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quarta-feira, 29 de abril de 2009

JESUS ESTÁ VIVO NA EUCARISTIA!!!

Eucaristia: Jesus vivo na Hóstia Consagrada


Na igreja católica temos um tesouro, uma riqueza, que é a Eucaristia. Mas antes de falar sobre essa dádiva de Deus, gostaria de lhe perguntar:
Você acredita que Jesus está realmente presente na hóstia consagrada?
Você sabe como nasceu à festa de Corpus Christi?
Esta festa nasceu de um milagre que aconteceu em Bolsena, na Itália. O sacerdote, Pedro de Praga, tinha dúvidas a respeito da presença real de Jesus na Eucaristia, porque os hereges afirmavam que a Eucaristia era apenas um símbolo, como ainda hoje muitos dos nossos irmãos evangélicos afirmam. E isso criou uma confusão na cabeça das pessoas e também na daquele padre.
Então ele decide ir a Roma porque queria conhecer a verdade. Passando por Bolsena, resolveu se hospedar ali. A noite, em oração, pediu ardentemente ao Senhor que terminasse com aquelas dúvidas, pois desejava somente crer. Na manhã, do dia seguinte, ele fez questão de celebrar a Eucaristia apesar de suas dúvidas.
Enquanto celebrava, na hora da consagração, no momento em que levantou a hóstia consagrada, ela começou a sangrar. O sangue pingava no corporal, na toalha, atingiu o altar que era de mármore, deixando suas marcas. Sem saber o que fazer, ele andou com a hóstia que sangrava na mão e algumas gotas de sangue caíram no chão de mármore, onde ainda hoje tem as marcas. Aquela missa nunca terminou porque o padre não fez a consagração do vinho e não prosseguiu a celebração, de tão atrapalhado que ficou.
Esse milagre foi uma grande resposta para aquele sacerdote. Foi o próprio Jesus dizendo que Ele está realmente presente na hóstia consagrada com seu corpo e sangue.
Por providência de Deus, o Papa Urbano IV estava na cidade de Orvietto, não muito distante de Bolsena. Ao saber do ocorrido, pediu que o bispo fosse até lá para verificar o que havia acontecido e lhe trazer o resultado.
Outro fato pouco conhecido é que uma religiosa recebeu diversas revelações de Jesus, que lhe pediu que levasse esses apelos ao Papa. Um dos apelos era que, após o domingo de Pentecostes, em uma quinta-feira, se celebrasse a festa da Eucaristia, a festa de Corpus Christi.
Ele recebeu aqueles apelos, levando-os muito a sério, porém os guardou no seu coração, pois devido o tempo difícil que a Igreja estava vivendo era preciso muita prudência e cautela. E pediu ao Senhor que lhe mostrasse a verdade.
Como o Papa tinha ordenado, o bispo foi a Bolsena e já estava voltando. Mas o Papa não resistiu e foi ao seu encontro. Na metade do caminho, na ponte chamada “Ponte do Sol” os dois se encontraram. O Papa desceu de sua carruagem e foi em direção do bispo que trazia devotamente, nas suas mãos , o corporal ensangüentado. Quando o bispo abriu o corporal, o Papa caiu de joelhos no chão, proclamando: Corpus Christi! O corpo de Cristo! Como o Papa havia pedido, a resposta veio do céu.
A festa de Corpus Christi não é simplesmente uma festa que a igreja instituiu para celebrar a Eucaristia. Foi uma resposta do céu diante das heresias que estavam atingindo a igreja. Quando o Papa disse: Corpus Christi, ele estava professando sua fé diante daquele milagre eucarístico. Monsenhor Jonas Abib diz que era como o Papa dissesse: “Este é o corpo de Cristo presente na hóstia consagrada, e aqui está a prova. Creio na presença real de Jesus na Eucaristia. Creio que aqui está o corpo de Cristo”.
Assim, o Papa voltou, levando aquele corporal e colocou numa igreja em Orvietto. E isso que aconteceu foi o bastante para ele instituir a festa de Corpus Christi como Jesus tinha pedido.
Eu sei que você acredita na presença real de Jesus Cristo na hóstia consagrada, mas lhe contei esse fato para que você tenha a convicção, a certeza de que é o próprio Jesus com seu corpo, sangue, alma e divindade.
No momento da consagração acontece o milagre da transubstanciação: o pão é transformado no corpo de Cristo e o vinho no Seu sangue, como Ele mesmo disse:
“Tomem e comam, isto é o meu corpo”. Em seguida, tomou um cálice, agradeceu, e deu a eles dizendo: “Bebam dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados”. Mt 26,26-28
Já não é mais pão e vinho, e sim, o corpo e sangue de Cristo, e não uma representação, um símbolo. É o mistério da fé como proclamamos após a consagração. Seu corpo é verdadeira comida e seu sangue verdadeira bebida (conf. João 6, 54-56).
Depois que Jesus disse isso, “ muitos dos seus discípulos se retiraram e deixaram de andar com Ele”(Jo 6,66). Se não fosse isso realmente que Jesus quisesse dizer, Ele os teria chamado de volta e explicado que se tratava de uma linguagem figurada, simbólica, mas Jesus não voltou atrás.
Devemos acreditar que Jesus está na hóstia consagrada por inteiro, com um corpo que tem carne e sangue; um corpo que sente, ama, perdoa. Reflita um pouco: Como está sendo sua participação na santa missa e nas adorações?
Assim como o alimento nos sustenta e o remédio age sobre nossas doenças, a Eucaristia é o próprio Senhor que vem a nós na forma de alimento e remédio para atingir as nossas enfermidades e nossas fraquezas.
Na Eucaristia, o coração de Jesus bate forte por nós. Jesus está ali com seu coração cheio de misericórdia a derramar benção e graças sobre aqueles que têm fé. Que pena que muitos têm tempo pra tudo, menos para adorar e receber Jesus que se doa por amor a cada um de nós.
A hóstia consagrada é o corpo de Jesus que vem ser remédio, alimento, cura, libertação, força para o seu povo. Ele retira de nós um coração ferido, machucado, e no seu extremo amor nos dar um coração curado, restaurado. Saiba que todas as vezes que você estiver enfrentando problemas de doenças, financeiros, de relacionamentos, familiares, qualquer que seja a dificuldade e em que intensidade for, que o coração misericordioso de Jesus está sofrendo com você e por você.
Se você permitir, Ele realizará maravilhas na sua vida. Por isso não perca mais tempo, abra seu coração, deixe que Ele resolva seus problemas, confie, busque sua presença viva na missa, na adoração, no sacrário e você verá as maravilhas que Ele fará na sua vida e na vida de sua família.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
Raimunda Ferreira
Ministra da Eucaristia




terça-feira, 28 de abril de 2009

Bíblia é o livro mais traduzido no mundo!!!

Bíblia é o livro mais traduzido no mundo


Rádio Vaticano


São 451 as línguas nas quais a Bíblia foi traduzida integralmente, enquanto aquelas nas quais foi traduzida em parte são 2.479. Foi o que informou um comunicado da União das Sociedades Bíblicas, com sede em Reading, na Grã Bretanha. Durante o ano de 2008 se acrescentaram outras 13 línguas na versão integral, e 25 nas traduções parciais.

A Bíblia se confirma, portanto, como o livro mais traduzido no mundo: segundo a mesma União das Sociedades Bíblicas, 95% da população mundial tem hoje a possibilidade de ler a Bíblia em uma língua que ela conhece.

Entre as traduções mais recentes quatro línguas faladas no Chade (o sar), em Burkina Fasso (o dioula), na República Democrática do Congo (o lari) e em Serra Leoa (o kono).

Conteúdo acessível também pelo iPhone -
iphone.cancaonova.com

Tags: Bíblia evangelização

GLOBO DEBOCHA DE DEUS E DO JUÍZO FINAL

Concurso de marchinhas de carnaval promovido pela TV Globo debocha de Deus e do Juízo Final

08.02.2009 - Notícia extra de www.rainhamaria.com.br - por Dilson Kutscher

Estimados amigos e visitantes, primeiramente antes de mais nada, relato que estava assistindo um filme no DVD, então veio um impulso para espiar os canais na TV.

Sem entrar em mais detalhes, creio que era realmente para eu presenciar este sarcasmo, que pode parecer uma simples brincadeira, mas na verdade é um "deboche" contra Deus.

Ao colocar no programa Fantástico, da Rede Globo, naquele exato momento o apresentador dizia: "Agora vamos conhecer a vencedora do concurso nacional de marchinhas do carnaval"

Começou a tocar imediatamente a marchinha: Bendita baderna.

Marchinha vencedora, escolhida pelo público do Brasil, por meio de votação.

Vamos a letra, que consegui copiar para mostrar a apostasia desta composição

"Um dia Deus estava entediado
Sentado no seu Trono de cristal
Olhando a imensidão naquela solidão
Cansou da Santa Paz Celestial
E num momento de rara inspiração
Criou planetas, cometas, animais
Pra finalizar a criação
Fez o ser humano e nunca mais dormiu em paz
Agora já era o Juízo Final
Bendita baderna, livrai-nos do mal
Relaxa Pai Nosso, libera geral
Sem culpa ou remorso, hoje é carnaval"

Eu não vou tecer grandes comentários sobre tal letra, basta ler e concluir o tamanho sarcasmo contra Deus e também contra os cristãos.

Reflitam sobre a frase: Relaxa Pai Nosso, libera geral.

É lamentável que usem tal expressão para fazer marchinha de carnaval ou qualquer tipo de música, mas infelizmente teria mesmo que ser assim.

Este é um retrato da sociedade do fim dos tempos, uma sociedade que esqueceu oos valores cristãos, portanto esqueceu também de Deus.

Como dizia um velho amigo: Assistimos, já há algum tempo, pelos meios de comunicação, certamente, o momento mais trágico da história da humanidade. Em conseqüência do esfriamento e até mesmo da perda total da fé, em grande parte das pessoas, alastra-se nas consciências de uma maioria silenciosa, uma concordância tácita com uma minoria atéia, barulhenta e escandalosa.

Para lembrar, diz na Sagrada Escritura:

“Se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma; porém, serão abreviados aqueles dias em atenção aos escolhidos. (Mt. 24, 22).

Jesus fala que a crise de Fé e de Moral serão tão grandes, mas tão grandes, que se não se “abreviassem”, pessoa alguma se "salvaria", como que indicando a extensão da onda de crimes e pecados que destruirão a sociedade do final dos tempos. (ou seja: a apostasia mundial)

Portanto, o pecado, ou o “esquecimento” de Deus (Oséias, 4), será geral, atingirá todos os povos, e todas as pessoas ofenderão a Deus. Para que “pessoa alguma” não se salve, é preciso que elas estejam em estado de pecado mortal. Portanto, o final dos tempos será o tempo da apostasia, dos pecados carnais, da impiedade, da corrupção, da sensualidade, e da rejeição a Deus e sua Igreja.

Isto quer dizer que no final dos tempos a Fé e a Virtude serão coisas raras, um privilégio e responsabilidade de poucos!.

Você será um destes poucos a defender a verdadeira Fé?

Se ter o máximo de zelo por DEUS, Seus Mandamentos, Sua Palavra (a Bíblia- o Evangelho), Sua Igreja, os Sacramentos, a Doutrina Católica de 2000 anos, Nossa Senhora, os Santos, os Anjos, é ser tachado pelos mundanos como fanáticos, tudo bem, sejamos tudo isso...

Pois preferimos todos os adjetivos que possam exprimir que somos extremados e exagerados em cuidados com tudo o que diz respeito a DEUS, do que ser chamado, e sentir no íntimo da consciência ser um APÓSTATA... Apóstata, que também quer dizer enfraquecido na fé, sem zelo, descuidado, indolente e relaxado com os assuntos de DEUS e de Sua Igreja. Preferiremos sempre ser enquadrados no primeiro caso... Com certeza DEUS também, porque ELE afirmou:

"JESUS disse-lhes: "Isaías com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. Em vão, pois Me cultuam, porque ensinam doutrinas e preceitos humanos (Is. 29,13). Deixando o mandamento de DEUS, vos apegais à tradição dos homens." E JESUS acrescentou: "Na realidade, invalidais o mandamento de DEUS para estabelecer a vossa tradição." (Mc. 7, 6-9)

O Rei Jesus espera o seu "sim", combata a apostasia !!

Meu abraço fraterno Dilson Kutscher

NOVA ERA: IMPLANTAÇÃO DO ADMIRÁVEL CHIP!!!

Admirável chip novo



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Você aceitaria implantar, no corpo, um chip que pode armazenar todas as informações sobre sua saúde? Há duas semanas, o governo americano deu sinal verde para que pacientes possam usar, sob supervisão médica, chips implantados na pele.

Os chips são minúsculos, menores que um botão de uma camisa comum. Colocados no pulso da pessoa, eles terão um código que permitirá a hospitais em todo os Estados Unidos identificar informações como tipo sanguíneo, alergias e medicamentos tomados pelos pacientes.

Com isso, o que parecia ficção passa a ser realidade. Por isso o Fantástico foi às ruas de São Paulo para saber: Você teria coragem de ser chipado?

“Eu teria medo. Acho que você vai ficar como uma máquina”, comentou um senhora. “Usaria isso em mim e convenceria toda a família a usar”, afirmou um senhor. “Mesmo que assuste, seria bom”, ressalta uma outra senhora. “Eu acho bem interessante, bem diferente”, observa um menino.

Os chips serão usados apenas para fins médicos, mas muita gente teme que mais cedo ou mais tarde ele possa ser usado - como nos filmes de Hollywood - para localizar e monitorar indivíduos.

“Um negocinho desse tamanho tem toda a sua vida, a sua história dentro disso. É uma coisa tremenda”, ressalta um senhor. “Não sei até que ponto a tecnologia é benéfica, e até que ponto ela aprisiona o ser humano”, questiona uma senhora.

A cantora baiana Pitty, revelação do rock brazuca, estourou nas rádios de todo o Brasil falando mal dos chips. "Eu acho que a desconfiança vem de quem controla isso, na mão de quem está isso? A gente confia o suficiente nas pessoas que têm esse controle?”, indaga Pitty.

Mas o que muitos não sabem é que o chip não é apenas o futuro, mas também o presente. “O chip já faz parte da vida das pessoas há algum tempo, desde sua batedeira até seu celular, à televisão, etc”, explica o gerente de tecnologia Max Leite.

O engenheiro eletrônico e professor Nilton Morimoto, da Universidade de São Paulo (USP), lembra que o carro também está cheio de chips: “Você tem a transmissão eletrônica há muitos anos e nem se deu conta disso. Existem, hoje, sistemas que controlam o acendimento dos faróis, o ligamento do limpador de pára-brisa, o acionamento de luzes, air-bags. Todo o sistema de controle do carro é eletrônico e você nem sabia disso”, enumera Morimoto.

Algumas vantagens são óbvias. O ladrão não pode fazer uma cópia da chave do carro porque tem um chip dentro dela dizendo que aquela chave é de determinado carro”, complementa o professor da USP.

Mas o futuro pode ser sombrio, caso você carregue um chip dentro do corpo, ou dentro do crachá da empresa. “Seu seu chefe pode dizer, efetivamente, quanto tempo você passou trabalhando, quanto tempo você gastou para almoçar e quanto tempo você leva para fazer cada atividade dentro da empresa”, explica Morimoto.

“Acho que todo mundo já entendeu que o meu chip já deu defeito há bastante tempo, e já está quase indo para a manutenção”, brinca Pitty.

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL693314-15605,00.html

NOVA ERA : PERIGOS!!!

Os perigos da superstição, magia, Nova era…

Filed under: Falsas doutrinas — Prof. Felipe Aquino at 9:21 pm on Thursday, August 16, 2007

Terminou há alguns dias na cidade do México o 3° Congresso Nacional de Exorcistas organizado pela Arquidiocese do México entre o dia 16 e 20 de julho passado, preocupada com o grande número de casos de possessão.

O exorcista e professor da Pontifícia Universidade Regina Apostolorum de Roma, Pe. Francesco Bamonte, assegurou em uma palestra no Congresso que entre as possíveis causas de possessão diabólica se encontram as atitudes supersticiosas, praticar o ocultismo ou o esoterismo e envolver-se na corrente neo-pagã da Nova Era e recorrer à difundida prática da leitura das cartas e do tarô. (fonte:acidigital. com,13.08.2008)

Afirma o padre Francesco que: “A ação extraordinária do demônio tem três possíveis causas”.
“A primeira tem a ver com a própria culpa, quando se assumem atitudes supersticiosas, além de exercer práticas de ocultismo, pertencer a seitas satânicas ou esotéricas, envolver-se na corrente da Nova Era ou acreditar no poder dos talismãs, das pirâmides de energia, a cartomancia ou o tarô”.

A segunda “pode ser causa de um malefício elaborado ou mandado a realizar por uma terceira pessoa”. É o caso de magia, trabalhos de terreiros, etc. E a terceira pode ser um chamado especial de Deus para que a pessoa ofereça seu sofrimento nas garras do demônio pela salvação de outras almas”.

O padre Francesco dedica grande parte de sua atividade pastoral à ajuda das vítimas da “magia” e dos “operadores do oculto”, advertiu aos sacerdotes participantes do evento que, como muitos dos sinais de possessão podem confundir-se com doenças mentais, é necessária uma avaliação de cada caso “com a maior prudência possível”.

Entre os sinais “de uma real possessão diabólica”, ele disse que encontram-se o “falar, compreender e escrever e ler idiomas desconhecidos pela pessoa; conhecer circunstâncias que os são impossíveis de saber ao possuído, como pecados do exorcista ou outra pessoa; ter uma força desmedida mas sobre tudo a aversão pelo sagrado: a Deus, à Igreja, etc.”.

Este alerta mostra mais uma vez o perigo das pessoas buscarem poder e conhecimento fora dos planos e da vontade de Deus no ocultimo (magia, feitichismo, horóscopos, cristais, búzios, candomblé, macumba, sortilégios, formas de adivinhação do futuro, etc.). Todas essas práticas ferem o Primeiro Mandamento da Igreja e por isso abrem as portas para a ação do Maligno sobre a vida da pessoa.

Prof.Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

SINAIS DOS ÚLTIMOS DIAS: propaganda que Deus não existe estreia em 800 ônibus no Reino Unido!!!

Propaganda que Deus não existe estreia em 800 ônibus no Reino Unido

06.01.2009 - A escritora Ariane Sherine posa ao lado de ônibus londrino com anúncio de 'campanha ateísta' com as palavras: 'Provavelmente, Deus não existe. Agora pare de se preocupar e aproveite sua vida'. Os anúncios ateístas estrearam nesta terça-feira (6) em 800 ônibus pelo Reino Unido, além de estações do metrô, em uma 'resposta' aos anúncios cristãos comuns nos coletivos britânicos. Ela recebeu doações e teve apoio de uma entidade humanista e do biólogo Richard Dawkings. (Foto: AFP)

Ateus fazem propaganda em onibus, com slogan: Provavelmente, Deus não existe

22.10.2008 - Alguns ônibus de Londres poderão levar, a partir de janeiro, pôsteres com um slogan pouco comum: "Provavelmente, Deus não existe".

A campanha ateísta é da British Humanist Association (BHA, na sigla em inglês) e tem o apoio do acadêmico britânico Richard Dawkins, autor do livro Deus, um delírio e conhecido pelos seus documentários questionando o papel das religiões.

O objetivo da BHA com a campanha é "promover o ateísmo na Grã-Bretanha, encorajar mais ateístas a assumirem publicamente a sua posição e elevar o astral das pessoas a caminho do trabalho".

Com o dinheiro levantado em doações, o grupo quer colocar pôsteres em dois grupos de 30 ônibus por quatro semanas.

O slogan completo diz: "There's probably no God. Now stop worrying and enjoy your life" ("Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida", em tradução livre).

"Nós vemos tantos pôsteres divulgando a salvação através de Jesus ou nos ameaçando com condenação eterna, que eu tenho certeza que essa campanha será vista como um sopro de ar fresco", disse Hanne Stinson, presidente da BHA.

"Se fizer com que as pessoas sorriam, além de pensar, melhor", concluiu.

Como os organizadores conseguiram arrecadar mais do que planejavam, eles pretendem colocar os pôsteres também do lado de dentro dos ônibus.

A BHA também estuda a possibilidade de estender a campanha para outras cidades, incluindo Birmingham e Manchester, na Inglaterra, e Edimburgo, na Escócia.

"A religião está acostumada a usufruir de benefícios tributários, respeito não merecido, o direito de não ser ofendida e o direito de fazer lavagem cerebral nas crianças", disse Dawkins.

"Mesmo nos ônibus, ninguém pensa duas vezes quando vê um slogan religioso. Esta campanha fará com que as pessoas pensem - e pensar é um anátema perante a religião", completou.

Mas Stephen Green, da organização Christian Voice (Voz Cristã, em uma tradução livre), disse que "ficará surpreso se uma campanha como essa não atrair pichação".

"As pessoas não gostam de receber sermão. Às vezes, é bom para elas, mas, ainda assim, elas não gostam", afirmou.

No entanto, a Igreja Metodista agradeceu Dawkins por incentivar um "interesse constante em Deus".

"Esta campanha será uma coisa boa se fizer com que as pessoas pensem nas questões mais profundas na vida", disse Jenny Ellis, reverenda metodista.

"O Cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e seu significado", completou a religiosa.

Fonte: G1

Ainda Lembrando...

Sinal dos tempos: Mil ateus e agnósticos pedem anulação de batismo

27.10.2008 - Mais de mil pessoas pediram na Itália que sejam apagados seus nomes dos registros batismais de suas paróquias, informou nesta segunda-feira em comunicado a União de Ateus e Agnósticos italianos (Uaar).

Em um dia de manifestação convocado no sábado passado pela Uaar em toda a Itália, 1.032 apóstatas "reafirmaram seu direito de não serem considerados pelo Estado como súditos da Igreja Católica", de acordo com a agência de proteção de dados.

O secretário da Uaar, Raffaele Carcano, explicou que as adesões chegaram de toda a Itália e que em Bolonha e Milão superaram 100 pedidos de apostasia.

Ressaltou também que aderiram à iniciativa cidadãos de Cagliari (Sardenha), cidade que teve a visita do papa há alguns meses.

O dia 25 de outubro marcou o 50º aniversário da polêmica sentença que absolveu o bispo de Prato de denegrir publicamente dois cidadãos pelo simples fato de eles terem se casado no civil.

A decisão do tribunal determinou que o casal era batizado e, portanto, súdito do bispo.

Fonte: Terra notícias

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"Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição" (II Ts 2, 1-3)

O Espírito Santo prepara a segunda vinda do Senhor!!!

O Espírito Santo prepara a segunda vinda do Senhor

O Senhor nos fala da Sua vinda gloriosa, não para ficarmos com medo, mas para estarmos preparados. Ele virá uma segunda vez. Se a primeira vinda foi tão importante, já que Ele mandou João Batista prepará-la, a segunda é definitiva, quando as portas serão fechadas.

Alguns zombam dizendo que é tempo perdido servir ao Senhor. Mas, na verdade, buscá-Lo é uma necessidade para todos nós. Não desprezamos quem ainda não teve essa experiência. O Senhor não quer eliminar nem condenar ninguém, pois é misericórdia, por isso mandou Jonas pregar em Nínive com palavras duras, para que eles fossem tocados realmente, justamente porque Ele não queria castigar.

E tanto como o Senhor não quer perder ninguém, nós também não queremos perder nenhum dos nossos. Ele quer que nós que estejamos trilhando o Seu caminho, que nos empenhemos em retirar os outros do caminho errado para trazê-los de volta; não os agredindo com palavras e gestos, mas sendo violentos na oração e na evangelização.

O Evangelho de São Lucas, capítulo 11, versículos de 5 a 13, nos traz a realidade do amigo inoportuno, que vai buscar pão emprestado, e o outro o atende por causa da sua insistência. Com isso, Jesus nos ensina que devemos ser insistentes com nossas orações.

No versículo 13, Jesus vai dizer: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem".

Já faz mais de 30 anos que o Senhor está derramando Seu Espírito sobre nós, assim como em Pentecostes. E Ele faz isso agora, porque assim como Pentecostes foi o início, agora estamos no fim dos tempos. Ele derrama neste tempo o seu Espírito para que não sejamos consumidos por este fogo inextinguível.

A receita para nós e para esses que estão longe é o Espírito Santo. Veja bem, não será pela nossa insistência em falar, mas pelo Espírito Santo; é Ele quem vai preparar a segunda vinda do Senhor. Agora tudo se define. Não é para ficarmos com medo, mas para buscarmos o Espírito Santo, não perdê-Lo; empenhar-nos para que assim como tivemos a graça de recebê-Lo, também aqueles que estão no caminho errado O recebam e estejam preparados para a vinda do Senhor.

Monsenhor Jonas Abib - Comunidade Canção Nova

Tempo do Engano - Nova Era!!!

Tempo do Engano - Nova Era

13.02.2009 - Artigo do Padre José do Vale

“Não se pode enganar todo mundo o tempo todo”.
Abraham Lincoln (1809-1865) Ex - presidente dos Estados Unidos

A era da internet é vivida por tamanha irracionalidade e monstruosa ignorância.
O nosso tempo está passando por uma engenharia de engano nunca visto na história da humanidade.
O ser humano está sendo enganado por uma nova e terrível visão de mundo, mais perspicaz, mais sutileza, salaz e demolidora do que qualquer coisa que o mundo já passou.
O ser humano tem sido bombardeado demais por inúmeras fantasias e tremendas mentiras. A arte da ilusão tem tornado o espaço da mente e do coração.
As pessoas que são tomadas pela ilusão da vida, são receptivas ao falso. Passa acreditar ao falso. Passa acreditar em atual e em todos.
O nosso tempo está sendo invadido demasiadamente de manuais de auto-ajuda; tratados de conselhos para o alcance da felicidade conjugal, social, emocional e sexual em quinze minutos.
Nos cursos dos gurus, bruxos e mentores, as coisas são resolvidas no final com sucesso em todas as áreas da vida.
É incrível como as pessoas conseguem dar sentido ao que não tem sentido, ter fé no vazio, no nada, no engano. Acreditar onde tudo falhou, onde tudo deu errado, onde a invenção foi boçal.
O psicólogo britânico Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, do Reino Unido, afirma: “as pessoas se comportam de forma tão estranhas por muitas razões: elas gostam de pensar que o universo é mágico, que há uma explicação simples para os seus problemas gostam de acreditar que alguns são capazes de ver o futuro ou empunhar uma varinha de condão e resolver tudo. Quão irracionais e errôneas são tais idéias”.
Depois de numerosos estudos foi comprovado cientificamente, sem margem para questionamento ou sombra de dúvida: superstição faz muito mal à saúde e pode até matar, diz Wiseman, estudo da ciência do bizarro (1).

A NOVA ERA

Diz Sentença Latina: “Vulgus vult décipi – o povo quer ser enganado”.
O povo não pensa não sobe o esquema do sistema. O povo sofre pela sua escandalosa boçalidade.
Os meios de comunicação sabem muito bem controlar o povo. Em toda segmento social existe ideologia para alienar, manipular e escravizar o povo.
Os ideólogos vencem porque acreditam na ignorância da massa. As pesquisas provam o crescimento da idiotice.
Estudos conduzido no reino unido em 2003, por Wisemam revelou que 80% da população tinha o hábito de bater na madeira, 64% de fazer figa e 49% de evitar de passar debaixo de escadas.
Na França, terra da racionalidade iluminista, uma pesquisa revelou que 42% cidadãos franceses acreditam em telepatia, 36% acreditam em astrologia, e 33% extraterrestres.
Estima-se que Braga na Itália 100.000 ocultistas de tempo integral que oferecem consultas; quase três vezes o numero de padres católicos.

A Igreja Católica perdeu mais de 10 milhões de fieis para Nova Era, para as seitas, para o ocultismo e secularismo materialista (2).
Estima-se que existam hoje na Rússia cerca de 800 mil curandeiros. Pagina dos principais jornais trazem todos os dias dezenas de anúncios de curandeiros, magos e afins. Prometem mundos e fundos aos crédulos: de riqueza a cura de doença, passando pelo amor eterno e a extração indolor de dentes. Há também os chamados curandeiros VIP, e o preço da consulta sai por US$ 5 mil.
Este mercado não é regulado. É caótico cheio de charlatões pessoa fora de controle. Temos que por ordem, goste-se ou não.
“É a saúde das pessoas em primeiro lugar, diz a deputada de Moscou Ludmila Stebenkova (3).
Segundo Marilyn McGuire, Diretora Executiva da “New Age Publishing and Retailing Alliance”, existente cerca de 2.500 livrarias sobre ocultismo nos Estados Unidos e mais de 3.000 editores de livros e revistas de ocultismo. A venda de livros da Nova Era, em especial, são calculadas em um bilhão de dólares por ano. Isso torna o movimento da Nova Era um indústria multibilionária, e tais indústrias recebem a atenção das empresas e das autoridades americanas.
Artistas famosos estão sendo influenciados pelo Movimento da Nova era, e eles, por sua vez, influenciam muitos da Nova Era, eles por sua vez, influenciam, muitos. Helen Reddy, Marsha Mason, Lisa Bomet,Tina Tuener, e o musico Paul Horn são apenas alguns dos artistas da industria de entretenimento conversativos á Nova era. Os livros de Shirley MacLaine e a serie de televisão out on a Limb (Minhas Vidas) fizeram com que milhares de espectadores conhecem o ocultismo e o contato com espíritos da Nova Era.
Diafilmes sobre ocultismo estão promovendo sessões espíritas e necromancia (contrato com os mortos) em algumas escolas elementares; leituras de cartas de tarô são oferecidas num restaurante McDonald’s; milhares de estudantes universitários estão indo ouvir palestras sobre o ocultismo. Uma nova fé esta também emergindo no “misticismo científico”, mistura de ocultismo e ciência, e temas ocultistas da Nova Era estão causando impacto em muitos setores da sociedade (4).

O Ilustre filosofo carioca Leandro Konder diz “que estamos vivendo numa sociedade embananada. Não me refiro aqui à sociedade brasileira em sua singularidade, mas penso no modelo que nos está sendo imposto pelos países tidos como bem sucedidos” (5).
É desta sociedade que os charlatões, curandeiros, magos, bruxos, pregadores da teologia da prosperidade e falsos lideres religiosos adoram.
A maior parte dos mentores espiritualistas, guias religiosos são gananciosos por bens materiais e seu foco e o mercado financeiro.

Conclusão

O mundo criado pelo esoterismo, ocultismo, sectarismo, e do sistema da Nova Era é do fabuloso, fantástico, imaginário, misterioso e espirituoso. Deste fascínio mitológico surgem receitas para solução de tudo e de todos. Na verdade, esse é o mundo do engano.
Onde existe o exótico, o excêntrico, o bizarro, o mórbido, a prática é sórdida com fins obscuros.
A pós - modernidade vive o relativismo, o neoliberalismo, o hedonismo e o ateísmo de um lado, do outro lado extremo vive o fundamentalismo das seitas, o fanatismo de crença em seguimento aos lideres cegos.
No centro, grupos de pensadores que trabalham pela dignidade da pessoa humana. Buscando renovar conceitos e de demolir preconceitos e absurdos no campo da religião.
Tais pensadores propõem à sociedade uma fé conectada com valor da vida e da justiça e extirpar todo o extremismo da religião.
A verdade deve ser o fundamento em todo seguimento social. Estejamos prontos para denunciar o engano e seus congêneres. Em nome do amor, da paz e da verdade, para que a humanidade tenha vida e vida com abundância.

Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com


NOTAS:

(1) O Globo, 26/10/2008, p.62.
(2) Revista Alcance, 3º trimestre de 2005, p.24.
(3) O Globo, 07/09/2008, p.49.
(4) Ankenberg, John e Weldon, John. Os fatos sobre o movimento da Nova Era, Porto Alegre: Obra chamada de Meia – Noite, 1999, pp. 14 e 15.
(5) Jornal do Brasil, 12/07/2008, p.16.

nova era: desafio para o Cristianismo!!!

Por que a Nova Era é um desafio para o cristianismo?

Não só sua difusão, mas o fato de que a «Nova Era» (ou «New Age») incorpore elementos do cristianismo alterando seu significado original fazem deste movimento um desafio para os batizados, reconhece a Zenit um especialista na matéria - professor no Instituto Superior de Ciências Religiosas «Ecclesia Mater» da Universidade Pontifícia Lateranense -, padre Alessandro Oliveri Pennesi.

De fato, uma Consulta Internacional convocada de 14 a 16 de junho pela Santa Sé sobre a «Nova Era» sublinhou a necessidade de conhecer melhor este fenômeno para oferecer respostas cristãs mais adequadas.

Tal Consulta foi convocada por uma comissão de diferentes organismos vaticanos sobre «Seitas e novos movimentos religiosos», da qual participam representantes da Congregação para a Evangelização dos Povos, do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, do Conselho Pontifício para a Cultura e do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso.

Participaram igualmente do encontro delegados designados pelas Conferências Episcopais de 22 países dos cinco continentes e um representante da União de Superiores Gerais.

O objetivo da reunião foi analisar as respostas dos episcopados a algumas perguntas de aprofundamento enviadas às Conferências Episcopais, junto ao documento «Jesus Cristo, portador de água viva. Uma reflexão cristã sobre a Nova Era», publicado no ano passado pelos Conselhos Pontifícios para a Cultura e para o Diálogo Inter-religioso, com a participação da Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos e do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.

Para aprofundar nos temas tratados, as ações pastorais indicadas e as razões nos temas tratados, as ações pastorais indicadas e as razões do encontro, Zenit entrevistou um de seus participantes, o padre Alessandro Olivieri Pennesi.

- Por que a difusão da New Age representa um «desafio» para os cristãos?

- Pe. Alessandro Olivieri Pennesi: A New Age constitui um grande desafio para o cristianismo. Não só porque se está difundindo em nível planetário, mas, sobretudo, porque incorpora elementos do cristianismo, modificando seu significado original; por exemplo, Jesus Cristo já não é considerado como Filho de Deus e único Salvador do mundo.

Existe a perda do conceito de «verdade», estamos em pleno subjetivismo. Deus tem mil facetas (energia cósmica, extracósmica, uma Mente, o Todo, somos nós mesmos, etc).

Se Jesus já não é o Salvador, se vai à busca de outras salvações que se convertem em «auto-salvações» através de métodos, meditações, praticas várias, inclusive mágicas. Esvazia-se da espera escatológica, enquanto que a salvação chegará em qualquer caso após uma série, talvez longuíssima, de reencarnações.

Talvez o maior escolho a enfrentar seja sem dúvida o da perda da consciência de verdade, que faz nulo todo intento de usar os paradigmas da razão.

- É certo que o pensamento fraco e uma aproximação particularmente emotiva à espiritualidade New Age são fenômenos bastante difundidos no mundo católico?

- Pe. Alessandro Olivieri Pennesi: Alguns afirmaram que a New Age «é um fenômeno típico da cultura pós-moderna, baseada no pensamento fraco, no relativismo ético e no consumismo», não posso senão compartilhar esta afirmação.

O pensamento da New Age se difunde sutil e quase imperceptível de muitas formas e por muitas vias, segundo afirma o secretariado para o ecumenismo e o diálogo dos bispos italianos, e é apresentado assinalando-se com as marcas do amor universal e da defesa da natureza.

Esta proposta pode levar a engano enquanto apresenta algumas metas sobre as quais é fácil estar de acordo: harmonia entre homem e natureza, tomada de consciência e compromisso para fazer melhor o mundo, mobilização de todas as forças do bem por um projeto unitário de vida.

A New Age esvazia de sua verdade, singularidade e plenitude o significado do acontecimento salvífico de Cristo; de fato, o homem, segundo tal orientação de pensamento, pode fazer-se capaz, através de determinadas técnicas, de fazer experiência do divino sem o auxiliar da graça divina, levando a cabo com suas próprias forças sua salvação, da qual depende a harmonia universal.

O documento da Congregação para a Doutrina da Fé de 1989, Carta aos bispos da Igreja Católica sobre alguns aspectos da meditação cristã, é um texto de referência sobre a atenção que há que pôr na re-atualização das antigas gnoses, onde a salvação sucederá através da consciência esotérica para poucos.

Acerca das práticas New Age (ou gnoses, que é dizer mais ou menos o mesmo) existem numerosos exemplos. Por mencionar um, o último texto vaticano sobre a New Age se remete ao uso - em alarmante expansão - do eneagrama: um símbolo originalmente de caráter de iniciação desenvolvido em contexto esotérico-sincretista, que se transformou sucessivamente em sistema de classificação da personalidade em nove tipos psicológicos, que serve para a busca de uma auto-realização por via esotérica e/ou mágica.

Estamos em plena gnose. Em âmbitos cristãos anglo-americanos, tal método tem espaço no terreno da guia e da direção espiritual, pelo que os bispos americanos criaram uma comissão adequada para discernir o fenômeno.

- Quais são as características conceituais que definem a New Age? E quais as principais diferenças que caracterizam a doutrina cristã?

- Pe. Alessandro Oliveri Pennesi: Um autor americano, Douglas R. Groothuis, reconheceu seis características do pensamento New Age: tudo é um; tudo é Deus; a humanidade é Deus; devemos transformar nossa consciência; todas as religiões são uma; o otimismo para com a evolução cósmica. Podemos sintetizar nos seguintes pontos o que geralmente os «new agers» afirmam:

1. Não existe uma fonte de autoridade exterior - só interior («o deus dentro» de nós). A verdade como realidade objetiva não existe, afirma uma das mais conhecidas porta-vozes da New Age: A atriz Shirley Mclaine.

2. Criador e criatura são confundidos, crendo que Deus seja parte da criação e não separado desta. Eles adotam das religiões orientais o credo do monismo - que «tudo é Um» -, uma só essência do universo, todos e tudo formando parte desta essência.

3. Cristo é um tipo de energia mais que um indivíduo. Esta idéia de «consciência crística» afirma que Jesus não foi o único Cristo, mas que ele predispôs para receber a «consciência de Cristo», assim como provavelmente fizeram Buda, Krishna e Maomé. Este é um conhecido ensinamento do ocultismo gnóstico, que tem suas raízes nas religiões mistéricas babilônicas.

4. Quanto ao pecado, enquanto que se silencia a referência ao pecado de Adão, afirma-se, como apresenta «Um curso em milagres», que o problema principal do homem é a ignorância de sua divindade. Toda perceptível falta que o homem crê ter é mais uma ausência de conhecimento; com isto se elimina a necessidade de salvação e de um Salvador.

5. O seguidor da New Age considera seu bem onde o encontra. Sua moralidade dá seus critérios confiando no que «sente» como bem.

6. O tradicional modo de ver a personificação do mal como diabo ou Satanás está claramente ausente da literatura New Age. Mas Satanás é descrito como poderoso ser de luz e «soberano da humanidade», como afirma Alice Bailey, uma das principais inspiradoras do movimento New Age. Quanto à história e à tarefa de Lúcifer, Benjamin Creme, conhecido conferencista do movimento, sustenta: «Lúcifer veio do planeta Vênus há 18 milhões e meio de anos; é o diretor da evolução de nosso planeta, é o cordeiro do sacrifício e o filho pródigo. Lúcifer fez um sacrifício incrível, um sacrifício supremo por nosso planeta».

7. Os «new agers» retomam a antiga doutrina das religiões orientais sobre a reencarnação modificando-a substancialmente a fim de alcançar uma perfeição através de inumeráveis ciclos de morte e renascimento. Junto a isso se situa a prática do chamado «channelling» (canalizando), através da qual entidades desencarnadas guiariam a evolução espiritual da humanidade.

8. No documento redigido pelos Conselhos Pontifícios para a Cultura e para o Diálogo Inter-religioso - «Jesus Cristo, portador de água viva. Uma reflexão cristã sobre a Nova Era» - lê-se: «A New Age tem uma marcada preferência pelas religiões orientais e pré-cristãs, porque as considera incontaminadas de distorções judaico-cristãs. Portanto, tributa grande respeito aos antigos ritos agrícolas e aos cultos ligados à fertilidade».

Parece-me evidente uma denúncia de certas ideologias animalistas e ambientalistas que tendem a propor uma forma moderna de panteísmo neopagão.

- Que opina a respeito?

- Pe. Alessandro Olivieri Pennesi: A divinização da natureza, conhecida também como «hipótese Gaia», em homenagem à mitologia grega, é o fruto da passagem de uma justa tutela do ambiente a formas de proteção que me parece que recordam a reverência pelas vacas sagradas dos hindus.

Esta marca a influência das idéias New Age no movimento ecológico a partir da primeira «Jornada da Terra», em 1970, quando o planeta foi reconhecido como ser vivo, digno de adoração. A incompatibilidade desta veneração com os ensinamentos cristãos resulta evidente e é sublinhada pelos próprios partidários de Gaia.

Muitas publicações esotéricas vêem os ensinamentos bíblicos como a causa de grandes problemas ecológicos. Em um número da revista «Time» relativo aos problemas ambientais, a Bíblia, e em particular o Livro do Gênesis, onde o homem recebe o domínio sobre a terra e seus habitantes, é citada como um dos motivos para o maltrato da natureza por parte do homem. Segundo alguns ambientalistas, a difusão do cristianismo haveria levado a um desenvolvimento negativo da tecnologia que feriria a terra.

Em linha com esta atribuição de culpa, o culto da Mãe Terra e a ideologia ambientalista se acompanham também da desvalorização do ser humano, situado ao mesmo nível que as outras «espécies» e acusado inclusive de excessiva e nociva fecundidade.

É sintomático de fato que nenhuma das muitas organizações ambientalistas presentes no mundo associem à defesa da natureza também a defesa da vida humana pronunciando-se contra o aborto.

- O cardeal Georges-Joseph Marie Martin Cottier declarou que a New Age é «incompatível com a doutrina católica». Quais são as razões de uma condenação tão explícita?

- Pe. Alessandro Olivieri Pennesi: É verdade. O purpurado afirma que «as teses principais da New Age são incompatíveis com o cristianismo, muito mais, são opostas».

Segundo o documento vaticano «Jesus Cristo, portador de água viva. Uma reflexão cristã sobre a Nova Era»: «Resulta difícil separar os elementos individuais da religiosidade da Nova Era, por inocentes que podem parecer, da estrutura geral que penetra todo o mundo conceitual do movimento New Age».

«A natureza gnóstica deste movimento exige que se o julgue em sua totalidade. Desde o ponto de vista da fé cristã, não é possível isolar alguns elementos da religiosidade da Nova Era como aceitáveis por parte dos cristãos e rejeitar outros. Posto que o movimento da Nova Era insiste tanto na comunicação com a natureza, no conhecimento cósmico de um bem universal - negando assim os conteúdos revelados da fé cristã -, não pode ser considerado como algo positivo ou inócuo»

domingo, 26 de abril de 2009

O QUE É A MISSA?

Definição:

"A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo que, sob as espécies do pão e do vinho, se oferece por mãos do sacerdote a Deus sobre o altar, memória e renovaçao do sacrifício da Cruz."
(Catecismo de São Pio X)

- A Missa mais antiga, relato de Missa no ano 70 d.c. pelo apóstolo Santo André.

- Veja o testemunhos de muitos Santos sobre a Missa.

- Essência da Missa segundo Padre Pio

- Pessoa sem fé questiona porque ir a Missa.

- Curso completo sobre a Missa, por um Cardeal.

- Uma ameaça contra a Missa: o falso ecumenismo.

Explicação sobre o que é a Missa:

Vemos então a definição eterna e infalível (sem falhas) do que é a Missa de acordo com a Igreja Católica.

A Missa é onde ocorre a Paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas incruenta, ou seja, de forma que Jesus não sente dor. È A Atualização da Paixão.

Por ser o mesmo Sacrifício da Cruz as pessoas recebem os mesmos frutos e graças que recebemos na Cruz de há 2000 anos atrás. São graças infinitas nada comparável ao que se recebe em um culto ou adoração dos evangélicos ou qualquer católico reunido. Veja o Dogma (aceito obrigatoriamente) que a Igreja diz:

" Os frutos da oblação cruenta se recebem abundantemente por meio desta oblação incruenta, nem tão pouco esta derroga aquela [cân. 4]. Por isso, com razão se oferece, consoante a Tradição apostólica, este sacrifício incruento, não só pelos pecados, pelas penas, pelas satisfações e por outras necessidades dos fiéis vivos, mas também pelos que morreram em Cristo , e que não estão plenamente purificados [cân. 3]." (Concílio de Trento 940)

Alguns dizem que a Missa é monótona, mas é esse o ponto que traduz o essencial da Missa que é um "funeral", é ver novamente o Sacrifício e Paixão de Jesus Cristo . Quando um parente seu morre, você vai festejar até na hora do funeral e no cemitério ? Quando alguém morre sempre não se faz um minuto de silencio em honra daquela pessoa ? Então se você tivesse la há dois mil anos atrás estaria sorrindo e pulando ? no lugar de estar contemplando silenciosamente ?

Então porque algumas pessoas insistem e ir a cultos evangélicos e shows para substituir a Missa? Vejo que é para sentir e ver emoção e alegria, que são emoções passageiras produzidas naquele momento, porque as graças que recebemos na Missa não podemos ver é invisível, mas as coisas invisíveis são infinitas. Na missa também há a alegria porque há Jesus ressuscitado e se espera a vinda dEle. As pessoas sempre saem bem da missa.

As inúmeras graças invisíveis é que vão produzir alegria na vida da pessoa ao longo da vida dela e não apenas naquele momento...

...Porque: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. Foi ela que fez a glória dos nossos, antepassados. Pela fé reconhecemos que o mundo foi formado pela palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do invisível." (Hebreus 11,1)

Devemos ter cuidado sobre o que NÃO é a Missa:

1. Um show. Artigo por Cardeal Ratzinger

2. Apenas banquete e ceia espiritual. - Muitos só vêem a missa nesse sentido e esquecem de que sem o Sacrifício não há nem mesmo a Hóstia, Corpo do Senhor. Ou melhor como diz o Concilio Dogmático de Trento: " Se alguém disser que o sacrifício da Missa... ...que só aproveita ao que comunga ... seja excomungado " 950. Cân. 3. [cfr. n° 940].

3. Um culto (oração dos fiéis) sendo que católico. - Não tem desrespeito maior como essa indiferença e faz como mostrado anteriormente de que culto protestante e Missa sejam a mesma coisa.

4. Reunião comunitária. - A presença do Senhor é real, substancial e física sob as espécies eucarísticas, prescindindo (dispensável) da presença do povo. (Catecismo de São Pio X)

5. Algo chato por ser monótomo. - É o mesmo Sacrifício de 2000 anos atrás, tamanho acontecimento qualquer pessoa fica paralisada, calada...

6. Um curso de liturgia da palavra. - Muitos só prezam e gastam tempo nessa parte da missa, enquanto que na hora da consagração (a mais importante) é tudo rápido. Alguns levantam o livro da leitura (bíblia ou ordinário) por alguns segundos para que todos aplaudam, mas não dão a mesma estima ou respeito à Eucaristia.

7. Somente louvor e ação de graças - Observe o que diz o dogma: 950. Cân. 3. Se alguém disser que o sacrifício da Missa é somente de louvor e ação de graças, ou mera comemoração do sacrifício consumado na cruz(...) - seja excomungado [cfr. n° 940].

SINAIS DOS TEMPOS

Introdução

Dentre muitos sinais dos tempos que se pode ver hoje em dia e é mostrado nesse site, há um sinal muito importante que são os apelos e mensagens que Jesus e Nossa Senhora têm feito a muitas pessoas do mundo inteiro, como sinais no céu, aparições e milagres em diversos lugares.

Deus em sua misericórdia e ânsia de querer salvar seus filhos, em tão grande perigo que se encontram hoje em dia, resolveu chamá-los com mais força e intensidade, e de modos visíveis e extraordinários, usando a mesma linguagem do Antigo Testamento e de seu Filho. E que linguagem seria ?

A linguagem que Deus usa apesar de ser onipotente, é a dos mais fracos, humildes* e menos honrados pelo mundo, como propagadores e propulsores do Reino, lembrem-se como viveu Jesus e como escandalizou os poderosos, dando testemunho do Pai, no qual eles preferiram não entender.

*"Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos." Mt 11,25

Deus tem favorecido (enchido de graças) vários de seus servos (profetas) na terra, para que as ovelhas não fiquem sem pastores, porque os pastores da Igreja não são suficientes e alguns destes não tem correspondido ao trabalho.

Deus envia dezenas e dezenas de profetas e videntes, hoje em dia, ou seja, pessoas que recebem revelações privadas para evangelizar, fortalecer na fé, chamar ao arrependimento, e alertar do que está para vir.

Sempre quando um povo esteve para sofrer o castigo pelo seus pecados Deus interveio por meio de seus profetas, começamos pelo Antigo Testamento, quem sempre esteve liderando os planos de Deus no qual foi-se comunicando diretamente com Deus, ou seja: profecias: Noé, Abraão, José, Moyses, Elias, Isaias, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Amós, Zacarias e muitos outros.

Porque tudo é iminente ?

1.1 Profetas e Aparições: uns dos sinais dos tempos

Será listado agora os profetas com mais reconhecimento pelo clero da Igreja Católica, inclusive os oficiais, algumas mensagens deles serão selecionadas e resumo dos aspectos de aprovação da Igreja, logo após h´atexto e:

As mensagens abaixo selecionadas destes profetas, dão ênfase aos sinais do fim dos tempos. Mensagens sobre Vida Sacramental, amor, santidade, e de intimidade com Deus e outros temas, será colocada em outras seções:

Nossa Senhora Santos Em reconhecimento pela Igreja Profecias de Leigos
Fátima São Nilo Vassula Ryden Leigos antigas
Garabandal São Malaquias Padre Gobbi Na Ilha de Patmos
La Salette Papas Dozulé Laerte de Vargas - Brasil
Rainha da Paz em Mediugórie Santa Faustina Cláudio Heckert
Rainha da Paz em Anguera Dom Bosco Ana Catarina Emmerich
Akita Outros Santos

Outras Aparições e Profecias:

Profecia de Lérida

Nossa Senhora em Beyrouth, Líbano

Nossa Senhora do Bom Sucesso(Quito, equador)

Nossa Senhora em Bayside, Nova York

Nossa Senhora em Soufanieh, Síria

Nossa Senhora em Cuapa, Nicarágua

Nossa Senhora em São José dos Pinhais - PR

Nossa Senhora em Vitória da Conquista - BA

Nossa Senhora em San Nicolas, Argentina

Milagres Eucarísticos em Roma - Madre del´eucaristia

Nossa Senhora em Platina - http://nossasenhoradaplatina.zip.net

"Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos."
Amos 3,7

"mas nos dias em que soasse a trombeta do sétimo anjo, se cumpriria o mistério de Deus, de acordo com a boa nova que confiou a seus servos, os profetas."
Ap 10,7

1.2 A veracidade dos profetas.

Uns dos fatos que torna ainda mais infalível a manifestação de tantos dons extraordinários hoje em dia, é que quase todos esses profetas católicos são do interior, de lugares longes e afastados da má influência religiosa, sensacionalista e interesseira dos grandes centros urbanos, veja em La Salette, Fátima, Lourdes, Mediugórie, Akita, Angüera na Bahia e muitos outros lugares.

Devido também a precariedade do lugar em que vivem, não tem acesso a informações de surgimentos de outros profetas, evitando assim o falso argumento de que esses fenômenos se propagaria como mania, ora imaginem que nem mesmo na cidade grande poucas pessoas sabem desses fatos extraordinários que acontecem, e quem vai querer dar atenção ao que acontece no interior de um país ? La é atrasado e humilde e as pessoas não estão com paciência para ver pela imprensa essas coisas, preferem se orgulhar por ser de uma cidade grande e dizer que esses pobres estão alienados.

Um dos fatores que levariam a Deus fazer manifestações extraordinárias e aparições no interior é porque as pessoas do interior são mais obedientes na fé, e assim têm mais tempo para a urgente causa de intercessão. Não é que na cidade grande aja pessoas assim, mas na cidade grande há muitas pessoas que só vêem o progresso e a ciência como o avanço da humanidade.

"O que é vil e desprezível no mundo, Deus o escolheu, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são." (1Cor 1,28)

Deus se utiliza como sempre de pequenos instrumentos, e há os que pensam apenas em procurar os erros desses instrumentos de Deus, mas a história se repete:

"Pois veio João Batista, que nem comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Ele está possuído do demônio. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e libertinos. Mas a Sabedoria* foi justificada por todos os seus filhos." (Lc 7,33-35)

*Os filhos da Sabedoria, isto é, de Deus, que é soberanamente sábio, reconhecem e acolhem as obras de Deus. Explicando melhor: o dom de Sabedoria é uma graça que não atinge-se pelo tempos de conhecimento e esforço próprio, mas o Espírito Santo que guia. Por isso não os orgulhemos se não compreendermos de início mas que peçamos ao Espírito Santo que nos ilumine.

Veja a Mensagem de Jesus a Vassula Ryden sobre isso: "Tempos! Ó tempos! Destes a vossa opinião antes mesmo de terdes lançado uma vista de olhos sobre as Minhas Palavras? Fingis glorificar-Me, defendendo-Me e a verdade é que, pelo contrário, Me escarneceis?" (22.3.87)

Um outro aspecto que acompanha sempre os profetas e mensageiros de Deus é que ele incomodam quem está dominando em volta, no qual estão todos acomodados achando que com o Senhor está tudo bem, mas o profeta vem dizer que tudo está mal, e para voltar-nos rápido para Deus:

"Porque este é um povo rebelde, são filhos mentirosos, filhos que se recusam a ouvir as instruções do Senhor. E dizem aos videntes: Não vejais, e aos profetas: Não nos anuncieis a verdade, dizei-nos coisas agradáveis, profetizai-nos fantasias."
Is 30,9-10

1.3 Como a Igreja aprova as profecias ?

Sabendo que Deus sempre avisa aos seus servos os profetas o perigo de um castigo, conforme discutido mais acima e nas Perguntas . Mostremos que nesse nosso tempo como nunca houve antes, muitas revelações têm sido dadas.

A Igreja utiliza quatro aspectos para avaliar e aprovar as revelações privadas:

1. Conteúdo da Mensagem - Elas não podem entrar em contradição coma revelação pública e doutrina da Igreja. Levam a confirmar a revelação bíblica. É coerente com o espírito do Evangelho.

2. Sanidade dos videntes (ou profetas) - Os videntes têm bom estado e saúde mental verificado por especialistas da área ?

3. Coerência - Coerência entre o que vêem e ouvem com o que dizem e fazem. Seguem fielmente a Igreja e o Papa e Bispos.

4. Frutos - "Pelos seus frutos os reconheceis" (Mt 7,16) listaremos os principais:

• Conversão - as pessoas reconhecem que são pecadores e querem participar da Salvação de Jesus.

• Aumento da fé. Passam a ir mais a igreja, rezarem mais, tudo muda em volta.

• Sinais e milagres extraordinários: "Vendo eles a coragem de Pedro e de João, e considerando que eram homens sem estudo e sem instrução, admiravam-se. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus. Mas vendo com eles o homem que tinha sido curado, não puderam replicar." At 4, 13s

Sabemos que o diabo também pode fazer curas como nas curas mediúnicas praticados pelo espiritísmo, mas essas são feitas para afastar as pessoas de qualquer religião cristã, ou seja, são mals frutos. Enquanto que as operadas por Jesus levam as pessoas a reconhecerem a ele como Salvador, veja que nesta passagem acima traz um bom resumo: eram companheiros de Jesus - pregavam a mesma Palavra e doutrina (diferente do espiritísmo); Sem estudo e instrução - pequenos e pobres instrumentos, como são os confidentes que tem visões de Maria; Milagres e curas necessário para ajudar os incrédulos a acreditar.

Com base nesses aspectos não poderemos condená-los, para quem não matemos um profeta. Disse Ratzinger na entrevista sobre profecia cristã:

"Quanto a Igreja, deve evitar emitir prematuramente um juízo definitivo, a fim de evitar esta acusação: 'matastes os profetas'."

1.4 Elias e as duas testemunhas de Apocalipse 11 - profetas e profecias hoje.

Na Igreja Primitiva os Santos Padres esboçam que a Igreja passará pelo mesmo Calvário, Morte e Ressurreição que Jesus passou. Se é esse o paralelo não devemos esquecer do episódio da transfiguração de Moisés e Elias, representando a Lei e Profecia, que é também os traços das duas testemunhas do Capítulo 11 de Apocalipse, aplicando essa transfiguração na história da Igreja fazendo paralelo com a história de Jesus, significaria que o Espírito de profecia e a Lei (os dez mandamentos?) que estarão em ação e sendo perseguidos nos últimos tempos. Sobre o espírito de Profecia veja que Jesus explica que não será Elias em carne e osso que devia voltar ou que voltará (Ap) , ja que não era a mesma pessoa em João, mas o "Espírito", se fosse considerar a mesma pessoa, seria admitir a heresia da reencarnação, não há lógica nisso, mas o "Espírito de Elias" que é o espírito de profecia, Elias que foi um grande profeta como explica Pe Emmanuel: "Sua vida(Elias) não podia ter sido mais dramática (Rs 3 e 4). Pode-se dizer que ela é uma profecia em ação do estado da Igreja, no tempo da Perseguição do Anticristo" do mesmo jeito o grande profeta João Batista representava o "Espírito de Elias", João Batista cumpriu um papel análogo ao do profeta Elias, assim para esse fim dos tempos não necessário apenas uma pessoa com "Espírito de profecia" profetizado, mas muitas pessoas, porque já não são só os Judeus os eleitos daquela época, mas agora é o mundo inteiro que é chamado a escutar as profecias.

O ANTICRISTO

O Anticristo no sentido bíblico da palavra

*O nome Anticristo é colocado em maiúsculo apenas para designar uma pessoa.

Jesus já começa avisando em João 5, 43: "Vim em nome de meu Pai, mas não me recebeis. Se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebê-lo..." O Outro que vem em seu próprio nome é o anticristo: "... A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudomessianismo em que o homem se glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do seu Messias que veio na carne" (CIC 675).

A palavra Anticristo ocorre somente nas Epístolas Joaninas; mas existem assim chamados paralelismos a estas ocorrências no Apocalipse, nas Epístolas Paulinas, e outros menos explícitos nos Evangelhos e no Livro de Daniel.

Nas Epístolas Joaninas embora o Apóstolo João fale de vários Anticristos, ele distingue entre os muitos e o agente único e principal: "O Anticristo virá. Já agora há muitos Anticristos." (1Jo 2,18). Mostra que os anticristos saíram do "nosso meio" (1Jo 2,19). Estavam então infiltrados já entre os da comunidade de cristãos, provavelmente eram judeus perversos que queriam atrapalhar e destruir. Diz também que ele já está no mundo: "mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo." (1Jo 4,3) Ele agora falou em o "espírito do anticristo" que já está no mundo e que vai de encontro ao que disse São Paulo de que o mistério de iniqüidade já está em ação: "Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém." (2Tes 2,7).

Nos três parágrafos seguintes é citado trecho da Enciclopédia Católica sobre o que os livros do Novo Testamento falam sobre o Anticristo:

Praticamente todos os comentaristas encontram o Anticristo mencionado no Apocalipse, mas eles não concordam quanto ao capítulo específico do Livro no qual a menção ocorre. Alguns apontam para a "besta" de 11,7; outros para o "dragão vermelho" de 12; outros ainda para a besta "com sete cabeças e dez chifres" de 13; enquanto muitos escolásticos identificam o Anticristo com a besta que tinha "dois chifres, como um cordeiro" e falava "como um dragão" (13,11); ou com a besta vermelha "com sete cabeças e dez chifres" (17); ou, finalmente, com Satanás "libertado de sua prisão" e seduzindo as nações (20,7). Uma discussão detalhada das razões pró e contra cada uma destas opiniões estaria fora de lugar aqui.

O Apóstolo Paulo dá três estágios da evolução do mal: a fermentação da iniqüidade, a grande apostasia, e o homem da iniqüidade. Mas ele adiciona uma cláusula calculada para determinar o tempo do evento principal mais precisamente; ele descreve algo primeiro como uma coisa (to datechon), e depois como uma pessoa (ho katechon), evitando a ocorrência do evento principal: "algo o detém" e "aquele que o detém" , citando 2 Tessalonicenses capítulo 2, onde em tal capítulo dos mais importantes sobre esse tema faz uma descrição de como será e agirá e de como terá um certo poder o Anticristo.

Em 2Tes 2,4 mostra como o anticristo nega a cristo se achando o próprio Cristo (Messias): " e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus." É um trabalho então daqueles que estão infiltrados e que estão desde a época dos apóstolos em ação (seria a misteriosa Sinagoga de Satanás em Ap 2,9 ? veremos isso mais tarde) pronto para tomar a atenção o enganar o povo realmente cristão.

Depois de estudar a figura do Anticristo na Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses, alguém facilmente reconhece o "homem da iniqüidade" em Dn 7,8.11.20.21, aonde o Profeta descreve o "pequeno chifre". O Padre Emmanuel (O Drama do Fim dos Tempos, Pe Emmanuel-André) exemplifica Daniel: "o chifrezinho era um rei que acabaria por dominar sobre toda a terra com inaudito poder. Vomitará, lhe foi dito, blasfêmias contra Deus, esmagará debaixo dos pés os santos do Altíssimo; ele pensará que pode mudar os tempos e as leis; e tudo lhe será entregue durante um tempo, dois tempos, e a metade de um tempo". (Daniel 7). Por este rei todos os intérpretes entendem o Anticristo.

Ratzinger no Congresso dos Catequistas em Dezembro de 2000: " 'Vim em nome de Meu Pai e não Me recebestes, mas se vier outro, em seu próprio nome, recebê-lo-eis' (Jo 5, 43). O sinal distintivo do Anticristo é falar em seu nome."

O Anticristo nas profecias de Santos da Igreja:

"Ele sentará no Templo de Deus como se fosse Cristo, e levando para o mau caminho aquele que adorá-lo." (Santo Irineu)

"O Anticristo deseja ser o senhor de todas as coisas, e se tornar o mestre de todo o Universo. Ele realizará milagres e sinais inexplicáveis." (São Nilo 430 d.c.)

"Cristo veio dos Hebreus, e o Anticristo nascerá entre os Judeus." (Santo Hipólito)

"Será durante esse tempo que nascerá o Anticristo, duma religiosa hebraica, duma falsa virgem que terá comunicação com a antiga serpente, o mestre da impureza... ...fará prodígios, não se alimentará senão de impurezas." (Nossa Senhora de La Salette)

"O anticristo vira de uma terra entre dois mares, e praticara sua tirania no Oriente. Depois de seu nascimento falsos professores e doutrinas aparecerão, seguido de guerras, fome e pestes." (Santa Hildegarda)

"Enoque e Elias se aproximarão secretamente do anticristo; Eles contarão às pessoas quem ele é, e por quem cujo poder opera milagres, e em que modo ele vira ao mundo e como será seu fim." (Santa Mechtilda)

"Por meio de seu grande poder, engano, e malícia ele terá sucesso em seduzir ou forçará a cultuá-lo dois terços da humanidade."
(São Cirilo de Jerusalém)

"Anticristo se apresentará para os Judeus como o Messias. E assim eles o seguirão (2 Tes 2,9) Ele levará os ricos do mundo para Jerusalém e mostrará ter poder sobre as leis naturais" (Dyonisio de Luxemburgo)

"Ele ganhará o apoio de muito dons e dinheiro, ele se venderá para o diabo e desde então não terá anjo da guarda ou consciência." (São Jerônimo)

"O Anticristo reinará sobre o mundo, de Jerusalém, no qual ele a transformará numa magnificente cidade" (Santo Anselmo)

"Anticristo será possesso por Satan e será o filho ilegítimo de uma judia do Oriente" (São João Crisóstomo)

"Anticristo ensinará que Cristo era um impostor, e nao o real Filho de Deus." (Santo Hilário)

Mais profecias sobre o Anticristo.

Sinais que se reconhecerá no Anticristo.

Cardeal alerta Papa para 'anticristo atrás de ecologista'.

A Abominação da desolação: perigo para a Missa e o mundo.

1. Os fatos reais se encaixam com a bíblia e confirmam a conspiração

1.1 Introdução

Vejamos: um povo espera seu Messias, e esse povo é uma elite que muito domina, são donos dos meios de comunicação e muita riqueza, agora imagine que o diabo se aproveita disso e resolve desde muito tempo enganá-los com a vinda de um falso Messias, e assim seria um plano quase perfeito. Agora perfeito é o plano se esse falso Messias chegar a negar a Jesus Cristo que foi o verdadeiro Messias que veio e assim perseguir os que acreditam Nele, que são os cristãos e encaixar o falso Messias com o plano da maçonaria que é a Nova Ordem Mundial e seu Governo Único Mundial e a Nova Era com a espera de seu "Messias" o Matreya .

Agora veremos que as sociedades secretas nasceram do meio dos judeus enganando a maioria dos judeus com suas mentiras que deveriam ser escondidas, quando na verdade Jesus veio a dizer que: "nada há oculto que não deva ser descoberto, nada secreto que não deva ser publicado." (sobre os fariseus) Lc 12,1-2. As sociedades secretas são o mistério da iniqüidade que estava em ação (2Tes 2) desde a época dos apóstolos, os anticristos saíram do "nosso meio" (1Jo 2,19) e que estavam infiltrados dentro da própria comunidade conforme a epístola do apóstolo: "Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco." (1Jo 2,19).

Os planos da maçonaria são bem avançados conforme mostram os documentos da Instrução Permanente mostrado anteriormente que diz: "Em poucos anos, pela força das coisas, este jovem Clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do Sumo Pontífice, será chamado a escolher o novo Pontífice que há-de reinar ." Isso significa que o Papa estará cercado de maus bispos e cardeais que colocarão por meio do golpe ou falsa eleição de um anti-papa. E ao vermos também que muitas pessoas do clero envolvidos na maçonaria no qual busca uma estranha aproximação com religiosos, das mais variadas religiões.

Em João 10,1 Jesus se refere aos fariseus e falsos pastores da época que tinham entrado e dominado a Sinagoga (v.8). Não entraram pelo local correto, a porta, e sim pela janela, mas as ovelhas de Jesus, ou seja, os que são fieis sabem escutar (reconhecer) qual é a palavra de Jesus e assim não se deixam ser enganados. Na mesma situação que os perversos fariseus da Sinagoga na época, os pastores (clero) que hoje perderam a fé, preparam para depois de dentro da Igreja Católica, executar o plano de destruição. O falso pastor ou anti-papa não estará de acordo com a Tradição da Igreja Católica, ou seja, não será a voz do bom pastor no qual as ovelhas que são de Jesus Cristo entendem.

"Eu conheço a tua angústia e a tua pobreza - ainda que sejas rico - e também as difamações daqueles que se dizem judeus e não o são; são apenas uma sinagoga de Satanás ." Ap 2,9

Leia o artigo sobre ação das sociedades secretas contra Deus desde o Antigo Testamento.

Carta aos Judeus e maçons sobre o não racismo

1.2 Corroendo a Igreja por Dentro

"...assim quanto mais eles usaram de violência para ocupar os lugares de culto, mais eles se separaram da Igreja. Eles PRETENDEM representar A IGREJA; na realidade, expulsam-se a si próprios e perdem-se. Ainda que os católicos fiéis a TRADIÇÃO se reduzam a um punhado, são eles a VERDADEIRA Igreja de Jesus Cristo..." (Santo Atanásio)

Pense qual seria o meio mais fácil de destruir uma grande e secular instituição(Igreja Católica) senão por dentro dela mesmo e por infiltração? Esse é o tema discutido agora e será aprofundado a seguir.

"Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe lançou as mãos." (Jo 7,44)
Essa e tantas outras passagens no Evangelho mostram o quanto os fariseus estiveram muito perto de prender e levar Jesus a julgamento, mas porque Deus não permitiu que ele fosse levado a julgamento dessa forma ? Porque Jesus teria que ser traído logo por um dos seus discípulos ? Jesus sabia que um dos seus iria traí-lo porque não o despediu antes ?

Deus permitiu que Jesus fosse traído por um dos seus discípulos para mostrar o que poderá acontecer no futuro, em que muitos dos seus escolhidos para estar em destaque na Igreja haverá de traí-lo, ou seja, foi mostrado mais uma vez que não há meio mais fácil de destruir um grupo, do que alguém que já esteja dentro dele, mesmo com vários alertas de Jesus de que o traidor estaria entre eles, Jesus nada fez contra Judas, mostrando também a fraqueza de seus discípulos em reconhecer o espírito dos anticristos.

E assim nada mais fácil em destruir uma instituição do que alguém que esteja dentro dela como mostrou João ao falar de anticristos nas Epístolas e a Instrução Permanente da franco-maçonaria caminha nesse plano, e o Papa Leão XIII (1878-1903) pressentiu a subversão pelo cume da Igreja e escreveu um pequeno exorcismo contra satanás. Eis o trecho do exorcismo que figura na versão original mas foi suprimido nas versões posteriores:

"Eis que astutos inimigos encheram de amargura a Igreja, Esposa do Cordeiro Imaculado, deram-lhe absinto para beber e puseram suas mãos ímpias sobre tudo o que há nEla de mais precioso. Onde a Sede do bem-aventurado Pedro e Cátedra da Verdade haviam sido estabelecidas como luz para as nações, eles erigiram o trono da abominação da sua impiedade, para que uma vez golpeado o pastor possam dispersar o rebanho."

Vemos então o cumprimento da profecia: "Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém." (2Tes 2,7). E quem seria esse que o detém ? Se juntarmos com o que disse João, de que o anticrito sairia de "nosso meio" (1Jo 2,19), vemos que um pastor (Papa), o líder que guarda as ovelhas na comunidade é necessário que tal pessoa se afaste (Papa) para tomar no lugar um falso pastor e que tem a voz diferente dos outros pastores (Papa). Ou seja o anti-papa proclamará doutrinas diferentes bem ao gosto pagão e humanista da maçonaria.

1.3 Algumas profecias de profetas reconhecidos pela Igreja de que satanás conseguirá chegar aos altos escalões da Igreja:

Nossa Senhora em Akita (as revelações são dadas como sobrenaturais pelo Vaticano): "O Diabo se infiltrará até mesmo na Igreja de tal um modo que haverá cardeais contra cardeais, e bispos contra bispos."

La Salette:

"O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições. Será o tempo das trevas; a Igreja terá uma crise medonha."

Aqueles que estão à frente das comunidades religiosas tomem cuidado com a pessoas que eles devem receber, porque o demônio usará de toda a sua malícia para introduzir pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor dos prazeres carnais se espalharão por toda a terra.

"Roma perderá a fé e tornar-se-á a sede do Anticristo."

"Os chefes, os guias do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência, e o demônio obscureceu as suas inteligências; tornaram-se estrelas errantes que o velho demônio arrastará com a sua cauda para fazê-los perecer."

Irmã Helena Aiello recebeu uma mensagem de Nossa Senhora em 11 de abril de 1952 (sexta-feira santa): "O Meu Coração está sangrando porque a Igreja será perseguida. Os lobos rapaces são muitos e vestem-se com a pele de cordeiro, e por isto o Cristo na terra (o Papa) sofrerá muito.

Ana Catarina Emmerich, freira alemã estigmatizada, em processo de beatificação, teve a seguinte visão: "uma grande quantidade de pessoas que trabalhavam para derrubar a Igreja de São Pedro. Os demolidores levavam grandes pedaços; eram em grande número, sectários e apóstatas. Em seu trabalho seguiam "certas" ordens e "certas" regras; disse mais: "Vi, com horror, que entre eles havia também sacerdotes católicos... Vi o Papa em oração, rodeado de falsos amigos, que, com freqüência, faziam o contrário do que ele ordenava."

E ao Pe Gobbi:

13/06/89 - "Esta infiltração maçônica, no interior da Igreja, já vos foi predita por Mim em Fátima , quando vos anunciei que satanás se introduziria até o vértice da Igreja."

Nossa Senhora faz referência a uma revelação de Fátima não integrante das duas primeiras partes do Segredo, que são de conhecimento público (ver mensagem de 13/05/92: "Naquela ocasião (Fátima), eu predisse os tempos da perda da verdadeira fé e da apostasia, que se difundiria por toda a Igreja ... eu predisse os tempos da guerra e da perseguição à Igreja e ao Santo Padre, por causa da difusão do ateísmo teórico e prático e da rebelião da humanidade a Deus e à sua Lei... eu predisse o castigo e que, por fim, o Meu Coração Imaculado triunfaria").

Assim, Nossa Senhora revela o amplo processo de infiltração da maçonaria até os mais altos escalões da hierarquia da Igreja Católica (até o vértice da Igreja, ou seja, satanás ocuparia o próprio trono do sucessor de Pedro). Não surpreende, portanto, os relatos de reações papais diante da gravidade de revelações que transpunham para a nossa época os tempos preditos no Apocalipse. Certamente, forças maçônicas inseridas dentro da Igreja inviabilizaram, de todas as formas possíveis, a divulgação das mensagens de Fátima, particularmente as revelações constantes do Terceiro Segredo, por razões óbvias.

Profecia de Lérida:

Profecia de Lerida, na Espanha, datada de 1881, que foi mandada copiar com fidelidade e foi divulgada pelo grande Papa Leão XIII.

Jesus fala: "Advirto-vos, meus queridos, sobre a avassaladora paixão que sofrerá a Minha Igreja, pela ação deicida de uma sacrílega apostasia doutrinária, que com sutileza demoníaca, levarão adiante grande número dos meus discípulos, os quais, investidos da responsabilidade ministerial que exercerão iniquamente entre vós, produzirão um cisma mortal nas almas dos meus fiéis. Eu estarei convosco. A Igreja é santa de minha santidade. Eu salvarei a Minha Igreja.

Rezai! Rezai diariamente. Que seja a vossa oração, humilde e confiante; perseverai nela! O mundo está ameaçado de ruína total por falta de oração, que significa o esquecimento de Deus. Rezai pelo Santo Padre. Com o correr dos anos ele terá grandes sofrimentos. Daqui a cem anos, sobre o pastor supremo cairá uma dura prova, que colocará em gravíssimo perigo sua fidelíssima, abnegada e preclara existência. Este será o sinal de uma grande crise, como não tem havido até agora; que estremecerá a minha Igreja e o mundo.

O Sumo Pontífice que será seu antecessor, o sacrificarão desapiedadamente (atentado contra o papa Bento XVI ? nota do site), os mesmos que o escolheram para ocupar a cadeira de Pedro, diante da firme negativa em aderir ao antipapa. Estes dois pontífices levarão, um e outro, o mesmo nome.

Os pastores, cada vez em maior número, extraviarão meu rebanho. Seduzidos por fantasiosas teorias heréticas, maquinadas por falsos teólogos, eles atraiçoarão sua missão de guias do meu povo, introduzindo no Templo Santo um culto indigno, de raízes pagãs. Ensinarão uma doutrina adulterada. Será um tempo em que o príncipe das trevas se apossará das mentes ensoberbecidas de dignitários, eclesiásticos e civis."

Mensagem de Jesus a Vassula Ryden (sobre os melhores amigos, os que guiam o rebanho do Senhor):

Senhor?

- Minha filha, ouve-Me e escreve: Eu sou o Grande Pastor do Meu Rebanho. Tinha formado pastores, para que guardassem o Meu Rebanho; mas muitos dos Meus Companheiros revestiram-se de incompetência, não se preocupando com os cordeiros tresmalhados, e não reconduzindo para o Redil aqueles que se perderam. Os Meus Melhores Amigos enchem-Me agora das maiores Dores e as Chagas mais profundas do Meu Corpo são-Me infligidas com a Vara que Eu Mesmo lhes dei. Estes são os Meus Melhores Amigos e, contudo, Eu estou ferido, a ponto de ficar irreconhecível, pelas suas próprias mãos. A Minha Coluna é continuamente flagelada, todo o Meu Corpo treme de Dor e os Meus Lábios, ressequidos, tremem. Sem temor algum, eles aclamam a Paz; mas não há Paz alguma, porque se deixaram atrair e seduzir pelo Racionalismo, pela Desobediência e pela Vaidade. Que Dor Me provocam e que Chagas Me infligem!

Mais profecias sobre a ação do mal contra o clero (os pastores a guiar o rebanho) da Igreja

Outra mensagem de Jesus a Vassula sobre o anticristo

O SONHO DE DOM BOSCO: O CÉU E O INFERNO!!!

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O Céu

A noite de 22 de dezembro [de 1876] ficou memorável no Oratório. Foi um pouco antecipada a hora da oração. Reuniram-se no locutório os estudantes, os artesãos e todas as pessoas da casa. Dom Bosco tinha prometido falar no domingo anterior, mas não pudera fazê-lo. Imagine-se a expectativa geral! Subiu à cátedra, saudado por palmas entusiásticas, como acontecia sempre que dava daquele modo a "boa noite" à comunidade inteira. Fez sinal de que ia falar e imediatamente fez-se completo silêncio.

Na noite em que estive em Lanzo, chegada a hora de repousar, aconteceu-me que tive o seguinte sonho. É um sonho que não tem nenhuma relação com outros sonhos...

São coisas muito estranhas. Mas para meus filhos não tenho segredos; abro-lhes inteiramente o coração. Pensai o que quiserdes desse sonho. Como diz São Paulo, quod bonum est tenete [conservai o que é bom], se alguma coisa encontrais nele que seja de proveito para vossa alma, sabei aproveitar-vos dela. Quem não quiser crer, que não me creia, pouco importa; mas ninguém jamais zombe das coisas que vou dizer.

Peço-vos, ainda, que não o conteis nem o comuniqueis por escrito aos que não são da casa. Aos sonhos pode-se dar importância que sonhos merecem, e os que não conhecem nossa intimidade poderiam formar juízos errôneos, vendo as coisas de modo diferente do que são na realidade. Não sabem eles que sois meus filhos, e que sempre vos digo tudo o que sei, e às vezes até mesmo o que não sei (risos gerais). Mas o que um pai manifesta a seus filhos queridos para o bem deles, deve ficar entre o pai e os filhos, e não passar adiante. E ainda por outro motivo: é que em geral, quando se contam essas coisas fora, ou se desfiguram os fatos ou se conta apenas uma parte deles, e esta mesma mal entendida; de onde nasce dano, pois o mundo desprezaria o que não deve ser desprezado.

Deveis saber que ordinariamente os sonhos se têm dormindo. Ora, na noite de 6 de dezembro, enquanto eu estava no meu quarto, não recordo bem se lendo, ou se dando voltas pelo aposento, ou se me havia já deitado,comecei a sonhar.

Logo me pareceu estar sobre uma elevação de terreno, ou colina, à beira de uma imensa planície cujos confins a vista não alcançava, pois se perdiam na imensidão; era toda azulada como o mar calmo, embora o que eu visse não fosse água; parecia um cristal límpido e luminoso. Sob meus pés, por trás de mim e dos lados via uma região à maneira de um litoral à margem do oceano.

Largos e gigantescos caminhos dividiam aquela planície em vastíssimos jardins de indescritível beleza, todos repartidos em bosquezinhos, prados e canteiros de flores, de formas e cores variadas. Nenhuma das nossas plantas pode nos dar idéia daquelas, embora tenham com elas alguma semelhança. As ervas, as flores, as árvores, as frutas, eram vistosíssimas e de belíssimo aspecto. As folhas eram de ouro; os troncos e ramos, de diamante, correspondendo todo o resto a essa riqueza. Seria impossível contar as diferentes espécies; e cada espécie e cada indivíduo resplandecia com uma luz própria.

No meio daqueles jardins e em toda a extensão da planície eu contemplava incontáveis edifícios de ordem, beleza, harmonia, magnificência e proporções tão extraordinárias, que para a construção de um só deles me parecia não seriam suficientes todos os tesouros da terra.

Eu dizia para mim mesmo: "Se meus meninos tivessem uma destas casas, como gozariam, que felizes seriam e com quanto gosto viveriam nela!" Isto pensava eu vendo externamente os palácios. Qual não deveria ser sua magnificência interior!

Enquanto contemplava extasiado tão estupendas maravilhas que adornavam aqueles jardins, eis que chega a meus ouvidos uma música dulcíssima, de tão agradável e suave harmonia que nem posso dela dar-vos adequada idéia. As músicas do Padre Cagliero e de Dogliani nada têm de musical se comparadas àquela! Eram cem mil instrumentos, produzindo cada qual um som diverso do outro, enquanto todos os sons possíveis difundiam pelos ares suas ondas sonoras. A estes, somavam-se os coros de cantores.

Vi então uma multidão de pessoas que se encontrava naqueles jardins e se regozijava alegre e contente. Uns tocavam, outros cantavam. Cada voz, cada nota, produzia efeito de mil instrumentos reunidos, todos diferentes uns dos outros. Ao mesmo tempo ouviam-se os diversos graus da escala harmônica, desde os mais baixos até os mais agudos que se possam imaginar, mas todos em perfeita harmonia. Ah! para descrever-vos tal harmonia não bastam comparações humanas.

Via-se, pelo rosto dos felizes habitantes do jardim, que os cantores não só experimentavam extraordinário prazer em cantar, mas ao mesmo tempo sentiam imenso gozo em ouvir cantar os demais. Quanto mais um cantava, mais se lhe acendia o desejo de cantar, e quanto mais ouvia, mais desejava ouvir.

Era isto o que cantavam:

Salus, honor; gloria Deo Patri omnipotenti!.., Auctor saeculi, qui erat, qui est, qui venturus est iudicare vivos et mortuos in saecula saeculorum [Saudação, honra e glória a Deus Pai onipotente! Autor do século, que era, que é e que virá a julgar os vivos e os mortos para todos os séculos dos séculos].

Enquanto ouvia atônito essa celestial harmonia, vi aparecer uma imensa multidão de jovens, muitos dos quais eu conhecia, pois tinham estado no Oratório e nos outros nossos colégios; mas me era desconhecida a maior parte. A multidão interminável se dirigia a mim. À sua frente vinha Domingos Sávio, e logo atrás dele vinham Padre Alasonatti, Padre Chiala, Padre Giulitto e muitos sacerdotes e clérigos, cada um deles conduzindo uma seção de jovens.

Eu me perguntava a mim mesmo:"Estou dormindo ou estou acordado?" Batia as mãos uma na outra e me tocava no peito, para certificar-me de que era realidade o que via.

Chegada diante de mim toda aquela multidão, parou à distância de oito ou dez passos. Brilhou então um relâmpago de luz mais viva; cessou a música e fez-se um silêncio profundo. Todos os jovens estavam tomados pela maior alegria, que lhes transparecia no olhar, e em seus rostos se via a paz de uma felicidade perfeita. Olhavam-me com um suave sorriso nos lábios e parecia que desejavam falar, mas não falavam.

Adiantou-se Domingos Sávio só, alguns passos, e ficou tão próximo a mim que se eu tivesse estendido a mão certamente o teria tocado. Calava-se e me olhava sorrindo. Que belo estava! Suas vestes eram realmente singulares. Caía-lhe até os pés uma túnica alvíssinia, coberta de diamantes e toda bordada de ouro. Cingia-lhe a cintura uma ampla faixa vermelha recamada com tantas pe dras preciosas que uma quase tocava a outra; e se entrelaçavam em desenho tão maravilhoso, apresentando tanta beleza de cores, que eu, ao vê-lo, me sentia fora de mim pela admiração. Pendia-lhe do pescoço um colar de flores raras, mas não naturais; parecia como se as pétalas fossem de diamantes unidos entre si sobre hastes de ouro; e assim era tudo o mais. Essas flores refulgiam com luz sobre-humana mais viva que a do sol, que naquele instante brilhava com todo o esplendor de uma manhã de primavera. Elas refletiam seus raios sobre o rosto cândido e corado de modo indescritível, dando-lhe uma luz de modo tão singular que nem se distinguiam bem suas várias espécies. A cabeça, tinha-a cingida com uma coroa de rosas; os cabelos caíam-lhe sobre os ombros em ondulantes cachos, dando-lhe um ar tão pulcro, tão afetuoso, tão encantador, que parecia... parecia... um Anjo!

Ao pronunciar estas últimas palavras, parecia que Dom Bosco estava fazendo grande esforço para encontrar as expressões adequadas; e o fez com um gesto indescritível e um tom de voz que comoveu a todos; pareceu ter-se cansado nesse esforço para encontrar os termos que exprimissem inteiramente sua idéia. Após breve pausa, prosseguiu:

Também resplandeciam de luz todos os outros que o acompanhavam. Vestiam-se de modos diversos, mas sempre maravilhosos; uns mais, outros menos ricos; uns de uma, outros de outra forma; num, dominava determinada cor; noutro, dominava outra; e cada uma das vestes tinha um significado que ninguém saberia compreender. Mas todos tinham na cintura uma faixa vermelha.

Eu continuava a observar e pensava: Que significará isso? Como vim parar neste local?... E não sabia onde me encontrava. Fora de mim, temeroso pela reverência que tudo aquilo me inspirava, não me atrevia a dizer nada. Também os outros continuavam silenciosos. Por fim, Domingos Sávio abriu a boca.

- Por que estás aí mudo e como que aniquilado? Não és mais aquele homem que de nada tinhas medo, que enfrentavas intrépido as calúnias, as perseguições, os inimigos, as angústias e os perigos de toda espécie? Onde está tua coragem? Por que não falas?

A duras penas respondi, quase balbuciando:

- Não sei o que dizer... Mas, não és tu Domingos Sávio?

- Sim, sou; já não me reconheces?

- E como te encontras aqui? – acrescentei, sempre confuso.

Sávio então respondeu com afeto:

- Vim aqui para falar-te. Tantas vezes nos falamos na Terra! Não recordas quanto me amavas, quantas provas de amizade e quantas demonstrações de benevolência me deste? E eu por acaso não correspondi a teus desvelos? Como era grande minha confiança em ti! Por que, então, tremes? Coragem! pergunta-me alguma coisa.

Recobrando então ânimo, lhe disse:

- Tremo, porque não sei onde me encontro.

- Estás no local da felicidade – respondeu Sávio – onde se gozam todas as alegrias, todas as delícias.

- É este, pois, o prêmio dos justos?

- Não, por certo. Aqui não se gozam os bens eternos, mas só, ainda que em medida grande, os temporais.

- Mas então são naturais todas essas coisas?

- Sim, se bem que embelezadas pelo poder de Deus.

- E a mim, que me parecia que isto era o Paraíso! – exclamei.

- Não, não, não! – respondeu Sávio. Nenhum olho mortal pode ver as belezas eternas.

- E essas músicas – prossegui perguntando – são as harmonias de que gozais no Paraíso?

- Não, não, já te disse que não!

- São sons naturais?

- Sim, são sons naturais, aperfeiçoados pela onipotência de Deus.

- E esta luz que sobrepuja a luz do sol, é luz sobre natural? É a luz do Paraíso?

- É luz natural, embora avivada e aperfeiçoada pela onipotência divina.

- E não se poderia ver um pouco de luz sobrenatural?

- Ninguém pode vê-la enquanto não chegue a ver a Deus sicut est [como Ele é]. O menor raio dessa luz tira na no mesmo instante a vida de um homem, porque não é suportável pelas forças humanas.

- E poderia haver uma luz natural ainda mais bela do que esta?

- Se soubesses! Se visses somente um raio de luz natural elevada a um grau superior a este, ficarias fora de ti.

- E não se pode ver ao menos um raio dessa luz de que falas?

- Sim, podes vê-lo; terás a prova do que te digo; abre os olhos.

Já os tenho abertos – respondi.

- Olha bem no fundo desse mar de cristal.

Levantei a vista, e apareceu de repente no céu, a uma distância imensa, uma instantânea centelha de luz, sutilíssima como um fio, mas tão brilhante, tão penetrante, que meus olhos não puderam resistir. Fechei-os e lancei um grito tão forte que despertou o Padre Lemoyne (aqui presente), que dormia num quarto próximo. Assustado, ele me perguntou na manhã seguinte o que me acontecera de noite, para estar assim tão agitado. Aquele fiozinho de luz era cem milhões de vezes mais claro que o sol, e seu fulgor bastaria para iluminar todo o universo criado.

Após alguns instantes, consegui abrir os olhos e perguntei a Domingos Sávio:

- E isso que vi, será talvez um raio divino?

Sávio respondeu:

- Não é luz sobrenatural, se bem que, comparada com a terrestre, seja tão superior em brilho. Não é senão luz natural, assim avivada pelo poder de Deus. E ainda que imaginasses uma imensa zona de luz semelhante à centelhazinha que viste lá no fundo rodeando todo o mundo, nem por isso formarias para ti uma idéia dos esplendores do Paraíso.

- E vós, de que gozais, pois, no Paraíso?

- Ah! É impossível dizer-te. O que se goza no Paraíso nenhum homem mortal pode sabê-lo enquanto não deixar esta vida e se reunir a seu Criador. Basta dizer que se goza ao próprio Deus.

Entretanto, eu já me recobrara plenamente de meu primeiro aturdimento, e contemplava absorto a beleza de Domingos Sávio, e com franqueza lhe perguntei:

- Por que tens essa veste tão alva e deslumbrante? Calou-se Sávio, sem dar mostras de querer responder. Mas o coro retomou então suas harmonias e cantou, acompanhado de todos os instrumentos:

Ipsi habuerunt lumbos praecinctos et dealbaverunt stolas suas in san guine Agni [Eles tiveram os rins cingidos e purificaram suas vestes no sangue do Cordeiro].

- E por que – voltei a perguntar quando cessou o canto – essa faixa vermelha na tua cintura?

Tampouco desta vez Sávio respondeu, mas antes fez sinal de que não queria fazê-lo. Então, o Padre Alasonatti em solo se pôs a cantar:

Virgines enim sunt, et sequuntur Agnum quocumque ierit [São virgens e seguirão o Cordeiro aonde quer que vá].

Compreendi então que a faixa encarnada, cor de sangue, era símbolo dos grandes sacrifícios feitos, dos violentos esforços e do quase martírio sofrido para conservar a virtude da pureza; e que, para manter-se casto na presença do Senhor, ele teria estado pronto a dar a vida se as circunstâncias o houvessem requerido; e que também era símbolo das penitências, que limpam a alma da culpa. A brancura e o esplendor da túnica significavam a inocência batismal conservada.

Mas eu, atraído pelos cantos e contemplando todas aquelas falanges de jovens celestiais ordenados atrás de Domingos Sávio, lhe perguntei:

- E quem são estes que te rodeiam?

E, dirigindo-me aos demais, lhes disse:

- Como é que estais todos tão refulgentes?

Sávio continuou calado, e todos os jovens se puseram a cantar:

Hi sunt sicut Angeli Dei in caelo [Estes são como Anjos de Deus no Céu].

Notava entretanto que Sávio parecia ter preeminência sobre aquela multidão, que a respeitosa distância se encontrava, uns dez passos atrás dele; e então lhe disse:

- Diz-me, Sávio: sendo tu o mais jovem entre os muitos que te seguem e dos que morreram em nossas casas, por que vais tu assim adiante deles e os precedes? Por que és tu que falas e eles se calam?

- Eu sou o mais velho de todos.

- Não, muitos outros te superam em anos.

- Eu sou o mais antigo do Oratório – repetiu Domingos Sávio – porque fui o primeiro a deixar o mundo e ir à outra vida. Além disso, legatione Dei fungor [ pro mandado de Deus].

Essa resposta me indicava o motivo da visão. Ele era embaixador de Deus.

- Então – lhe disse – falemos do que neste instante mais nos importa.

- Sim, e pergunta-me logo o que ainda desejas saber. As horas passam, e poderia acabar o tempo que me foi concedido para falar-te; e já não mais me poderias ver.

- Ao que parece, tens algum assunto de suma importância para me comunicares.

- Que irei dizer-te eu, miserável criatura? – disse Sávio com profunda humildade. – Recebi do alto a missão de te falar, e por isso vim.

- Então – exclamei – fala-me do passado, do presente e do futuro de nosso Oratório. Fala alguma coisa de meus queridos filhos, fala de minha Congregação.

- A respeito desta, muito teria que te comunicar.

- Revela, pois, o que sabes: fala-me do passado.

- O passado recai todo sobre ti.

- Terei feito alguma das minhas... [faltas]?

- Quanto ao passado, digo-te que tua Congregação já fez muito bem. Vês lá abaixo aquele número interminável de jovens?

- Vejo-os – respondi. – Como são numerosos! E como parecem felizes!

- Pois olha o que está escrito na entrada do jardim.

- Está escrito Jardim Salesiano.

- Pois bem – prosseguiu Sávio – todos eles foram salesianos, ou foram educados por ti, ou contigo tiveram alguma relação, foram salvos por ti ou por teus sacerdotes e clérigos, ou por outros que encaminhaste pela via de sua vocação. Conta-os, se fores capaz. Seu número, porém, seria cem milhões de vezes maior se maiores tivessem sido tua fé e tua confiança no Senhor.

Lancei um suspiro, sem saber o que responder a tal reprimenda, mas disse de mim para comigo: daqui para a frente procurarei ter essa fé e essa confiança. Depois, perguntei:

- E o presente?

Sávio me apresentou um magnífico ramalhete que tinha nas mãos. Nele havia rosas, violetas, girassóis, gencianas, lírios, sempre-vivas e, entre as flores, espigas de trigo. Ofereceu-mo e disse:

- Observa!

- Vejo, mas nada entendo – respondi.

- Dá este ramalhete a teus filhos para que possam oferecê-lo ao Senhor quando chegar o momento; procura que todos o tenham; a ninguém lhe falte nem o deixe tirar. Podes estar certo de que com ele terão o suficiente para ser felizes.

- Mas, que significa esse ramalhete de flores?

- Consulta a Teologia; ela te dirá e te dará a explicação.

- A Teologia, estudei-a eu, mas não saberia como tirar dela o significado do que me apresentas.

- Pois tens estrita obrigação de saber tudo isso.

- Vamos, tira-me da minha ansiedade, explica-me tu!

- Vês estas flores? Representam as virtudes que mais agradam ao Senhor.

- Quais são?

- A rosa é símbolo da caridade; a violeta, da humildade; o girassol, da obediência; a genciana, da penitência e da mortificação; as espigas, da comunhão freqüente; o lírio indica a bela virtude da qual está escrito: Erunt sicut Angeli Dei in caelo, a castidade. E a sempre-viva significa que todas essas virtudes devem durar sempre, ela simboliza a perseverança.

- Ora bem, meu caro Sávio: tu, que durante toda a tua vida praticaste todas essas virtudes, diz-me: o que foi que mais te consolou na hora da morte?

- Que te parece que possa ser? – respondeu Sávio.

- Foi talvez ter conservado a bela virtude da pureza?

- Não; não é só isso.

- Alegrou-te talvez teres a consciência tranqüila?

- Isso é bom, porém não é o melhor.

- Por acaso teu consolo terá sido a esperança do Paraíso?

- Também não.

- Pois então! O haver entesourado muitas boas obras?

- Não, não!

- Então, qual foi teu consolo na última hora? – perguntei, entre confuso e suplicante, vendo que não conseguia adivinhar seu pensamento.

- O que mais me confortou no transe da morte foi a assistência da poderosa e amável Mãe do Salvador. Diz isto a teus filhos: que não se esqueçam de invocá-La em quanto estão em vida. Mas, se queres que possa responder-te mais algo, apressa-te!

- Quanto ao futuro, que me dizes?

- Com respeito ao futuro, no próximo ano de 1877 terás que sofrer uma grande dor; seis mais dois dos que te são mais caros serão chamados por Deus à eternidade. Mas consola-te, pois serão transplantados do campo do mundo para os jardins do Paraíso. Serão coroados. Não temas, O Senhor te ajudará e te mandará outros filhos igualmente bons.

- Paciência! E no que se refere à Congregação?

- No tocante à Congregação, fica sabendo que Deus te prepara grandes acontecimentos. No ano próximo surgirá para ela uma aurora de glória tão esplêndida, que iluminará como um relâmpago os quatro cantos do mundo; do oriente ao poente, do sul ao norte. Grande glória lhe está preparada. Tu deves zelar para que o carro no qual vai o Senhor não seja afastado pelos teus fora de suas guias e de seus caminhos. Se teus sacerdotes o souberem bem conduzir e se forem dignos da alta missão que lhes foi confiada, esplêndido será o futuro, e infinitas serão as pessoas que salvarão. Mas com uma condição: que teus filhos sejam devotos da Santíssima Virgem e saibam, todos os que vivam em tua casa, conservar a virtude da castidade, tão agradável aos olhos de Deus.

- Queria agora que me falasses algo sobre a Igreja em geral.

- Os destinos da Igreja estão nas mãos de Deus Criador. O que Ele determinou em seus infinitos decretos não te posso revelar. Tais arcanos reserva-os Ele exclusivamente para Si, e deles não participa nenhum dos espíritos criados.

- E sobre Pio IX?

- O que posso dizer-te é que o Pastor da Igreja não terá que sustentar ainda longos combates nesta terra. Poucas são as batalhas que ainda lhe resta vencer. Dentro de pouco será arrebatado de seu trono e o Senhor lhe dará a merecida recompensa. O resto já é bem sabido. A Igreja não perece... Tens ainda algo que perguntar?

E quanto a mim? – lhe disse.

Oh! se soubesses por quantas vicissitudes terás ainda que passar!... Mas apressa-te, porque muito pouco tempo me resta para falar contigo.

Estendi então com ardor as mãos para segurar aquele santo filho; mas suas mãos pareciam aéreas e nada pude tocar.

Que loucura! Que estás fazendo? – me disse Sávio sorrindo.

Temo que te vás – exclamei —. Mas, não estás aqui com teu corpo?

Com o corpo, não. Recuperá-lo-ei no último dia.

Mas, que são, então, esses traços que me fazem ver em ti a figura de Domingos Sávio?

Quando por permissão divina uma alma separada do corpo aparece diante de algum mortal, apresenta-se com a forma exterior do corpo que em vida animou, com todas as suas feições exteriores, embora muito embelezadas, e assim as conserva até que volte a unir-se a ele, no dia do Juízo Universal. Então o levará consigo para o Paraíso. É por isso que te parece que tenho mãos, pés e cabeça; mas tu não podes segurar-me porque sou puro espírito. Esta é só uma forma exterior pela qual me podes conhecer.

Compreendo – respondi – mas escuta. Ainda uma pergunta? meus jovens estão todos no reto caminho da salvação? Diz-me alguma coisa para que possa bem dirigi-los.

Os filhos que a Divina Providência te confiou podem ser divididos em três categorias. Vês estas três listas? Olha-as!

E me estendia uma.

Olhei a primeira; encabeçava-a a palavra invuinerati [ilesos], e continha o nome daqueles aos quais o demônio não pôde ferir, e que não mancharam a inocência com culpa alguma. Eram em grande número esses sadios, e os vi todos. A muitos já conhecia, outros era a primeira vez que via, e certamente virão ao Oratório nos anos futuros. Caminhavam direitos por um caminho estreito, apesar de serem alvo de flechas, espadagadas e lançaços que por todos os lados choviam sobre eles. Essas armas formavam como que uma sebe ao longo das duas bordas do caminho, e os combatiam e molestavam sem entre tanto feri-los.

Então Sávio me deu a segunda lista, cujo título era Vulnerati [feridos], ou seja, os que haviam estado na desgraça de Deus mas, uma vez postos em pé, haviam curado suas feridas arrependendo-se e confessando-se. Eram em maior número que os primeiros, e haviam sido feridos no sendeiro da vida pelos inimigos que os flanqueavam durante sua viagem. Li a lista e vi todos. Muitos iam curvados e desanimados.

Sávio tinha ainda na mão a terceira lista. Encabeçava-a a epígrafe: Lassati in via iniquitatis [caídos na via da iniqüidade]. Nela estavam escritos os nomes dos que estavam na desgraça de Deus. Eu estava impaciente para conhecer o segredo, pelo que estendi a mão. Mas Sávio me disse com vivacidade:

Não, espera um momento e ouve. Se abrires essa folha, dela sairá um tal mau cheiro que nem tu nem eu poderemos suportar. Os Anjos têm que se retirar com asco e horror, e o próprio Espírito Santo sente repugnância pela horrível hediondez do pecado.

Mas como pode ser isso – observei – se Deus e os Anjos são impassíveis? Como podem sentir o mau cheiro da matéria?

Quanto melhores e mais puras são as criaturas, tanto mais se acercam aos espíritos celestiais; pelo contrário, quanto pior, mais desonesto e torpe é alguém, tanto mais se afasta de Deus e dos Anjos, os quais, por sua vez, se afastam dele, que se converteu num objeto de náusea e repugnância.

Passou-me então a terceira lista.

Toma-a – disse – abre-a e aproveita-te dela para o bem de teus jovens; mas não te esqueças do ramalhete que te dei; que todos o tenham e conservem.

Isto dito, e depois de entregar-me a lista, retirou-se apressadamente, em meio de seus companheiros, quase como se estivesse fugindo de algo.

Abri então a lista; não vi nenhum nome, mas no mesmo instante me foram apresentados de chofre todos os indivíduos nela escritos, como se na realidade eu visse suas pessoas. Com quanta tristeza os contemplei a todos! A maior parte eu conhecia e pertencem ao Oratório e aos outros colégios. Vi muitos que parecem bons, que parecem até os melhores dentre os companheiros, e sem embargo não o são!

Mas, no ato de abrir a folha, espalhou-se em redor um mau cheiro tão insuportável, que imediatamente me vi assaltado por terrível dor de cabeça e por tais ânsias de vômito que me parecia estar morrendo. Obscureceu-se entretanto o ar, e nisso desapareceu a visão, nada mais eu vendo do maravilhoso espetáculo. Ao mesmo tempo ziguezagueou um raio e ressoou um trovão no espaço, tão forte e terrível que acordei sobressaltado.

O mau odor penetrou nas paredes e infiltrou-se em minhas vestes de tal forma que, muitos dias depois, ainda me parecia sentir a pestilência. De tal modo é fétido ante os olhos de Deus até mesmo o nome do pecador! Agora mesmo, só de recordar aquele mau odor me vêm calafrios, sinto-me sufocado e se me revolve o estômago.

Em Lanzo, onde me achava, comecei a interrogar de cá e de lá alguns rapazes, e pude certificar-me de que o sonho não me havia enganado. É, pois, uma graça do Senhor, que me deu a conhecer o estado de alma de cada um de vós; mas disso nada direi em público. Muitas outras explicações ainda haveria que dar, mas reservo-as para uma outra noite. Por ora, só me resta desejar-vos uma boa noite.

O fato de, no sonho, ter visto como maus certos jovens que eram geralmente considerados os melhores da casa, fez com que Dom Bosco de início suspeitasse ter sido apenas uma ilusão. Foi por isso que, prudente mente, começou chamando alguns para uma conversa particular; queria certificar-se bem da natureza do sonho. Por esse mesmo motivo, não se apressou a narrar logo o sonho, mas esperou uns 15 dias. Só falou quando se sentiu bem seguro de que a coisa provinha mesmo do Alto.

O tempo ainda haveria de lhe trazer outras confirmações das profecias ouvidas.

A primeira delas, e a mais importante, dizia respeito ao número de seus filhos que morreriam no ano de 1877, discriminados em dois grupos: seis mais dois. Ora, naquele ano efetivamente os registros do Oratório assinalaram com a costumeira cruz, sinal de falecimento, os nomes de seis meninos e dois clérigos.

A segunda profecia anunciava para a Sociedade Salesiana, em 1877, uma aurora tão esplêndida que faria luz sobre os quatro Cantos do mundo. Com efeito, naquele ano fizeram entrada, no panorama da Igreja, a associação dos Cooperadores Salesianos e o Boletim Salesiano. Eram duas instituições que haveriam de levar até os confins da Terra o conhecimento e a prática do espírito de Dom Bosco.

A terceira profecia dizia respeito ao final não distante da vida de Pio IX. Este efetivamente deixou de viver catorze meses decorridos do sonho.

A última profecia foi amarga para Dom Bosco: "Oh! se soubesses por quantas vicissitudes terás ainda que passar!" Realmente, nos onze anos e dois meses que ainda durou sua vida, lutas, fadigas e sacrifícios não lhe deram trégua até o último momento.

A delegacia de polícia de Borgo Dora era, quando do sonho, regida por um senhor que tinha diversos conhecidos no Oratório. Tendo ouvido narrar o sonho, ficou muito impressionado com a previsão das oito mortes. Durante todo o ano de 1877 observou com atenção se a previsão realmente se cumpria. Quando soube que no último dia do ano se realizara o oitavo óbito, resolveu abandonar o mundo, fez-se salesiano e trabalhou muito, na Itália e também na América. Foi o Padre Angelo Piccono, cujo nome permanece ainda na memória de muitos.

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O Inferno

Na noite de domingo, 3 de maio de 1869, festa do Patrocínio de São José, Dom Bosco retornou a narração do que tinha visto nos seus sonhos.

- Devo - principiou - contar-vos outro sonho, que se pode considerar conseqüência dos que vos narrei na 5ª e na 6ª feira à noite, os quais me deixaram tão cansado, que dificilmente me podia manter em pé. Chamai-lhes sonhos ou dai-lhes outro nome...; chamai-lhes como quiserdes.

- Por que não falas?

Voltei-me para o lugar de onde procedia a voz e vi junto ao meu leito um personagem distinto. Tendo compreendido o motivo da censura, perguntei-lhe:

- E que deverei dizer a nossos jovens?

- O que viste e te foi dito nos últimos sonhos, e também o que desejavas conhecer, e que te será revelado na próxima noite.

E desapareceu.

No dia seguinte inteiro, estive pensando na péssima noite que haveria de passar; e chegada a hora, não me decidia a ir dormir. Fiquei lendo, sentado à mesa, até meia noite. Enchia-me de terror a idéia de ter que presenciar ainda outros espetáculos terríveis. Fiz, afinal, violência sobre mim mesmo e fui deitar-me.

Para não dormir tão rapidamente, com temor de que a imaginação me levasse aos costumeiros sonhos, apoiei o travesseiro na parede, de modo a ficar quase sentado no leito. Mas, como estava moído de cansaço, sem que me desse conta o sono logo se apoderou de mim. E eis que de repente vejo no quarto, junto a minha cama, o homem da noite anterior, o qual me diz:

- Levanta-te e vem comigo!

- Rogo-te, por caridade - lhe respondi - deixa-me tranqüilo, pois estou cansado demais. Há vários dias sou atormentado pela dor de dentes. Deixa-me descansar. Tive sonhos espantosos; estou extenuado.

Dizia isso também porque a aparição desse homem é sempre sinal de grande agitação, cansaço e terror.

- Levanta-te, que não há tempo a perder! - me respondeu.

Então levantei-me e segui-o. No caminho, perguntei:

- Aonde me queres levar desta vez?

- Vem e verás.

Conduziu-me a um lugar onde se estendia uma imensa planície. Olhei à volta, meã de lado algum conseguia ver os confins dela, de tal forma era ela extensa. Era um verdadeiro deserto! Não aparecia ser vivo algum. Não se via nem uma planta nem um rio; a vegetação seca e amarelecida mostrava aspecto desolador. Não sabia onde me encontrava, nem o que iria fazer. Durante alguns instantes perdi de vista o guia. Receei me ter perdido. Não estavam comigo nem o Padre Rua, nem o Padre Francesia, nem ninguém mais. Eis que descubro de novo o amigo, que vinha a meu encontro. Respirei e lhe perguntei:

- Onde estou?

- Vem comigo e verás.

- Bem, irei contigo.

Caminhava ele na frente e eu o seguia em silêncio. Após uma longa e triste caminhada, pensando que precisaria atravessar toda a imensa planície, dizia para mim mesmo:

- Pobres de meus dentes! Pobre de mim, com as pernas inchadas!...

De repente, sem saber como, aparece diante de mim uma estrada. Rompi então o silêncio, perguntando ao meu guia:

- Aonde vamos agora?

- Por aqui - respondeu-me.

E nos encaminhamos por aquela estrada. Era bonita, larga, espaçosa e bem pavimentada. Via peccantium complanata lapidibus, et in fine illorum inferi, et tenebrae, et poenae (Eclesiástico, 21, 11) [O caminho dos pecadores é muito bem pavimentado, mas no final dele estão o inferno, as trevas e os castigos].

Nos dois lados do caminho, havia duas belíssimas sebes, verdes e cobertas de flores encantadoras. As rosas, especialmente, brotavam por todas as partes entres as folhas. + primeira vista esse caminho parecia plano e cômodo; e sem suspeitar de nada, me pus a caminhar por ele. Mas à medida que prosseguia, notei que ia imperceptivelmente declinado e, ainda que não parecesse muito rápida e descida, sem embargo disso eu corria a uma tal velocidade que parecia estar sendo levado pelo vento. Mais ainda, dei-me conta de que avançava quase sem mover os pés, tão rápida era nossa carreira. Refletindo que retornar depois por uma estrada tão longa me custaria grande esforço e fadiga, perguntei ao amigo:

- Como é que faremos para voltar depois ao Oratório?

- Não te preocupes - me respondeu - o Senhor é onipotente e quer que tu vás. Quem te conduz e te mostra como ir para a frente saberá também reconduzir-te de volta.

O caminho baixava sempre. Continuávamos nosso trajeto por entre flores e rosas, quando, pelo mesmo caminho, vi os meninos do Oratório, juntamente com muitíssimos outros companheiros que eu jamais vira antes, caminhando atrás de mim. E encontrei-me no meio deles. Enquanto os observava, de repente vejo que ora um, oura outro, caíam, e em seguida eram arrastados por uma força invisível rumo a uma horrível encosta que se entrevia à distância, a qual depois vi que ia dar numa fornalha. Perguntei a meu companheiro:

- Que é que faz cair esses jovens? Funes extenderunt in laqueum; iuxta iter scandalum posuerunt (Salmo 139) [Estenderam cordas à maneira de rede; junto do caminho puseram tropeços].

- Aproxima-te um pouco mais - respondeu.

Aproximei-me e vi que os meninos passavam entre muitos laços, alguns postos à altura do chão, outros à altura da cabeça; estes últimos não se viam. Dessa forma, muitos jovens, enquanto caminhavam sem dar-se conta do perigo, eram colhidos pelos laços; no momento de ser colhidos davam um salto, depois caíam no solo com as pernas para o ar e, levantando-se, se punham em desabalada corrida para o abismo. Um era agarrado pela cabeça, outro pelo pescoço, outro pelas mãos, por um braço, por uma perna, pela cintura, e imediatamente depois eram arrastados. Os laços estendidos pela terra, que mal se podiam ver, eram parecidos com estopa. Lembravam uns fios de aranha, e não pareciam muito nocivos. Sem embargo, vi que também os jovens colhidos por tais laços caíam quase todos por terra.

Eu estava espantado. E o guia me disse:

- Sabes o que é isso?

- Um pouco de estopa, não mais do que isso - respondi.

- Menos ainda do que isso; é quase nada - acrescentou. + apenas o respeito humano.

Vendo, entretanto, que muitos continuavam a se enredar nesses laços, perguntei:

- Mas como é que tantos ficam atados por meio desses fios? Quem é que tantos ficam atados por meio desses fios? Quem é que os arrasta desse modo?

- Aproxima-te mais, olha e verás.

Olhei um pouco e disse: - Não estou vendo nada.

- Olha um pouco melhor - repetiu.

Segurei então um dos laços, puxei-o para mim e notei que sua ponta não aparecia; puxei um pouco mais, mas não conseguia ver onde é que terminava aquele fio; pelo contrário, notei que também a mim ele me arrastava. Segui então o fio e cheguei à boca de uma espantosa caverna. Parei, porque não queria entrar naquela voragem; puxei para mim o fio e percebi que ele cedia um pouquinho. Mas era necessário fazer muita força. Depois de muito puxar, pouco a pouco foi saindo fora da caverna um feio e grande monstro que causava repugnância e segurava fortemente um cabo ao qual estavam atados todos os laços. Era ele que, mal caía alguém na rede, imediatamente o puxava para si.

- + inútil - pensei comigo - competir em força com este monstro medonho, porque não sou capaz de vence-lo; o melhor é combate-lo com o sinal da Santa Cruz e com jaculatórias.

Voltei, pois, para junto do meu guia, e ele me disse:

- Já sabes agora o que é?

- Sim! Já sei, é o demônio que estende esses laços para fazer meus jovens caírem no Inferno.

Observei então com atenção os muitos laços e vi que cada um deles lavava escrito seu próprio título: laço da soberba, da desobediência, da inveja, da impureza, do roubo, da gula, da preguiça, da ira etc.

Feito isso, coloquei-me um pouco atrás para observar quais daqueles laços colhiam maior número de jovens. Eram os da impureza, da desobediência e do orgulho. A este último estavam atados os outros dois. Além desses vi muitos outros laços que faziam grande estrago, mas não tanto como os primeiros. Sem parar de observar, vi que muitos jovens corriam mais precipitadamente que outros, e perguntei:

- Por que essa velocidade?

- Porque - foi-me respondido - são arrastados pelos laços do respeito humano.

Olhando ainda mais atentamente, vi que por entre os laços havia muitas facas espalhadas, ali colocadas por mão providencial, e serviam para corta-los e rompe-los. A faca maior era contra o laço do orgulho, e representava a meditação. Outra faca também grande, mas um pouco menor, significava a leitura espiritual bem feita. Havia também duas espadas. Uma delas indicava a devoção ao Santíssimo Sacramento, especialmente com a Comunhão freqüente; a outra, a devoção a Nossa Senhora. Havia também um martelo: a confissão. Havia outras facas, símbolo das várias devoções: a São José, a São Luís de Gonzaga etc. etc. Com estas armas não poucos rompiam os laços quando eram presos, ou se defendiam para não serem atados.

Vi, com efeito, jovens que passavam entre os laços sem nunca serem colhidos: ou passavam antes que o laço caísse, ou sabiam esquiva-lo e o laço escorregava sobre os ombros, sobre as costas, de um lado ou de outro, sem, contudo poder aprisiona-los.

Quando o guia se deu conta de que eu havia observado tudo, fez-me continuar o caminho bordado de rosas que, à medida que avançávamos, iam-se tornando mais raras, ao passo que começavam a se fazer notar enormes espinhos.

Chegamos a um ponto em que, por mais que olhasse, já não encontrava rosa alguma, e no final as sebes se haviam tornado só de espinhos, desfolhadas e secas pelo sol. Das moitas dispersas e ressecadas partiam galhos que serpenteavam pelo solo e impediam o caminho, semeando-o de tal maneira com espinhos que só com grande dificuldade se podia andar.

Havíamos chegado a uma baixada cujas ribanceiras ocultavam as demais regiões vizinhas; o caminho, sempre em declive, se tornava cada vez mais horrível, sem pavimentação, cheio de buracos, degraus, pedras e rochas arredondadas.

Havia perdido de vista a todos os meus jovens, muitíssimos dos quais haviam saído daquele caminho traiçoeiro para tomar outros rumos.

Continuei caminhando. Quanto mais avançava, mais áspera e rápida era a descida, de modo que às vezes resvalava e caía por terra, onde ficava um pouco para retomar o fôlego. De tempos em tempos o guia me sustentava e me ajudava a levantar. A cada passo as articulações se me dobravam e parecia que meu ossos se iam desconjuntar. Ofegante, eu dizia ao que me guiava:

- Meu amigo, minhas pernas já não podem me sustentar: estou tão esgotado que me é impossível prosseguir a caminhada.

O guia não respondeu, mas fazendo-me sinal para ter ânimo continuou o caminho; até que, vendo-me suado e morto de cansaço, conduziu-me a um patamarzinho que havia na entrada. Sentei-me, respirei profundamente e me pareceu descansar um pouco. Eu olhava entrementes o caminho percorrido: parecia quase vertical, semeado de espinhos e pedras ponteagudas. Olhava depois o caminho que ainda devia percorrer e fechava os olhos aturdido. Por fim, exclamei:

- Por caridade, voltemos par trás. Se continuamos adiante, como faremos para retornar ao Oratório? Serme-á impossível subir essa encosta.

O guia respondeu resolutamente:

- Agora que chegamos a este ponto, queres que te deixe só?

Diante da ameaça, exclamei em tom dolorido: - Sem ti, como poderei voltar para trás ou continuar a viagem.

- Pois bem, segue-me - acrescentou.

Levantei-me e continuamos descendo. O caminho se tornava cada vez mais espantoso e intransitável, de modo que mal podia manter-me em pé.

Eis que no fundo desse precipício, que terminava num vale sombrio, apareceu um imenso edifício que exibia, diante de nosso caminho, uma porta altíssima, fechada. Chegamos ao fundo do precipício. Um calor sufocante me oprimia e uma densa fumaça esverdeada se elevava em torno das muralhas, marcadas por chamas cor de sangue. Levantei os olhos para ver a altura dos muros; eram mais altos que uma montanha. Perguntei ao guia:

- Onde é que nos encontramos? Que é isso?

- Lê naquela porta - respondeu - pela inscrição saberás onde estamos.

Olhei e vi escrito na porta: Ubi non est redemptio [onde não há redenção]. Dei-me conta de que estávamos na porta do Inferno.

O guia me levou a fazer o contorno das muralhas daquela horrível cidade. De espaço a espaço, a distância regular, via-se uma porta de bronze como a primeira, também no ponto final de uma espantosa vertente, e todas tinham uma inscrição latina distinta das anteriores.

Discedite, maledicti, in ignem aeternum, qui paratus est diabolo et Angelis eius... Omnis arbor quae non facit fructum bonum excidetur et in ignem mittetur [Afastai-vos, malditos, ide para o fogo eterno que está preparado para o diabo e seus anjos... Toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo].

Apanhei um lápis para copiar as inscrições; mas o guia me disse:

- Que estás fazendo?

- Tomo nota destas inscrições.

- Não é preciso; tu as tens todas na Escritura. Algumas delas até as mandaste colocar nas portas [de teu Oratório].

Diante de tal espetáculo, eu teria desejado voltar para trás e marchar para o Oratório; já havia dado alguns passos, mas meu guia nem se moveu. Percorremos um imenso e profundíssimo barranco e novamente nos encontramos diante da primeira porta, aos pés da vertente por onde havíamos descido. De repente o guia recuou e, com o rosto entristecido e desfeito, fez sinal para que me afastasse, dizendo:

- Observa!

Assustado, voltei os olhos para trás e vi a uma grande distância, por aquele rapidíssimo caminho, alguém que caía precipitadamente. Conforme ia se aproximando, procurava fixar-lhe o rosto; afinal reconheci nele um dos meus jovens. Seus cabelos, em parte desordenados e eriçados, em parte lançados para trás por efeito do vento; seus braços, estendidos para adiante em atitude de quem nada para escapar do naufrágio. Queria parar e não podia. Tropeçava nas pedras salientes do caminho e elas mesmas serviam para dar-lhe mais impulso na queda.

- Corramos, vamos Pará-lo e ajuda-lo - dizia eu, enquanto estendia para ele as mãos.

- Não, deixa - dizia-me o guia.

- Por que não posso Pará-lo?

- Não sabes como é terrível a vingança de Deus?

Porventura crês que és capaz de parar alguém que foge da cólera acesa do Senhor?

Entrementes, o jovem, voltando a cabeça para trás e olhando com olhos esbugalhados para ver se a ira de Deus o perseguia, lançava-se ao fundo e ia chocar-se na porta de bronze, como se em sua fuga não pudesse encontrar melhor refúgio.

- Por que - perguntava eu - aquele jovem olha para trás com tanto espanto?

- Por que a ira de Deus atravessa todas as portas do Inferno e vai atormenta-los até em meio do fogo.

De fato, ante aquele encontrão, com estrondo se abriu a porta. Por trás dela abriram-se ao mesmo tempo, com estrondo ensurdecedor, duas, dez, cem, mil portas mais, empurradas pelo jovem que era levado por um torvelinho invisível, irresistível, velocíssimo. Todas essas portas de bronze, uma defronte à outra, embora a grande distância, ficavam um instante abertas. Vi no fundo, muito distante, como que a boca de um grande forno, e enquanto o jovem se precipitava naquela voragem, elevaram-se bolas de fogo. As portas voltaram a fechar-se com a mesma rapidez com que se haviam aberto. Tirei então minha caderneta para escrever o nome e o sobrenome daquele desgraçado, mas o guia, segurando-me pelo braço, intimou-se:

- Espera e observa novamente.

Olhei e presenciei outro espetáculo. Vi que por aquela vertente se precipitavam outros três jovens das nossas casas, os quais, à maneira de três pedras, rolavam rapidissimamente um após o outro. Tinham os braços abertos e urravam de terror.

Chegaram ao fundo e foram bater na primeira porta. No mesmo instante, reconheci todos os três. A porta se abriu e, por trás delas, as outras mil; os jovens foram empurrados no compridíssimo corredor, ouviu-se um prolongado rumor infernal, que se afastava mais e mais, e desapareceram, cerrando-se as portas.

Muitos outros pouco a pouco foram caindo atrás desses. Vi cair um pobrezinho empurrado por um pérfido companheiro. Uns caíam sós, outros acompanhados; uns seguros pelo braço e outros soltos, ainda que bastante juntos uns dos outros. Todos levavam escrito na fronte o seu pecado. Eu os chamava com grande aflição, enquanto caíam. Mas os jovens não me ouviam; retumbavam as portas infernais ao abrir-se, fechavam-se depois, e seguia-se um silêncio sepulcral.

- Eis uma das causas principais de tantas condenações - exclamou meu guia - maus livros, maus companheiros e hábitos perversos.

Os laços que antes havia visto eram os que arrastavam os jovens ao precipício. Ao ver caírem tantos deles, disse com voz desolada:

- Mas então é inútil trabalharmos em nossos colégios, se tantos são os rapazes aos quais aguarda esse fim. Não haverá nenhum outro remédio para impedir a perda de tantas almas?

Respondeu o guia: - Esse é o estado atual em que se encontram, e se morressem, para cá viriam sem mais.

- Nesse caso, deixa-me anotar seus nomes para que eu possa avisa-los e pô-los no caminho do Paraíso.

- E crês que alguns deles, avisado, se corrigiriam?

Num primeiro momento, o aviso os impressionará; depois o desprezarão, dizendo: "+ um sonho!", e ficarão piores do que antes. Outros, sabendo-se descobertos, freqüentarão os Sacramentos, mas sem boa vontade e sem mérito, porque não o farão bem. Outros se confessarão, mas só por temor momentâneo do Inferno, sem arrancar de seu coração o afeto ao pecado.

- Não há, então, remédio para esses desgraçados? Dá-me um remédio que possa salva-los.

- Eles têm superiores: que lhes obedeçam! Têm um regulamento: que o observem! Têm os Sacramentos: que os freqüentem!

Nesse meio tempo, precipitou-se outro bando de jovens, e as portas ficaram abertas por uns instantes.

- Entra tu também - me disse o guia.

Retrocedi horrorizado. Estava com a idéia de que devia voltar logo ao Oratório para avisar os jovens e segura-los pra que nenhum se perdesse. Mas o guia insistiu:

- Vem, e aprenderás muitas coisas. Diz-me, antes, porém: queres ir só ou acompanhado?

Disse isso para que eu reconhecesse a insuficiência de minhas forças, e ao mesmo tempo a necessidade de sua benévola assistência. Respondi:

- Só?! A esse lugar de horrores?! Sem ser ajudado por tua bondade?! Quem é que me poderia ensinar o caminho de volta?

Mas no mesmo instante senti-me cheio de coragem, pensando comigo mesmo:

- Só pode ir para o Inferno quem já foi julgado, e eu ainda não o fui.

Em conseqüência, exclamei resoluto:

- Entremos, pois!

Adentramos aquele estreito e horrível corredor. Corríamos com a velocidade do relâmpago. Em cada uma das portas interiores brilhava com tétrica luz uma inscrição ameaçadora. Quando terminamos de percorre-lo, fomos parar num vasto e tenebroso pátio, em cujo o fundo via-se uma grossa e horrível portinha, como jamais vi igual, e nela estava escrita estas palavras: Ibunt impii in ignem aeternum [Os ímpios irão para o fogo eterno]. Todas as paredes em volta estavam cheias de inscrições. Pedi permissão para o guia para lê-las, e me respondeu:

- A vontade.

- Então examinei tudo. Num lugar, vi escrito: Dabo ignem in carnes eorum ut comburantur in sempiternum [Darei fogo a suas carnes para que queime eternamente]. Cruciabuntur die ac nocte in saecula saeculorum [Serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos]. Noutro lugar: Hic universitas malorum per omnia saecula saeculorum [Aqui está o conjunto dos moles pelos séculos dos séculos]. E noutro: Nullus est hic ordo, sed horror sempiternus inhabitat [Aqui não há ordem, mas habita horror eterno]. Fumus tormentorum suorum in aeternum ascendit [Eternamente estará subindo o fumo de seus tormentos]. Non est pax impiis [Não há paz para os ímpios]. Clamor et stridor dentium [Clamor e ranger de dentes].

Enquanto eu estava lendo as inscrições a volta, o guia, que havia ficado no meio do pátio, aproximou-se e me disse :

- A partir daqui ninguém mais poderá ter um companheiro que o sustente, um amigo que o conforte, um coração que o ame, um olhar compassivo, uma palavra benévola; passamos a linha. Queres ver ou experimentar?

- Só quero ver - Respondi.

- Vem, então - acrescentou o amigo, e tomou-me pela mão.

Levou-me assim adiante daquela portinha e abriu-a . comunicava com um espaço em cujo fundo havia uma grande cova fechada com uma ampla janela de um só cristal que ia desde o piso até o teto, e através do qual se podia divisar o interior. Dei um passo para trás e retrocedi até o umbral da porta, tomado por indescritível terror.

Apareceu diante de meus olhos uma espécie de imensa caverna que se perdia como que nas entranhas da montanha, cheias de fogo, não comovemos na terra, com chamas vivas, mas um fogo tal e tão ardente que tudo o que havia em torno estava torrado e embranquecido pelo excessivo calor. Paredes, tetos, chão, ferro, pedra, lenha, carvão, tudo estava branco e incandescente. Com certeza o fogo era de milhares e milhares de graus de calor; mas nada se reduzia as cinzas, nada se consumia.

Não sou capaz de descrever aquela caverna em toda a sua espantosa realidade. Praeparata est enim ab hero Thopheth, a rege praeparata, profunda et dilatata. Nutrimentum eius, ignis et ligna multa: flatus Domini sicut torrens sulphuris succendens eam (Isaías, 30, 33) [Desde muito tempo, foi Thopheth preparada por seu dono, foi preparada pelo rei, profunda e larga. Seu alimento é fogo e muita lenha; o sopro do Senhor, como uma torrente de enxofre, a mantém acesa].

Enquanto eu olhava tudo aquilo estarrecido, vejo inesperadamente cair com fúria incoercível um jovem que, lançando um grito lancinante, como o de uma pessoa, que estivesse a ponto de cair num lago de bronze derretido, se precipita no meio do fogo, torna-se incandescente como toda a caverna e fica imóvel, ressoando por uns instantes o eco de sua voz agoniada.

Cheio de horror, fechei os olhos no jovem, e pareceu-me um do oratório, um de meus filhos!

- Mas, não é este um de meus rapazes? - Perguntei ao guia - Não é fulano de tal?

- Sim, é ele - Me respondeu.

- E porque - Acrescentei - Não muda de posição? Como é que esta assim incandescente e não se consome?

- Preferiste ver, por isso agora não me fales. Olha e verás. Ademais, omnis enim igne salietur et omnis victima sale salietur (S. Marcos, 14, 15) [Será salgado com fogo e toda vítima se condimentará com sal].

Mal havia voltado os olhos, quando outro jovem, com furor desesperado e grandíssima velocidade, corre e se precipita na mesma caverna. Também era do oratório. Mal caiu, já não se moveu mais; também ele havia lançado um grito lancinante, e sua voz se havia confundido, com o ultimo eco do grito do que cairá antes.

Chegaram depois outros igualmente precipitados; seu numero aumentava cada vez mais, todos lançavam o mesmo grito e ficavam imóveis incandescentes, como os que os tinham precedido.

Observei que o primeiro teria ficado com a mão no ar e com o pé também suspenso no alto o segundo havia ficado como que dobrado para baixo. Uns tinham os pés no ar; outros, a cara contra o solo; outros, estavam como que suspensos, sustentando-se com um só pé e com uma só mão. Havia os sentados ou estendidos, apoiados de um lado em pé ou de joelhos, com as mãos entre os cabelos. Havia, por fim, um grande número de jovens como estatuas, em posições cada qual mais dolorosa.

Vieram ainda muitos mais aquela fornalha. Jovens que em parte eu conhecia e em parte eram desconhecidos. Lembrei-me então do que está escrito na Bíblia: como se cai pela primeira vez no inferno, assim se estará eternamente. Lignum, in quocumque loco ceciderit, ibi erit [onde cair a árvore, ali ficará].

Aumentava em mim o espanto, e perguntei ao guia:

- Mas esses que ocorrem com tanta velocidade, não sabem que vem ter aqui?

- Oh, sim! Sabem que vão para o fogo! Foram avisado mil vezes, mas correm voluntariamente por causa do pecado, que não detesta e não querem abandonar, porque desprezaram e rechaçaram a misericórdia de Deus que incessantemente os chamava a penitência. Por isso a justiça Divina, provocada, os empurra, os insta, os persegue e não podem parar enquanto não chegam a este lugar.

Qual não deve ser o desespero destes desgraçados sem a menor esperança de sair daqui! - Exclamei. - Queres conhecer as inquietações e os furores das almas deles? Aproxima-te um pouco mais - Respondeu o guia.

Dei alguns passos para a janela, e vi que muitos daqueles miseráveis se golpeava e feriam uns aos outros e se mordiam como cães raivosos; outros se arranhavam o rosto, se laceravam as mãos, despedaçavam as próprias carnes e as atiravam pelo ar com desprezo. De repente, o teto da caverna se tornou transparente, como de cristal, e através dele se via um pedaço do céu e as radiantes figuras de seus companheiros para sempre salvos.

Os condenados bramiam com feroz inveja, porque os justos haviam sido olhados por ele, em certo tempo, como objeto de irrisão. Peccator videbit et irascetur; dentibus suis fremet et tabescet [O pecador verá e se encolerizará a seus dentes rangerão].

- Diz-me - Perguntei a meu guia - Como é que não se ouve nenhuma voz?

- Aproxima-te ainda mais - me gritou.

Aproximei-me do cristal da janela e ouvi que uns rugiam e choravam contorcendo-se; outros blasfemavam e imprecavam os santos. Aquilo tudo era um caos de vozes e gritos autos e confusos, pelo que perguntei ao meu amigo:

Que dizem eles? Que estão gritando?

- Recordando a sorte de seus companheiros bons, vêem-se obrigados a confessar: Nos insensati! Vitam illorum aestimabamus insaniam et finem illorum sine honoré [Nós, insensatos considerávamos uma loucura a vida que levavam, e seu fim sem honra]. Ecce quomodo computati sunt inter filios Dei et inter sanctos sors illorum est. Ergo erravimus a via veritatis [Eis que foram contados no numero dos filhos de Deus e sua sorte juntamente com a dos santos. Nós nos afastamos, pois, do caminho da verdade].

Por isso gritam: Lasati sumus in via iniquitatis et perditionis. Erravimus per vias difficiles, viam autem Domini ignoravimus [Corremos pelo caminho da iniqüidade e da perdição. Perdemo-nos por caminhos difíceis e não conhecemos o caminho do Senhor].

Quid nobis profuit superbia? [De que nos serviu nosso orgulho?]

Transierunt omnia illa tanquam umbra [Tudo passou como uma sombra].

Estes são os lúgubres cantos que ali ressoarão por toda a eternidade. Mas inúteis gritos, inúteis esforços, inútil pranto! Omnis dolor irruet super eos! [Toda a dor cairá sobre eles]. Aqui já não há tempo, há só eternidade.

Enquanto contemplava, cheio de horror, o estado de muitos de meus jovens, assaltou-me imprevistamente uma idéia:

- Mas como é possível que os que se encontram aqui estejam todos condenados? Estes jovens estavam ontem à tarde vivos no Oratório.

O amigo me disse: - Os que aqui vês vivem, mas estão mortos para a graça de Deus, e se morressem agora ou continuassem procedendo como no presente, se condenariam. Mas não percamos tempo; sigamos adiante.

E me afastou daquele lugar, e por um corredor que baixava a um profundo subterrâneo me conduziu a outro em cuja entrada estava escrito:

Vermis eorum non moritur, et ignis non extinguitur... Dabit Dominus omnipotens ignem et vermes in carnes eorum, ut urantur et sentiant usque in sempiternum (Judite 16, 21) [ Seu verme não morrerá e o fogo não se extinguirá... O Senhor onipotente dará fogo e vermes a suas carnes para que ardam e sofram eternamente].

Ali se contemplava o espetáculo dos atrozes remorsos dos que foram educados em nossas casas.

A recordação de todos e de cada um dos pecados não perdoados e sua justa condenação! A de terem tido mil remédios até mesmo extraordinários para se converterem ao Senhor, para serem perseverantes no bem, para ganharem o paraíso! A recordação de tantas graças prometidas, oferecidas e dadas por Maria Santíssima e não correspondidas! Terem podido se salvar com tão pouco esforço e perderem-se irremissivelmente para sempre! Lembrarem de tantos bons propósitos feitos e não compridos! Ah! Bem diz o provérbio que o inferno está cheia de boas intenções não realizadas!

Ali voltei a ver todos os jovens do oratório que havia visto pouco antes naquele forno (Alguns dos quais me estão ouvindo neste momento; outros já estiveram conosco, outros eu não conhecia). Aproximei-me e observei que todos estavam cheios de vermes e animais asquerosos que lhes roíam e consumiam o coração, os olhos, as mãos, as pernas, os braços, de maneira tão miserável que nem sei exprimir com palavras. Estavam imóveis, expostos a toda espécie de moléstias, e não podiam defender-se de modo algum.

Aproximei-me ainda mais para que me vissem esperando poder falar-lhes para que me dissessem algo, mas nenhum falava e nem me olhava. Perguntei então ao guia a causa disso, e me foi respondido que no outro mundo os condenados não tem liberdade. Cada um sofre ali todo o castigo que Deus lhe impôs, sem que possa haver mutação de espécie alguma.

- Agora é preciso - Acrescentou - que também tu vás ao meio daquela região de fogo que viste.

- Não, não! - Respondi aterrorizado - Para ir ao inferno é preciso ser antes julgado; eu ainda não o fui. Não quero, pois, ir ao inferno.

- Diz-me - observou o amigo - o que te parece melhor; ir ao inferno e livrar teus jovens, ou ficares fora e deixa-los no meio de tantos tormentos?

- Atordoados diante desta proposta, respondi:

- Oh! Quero muito a meus caros jovens, quero que todos se salvem. Mas não poderíamos fazer de tal forma que nem eles nem eu entremos ai?

- Ainda estas em tempo - me respondeu o amigo - e também eles estão, desde que faças tudo o que podes.

Meu coração se dilatou e eu disse para mim mesmo:

- Pouco me importa sofrer, desde que possa livrar dos tormentos estes meus queridos filhos.

- Vem, pois, dentro - prosseguiu o amigo. E vê a bondade e a onipotência de Deus, que amorosamente emprega mil meios de chamar a penitência teus jovens e salva-lo da morte eterna.

Tomou-me pela mão para introduzir-me na caverna, mal pus os pés no umbral encontrei inesperadamente transportado para uma magnífica sala com porta de cristal. Sobre estas, a regular distancias pendiam largos véus que cobriam outros tantos departamentos que comunicavam com a caverna.

O guia me indicou um dos véus, sobre o qual estava escrito "Sexto Mandamento", e exclamou:

- A transgressão desse Mandamento é a causa da ruína eterna de muitos jovens.

- Mas não se confessaram?

- Sim, confessaram-se, mas os pecados contra a bela virtude, confessaram-nos mal ou calaram-nos por completo. Por exemplo, um que havia cometido quatro ou cinco desses pecados, confessou somente dois ou três. Há quem tenha cometido um só na meninice e sempre teve vergonha de confessa-lo, ou o confessou mal, ou não disse tudo. Outros não tiveram arrependimento nem propósito. Mais ainda: alguns, em vez de examinar sua consciência, estudavam o modo de enganar o confessor. E o que morre com tal resolução está disposto a ser do número de condenados, e assim será para toda a eternidade. Só os que, arrependidos de todo o coração, morrem com a esperança da eterna salvação, esses serão eternamente felizes. E agora queres ver por que a misericórdia de Deus te conduziu até aqui?

Levantei o véu e vi um grupo de meninos do Oratório, todos meu conhecidos, condenados por esse pecado. Entre eles havia alguns que, na aparência, têm boa conduta.

- Pelo menos agora me deixarás escrever os nomes desses meninos para poder adverti-los em particular.

- Não é preciso - me respondeu.

- Que devo então dizer a eles?

- Prega por toda a parte contra a impureza. Basta avisa-los em geral, e não te esqueças de que, ainda que os avises em particular, prometerão, mas nem sempre com firmeza. Para conseguir isso se requer a graça de Deus, a qual, se pedida, jamais faltará a teus jovens. O bom Deus manifesta especialmente seu poder em Se compadecer e perdoar. Oração, pois, e sacrifício de tua parte. Quanto aos jovens, que ouçam tuas exortações, interroguem suas consciências, e ela lhes sugerirá o que devem fazer.

Estivemos então conversando cerca de meia hora sobre as condições necessárias para fazer uma boa confissão. Depois o guia repetiu várias vezes, erguendo a voz:

- Avertere!... Avertere!...

- Que significa essa exclamação?

- Mudar de vida, mudar de vida!...

Todo confuso por aquela revelação, baixei a cabeça e estava a ponto de me retirar, quando o guia me chamou dizendo:

- Ainda não viste tudo.

E dirigindo-se a outra parte, levantou outro véu, sobre o qual estava escrito: Qui volunt divites fieri, incident in tentationem et laqueum diaboli [Os que querem ficar ricos, caem na tentação e no laço do demônio].

Li e exclamei:

- Isso não diz respeito aos meus jovens, porque são pobres como eu; não somos ricos nem pretendemos sê-lo. Nem sequer o imaginamos.

Removido o véu, apareceram no fundo alguns meninos, todos meus conhecidos, que sofriam como os anteriores, e, mostrando-os, me disse:

- Acho que é bem a teus meninos que essa inscrição diz respeito!

- Explica-me, pois, o porquê da palavra divites [ricos].

- Por exemplo, alguns dos teus jovens têm o coração de tal maneira apegado a algum objeto material, que esse afeto os afasta do amor de Deus, e por isso faltam com caridade, a piedade, a mansidão. Não somente com o uso das riquezas se perverte o coração, mas também com o desejo delas, sobretudo se esse desejo ofende a justiça. Teus jovens são pobres, mas repara que a gula e o ócio são péssimos conselheiros. Há alguns que em seus lugares de origem se tornaram culpados de furtos significativos e, podendo, não penso em restituir. Há quem estuda a maneira de abrir com chaves falsas a dispensa; quem procura entrar no escritório do prefeito ou do ecônomo da casa; quem vai remexer as malas dos companheiros para roubar-lhes comestíveis, dinheiro ou livros para seu uso...

De uns e de outros me disse os nomes, e prosseguiu:

- Alguns se encontram aqui por se terem apropriado de objetos do vestuário, roupa branca, cobertores e colchas que pertenciam à rouparia do Oratório, para envia-los a suas casas. Alguns, por terem causado voluntariamente danos graves e não os terem reparado. Outros, por não terem devolvido coisas que lhes haviam sido emprestadas; e alguns por terem retido somas de dinheiro que lhes haviam sido confiadas para que as entregassem ao superior. E concluiu dizendo:

- Já que tais pessoas te foram indicadas, avisa-as; diz-lhes que rejeitem todos os desejos inúteis e nocivos, que sejam obedientes à lei de Deus e zelosos de sua honra; se não forem assim, a cobiça os arrastará a excessos piores que os submergirão nas dores, na morte, na perdição.

Eu não conseguia entender como, para certas coisas considerdas insignificantes pelos nossos jovens, haviam sido preparados castigos tão horríveis. Mas o amigo cortou minhas reflexões, dizendo:

- Recorda o que te foi dito diante do espetáculo dos cachos estragados da videira.

E levantou outro véu, que ocultava muitos de nossos jovens, os quais logo reconheci, pois estão presentemente no Oratório. Sobre o véu estava escrito: Radix omnium malorum [Raiz de todos os males]. E logo me perguntou:

- Sabes o que significa isso? Sabes qual é o pecado indicado por essa epígrafe?

- Parece-me que só pode ser o do orgulho.

- Não - respondeu.

- Mas sempre ouvi dizer que o orgulho é a raiz de todo o pecado.

- Sim, genericamente é; mas, em concreto, sabes qual foi o pecado que fez cair Adão e Eva no primeiro pecado, em conseqüência do qual foram expulsos do Paraíso terrestre?

- A desobediência.

- Precisamente; a desobediência é a raiz de todo o mal.

- E que devo dizer a meus jovens sobre esse ponto?

- Presta atenção: os jovens que tu vês aqui são os desobedientes, que vão preparando para si próprios tão lamentável fim. Esses tais e outros que tu crês que foram descansar, à noite descem a passear no pátio; não fazendo caso das proibições, vão a lugares perigosos, trepam nos andaimes de obras em construção, pondo em risco até a própria vida. Alguns, apesar das prescrições do regulamento, na igreja não estão como devem; em vez de rezarem, pensam em coisas completamente diversas, constroem na sua mente castelos no ar. Outros perturbam os companheiros. Há os que procuram posturas cômodas e dormem durante as sagradas funções. Outros, tu crês que vão à igreja e no entanto não vão. Ai do que descuida a oração! Quem não reza se condena! Alguns estão aqui porque, em vez de cantar os cânticos sagrados ou o ofício da Santíssima Virgem, lêem livros que tratam de tudo menos de religião, e alguns - o que é muito vergonhoso! - chegam a ler livros proibidos.

E continuou enumerando várias outras transgressões que são causa de graves desordens. Quando terminou, comovido olhei o guia na face; ele também me fitou, e eu lhe disse:

- E todas essas coisas, poderei contá-las a meus jovens?

- Sim, podes dizer a todos eles aquilo de que te recordares.

- E que conselho poderei dar-lhes para que não lhes sucedam tão graves desgraças?

- Insistirás demonstrando como a obediência, mesmo nas menores coisas, a Deus, á Igreja, aos pais e aos superiores, os salvará.

- E que mais?

- Dirás a teus jovens que evitem muito o ócio, porque essa foi a causa do pecado de Davi. Diz-lhes que estejam sempre ocupados, porque assim o demônio não terá tempo de assalta-los.

Inclinei a cabeça e prometi. Não mais suportando aquele terror, disse o amigo:

- Agradeço-te a caridade que tiveste comigo, mas rogo-te que me faças sair daqui.

- Vem comigo - disse-me então - e, encorajando-me, tomou-me pela mão e sustentou-me, porque eu me sentia extenuado e sem forças. Uma vez saídos da sala, atravessamos rapidamente o horrível pátio e o largo corredor de entrada; antes de atravessar o umbral da última porta de bronze, mais uma vez voltou-se para mim e exclamou:

- Agora que viste os tormentos dos outros, é preciso que tu também experimentes um pouco o Inferno.

- Não! Não! - gritei horrorizado.

Ele insistia e eu recusava sempre.

- Não temas - dizia-me - é só para experimentar; toca nessa muralha.

Eu não tinha coragem e queria afastar-me; mas ele me segurou, dizendo-me:

- No entanto, é necessário que experimentes!

E me agarrou resolutamente pelo braço e me levou para junto da muralha, dizendo:

- Toca rapidamente uma vez só, para que possas dizer que estiveste visitando as muralhas dos suplícios eternos e as tocaste; e também para que compreendas como será a última muralha, se a primeira já é tão terrível. Vês esta muralha?

Observei-a com mais atenção; era de colossal espessura. O guia prosseguiu:

- Esta é a milésima parede antes de chegar ao verdadeiro fogo do inferno. Mil muralhas o rodeiam. Cada uma delas tem mil medidas de espessura, e essa é a distância entre cada uma delas; cada medida é de mil milhas; esta muralha dista, pois, um milhão de milhas do verdadeiro fogo do Inferno e, portanto, é um pequeníssimo princípio do mesmo Inferno.

Dito isso, e vendo que eu me encolhia para não tocar a muralha, agarrou minha mão, abriu-a com força e fez com que eu a encostasse na pedra daquela milésima muralha. Naquele instante senti uma queimadura tão intensa e dolorosa que, saltando para trás e dando um fortíssimo grito, acordei.

Encontrei-me sentado na cama, e sentindo que a mão ardia, esfregava-a na outra mão para fazer cessar aquela sensação. Quando amanheceu, observei que a mão estava realmente inchada; e a impressão imaginária daquele fogo foi tão forte que pouco depois a pele da palma da mão se desprendeu e mudou.

Tende em consideração que não vos contei estas coisas com todo o seu horror tal como as vi, e com a impressão que me fizeram, para não vos assustar demais. Sabemos que o Senhor nunca falou do inferno a não ser por figuras, porque, ainda quando no-lo houvesse descrito como é, não o teríamos entendido. Nenhum mortal pode compreender essas coisas. O Senhor as conhece e pode dize-las a quem quiser.

Várias noites sucessivas tive tal perturbação, que não pude dormir por causa do medo.

Contei-vos brevemente o que vi em sonhos muito longos; deles não vos fiz senão um breve resumo. Darei mais tarde instruções sobre o respeito humano, sobre o sexto e o sétimo Mandamentos, sobre o orgulho. Não farei mais do que explicar esses sonhos; porque em tudo estão conformes com a Sagrada Escritura; ainda mais, não são senão um comentário do que se lê sobre o tema na mesma Escritura.

Nestas noites, já vos contei algumas coisas, mas quando puder vir falar-vos contar-vos-ei as restantes, dando- vos as respectivas explicações.

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