem pobre por pena
278 Um juiz perverter um julgamento contra uma pessoa de má reputação
279 Um juiz compadecer-se de alguém que assassinou um homem
280 Um juiz perverter a justiça devida a prosélitos ou órfàos
281 Um juiz ouvir um dos litigantes na ausência do outro
282 Um júri convicto num caso capital por maioria de um
283 Um juiz confiar na opção do próprio julgamento
284 Apontar um juiz ignorante
285 Levar falsas testemunhas
286 Um juiz recebendo o testemunho de um homem perverso
287 Um juiz recebendo o testemunho de uma única testemunha
288 Convicção pelo testemunho de uma única testemunha
289 Matar um ser humano
290 Pena capital baseada em evidência circunstancial
291 Uma testemunha agindo como advogado
292 Matar um ladrão sem provas
293 Poupar a vida de um perseguido
294 Punir uma pessoa por um pecado cometido na prisão
295 Aceitar resgate de uma pessoa que tenha cometido assalto intencional
296 Aceitar resgate de uma pessoa que tenha cometido crime involuntário
297 Negligenciar salvar um israelita em perigo de vida
298 Permitir obstáculos em seu domínio público ou provado
299 Dar notícia enganosa
300 Inflingir excessiva punição física
301 Levar mentiras
302 Odiar um ao outro
303 Trazer vergonha sobre outro
304 Trazer vingança sobre outro
305 Ter rancor
306 Pegar todo o ninho dos pássaros
307 Cortar a ????
308 Amputar ou cauterizar sinais de um leproso
309 Arar um vale no qual o ritual de EGLAH ARUFAH tenha sido executado
310 Permitir a um bruxo o amor
311 Tirar um recém-casado de sua casa
312 Diferir de autoridades tradicionais
313 Acrescentar à Lei escrita ou oral
314 Detratar a Lei escrita ou oral
315 Amaldiçoar um juiz
316 Amaldiçoar um governante
317 Amaldiçoar um israelita
318 Amaldiçoar os pais
319 Agredir os pais
320 Trabalhar no Shabat
321 Viajar no Shabat
322 Punir no Shabat
323 Trabalhar no primeiro dia de Pesach
324 Trabalhar no sétimo dia de Pesach
325 Trabalhar em ATZERETH
326 Trabalhar em Rosh Hashanah
327 Trabalhar no primeiro dia de Sukkot
328 Trabalhar em Shemini Atzereth
329 Trabalhar em Yom Kippur
330 Ter relações com a mãe
331 Ter relações com a esposa do pai
332 Ter relações com a irmã
333 Ter relações com a filha da esposa do pai se ela é sua irmã
334 Ter relações com a filha de um filho
335 Ter relações com a filha de sua filha
336 Ter relações com a filha
337 Ter relações com uma mulher e sua filha
338 Ter relações com uma mulher e a filha de seu filho
339 Ter relações com uma mulher e a filha de sua filha
340 Ter relações com a irmã de seu pai
341 Ter relações com a irmã de sua mãe
342 Ter relações com a esposa de um tio
343 Ter relações com a esposa de um filho
344 Ter relações com a esposa de um irmão
345 Ter relações com a irmã de sua esposa durante os últimos dias de vida
346 Ter relações com uma mulher menstruada
347 Ter relações com a mulher de outro homem
348 Homem Ter relações com um animal
349 Mulher Ter relações com um animal
350 Um homem relacionar-se carnalmente com outro macho
351 Um homem relacionar-se carnalmente com seu pai
352 Um homem relacionar-se carnalmente com o irmão de seu pai
353 Intimidade com uma parenta
354 Um MANZER Ter uma relação com um judeu
355 Ter relações sem casar-se
356 Casar-se novamente com uma mulher divorciada depois de ela Ter se casado de novo
357 Ter relações com uma mulher sujeita ao casamento levirato
358 Divorciar-se de uma mulher que tenha estuprado e tenha sido compelido a casar-se
359 Divorciar-se de uma mulher após tê-la acusado falsamente a infamado
360 Um homem incapaz de procriar casar-se com um judia
361 Castração
362 Eleger um rei não israelita
363 Um rei possuir muitos cavalos
364 Um rei possuir muitas mulheres
365 Um rei Ter grande escolta pessoal


extraído do site: www.abiblia.org/artigosview.asp?id=91

CIÊNCIA E FÉ (PARTE I)

CIÊNCIA E FÉ – Parte I


“A fé e a razão são as duas asas com as quais o espírito humano alça vôo para contemplar a verdade” (João Paulo II, Fides et ratio, 1)

“A ciência verdadeira contrariamente a arriscadas afirmações do século passado, quanto mais avança tanto mais descobre Deus, como se Ele estivesse vigiando à espera, por trás de cada porta que a ciência abre...”. (Pio XII, 1951)

Papa Pio XII na encíclica “Humani generis” de 12.08.1950:

“O Magistério da Igreja não proíbe que, em conformidade com o atual estado das ciências e da teologia, seja objeto de pesquisas e de discussões, por parte dos competentes em ambos os campos, a doutrina do evolucionismo, enquanto ela investiga a origem do corpo humano, que proviria de matéria orgânica preexistente (a fé católica nos obriga a professar que as almas são criadas imediatamente por Deus). Isto, porém, deve ser feito de tal maneira que as razões das duas opiniões, isto é, da que é favorável e da que é contrária ao evolucionismo, sejam ponderadas e julgadas com a necessária seriedade, moderação, justa medida e contanto que todos estejam dispostos a se sujeitarem ao juízo da Igreja, à qual Cristo confiou o ofício de interpretar autenticamente a S. Escritura e de defender os dogmas da fé”.

Cientistas ateus: Daniel Dennett, Richard Dawkins, Sam Harris, e outros.

Dr. Francis Collins, Diretor do “Projeto Genoma Humano”, dos EUA. Em 2001, foi responsável pelo mapeamento do DNA humano. É o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo, autor do livro “The Language of God” (A Linguagem de Deus), conta como deixou de ser “ateu insolente” para se tornar cristão aos 27 anos e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé. Ele afirma:

“Os cientistas ateus, que acreditam apenas na teoria da evolução e negam todo o resto, sofrem de excesso de confiança. Na visão desses cientistas, hoje adquirimos tanta sabedoria a respeito da evolução e de como a vida se formou que simplesmente não precisamos mais de Deus. O que deve ficar claro é que as sociedades necessitam tanto da religião como da ciência. Elas não são incompatíveis, mas sim complementares. A ciência investiga o mundo natural. Deus pertence a outra esfera. Deus está além do mundo natural”. (Revista Veja, Edição n. 1992 de 24 jan 07)

“Essa perspectiva de Dawkins é cheia de presunção. Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas”.

“Eu acredito na Ressurreição. Também acredito na Virgem Maria e em milagres. A questão dos milagres está relacionada à forma como se acredita em Deus. Se uma pessoa crê e reconhece que Ele estabeleceu as leis da natureza e está pelo menos em parte fora dessa natureza, então é totalmente aceitável que esse Deus seja capaz de intervir no mundo natural”.


A PALAVRA DA IGREJA

Constituição Pastoral Gaudium et Spes : “Se a pesquisa metódica, em todas as ciências, proceder de maneira verdadeiramente científica e segundo as leis morais, na realidade nunca será oposta à fé: tanto as realidades profanas quanto as da fé originam-se do mesmo Deus. Mais ainda: Aquele que tenta perscrutar com humildade e perseverança os segredos das coisas, ainda que disto não tome consciência, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todas as coisas, fazendo que elas sejam o que são.” (GS, 36)

S. Agostinho quem o diz: Sermão, 126,3: "Eleva o olhar racional, usa os olhos como homem, contempla o céu e a terra, os ornamentos do céu, a fecundidade da terra, o voar das aves, o nadar dos peixes, a força das sementes, a su¬cessão das estações. Considera bem os seres criados e busca o seu Criador. Presta atenção no que vês e procura quem não vês. Crê naque¬le que não vês, por causa das realidades que vês. E não julgues que é pelo meu sermão que és assim exortado. Ouve o Apóstolo que diz: “As perfeições invisíveis de Deus tornaram-se visíveis, desde a criação do mundo, pelos seres por ele criados” (Rom 1,20).

Concilio Vaticano I (1870) afirmou o conhecimento natural de Deus, contra a agnosticismo, o fideísmo e o tradicionalismo:
“A mesma santa Mãe Igreja sustenta e ensi¬na que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas, “pois sua realidade invisível tornou-se inteligível desde a criação do mun¬do, através das criaturas"' (Rm 1,20).( Dz 1785 – Dz S 3004)

E contra o racionalismo:
"Todavia, aprouve à sua sabedoria e bonda¬de revelar ao gênero humano, por outra via, sobrenatural, a Si mes¬mo e os eternos desígnios de sua vontade, como diz o Apóstolo: “Outro¬ra, muitas vezes e de muitas modos, Deus falou aos pais pelas Profetas; no período final, em que estamos, Ele nos falou pelo Filho" (Hb 1,1-2). (Dz 1785- DzS 3004)

E o Concílio mostrou a harmonia entre a fé e a razão:
"Na verdade, quando a razão, iluminada pela fé, busca, cuidadosamente, com piedade e prudência, então consegue, com a ajuda de Deus, uma certa inteligência muito frutuosa dos mistérios, seja pela analogia com que conheço pela via natural, seja pela cone¬xão de uns mistérios com outros e com o fim último do homem; contudo, nunca chegará a penetrar neles como verdades que constituem seu ob¬jeto próprio. Pois os mistérios divinos, por sua natureza, ultrapassam tanto a inteligência criada que, mesmo transmitidas pela revelação e aceitos pela fé; continuam, contudo, recobertos pelo véu da fé e como que envol¬tos em certa obscuridade, enquanto nesta vida mortal “peregrinamos para o Senhor; pois caminhamos na fé e não na visão” (2Cor 5,65)". (Dz 1796- DzS 3016)

"Não só a fé e a razão nunca podem entre si discordar, mas elas se auxiliam mutuamente. Eis que a reta razão demonstra os fundamentos da fé e, iluminada com a luz da fé, se dedica à ciência das coisas divinas. Também a fé livra e protege a razão de erros e a instrui com múltiplos conhecimentos. Pelo que, longe de por obstácu¬los ao cultivo das artes e disciplinas humanas, a fé as ajuda e promove de muitas formas. Pois não ignora nem desconsidera (a Igreja) as vanta¬gens que delas dimanam para a vida humana; mais, confessa-as como sendo “de Deus, Senhor das ciências” (IRs 2,3); conduzem a Deus como ajuda da graça, se tratadas convenientemente. A Igreja não proíbe que essas disciplinas, cada qual em sou campo, utilizam os princípios e méto¬dos que lhes são próprias; mas, reconhecendo esta justa liberdade, com cuidado rigoroso procura evitar que nelas se introduzam erros contrários ao ensino divino ou que, ultrapassando suas próprias fronteiras, invadam e perturbem o campo da fé". (Dz 1799- DzS 3019)

“Define-se o racionalismo como consta do Sílabo de Pio IX:
“É a doutrina segundo a qual a razão humana é o árbitro do verdadeiro e do falso, do bem e do mal, sem qualquer consideração a Deus. Ela é lei para si mesma, e, por suas capacidades naturais, basta para prover ao bem dos homens e dos povos”. (Dz 1703 – DzS 2903).

Conforme o Concílio do Vaticano I, o racionalismo absoluto é a doutrina segundo a qual “a razão humana é tão independente que Deus não lhe pode exigir a fé” (Dz 1610 – DzS 3031), donde, não haver lugar para a revelação divina. O princípio do racionalismo é o da absoluta autonomia da razão. Como supremo árbitro, a razão deve julgar o que é verdade, o que é falso ou simplesmente simbólico na Escritura Sagrada” (idib. P. 201).


Academias Pontifícias do Vaticano:

Pontifícia Academia das Ciências
Pontifícia Academia das Ciências Sociais
Pontifícia Academia Para a Vida
- 29 Prêmios Nobel

Papa João Paulo II, em 24 de outubro de 2004, nomeou dois cientistas, pioneiros da física, para membros da Academia Pontifícia das Ciências, do Vaticano:
1 – Dr. William D. Phillips, professor de Física na Universidade de Maryland, líder do Grupo de esfriamento com laser da Divisão de Física Atômica do “National Institute of Standards and Technology” (NIST) de Gaithersburg (Estados Unidos). Em 1997 recebeu o Prêmio Nobel em Física.

2 - Professor de origem indiana Dr. Veerabhadran (Ram) Ramanatham, nascido em Chennai (Índia), é professor de ciências da atmosfera na Universidade da Califórnia (San Diego) e diretor do Centro para as Ciências da Atmosfera da “Scripps Institution of Oceanography”, La Jolla (Estados Unidos).


Encíclica Fé e razão – Papa João Paulo II

Cientificismo - só valoriza as teses das ciências positivas e nenospreza o conhecimento religioso e o saber ético: estes seriam do domínio da imaginação ou do irracional. A conseqüência desta posição é que tudo quanto se pode realizar no plano da tecnologia é admissível no plano da Moral (Cf. nº 88).

Pragmatismo - que tudo julga em função da sua utilidade ou de suas aplicações práticas excluindo o recurso a reflexões abstratas e avaliações éticas. Estas concepções tem tido muita voga na política: há certas formas de democracia que julgam a viabilidade ética de determinado comportamento com base apenas no voto da maioria parlamentar: a vida humana é valorizada tão somente pela sua capacidade de produzir e servir; donde se seguem a legalização do aborto e da eutanásia (Cf. n. 89).

Niilismo - que é a negação de qualquer verdade objetiva e a destruição da dignidade humana; a pessoa é assim levada ao desespero da solidão (Cf. n. 90).

"Pós-modernidade” com que alguns pensadores designam a nossa época. Para alguns filósofos, quer dizer que "o tempo das certezas está irremediavelmente ultrapassado, de modo que o homem deveria viver num mundo de total ausência de sentido, onde tudo é provisório e efêmero; assim, estariam extintas até mesmo as certezas da fé (Cf. n0- 91).

Diz o Papa:
“lludindo-o, vários sistemas filosóficos convenceram-no de que ele é senhor absoluto de si mesmo, que pode decidir autonomamente sobre o seu destino e a seu futuro, confiando apenas em si próprio e nas suas forças. Ora esta nunca poderá ser a grandeza do homem. Para a sua realização, será determinante apenas a opção de viver na verdade, construindo a própria casa à sombra da Sabedoria e nela habitando. Só neste horizonte da verdade poderá compreender, com toda a clareza, a sua liberdade e a sua vocação ao amor e ao conhecimento de Deus como suprema realização de si mesma" (nº 107).


Cientistas e a Fé

Dr. Adolf Butenandt, prêmio Nobel em Bioquímica:
“Com os átomos de um bilhão de estrelas, o acaso cego não conseguiria produzir sequer uma proteína útil para o ser vivo”.(A Criação não é um mito, Ed. Paulinas, SP, 1972)

Isaac Newton (1642-1727), fundador da física clássica e descobridor da lei da gravidade:
“A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta”.

William Herschel (1738-1822), astrônomo alemão, descobridor do planeta Urano:
“Quanto mais o campo das ciências naturais se dilata, tanto mais numerosas e irrefutáveis se tornam as provas da eterna existência de uma Sabedoria criadora e todo-poderosa”.

Alessandro Volta (1745-1827), físico italiano, descobridor da pilha elétrica:
“Submeti a um estudo profundo as verdades fundamentais da fé, e [...] deste modo encontrei eloqüentes testemunhos que tornam a religião acreditável a quem use apenas a sua razão”.

André Marie Ampère (1755-1836), físico e matemático francês, católico, descobridor da lei fundamental da eletrodinâmica, cujo nome deu origem ao termo amperagem:
“A mais persuasiva demonstração da existência de Deus depreende-se da evidente harmonia daqueles meios que asseguram a ordem do universo e pelos quais os seres vivos encontram no seu organismo tudo aquilo de que precisam para a sua subsistência, a sua reprodução e o desenvolvimento das suas virtualidades físicas e espirituais”.

H. C. Oersted (1777-1851), físico dinamarquês, descobridor de uma das leis do Electromagnetismo:
“Cada análise profunda da Natureza conduz ao conhecimento de Deus”.

Jons Jacob Berzelius (1779-1848), químico sueco, descobridor de inúmeros elementos químicos:
“Tudo o que se relaciona com a natureza orgânica revela uma sábia finalidade e apresenta-se como produto de uma Inteligência Superior [...]. O homem [...] é levado a considerar as suas capacidades de pensar e calcular como imagem daquele Ser a quem ele deve sua existência”.

Karl Friedrich Gauss (1777-1855), alemão, considerado por muitos como o maior matemático de todos os tempos, também astrônomo e físico:
“Quando tocar a nossa última hora, teremos a indizível alegria de ver Aquele que em nosso trabalho apenas pudemos pressentir”.

Agustín-Louis Cauchy (1789-1857), matemático francês, que desenvolveu o cálculo infinitesimal:
“Sou um cristão, isto é na creio na divindade de Cristo como Tycho Brahe, Copérnico, Descartes, Newton, Leibniz, Pascal [...], como todos os grandes astrônomos e matemáticos da Antiguidade”.

James Prescott Joule (1818-1889), físico britânico, estudioso do calor, do eletromagnetismo e descobridor da lei que leva o seu nome:
“Nós topamos com uma grande variedade de fenômenos que [...] em linguagem inequívoca falam da sabedoria e da bendita mão do Grande Mestre das obras”.

Ernest Werner Von Siemens (1816-1892), engenheiro alemão, inventor da eletrotécnica e que trabalhou muito no ramo das telecomunicações:
“Quanto mais fundo penetramos na harmoniosa dinâmica da natureza, tanto mais nos sentimos inspirados a uma atitude de modéstia e humildade; [...] e tanto mais se eleva a nossa admiração pela infinita Sabedoria, que penetra todas as criaturas”.

William Thompson Kelvin (1824-1907), físico britânico, pai da termodinâmica e descobridor de muitas outras leis da natureza:
“Estamos cercados de assombrosos testemunhos de inteligência e benévolo planejamento; eles nos mostram através de toda a natureza a obra de uma vontade livre e ensinam-nos que todos os seres vivos são dependentes de um eterno Criador soberano.”

P. Sabatier (1854-1941), zoólogo alemão, Prêmio Nobel:
“Querer estabelecer contradições entre as Ciências Naturais e a religião, demonstra que não se conhece a fundo ou uma ou outra dessas disciplinas”.

Carl Gustav Jung (1875-1961), suíço, um dos fundadores da psicanálise:
“Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de 35 anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão da sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por terem perdido aquilo que uma religião viva sempre deu aos seus adeptos, e nenhum se curou realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”.

Werner Von Braun (1912-1977), físico alemão radicado nos Estados Unidos e naturalizado norte-americano, especialista em foguetes e principal diretor técnico dos programas da NASA (Explorer, Saturno e Apolo), que culminaram com a chegada do homem à lua:
“Não se pode de maneira nenhuma justificar a opinião, de vez em quando formulada, de que na época das viagens espaciais temos conhecimentos da natureza tais que já não precisamos crer em Deus. Somente uma renovada fé em Deus pode provocar a mudança que salve da catástrofe o nosso mundo. Ciência e religião são, pois, irmãs, e não pólos antitéticos”. “Quanto mais compreendemos a complexidade da estrutura atômica, a natureza da vida ou o caminho das galáxias, tanto mais encontramos razões novas para nos assombrarmos diante dos esplendores da criação divina”.

Albert Einstein (1879-1955), físico judeu alemão, criador da teoria da relatividade, Prêmio Nobel 1921:
“Todo profundo pesquisador da natureza deve conceber uma espécie de sentimento religioso, pois ele não pode admitir que ele seja o primeiro a perceber os extraordinariamente belos conjuntos de seres que ele contempla. No universo, incompreensível como é, manifeste-se uma inteligência superior e ilimitada. A opinião corrente de que eu sou ateu, baseia-se sobre grande equívoco. Quem a quisesse depreender de minhas teorias científicas, não teria compreendido o meu pensamento”.

Max Plank (1858-1947), físico, alemão, criador da teoria dos quanta, Prêmio Nobel 1928:
“Para onde quer que se dilate o nosso olhar, em parte alguma vemos contradição entre Ciências Naturais e Religião; antes, encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências Naturais e Religião não se excluem mutuamente, como hoje em dia muitos pensam e receiam, mas completam-se e apelam uma para a outra. Para o crente, Deus está no começo; para o físico, Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão. (Gott steht für den Gläubigen em Anfang, fur den Phystker am Ende alles Denkens)”.

Guglielmo Marconi (1874-1937), físico italiano, inventor da telegrafia sem fio, Prêmio Nobel 1909:
“Declaro com ufania que sou homem de fé. Creio no poder da oração. Creio nisto não só como fiel cristão, mas também como cientista”.

Thomas Alva Edison (1847-1931), inventor no campo da Física, com mais de 2.000 patentes:
“Tenho... enorme respeito e a mais elevada admiração por todos os engenheiros, especialmente pelo maior deles: Deus”.

Charles Darwin, famoso autor da teoria da evolução:
“Nunca neguei a existência de Deus. Creio que a teoria da evolução é plenamente conciliável com a fé em Deus. A impossibilidade de provar e compreender que o grandioso e imenso universo, assim como o homem, tiveram origem por acaso parece-me ser o argumento principal para a existência de Deus”.

Voltaire, racionalista e inimigo sagaz da fé católica, que se converteu no final da vida, foi levado a dizer:
“O mundo me perturba e não posso imaginar que este relógio funcione e não tenha tido relojoeiro”.

Eddington dizia que:
“Nenhum inventor do ateísmo foi pesquisador da natureza”.
FONTE: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESCOLA&id=esc0220

Meditação Transcedental: o que é e o seu perigo!!!

A segunda vinda de Cristo é aguardada com ansiedade pelos cristãos. Em seu sermão profético, em Mateus 24, Jesus fez várias advertências para os últimos dias. Disse Ele: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão no meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (v. 4,5). Paralelamente à expectativa desse acontecimento, que é chamado de a “bem-aventurada esperança” (Tt 2.13), o cristão deve manter-se vigilante, para que não aceite um falso cristo no lugar do verdadeiro Cristo, chamado na Bíblia de o “Príncipe da Paz”.

Em Apocalipse 19.11 em diante, lemos sobre a majestade do Cristo verdadeiro em sua segunda vinda: “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”.

Em seguida, trava-se a batalha do Armagedom (v. 17-21), e Cristo sai vitorioso. Satanás é preso e lançado no poço do abismo (Ap 20.1-3) e, por fim, tem início o reino milenial de Jesus Cristo: “... e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20.4).

Falsa promessa de paz mundial

Em cumprimento às palavras proféticas de Jesus sobre o surgimento dos falsos cristos, o jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de 30 de agosto de 2002, publicou a seguinte manchete: “A paz mundial dá lucro. O guru dos Beatles que o diga”.

O maharishi (líder espiritual) Mahesh Yogi, famoso na década de 60 por ser o guru dos Beatles, tem um novo projeto: vai produzir a paz mundial e lucrar com isso.

Seu plano é o seguinte: construirá três mil “palácios da paz” em todo o mundo. Em cada palácio, centenas de seus seguidores estarão empenhados, em tempo integral, em “vôos iogues”, ou seja, versões avançadas de Meditação Transcendental. Os meditadores saltarão em torno do salão, sentados em posição de lótus. Essa prática, segundo Yogi, envia poderosas vibrações positivas que reduzem o estresse, o crime e a violência. Com centenas de pessoas fazendo vôo iogue em três mil lugares diferentes, a paz surgirá em todos os lugares.

Em 2001, após os ataques de 11 de setembro nos EUA, o maharishi informou que se algum governo lhe desse US$ 1 bilhão ele acabaria com o terrorismo e criaria a paz contratando 40 mil voadores iogues para começarem a saltar em tempo integral. Nenhum governo quis pagar para ver, o que claramente o irritou.

Embora irritado, ele não desistiu: “Vou implantar esses grupos, que criarão coesão em todos os países”. Por meio de títulos emitidos pelo País Global da Paz Mundial, fundado por ele como uma nação virtual sem um território real, Yogi pôs à venda títulos que pagarão juros de 6% a 7%. Um de seus seguidores, Sam Katz, explicou o plano: “cada Palácio da Paz será rodeado por uma fazenda de cultura orgânica para produzir alimentos que gerarão lucros que pagarão os detentores dos títulos”.

Acredite se quiser, mas o que é esse movimento conhecido como Meditação Transcendental?

O que é a meditação transcendental?

Meditação Transcendental (MT) é uma seita de origem hinduísta. A palavra transcendental significa “o que transcende ou ultrapassa as coisas sensíveis para atingir o âmago do ser a fim de conseguir paz e felicidade interior”.
Consiste numa técnica mental que leva a pessoa primeiramente a procurar se colocar em estado de relax ou distensão interior. O indivíduo tenta esquecer todas as realidades sensíveis e esvaziar a mente de todas as imagens materiais que habitualmente o distraem.

A maior parte de suas práticas e ensinos deriva do hinduísmo. Procura despistar a opinião pública ocidental de que não se trata de uma seita, mas apenas uma técnica de exercício mental. Para isso, a MT mudou sua personalidade jurídica para Ciência da Inteligência Criativa (CIC). Essa providência não surtiu efeito, pois o Tribunal Federal de New Jersey, em 1977, ainda assim reconheceu a CIC/MT como uma seita hinduísta.

O fundador

Seu fundador é conhecido pelo nome de Maharishi Mahesh Yogi. Mas Yogi nasceu em 1911, em Jabalpur, Madhya Pradesh, norte da Índia, com o nome de Madhya Brasad Warma. Freqüentou a Universidade e, com sucesso, formou-se em física, em 1942. Logo depois de diplomar-se, conheceu Swami Brahmananda Saraswati, Jagadguru e Bhagovan Shankaracharya, também conhecido como guru Dev, que se tornara um avatar sob os ensinamentos de Swami Krishanand Saraswati.

Durante a década seguinte, Yogi uniu-se ao guru e logo se tornou seu aluno mais importante. Com a morte do guru Dev, em 1953, Yogi se retirou para meditação nas montanhas do Himalaia, onde permaneceu por dois anos.

Em 1958, Yogi levou sua seita para a América e começou a ensinar em Los Angeles. Mais tarde, com adesão do grupo musical conhecido como os Beatles, a seita de Yogi experimentou grande crescimento.

O ritual de iniciação

A pessoa é convencida a encontrar-se a si mesma por meio do ritual de iniciação e isso se dá quando ela recebe o seu mantra.1 Normalmente, a pessoa não entende uma palavra do que vai repetir por várias vezes na língua sânscrita.

Na iniciação, a pessoa se posta diante de um altar com a figura do guru Dev. Então, a cerimônia tem início. O desenvolvimento consta de três fases. A saber:

Recitação de nomes

São nomes de mestres por meio dos quais o santo conhecimento dos mantras da MT tem passado. Todos os nomes são considerados como deuses e dignos de adoração. Reverentemente, são denominados de: “Redentor”, “Emancipador do mundo”, “Supremo mestre”, “O puro” e “Adornado com imensurável glória”. Esses títulos constituem verdadeira blasfêmia, pois pertencem exclusivamente ao Deus da Bíblia. O iniciante, entretanto, desconhece essa situação.

Oferendas

São 17 itens ao todo. Dentre eles, os mais oferecidos, freqüentemente: flores, frutas frescas e lenço branco novo.

“Ao oferecer um lugar aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”.

“Ao oferecer uma ablução aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”.

“Ao oferecer uma flor aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”.

“Ao oferecer luz aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”.

“Ao oferecer água aos pés de loto de Shri Guru Dev, me inclino”. Hinos de louvor e adoração

Os hinos são oferecidos ao guru Dev, considerado como deus na mesma glória dos outros deuses hindus, como, por exemplo, Brahma, Vishnu e Shiva. O iniciante é convidado a seguir o exemplo do seu guru e inclinar-se perante ele.

“Guru que está na glória de Brahma, guru que está na glória de Vishnu, guru que está na glória do grande Senhor Shiva, guru que está na glória da plenitude transcendental personificada de Brahma, ante o Shri Guru Dev, adornado de glória, me inclino”.

As crenças religiosas

Sendo a MT de natureza religiosa e ligada ao hinduísmo, sua teologia contrasta abertamente com o cristianismo. Vejamos os pontos conflitantes:

Deus

O ensino da MT diz que Deus é impessoal e faz parte da própria natureza. Doutrina classificada como panteísmo. Ou seja, Deus é tudo e tudo é Deus. Declara Yogi: “O divino transcendental, onipresente, é, por virtude de sua onipresença, o Ser essencial de todos nós. Forma a base de todas as vidas; não é outro senão o nosso próprio ser ou Ser. Deus é impessoal e mora no coração de cada ser. Tudo o que há na criação é manifestação do ser impessoal absoluto e não manifesto. Cada pessoa é, em sua verdadeira natureza, o Deus impessoal”.

O conceito de Deus e do homem na MT é completamente diferente do conceito oferecido pela Bíblia em relação a Deus e ao homem.

Deus é essencialmente distinto do homem, pois Deus é o Criador (Gn 1.1,26), enquanto o homem é apenas um ser criado. O salmista Davi exaltava a Deus por sua criação e reconhecia sua fragilidade como ser humano: “Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens [...] Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando” (Sl 90.3,10).

Por outro lado, Isaías fala da eternidade de Deus como um ser imutável: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não têm nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (40.28-31).

Reencarnação

Após várias encarnações, com o propósito de se tornar espírito puro e alcançar esse estado, cessam os renascimentos. Com isso, a pessoa se liberta da lei do carma e entra em fusão com a divindade Brahma. Para a frustração dos que assim crêem, certo é que ninguém tem lembrança dos pecados cometidos em existências anteriores e, daí, não poder se arrepender e corrigir-se dos erros cometidos. A salvação no cristianismo foi trazida por Jesus (Jo 3.16-18,36;5.24). Para realizar a obra da redenção do homem, Jesus morreu por nós (Rm 5.8), levando em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro (1Pe 2.24) e, por fim, ressuscitou vitoriosamente e ascendeu aos céus, assentando-se à destra de Deus (At 1.9-11)

Jesus Cristo

Diz Maharishi Mahesh Yogi: “Como não entendo a vida de Cristo nem compreendo sua mensagem, não creio que realmente tivesse sofrido em alguma época de sua vida; nem mesmo pudesse sofrer [...] É lamentável que se fale de Cristo em términos de sofrimento [...] Aqueles que confiam na sua obra redentora por meio do sofrimento na cruz possuem uma interpretação equivocada da vida de Cristo e de sua mensagem”.

Como homem natural, não regenerado, Yogi não pode mesmo entender a vida e a obra de Cristo como Salvador e Senhor (1Co 2.14). A Bíblia declara que o propósito principal de Jesus ter vindo ao mundo foi salvar o mundo por sua morte na cruz. “... o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28). “Porque o Filho do homem veio para buscar e salvar o que se havia perdido”( Lc 19.10). “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1Tm 1.15).

Meditação bíblica

A meditação bíblica é diferente da meditação transcendental. Enquanto esta, como a própria palavra define, é ir além da própria consciência, a meditação bíblica não é voltada para o interior do homem, vai mais além.

Os homens de Deus do passado tiveram momentos de êxtase espiritual ao meditarem na grandeza do Deus, na grandeza dos seus feitos e na sua palavra escrita.

“Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!” (Sl 19.30).

“Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos” (Sl 77.12).

“Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos” (Sl 143.5).

“O coração do justo medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más” (Pv 15.28).

Como já expusemos, a MT é uma seita hinduísta e está familiarizada com literaturas como Vedas2 e Bhagavah-gita3 , mas interessada em fazer discípulos no mundo ocidental faz citação do Sl 1.2 para dar apoio à meditação. Entretanto, o Salmo em pauta indica outro tipo de meditação:

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”.

O objetivo da meditação bíblica é a comunhão com Deus: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Cl 3.1,2). O meio usado é a palavra de Deus: “Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos” (1Tm 4.15). E de modo racional: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

A paz sem preço

Os profetas bíblicos vaticinaram sobre o futuro rei do universo que traria paz verdadeira à humanidade, e gratuitamente: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos exércitos fará isso” (Is 9.6,7).

“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).

Quando Jesus nasceu vieram os magos do Oriente a Jerusalém e foram à casa de Herodes perguntar pelo rei que traria a paz, dizendo: “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra” (Mt 2.2,11).

Mais tarde, diante de Pilatos, Jesus não negou sua condição de rei: “Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade” (Jo 18.37). Mas Jesus explicou que o seu reino seria ainda futuro. Quanto a esse assunto, vejamos o que diz Apocalipse: “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (11.15).

Bibliografia

MCDowell, Josh – Estúdio de Las Sectas, Editora Vida

Mather, George A – Dicionário de religiões, crenças e ocultismo, Editora Vida

Melo, Fernando dos Reis – Religião & religiões, Editora Santuário

Notas

1 Mantra: uma ou mais palavras que se repetem freqüentemente por meio do canto ou não.

2 Vedas: grande conjunto de literatura sagrada hindu, compilado entre os anos 1500 e 1200 a.C. Esta coleção consiste de três Vedas (conhecimento) – Rigveda, Samaveda e Yajurveda. Posteriormente, foi acrescentada uma quarta, chamada Atharvaveda. Há três seções principais de exposição literária nos vedas. São as Brahmanas, Aranyakas e Upanixades.

3 A “Canção Sagrada”. Talvez seja a jóia mais preciosa da literatura hindu e indiana; contém os elementos mais importantes do pensamento hindu. O Bhagavad Gita, com certas ramificações, representa para o hinduísmo o que a bíblia é para o cristianismo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE!!!

O MESSIAS ESPERADO PELO POVO DE ISRAEL!!!

Como podemos saber se Jesus de Nazaré é o Messias?

A palavra “Messias” significa “Ungido”, nome dado ao Libertador prometido que viria algum dia ao povo de Israel como seu grande Salvador, Redentor, “ungido” como Profeta, Sacerdote e Rei da parte de Deus. Alguns, é claro, ainda aguardam o cumprimento dessas promessas do Antigo Testamento para o futuro, quando o “Messias” virá estabelecer um reino mundial de paz e justiça, tendo como centro a nação escolhida, Israel.
A palavra Messias em hebraico significa: Aquele que foi ungido com óleo. O costume da unção com óleo é um ato ritual destinado a dignificar aqueles que são destinados a funções sacerdotais, reais, ou, por vezes, proféticas (como, por exemplo: o profeta Elisha)
No Judaísmo, o Messias é uma figura de salvador, com as características de sacerdote e rei, que virá mudar a ordem do mundo, segundo a vontade de Deus.
"O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará ao pé do cabrito; o novilho, e leão e a ovelha, viverão juntos, e um menino pequenino os conduzirá. A vaca e o urso irão comer nas mesmas pastagens, e as suas crias descansarão umas com as outras; e o leão comerá palha como o boi. E divertir-se-á a criança de peito sobre a toca do áspide; e a que estiver desmamada meterá a sua mão na caverna do basílico. Eles não farão dano algum, nem matarão, em todo o meu santo monte. Porque a terra está cheia da ciência do Senhor, assim como as águas do mar que a cobrem." (Isaías 11,6-9)
Por outro lado, o grupo de crentes judeus que se tornou o fundador do Cristianismo estava convicto de que Jesus de Nazaré era o seu Messias prometido. O nome “Cristo” é o equivalente em grego da palavra “Messias”, assim, o nome Jesus Cristo significa "Jesus, o Messias" ou "Jesus, o Ungido." Eles pregaram esta verdade com tal convicção e poder que não só muitos judeus, mas, mais tarde, um número ainda maior de gentios (não-judeus),veio a crer em Jesus como o Cristo, Senhor e Salvador de todos os homens.
verdade, eles tinham uma boa razão para sua fé: as profecias messiânicas do Velho Testamento somente poderiam ser cumpridas na pessoa de Jesus Cristo. Existem centenas destas profecias, para que a possibilidade de convergência acidental para qualquer homem comum seja completamente descartada pelas leis da probabilidade.
Algumas das profecias são tão restritas, na verdade, como para excluir o seu cumprimento por qualquer um que viva após o primeiro século da era cristã. Por exemplo, o patriarca Jacó disse, em Gênesis 49,10: "O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló". O nome Siló é um título messiânico, e a profecia diz que a tribo de Judá permaneceria liderando as tribos de Israel, especialmente fornecendo seus reis, até que viesse o Messias. A profecia deveria ter sido cumprida antes da destruição de Judá e de Jerusalém, em 70 DC. Nessa época, certamente, toda aparência externa de um cetro tinha se apartado de Judá.
Da mesma forma a promessa foi dada ao rei Davi, de que o Messias deveria ser um dos seus descendentes, como o Rei eterno, aquele de quem Deus disse: "eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino" (II Samuel 7,13). Isaias disse, "então brotará um rebento do tronco de Jessé (que é o pai do rei Davi), e das suas raízes um renovo frutificará " (Isaías 11,1). Este é mais um título do Messias, e indica que, ainda que a árvore da família de Jessé fosse cortada, um Renovo surgiria das raízes. Evidentemente, o último desta linhagem que poderia ser reconhecido como pertencente a ela, provaria ser o verdadeiro Messias!
Isso se cumpriu somente em Jesus. Seu pai legal, José, era da descendência real de Davi e, por isso, detinha o direito ao trono (Mateus 1,1-16). Maria, sua mãe, também era descendente de Davi, como vemos em sua genealogia, em Lucas 3,23-31. Mas após a época de Jesus, seria impossível estabelecer a linhagem legal e biológica de qualquer candidato ao trono de Davi, pois todos os antigos registros genealógicos logo depois foram destruídos.
Uma profecia ainda mais impressionante é dada em Daniel 9,24-27. Lá é dito a Daniel, abertamente, que o Messias viria 69 semanas (que são 69 anos sabáticos - um total de 483 anos) depois de ser dado o decreto para a reconstrução de Jerusalém que, naquela época, estava em ruínas, pois o Rei da Babilônia Nabucodonosor a destruiu.
Tal decreto foi promulgado mais tarde pelo imperador persa. Embora a data exata desse decreto seja, de alguma forma, incerta; o fim, a data final da profecia deve ter sido em algum momento do primeiro século D.C.. Na verdade, deve ter sido antes da destruição da cidade e do templo pelos romanos, em 70 D.C., pois a profecia disse claramente: "Depois (dos 483 anos)... será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário" (Daniel 9,26). Não só deveria o Messias vir antes desta destruição, mas Ele também seria “cortado,” rejeitado e morto, antes que ela viesse.
É óbvio que ninguém, além de Jesus, poderia ter cumprido estas profecias. As profecias tornam totalmente impossível qualquer futuro Messias, senão que essa mesma esperança também encontrará o seu cumprimento na segunda vinda de Cristo.
E é claro que existem ainda centenas de outras profecias, todas das quais foram cumpridas por Jesus Cristo: Seu nascimento virginal (Isaías 7,14); seu nascimento em Belém (Miquéias 5,2); sua morte sacrifical (Isaías 53,5); sua morte na cruz (Salmo 22,14-18); sua ressurreição corporal (Salmo 16,10) e muitas outras. Todas unânimes em seu testemunho de que "Jesus é o Cristo, o Filho de Deus" (João 20,31).
A probabilidade de que centenas dessas profecias específicas, cada uma independentemente umas das outras, pudessem ser totalmente cumpridas concomitantemente numa só pessoa, apresenta o mais alto grau de improbabilidade, levando-se em conta, especialmente, a natureza milagrosa de muitas delas (p.ex.: o nascimento virginal, a ressurreição, etc.). Nenhuma outra conclusão racional parece ser possível; exceto a de que Jesus é tudo o que Ele afirma ser - Messias, Salvador, Senhor e Deus.
Características do Messias judaico:
1. Servidor de Deus: "Eis aqui o meu servo, eu o ampararei; o meu escolhido, nele pôs a minha alma a sua complacência; sobre ele derramei o meu espírito, ele promulgará a justiça às nações" (Isaías 42,1)
2. Edificará o reino de Deus: "Ele edificará uma casa em meu nome" (II Reis 7,13)
3. Herói nacional, que vencerá os inimigos de Israel: "Naqueles dias, Judá será salvo, e Israel habitará sem temor" (Jeremias 33,16); "Desde o tempo em que constitui juízes sobre o meu povo de Israel; e eu te darei paz com todos os teus inimigos; e o Senhor te diz desde já que o mesmo Senhor estabelecerá a tua casa." (II Reis 7,11); "E adorá-lo-ão todos os reis da terra, todas as gentes o servirão" (Salmos 71,11).
4. O seu reino será eterno: "E eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino" (II Reis 7,13).
5. Dotado de poderes maravilhosos: "E descansará sobre ele o espírito do Senhor – espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade" (Isaías 11,2)
6. Exerce atividade de justiça moral: "Julgará os pobres com justiça, e agirá com equidade em defesa dos mansos da terra" (Isaías 11,4)
7. Será uma luz para as gentes: "Eu sou o Senhor, que te chamei em justiça, e te tomei pela mão, e te conservei. E te pus para seres a reconciliação do povo, para luz das gentes, para abrires os olhos dos cegos, e para tirares da cadeia o preso, da casa do cárcere os que estavam assentados nas trevas" (Isaías 42,6-7).
8. O seu sucesso será resultado de uma ação espiritual e não violenta: " Mas julgará os pobres com justiça e agirá com equidade em defesa dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara da sua boca e matará o ímpio com o sopro doa seus lábios" (Isaías 11,4)
9. Figura batida e sofredora, que suportará sobre as suas costas as dores da sociedade: "Verdadeiramente ele foi o que tomou sobre si as nossas fraquezas e ele mesmo carregou com as nossas dores; e nós o sepultamos por aflito, ferido por Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas iniquidades, foi quebrantado pelos nossos crimes. O castigo que nos trás a paz estava sobre ele e pela sua pisadura fomos curados" (Isaías 43,4-5).
10. É descendente da família de David: "E sairá uma vara do tronco de Jessé, e uma flor brotará da sua raiz" (Isaías 11,1)
11. O tempo exato da sua vinda não é conhecido: Segundo o que está escrito no livro de Zacarias, o Messias deverá chegar montado num potro de jerico. "Exulta filha de Sião, enche-te de júbilo filha de Jerusalém, pois aí vem o teu rei: ele é justo e salvador, pobre e montado num jumento, e sobre o potro de uma jumenta" (Zacarias 9,9)

No Judaísmo, a crença na idéia do Messias, e na sua essência, é disputada, e passou por muitas mudanças, ao longo dos tempos, consoante o contexto histórico e social nas diferentes épocas.
Na doutrina cristã, Jesus é identificado como Messias e é chamado Cristo (que significa Messias em grego). No "Novo Testamento" é chamado várias vezes Messias. Veja-se, por exemplo: O Evangelho de S. Marcos principia com a seguinte frase: "Princípio do evangelho de Jesus Cristo, filho de Deus" (Evangelho de S. Marcos 1,1). No Evangelho de S. Mateus, S. Pedro identifica Jesus como Messias e também como filho de Deus: "Tu és o Cristo, filho de Deus vivo." (Evangelho de S. Mateus, 16,16). Esta afirmação exprime a crença de que Jesus, como filho de Deus, possui atributos divinos. No Evangelho de S. Mateus, Jesus confessa perante o sumo-sacerdote que ele é o Messias: "Tornou a perguntar-lhe o sumo-sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, filho de Deus bendito? E Jesus lhe disse: Eu o sou" (Evangelho de S. Marcos 14,61-62)
Para além das afirmações no Novo Testamento, sobre Jesus ser o Messias, nas ações descritas na história da sua vida e da sua morte, efetivamente Jesus revela os atributos que caracterizam o Messias, tal como é compreendido no Judaísmo.
1. Atua em nome de Deus: "O Espírito do Senhor repousou sobre mim, pelo que me consagrou com a sua unção e enviou-me a pregar o evangelho aos pobres... Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos" (Evangelho de S. Lucas 4,18 e 21).
2. Estabelecerá para sempre o reino de Deus – o Reino dos Céus. "Fazei penitência porque está próximo o reino dos céus" (Evangelho de S. Mateus 3,2).
3. Dotado de atributos mágicos, que lhe permitem fazer milagres, incluindo a ressuscitação dos mortos, "Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos limpam-se, os surdos ouvem, os mortos ressurgem, aos pobres anuncia-se-lhes o evangelho" (Evangelho de S. Mateus 11,5).
4. Exerce atividade de justiça: "Mas quando vier o Filho do Homem na sua majestade, e todos os anjos com ele, então se assentará sobre o trono da sua majestade; e serão todas as gentes congregadas diante dele. e separará uns dos outros, como o pastor que separa dos cabritos as ovelhas." (Evangelho de S. Mateus 25,32).
5. É apresentado como quem persegue a paz e se opõe à violência. "Eu, porém, vos digo que não resistais ao que vos fizer mal. Mas, se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra." (Evangelho de S. Mateus 5,39).
6. Jesus é descrito como tendo sofrido, tanto durante o tempo da sua atividade, como na sua morte. "Mas é necessário que ele sofra primeiro muito, e que seja rejeitado deste povo." (Evangelho de S. Lucas 17,25).
7. A sua ação não é dirigida somente para o povo de Israel, mas também para todos os povos: "Todo o que crê nele não será confundido. Não há diferença entre judeu e não judeu, Porque um mesmo é o Senhor de todos, cheio de graça para com todos os que o invocam. (Epístola aos Romanos 10,11-12.
8. É descendente da família de David: "Jesus Cristo nosso Senhor, que foi feito da linhagem de David, segundo a carne" (Epístola de S. Paulo aos Romanos 1,3).
9. "E trouxeram o jumentinho a Jesus, e acobertaram-no com os seus vestidos, e Jesus montou em cima dele" (Evangelho de S. Marcos 11,7).
10. Não se sabia quando deveria chegar, a não ser o fato de que esse evento aconteceria no final dos dias: "Velai pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor... por isso estai vós também apercebidos, porque não sabeis em que hora tem de vir o Filho do homem" (Evangelho de S. Mateus 24,42 a 44)

Apesar da semelhança entre as percepções, há diferenças básicas entre a percepção do Messias no Judaísmo e no Catolicismo.
1. No Judaísmo o Messias é humano. Realmente está mencionado na Tanakh que Deus será seu pai e ele será seu filho: "E eu lhe serei pai e ele me será filho" (II Reis 7,14), mas aparentemente o significado deste versículo é simbólico. O Messias beneficiará da graça de Deus, tal como um filho beneficia da graça de seu pai.
No Cristianismo católico o Messias é filho de Deus (ao mesmo tempo que é um ser humano). "De quem são os patriarcas, e de quem descende também o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas Deus bendito eternamente".
2. Ao contrário da crença predominante no Judaísmo, segundo a qual o Messias ainda está para vir no futuro, no Cristianismo o Messias já chegou. "Eu sei que há de vir o Messias. Quando, pois, ele vier, então nos anunciará todas as coisas. Disse-lhe Jesus: "Eu sou, que falo contigo" (Evangelho de S. João 4,25-26). Ele deverá voltar, no final dos dias.
Segundo a percepção cristã, o povo de Israel pecou por se recusar a reconhecer Jesus como o Messias. "... para sermos justificados não pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo" (Epístola aos Gálatas 2,16). Quem reconhecer ser ele o Messias, então será salvo. "Se confessares com tua boca ao Senhor Jesus, e creres no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo" (Epístola aos Romanos 10,9).
Etimologia do Nome de Jesus Cristo
O nome Jesus vem do hebraico ישוע (Yeshua[nota 10]), que significa "Jeová (YHVH) salva[15]. Foi também descrito por seus seguidores como Messias (do hebraico משיח (mashíach, que significa ungido e, por extensão, escolhido[16]), cuja tradução para o grego, Χριστός (Christós), é a origem da forma portuguesa Cristo[17].
Alguns nomes e títulos de Jesus
Nos livros de Novo Testamento, Jesus é mostrado não só com o seu próprio nome mas também com vários epítetos e títulos (A lista está em ordem decrescente de frequência):
"Jesus". Significa SALVADOR ou DEUS SALVA. O anjo Gabriel afirmou a Maria: “Ele se chamará Jesus, pois salvará o povo dos seus pecados”(Mt1,21).
"Cristo". Literalmente significa "ungido", e foi posteriormente associado ao Messianismo. Na época de Jesus, o Cristo era esperado pelo povo judeu, especialmente para promover um resgate social e político
"Senhor". Utilizado principalmente no livro de Atos dos Apóstolos e nas cartas. O título honorífico, em grego clássico é desprovido de valor religioso, mas é particularmente significativa a aplicação dele a Jesus, pela associação que a Septuaginta faz deste título com o temo hebraico יהוה (YHWH), que é um dos nomes de Deus.
"Filho do Homem." Na tradição judaica tardia, a expressão tinha uma forte conotação escatológica.
"Filho de Deus". No Antigo Testamento, a expressão indica uma relação estreita e indissociável entre Deus e um homem ou uma comunidade humana. No Novo Testamento, o título assume um novo significado, indicando uma filial real.
"Rei". O atributo da realeza foi relacionada com o Messias, que era considerado um descendente e herdeiro do Rei Davi. Jesus, apesar de se indetificar como o Messias, rejeitou as prerrogativas políticas do título.
Alguns dos seus outros títulos são: Rabi (ou Mestre) Profeta Sacerdote], Nazareno, Deus, Verbo, Filho de José e Emanuel.
Além disso, especialmente no Evangelho segundo João, são aplicadas a Jesus expressões alegóricas como: Cordeiro, Cordeiro de Deus, Luz do Mundo, pastor, bom pastor, pão de vida, pão vivente, pão de Deus, porta, Caminho e Verdade.

Nomes e títulos pelos quais Jesus é conhecido na Bíblia:
Advogado - I Jo 2,1.
Ajudador - Sl 54,4.
Amado - Ct 1,14; Ct 2,3; Ct 4,16; Ct 5,2; Ct 6,3; Ef 1,6; Mt 3,17; Is 5,1.
Alfa - Ap 1,8; Ap 21,6.
Altíssimo - Lc 6,35.
Anjo de Deus - Ex 14,19; Ex 23,23; Dn 6,22; Gn 22,15.
Anjo da Aliança - Mt 3,1.
Anjo do Senhor - Mt 1,20; Jz 6,11; Jz 13,3.
Autor da Salvação - Hb 5,9.
Autor da Vida - At 3,15.
Bendito - Mc 23,39; Mc 21,9; Lc 1,68; Lc 19,38; II Co 1,3.
Cordeiro - I Co 5,7; Ap 5,12; Ap 6,1; Ap 6,12.
Cordeiro de Deus - Jo 1,29; Jo 1,36.
Conselheiro - Is 9,6.
Cordeiro Pascoal - Jo 1,29; Jo 1,36.
Consumador - Hb 12,2.
Bispo de nossas almas - I Pe 2,25.
Cabeça do Corpo - Col 1,18.
Cabeça da Igreja - Ef 5,23.
Cristo de Deus - I Co 3,23.
Cristo - Mt 2,4; Mt 16,16; Mt 24,23; Mc 8,29; Lc 4,41; Jo 20,31; Lc 9,20; Lc 23,2.
Cristo Jesus - Rm 6,3; II Co 4,5; Ef 2,20.
Caminho - Is 30,21; Jo 14,6.
Consolador - Jo 14,26; Jo 15,26; Jo 16,7.
Príncipe da Paz - Is 9,6.
Digno - Ap 4,11; Ap 5,12.
Escudo - Gn 15,1; II Sm 22,23; Sl 3,3; Sl 7,10; Sl 18,2; Sl 18,30; Sl 115,9; Sl 119,114; Sl 28,7; Pv 30,5.
Emanuel - Is 7,14; Mt 1,23.
Deus conosco - Mt 1,23.
Esperança nossa - Sl 39,7; Sl 71,5; Jr 14,8.
Estrela da manhã - Ap 22,16.
Estrela da Alva - II Pe 1,19.
Filho - Mt 1,23; Lc 1,13; Mt 13,55; Mt 21,7.
Filho Amado - Mc 12,6; Lc 20,13; Mc 1,11; Mt 3,17.
Filho de Deus - Mt 5,9; Jo 20,31; Lc 1,35; Mc 1,1; Hb 6,6.
Filho do Homem - Mt 16,27; Hb 2,6; Ap 1,13; Lc 12,32.40; Mt 10,23; At7,56; Mt 16,13; Jo 8,28; Mt 9,6; Mt 13,37; Mt 17,9.22; Mc 8,32; Mc 9,12; Lc 6,22; Lc 9,56; Jo 3,13.
Filho de Davi - Mt 21,9.15; Mt 20,30.31; Mt 12,23.
Filho do Altíssimo - Lc 1,32.
Fonte das águas vivas - Jr 17,13.
Jesus - Jo 20,31; Lc 1,31; Mt 1,21.25; At 18,5; At 18,18.
Juiz - Tg 5,9;
Leão de Judá - Ap 5,5.
Lírio dos Vales - Ct 2,1.
Luz - Jo 12,46; Jo 8,12; Sl 27,1; Is 60,20; Mq 7,8.
Legislador - Is 33,22; Tg 4,12.
Messias - Jo 1,41; Jo 4,25; Dn 9,25.
Mediador - I Tm 2,5; Hb 9,15; Hb 12,24.
Maravilhoso - Is 2,5.
Pão Vivo - Jo 6,51.
Pai da Eternidade - Is 9,6.
Príncipe - Is 55,4; Dn 8,25; At 5,31; At 3,15.
Noivo - Is 62,5; Mt 25,1; Mc 2,19.
Nazareno - Mt 2,23; Lc 24,19.
Ômega - Ap 1,8; Ap 21,6.
Primogênito - Ap 1,5; Mq 6,7; Rm 8,29;
Primícia dos que dormem - I Co 15,20.
Pastor - Sl 23,1; Sl 80,1; Jo 10,11; Hb 13,20; I Pe 5,4.
Porta - Jo 10,9.
Pedra Angular - Ef 2,20; At 4,11; I Pe 2,6.
Pedra de esquina - I Pe 2,7.
Rei - Sl 5,2; Sl 44,4; Sl 47,7; Is 33,22; Is 43,15; Ap 17,14; Zc 14,9; Lc 19,38; Jo 12,15; Jo 19,14;
Rei dos Judeus - Lc 23,38; Jo 18,33.
Rei dos Reis - Lc 23,38; Jo19,19; Ap 19,16; I Tm 6,15.
Rei das Nações - Jr 10,7; Ap 15,3.
Rei de Israel - Jo 12,13.
Raiz de Davi - Ap 5,5.
Rosa de Sarom - Ct 2,1.
Rebento do Trono de Jessé - Is 11,1.
Sumo Sacerdote - Hb 4,14.
Senhor - I Co 15,5-7; II Co 4,5; Fl 2,11; Cl 2,6.
Senhor dos Senhores - Ap 19,16; I Tm 6,15.
Santo - Ap 4,8.
Soberano - Ap 6,10.
Salvador - Lc 2,11; II Pe 3,18; Sl 84,11;
Sol da Justiça - Ml 4,2.
Todo Poderoso - Ap 1,8; Ap 4,8; Ap 15,3; Ap 21,22.
Ungido de Deus - I Sm 24,10.
Verdade - Jo 8,32; Jo 14,6.
Vida - Jo 14,6.
Verbo - Jo 1,1; Jo 1,14; I Jo 1,1; Ap 19,3.
Verdadeiro - Ap 19,11; Jo 15,5; Jo 15,1.
Descendente de Mulher - Gn 3,15.
O que batizava com o Espírito Santo - Jo 1,33.
O que dá testemunho de si mesmo - Jo 8,18.
O que haverá de vir - Mt 11,3.
Eleito por Deus - Lc 9,35.
Estrela de Jacó - Nm 24,17.
Cetro de Israel - Nm 24,17.
Fiel Testemunha - Ap 1,5.
Fiel e Verdadeiro - Ap 19,11.
Filho de Deus Bendito - Lc 1,32.
Filho do Pai - II Jo 3.
Imagem do Deus invisível - Cl 1,15.
Mistério e Esperança do ser humano - Cl 1,27.
Pedra Espiritual - I Co 10,4.
Plenitude da Divindade - Cl 2,9.
Primícia - I Co 15,20.
Redentor - Is 59,20.
Libertador - Rm 11,26-27.
100.Servo - Is 42,49; Is 50,4.11.
Justo - Sl 119,137; Sl 145,17; Is 45,21; At 22,14
Bálsamo de Gileade - Jr 8,22
Arvore da Vida - Pr 3,18; Ap 2,7; Ap 22,2.






Biografia de Jesus pelo Novo Testamento
Jesus

Pintura Jesús con la cruz a cuestas por El Greco.
Ainda que não existam retratos de Jesus e tampouco qualquer indicação de sua aparência, é freqüente a sua representação na arte do Cristianismo.

Nome completo Jesus de Nazaré
Nascimento 8-4? a.C.[1]
Belém, Judéia [nota 1]

Falecimento 29-36? d.C.[1]
Jerusalém, Judéia[nota 2]

Etnia
Judeu

Ocupação Carpinteiro, profeta itinerante e rabino


Grande parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado pelos Evangelhos canônicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, pertencentes ao Novo Testamento da Bíblia. Os Evangelhos Apócrifos apresentam também alguns relatos relacionados a Jesus.
Esses Evangelhos narram os fatos mais importantes da vida de Jesus. Os Atos dos Apóstolos contam um pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes. As Epístolas (ou cartas) de Paulo também citam fatos sobre Jesus. Notícias não-cristãs de Jesus e do tempo em que ele viveu encontram-se nos escritos de Josefo[nota 28], que nasceu no ano 37 d.C.; nos de Plínio, o Moço, que escreveu por volta do ano 112; nos de Tácito, que escreveu por volta de 117; e nos de Suetônio, que escreveu por volta do ano 120.


Sinopse dos principais eventos da vida de Jesus
Mateus
Marcos
Lucas
João
Outros textos
- - - Prólogo teológico (João 1,1-18)
-
Genealogia de Jesus (Mateus 1,1-17)
- Genealogia de Jesus (Lucas 3,23-38)
- -
Anunciação a José (Mateus 1,18-25)
- Anunciação a Maria (Lucas 1,26-38)
- -
Preparativos para o nascimento (Mateus 1,25;2,1)
- Nascimento (Lucas 2,1-20)
- -
Epifania (Mateus 2,1-12)
- - - -
- - Circuncisão e Apresentação no templo (Lucas 2,22-39)
- -
Fuga para o Egito e
Massacre dos bebês por Herodes (Mateus 2,13-23)
- - - -
- - Jesus no templo (Lucas 2,41-50)
- -
Batismo de Jesus e
tentação no deserto
(Mateus 3,13;4,11)
Batismo de Jesus e
tentação no deserto
(Marcos 1,9-13)
Batismo de Jesus e
tentação no deserto
(Lucas 2,21-22 e Lucas 4,1-13)
- -
Ministério público
com algumas perícopes
(Mateus 4,12-20,34 e Mateus 21,18-25,46)
Ministério público
(Marcos 1,14;10,52 e Marcos 11,20-13,37)
Ministério público
com muitas perícopes
(Lucas 4,14-19,27 e Lucas 20,1-21,38)
Ministério público
com muitas perícopes
(João 1,35-12,50 e João 13,31-17,26)
«Palavras e atos, sinais e maravilhas»
(Romanos 15,18-19)

A entrada em Jerusalém (Mateus 21,1-11)
A entrada em Jerusalém (Marcos 11,1-10)
A entrada em Jerusalém (Lucas 19,29-44)
A entrada em Jerusalém (João 12,12-15)
-
Última Ceia e
instituição da Eucaristia (Mateus 26,26-29)
Última Ceia e
instituição da Eucaristia (Marcos 14,22-25)
Última Ceia e
instituição da Eucaristia (Lucas 22,15-20)
Última Ceia e
lavagem dos pés dos discípulos (João 13,1-11)
Última Ceia e
instituição da Eucaristia
(1 Coríntios 11,23-26)

Prisão, Julgamento e Crucificação de Jesus (Mateus 26,30-27,66)
Prisão, Julgamento e Crucificação de Jesus (Marcos 14,32-15,47)
Prisão, Julgamento e Crucificação de Jesus (Lucas 22,39-23,56)
Prisão, Julgamento e Crucificação de Jesus (João 18,1-19,42)
-
Ressurreição e aparições (Mateus 28,1-20)
Ressurreição e aparições (Marcos 16,1-20)
Ressurreição e aparições (Lucas 24,1-49)
Ressurreição e aparições (João 20,1-31)
Aparições em outros textos de Novo Testamento

- - - Aparições na Galiléia (João 21,1-25)
-
- Ascensão de Jesus (Marcos 16,19)
Ascensão de Jesus (Lucas 24,50-53)
- Ascensão de Jesus (Atos 1,6-11)


Genealogia
A anunciação do Anjo Gabriel a Maria, por Leonardo da Vinci, 1475, Galleria degli Uffizi, Florença
Há duas apresentações nos Evangelhos sobre a genealogia de Jesus. Uma delas está logo no começo do livro de Mateus (Mateus 1,1-17) e se refere à linhagem real de Jesus por intermédio de José, apresentando-o como descendente do Rei Davi. A outra encontra-se registrada por Lucas (Lucas 3,23-38) e fala da linhagem de Maria, que também descende de Davi.
Mateus menciona sinteticamente um total de 46 antepassados que teriam vivido até uns dois mil anos antes de Jesus, começando por Abraão. Em seu relato, o apóstolo cita não somente heróis da fé, mas também menciona os nomes das mulheres estrangeiras que fizeram parte da genealogia tanto de Jesus quanto de Davi, que no caso foram Rute, Raabe e Tamar. Também não omite os nomes dos perversos Manassés e Abias, ou de pessoas que não alcançaram destaque nas Escrituras judaicas. Divide então a genealogia de Jesus em três grupos de catorze gerações: de Abraão até Davi, de Davi até o cativeiro babilônico, ocorrido em 586 a.C., e do exílio judaico até Jesus.
Lucas, por sua vez, aborda a genealogia de Jesus a partir de sua mãe, retrocedendo continuamente até Adão, talvez com o objetivo de mostrar o lado humano de Jesus. E, superando Mateus, Lucas fornece um número maior de antepassados de Jesus[58].
Nascimento
A adoração de Cristo, Fra Angélico e Filippo Lippi, National Gallery of Art, Washington
Ver artigo principal: Nascimento de Jesus
Consulte também: Três Reis Magos
De acordo com o relato de Lucas, na época do rei Herodes o sacerdote Zacarias, esposo de Isabel — ambos já de idade avançada —, recebeu a promessa do nascimento de João Baptista através do anjo Gabriel.
No sexto mês da gestação de Isabel, o mesmo anjo Gabriel aparece a Maria na cidade de Nazaré, a qual era virgem e noiva de José, e anuncia que ela viria a conceber do Espírito Santo e que daria ao seu filho o nome de Jesus. Mateus traz a informação de que José, ao saber que sua noiva estava grávida, não teria compreendido inicialmente que Maria recebera a missão de conceber o Messias e se afastou dela. Mas em sonho, um anjo o revelou a vontade de Deus, e aceitando-a, recebeu Maria como esposa.
Segundo Mateus, o imperador Otávio Augusto teria promovido um recenseamento de todos os habitantes do Império, tendo estes que se alistar em suas respectivas cidades. José, por ser da cidade de Belém, teria levado Maria até esta cidade. Chegando ao local de destino, por não terem encontrado hospedagem, Jesus nasce em uma manjedoura. Segundo Lucas, os pastores da região, avisados por um anjo, vieram até o local do nascimento de Jesus.
Completados os oito dias que determinava a tradição judaica, Jesus foi apresentado ao templo por sua família para ser circuncidado, quando foi abençoado por Simeão e Ana.
Segundo o relato do evangelista Mateus, Jesus teria recebido a visita dos magos do oriente, os quais, segundo a tradição natalina, seriam três reis da Pérsia. Os magos teriam chegado a Jerusalém seguindo a trajetória de uma estrela que anunciaria a vinda do Messias ao mundo. E, ao encontrarem Jesus numa casa com Maria, adoraram-lhe e ofertaram ouro, incenso e mirra representando, respectivamente, a sua realeza, a sua divindade e a sua imortalidade. Por causa desta visita Herodes teria se decidido a matar aquele que lhe iria tomar o trono. Tal notícia teria chegado a José, que então foge com Maria e o menino para o Egito. Jesus e sua família teriam permanecido no Egito até a morte de Herodes, quando então José, após ser avisado por um anjo em seus sonhos, retorna para a cidade de Nazaré.
Infância e juventude
John Everett Millais, Gesù nella casa dei suoi genitori, 1850.
Pouco sabem os historiadores sobre a infância de Jesus. Conforme o Evangelho de Mateus, Jesus teria passado o começo de sua infância no Egito até a morte do rei Herodes, que queria matá-lo.
Em virtude da lacuna deixada pelos Evangelhos Canônicos, o pouco que se sabe da infância de Jesus provém de um relato sobre sua vida dos cinco aos doze anos, feita por Tomé, filósofo israelita do século I, conhecido como "A Infância do Senhor Jesus", também denominado como o Evangelho do Pseudo-Tomé, um antigo manuscrito apócrifo escrito em Siríaco. Porém é conveniente salientar que tais fontes têm sua autenticidade contestada, e em alguns casos é notória a influência do pensamento de grupos religiosos dos século II ao IV, diversos das raízes tradicionais cristãs.
Em umas das poucas referências canônicas à juventude de Jesus, Lucas diz que, aos 12 anos, ele foi com os pais de Nazaré a Jerusalém, para a festa de Pessach, a Páscoa judaica, e lá surpreendeu os doutores do Templo pela facilidade com que aprendia os ensinos, e por suas perguntas intrigantes. [59]
Batismo e tentação
Tentação de Cristo por Ary Scheffer, pintura do século XIX.
Todos os três Evangelhos sinóticos descrevem o batismo de Jesus por João Batista, e este evento é descrito pelos eruditos bíblicos como o início do ministério público de Jesus. De acordo com as fontes canônicas, Jesus foi para o rio Jordão onde João Batista estava pregando e batizando as pessoas.
Mateus descreve que João estava hesitante em atender o pedido de Jesus para ser batizado, alegando que ele é quem deveria ser batizado por Jesus. Mas Jesus insistiu, "Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça." (Mateus 3,15). Depois que Jesus foi batizado e saiu da água, Marcos afirma que Jesus "viu os céus se abrirem, e o Espírito, qual pomba, a descer sobre ele. e ouviu-se dos céus esta voz: Tu és meu Filho amado; em ti me comprazo." (Marcos 1,10–11). O Evangelho de João não descreve o batismo e nem se refere a João como "o Batista" mas ele atesta que Jesus é aquele sobre quem João tinha pregado — o Filho de Deus.
Após o seu batismo, Jesus foi levado para o deserto por Deus, onde jejuou durante quarenta dias e quarenta noites. Durante esse tempo, o diabo lhe apareceu e o tentou por três vezes. Em cada uma das vezes, Jesus rejeitou as tentações respondendo com uma citação das escrituras. Em seguida o diabo se foi e os anjos vieram para cuidar de Jesus.
Ministério
O Sermão da Montanha, Carl Heinrich Bloch, Copenhagen, séc. XIX.
Os evangelhos narram que Jesus veio ao mundo para anunciar a salvação e as Bem-aventuranças à humanidade inteira, "ou seja: para nos reconciliar a nós pecadores com Deus; para nos fazer conhecer o seu amor infinito; para ser o nosso modelo de santidade; para nos tornar «participantes da natureza divina» (2 Ped 1, 4)" ; e também para "dar a sua vida em favor de muitos" e "anunciar as boas novas do reino de Deus" . Durante o seu ministério, é dito que Jesus fez vários milagres, como andar sobre a água, transformar água em vinho, várias curas, exorcismos e ressuscitação de mortos (como Lázaro).
O evangelho de João descreve três Pessachs durante o ministério de Jesus, e isso implica em dizer que Jesus pregou por pelo menos dois anos e um mês, apesar de algumas interpretações dos evangelhos sinóticos sugerirem um período de apenas um ano. Jesus desenvolveu seu ministério principalmente na Galiléia, tendo feito de Cafarnaum uma de suas bases evangelísticas e se deslocando várias vezes a Tiberíades pelo Mar da Galiléia. Esteve também em cidades como Samaria, na Judéia e sobretudo em Jerusalém logo antes de sua crucificação. Esteve em outros lugares de Israel, chegando a passar brevemente por Tiro e por Sidom, cidades da Fenícia.
Mandamentos
Os principais temas da pregação de Jesus eram o anúncio do Reino de Deus, da conversão, do perdão divino dos pecados e do amor de Deus. Expostos, entre outros, no Pai-Nosso, nas Bem-aventuranças e na chamada regra de ouro, na qual Jesus resume "toda a Lei e os Profetas" do Antigo Testamento em dois mandamentos,a saber: «Amar a Deus de todo coração, de toda alma e de todo espírito e ao próximo como a ti mesmo» (Mateus 22,37-39).
Além destes ensinamentos, alguns dos quais eram recorrentes nos pregadores da época, Jesus ensinou um novo, considerado por alguns radical, mandamento: «amai-vos uns aos outros, como Eu vos amo» (João 15,10). Este mandamento é considerado o fundamento de todos os outros mandamentos e ensinamentos dos cristãos e, para alguns, também de toda a Revelação divina.
Jesus alertou aos seus crentes e discípulos que só "quem aceita os meus mandamentos e lhes obedece, esse é que Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai. Eu o amarei e manifestar-Me-ei a ele. [...] Nós viremos a ele e nele faremos a nossa morada" (João 14,21-23). Sobre este aspecto, os cristãos acreditam também que quem ama a Deus permanecerá no amor. E quem "permanecer no amor permanece em Deus e Deus nele", porque "Deus é amor" (1 João 4,16).
A transfiguração
De acordo com os evangelhos sinóticos, Jesus levou três dos seus apóstolos — Pedro, João e Tiago — a um monte para orar. Enquanto lá estavam, Jesus foi transfigurado diante deles. Segundo o relato do evangelista Lucas, seu rosto brilhava como o sol e as suas roupas resplandeciam, então Elias e Moisés apareceram e conversavam com ele. Uma nuvem brilhante os cercou, e uma voz vinda do céu disse: "Este é o meu Filho amado, de quem me comprazo, a ele ouvi". Os evangelhos também afirmam que até o final de seu ministério, Jesus começou a alertar seus discípulos de sua morte e ressurreição futura.
A paixão
A entrada triunfal em Jerusalém
Segundo os quatro evangelhos, Jesus foi com seus seguidores a Jerusalém para celebrar ali a festa da páscoa. Ele entrou na cidade no lombo de um jumento. Foi recebido por uma multidão, que o aclamou como "filho de Davi”. Nos evangelhos de Lucas e João, também é chamado de rei.
Segundo Lucas, alguns dos fariseus, ouvindo o clamor da multidão dos discípulos, chegaram a pedir a Jesus que os repreendesse. Jesus então responde aos fariseus dizendo: "Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão" (Lucas 19,40).
Ceia anterior à crucificação
A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, 1495-1497
Segundo os sinóticos, Jesus celebrou a páscoa com seus apóstolos — evento chamado pela tradição cristã de "A Última Ceia". Durante a comemoração, Jesus predisse que seria traído por um dos seus apóstolos, Judas Iscariotes. Ao servir o pão, ele disse: "Tomai e comei, este é o meu corpo", logo após, pegou um cálice e disse: "bebei todos, este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado para a remissão dos pecados".
O Evangelho segundo João oferece maiores detalhes sobre os momentos da última ceia entre os capítulos 13 e 17, relatando o momento em que Jesus lavou os pés dos discípulos com água, os diálogos com os apóstolos, os últimos ensinamentos que transmitiu antes de morrer e a oração sacerdotal.
A prisão
Mais tarde, na mesma noite, segundo os sinóticos, Jesus teria ido para o jardim de Getsêmani, na encosta do monte das Oliveiras, em frente ao Templo, para orar. Três discípulos — Pedro, Tiago e João — faziam-lhe companhia.
Judas havia realmente traído Jesus, e o entregou aos sacerdotes e aos anciãos de Jerusalém, que pretendiam prendê-lo, por trinta moedas de prata.Acompanhado por um grupo de homens armados, Judas chegou ao jardim enquanto Jesus orava, para prendê-lo. Ao beijá-lo na face, revelou a identidade de Jesus e este foi preso. Por parte de seus seguidores houve um princípio de resistência, mas depois todos se dipersaram e fugiram.
O julgamento
Ecce Homo ("Eis o homem"!), Pôncio Pilatos ao apresentar Jesus Cristo aos judeus. Obra do pintor italiano Antonio Ciseri (1821-1891)
Os soldados levaram Jesus para a casa do Sumo Sacerdote. A lei judaica não permitia que o Sinédrio, a suprema corte judaica, se reunisse durante o Pessach e condenasse um homem à morte durante a noite. Jesus foi acusado primeiramente de ameaçar destruir o templo, mas as testemunhas entraram em desacordo. Depois, perguntaram a Jesus se ele era o Messias, o Filho de Deus e rei dos judeus. Jesus respondeu que era, e foi então acusado de blasfemar ao dizer-se Deus.
Após isso, os líderes judeus levaram Jesus à presença de Pôncio Pilatos, que então governava a província romana da Judéia. Acusavam-no de estar traindo Roma ao dizer-se rei dos judeus. Como Jesus era galileu, Pilatos enviou-o a Herodes Antipas — filho de Herodes, o Grande — que governava a Galiléia. Lucas conta que Herodes zombou de Jesus, vestindo-o com um manto real, e devolveu-o a Pilatos.
Era de praxe os governantes romanos libertarem um prisioneiro judeu por ocasião do Pessach. Pilatos expôs Jesus e um assassino condenado, de nome Barrabás, na escadaria do palácio, e pediu à multidão que escolhesse qual dos dois deveria ser posto em liberdade. A multidão voltou-se contra Jesus e escolheu Barrabás. Pilatos condenou então Jesus a morrer na cruz. A crucificação era uma forma comum de execução romana, aplicada, em geral, aos criminosos de classes inferiores.
A crucificação
Diego Velázquez, Cristo crucificado, 1631.
Jesus foi vestido com um manto vermelho, puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos e na mão uma vara de bambu. Os soldados romanos zombavam dele dizendo: "Salve o Rei dos Judeus". A seguir, espancaram-no e cuspiram nele. Forçaram-no a carregar a própria cruz, até um lugar chamado gólgota. Ao vê-lo perder as forças, ordenaram a um homem, de nome Simão Cireneu, que tomasse da cruz e a carregasse durante parte do caminho.
Conduzido para fora da cidade, Jesus foi pregado na cruz pelos soldados romanos. João conta que escreveram no alto da cruz a frase latina "Iesus Nazarenus Rex Iudeorum". Puseram a cruz de Jesus entre as de dois ladrões[83][nota 37]. Antes de morrer, Jesus exclamou: "Elí, Elí, lemá sabactani" que traduzido seria "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mateus 27,46). Depois de três horas, Jesus morreu. José de Arimatéia e Nicodemos depuseram o seu corpo num túmulo recém-aberto, e o fecharam com uma pedra.
A ressurreição
A ressurreição de Cristo, por Raffaello Sanzio, 1500. MASP
Os Evangelhos contam que, no domingo de manhã, Maria Madalena foi bem cedo ao túmulo de Jesus, onde encontrou a pedra fora do lugar e o sepulcro vazio. Depois disso, Jesus apareceu a ela e a Simão Pedro. Dois discípulos viram-no na estrada de Emaús.
Os Evangelhos dizem que os onze apóstolos fiéis encontraram-se com ele, primeiro em Jerusalém e depois na Galiléia onde chegou a ser visto por algumas centenas de pessoas. Porém, é o relato de Mateus que mais oferece detalhes sobre os acontecimentos que envolveram o momento da ressurreição.
Segundo o Evangelho de Mateus, a ressurreição de Jesus teria sido precedida de um grande terremoto em razão da remoção da pedra que estava na entrada do sepulcro:
E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos.

— (Mateus, 28,2-4
Nesta mesma fonte histórica, isto é, no Evangelho de Mateus, é informado também que os líderes judeus da época teriam subornado os guardas para que contassem uma versão diferente, ou seja, que os discípulos teriam levado o corpo de Jesus enquanto os vigias estivessem dormindo .
Além dos quatro Evangelhos e do livro de Atos dos Apóstolos, há outras fontes que falam da ressurreição de Jesus. Uma delas, também encontrada no Novo Testamento bíblico, seria um breve relato de Paulo nos versos de 3 a 8 do capítulo 15 em sua primeira epístola aos coríntios, escrita por volta do ano 55 da era cristã, onde o apóstolo menciona duas outras aparições de Jesus após a sua ressurreição, não registradas nos Evangelhos. Numa delas, Jesus teria sido visto por mais de quinhentas pessoas. Na outra ocasião, teria aparecido ao seu parente Tiago, o qual, após esta experiência, teria se tornado um seguidor e líder da Igreja de Jerusalém, escrevendo ainda um dos livros do Novo Testamento.
A ascensão
Garofalo: Ascensão de Cristo, 1510-20.
A ascensão de Jesus é relatada nos Evangelhos de Marcos e de Lucas, além de constar no começo do livro de Atos dos Apóstolos, o qual também foi escrito por Lucas.
Em Atos, Lucas narra que Jesus, após ressuscitar, apareceu durante quarenta dias aos apóstolos, passando-lhes ensinamentos e confirmando que receberiam o Espírito Santo. Prossegue o evangelista informando que, após esses dias, Jesus foi elevado às alturas até ser encoberto por uma nuvem.
Marcos, em seu resumido Evangelho, apenas comenta que Jesus, depois de ter falado aos seus discípulos, foi recebido nos céus e se assentou à direita de Deus. É Lucas quem dá mais detalhes sobre esse momento, informando ter sido em Betânia que Jesus se despediu de seus discípulos, abençoando-os enquanto era elevado para o céu (Lucas 24,50-52).
Por sua vez, em Atos, o seu segundo livro, Lucas relata que, durante a ascensão de Jesus, os discípulos permaneceram olhando para o céu até que tiveram a visão de dois anjos que lhe indagaram sobre aquela atitude, os quais teriam proferido as seguintes palavras:
Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Este Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir

— Atos, 1,11

Diferente da ocasião da dramática morte de Jesus na cruz, Lucas diz que os discípulos não ficaram entristecidos com a aparente separação ocorrida na ascensão, mas retornaram felizes para Jerusalém.
Já nos Evangelhos escritos pelos apóstolos Mateus e João, não há nenhuma descrição sobre a ascensão de Jesus. Em Mateus, por exemplo, o texto termina na segunda parte do seu último verso com a frase de que Jesus permanecerá todos os dias com os seus discípulos até o fim do mundo (Mateus 28:20).
Mesmo depois da ascensão, as obras que compõem o Novo Testamento bíblico trazem outros relatos de aparições de Jesus, como ocorre na conversão de Saulo e também na visão de João quando o apóstolo é arrebatado aos céus durante sua prisão em Patmos e recebe a missão de escrever o Apocalipse.

E-mail: cassiouab@hotmail.com/

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