PAZ E FOGO!!!! SEJAM BEM VINDOS AOS NOSSO AMBIENTE VIRTUAL

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Iemanjá é santa da Igreja Católica Apostólica Romana ou é um demônio feminino invocado no ambiente de espiritismo?


Início de Conversa:

Você pode fazer uma visita em todas as igrejas católicas apostólicas romanas do mundo inteiro e constatará que não há sequer uma imagem, pintura ou gravura dela em nenhum templo católico! Caso tenha contato com algum estudioso eclesiástico em santos da Igreja Católica, verificará também que em nenhum dia da liturgia católica foi reservado para esse ser chamado de “Iemanjá”! Por tanto, Iemanjá não é santa da Igreja Católica Apostólica Romana!!! Iemanjá NÃO FAZ PARTE DA “COMUNHÃO DOS SANTOS” NA IGREJA CATÓLICA!

Ora, se ela não é NADA na Igreja Católica; então, o que ela é e que ligação há entre Iemanjá e Igreja Católica? Além disso, você pode está se perguntando também: Iemanjá e Maria são a mesma pessoa?

Vamos aos esclarecimentos, já que “o povo de Deus se perde por falta de conhecimento ou por rejeitar a instrução que vem da parte de Deus” (Os 4,5).

Queremos desde já afirmar que não temos qualquer pretensão de repudiar as pessoas que estão ligadas aos rituais de culto a Iemanjá, bem como ao espiritismo, mais especificamente à macumba, uma ramificação espirita. O que desejamos é alertar os CATÓLICOS, que se deixam levar por qualquer vento de doutrina. 


Entretanto quanto a prática pagã de culto a Iemanjá, escancaramos claramente desde já, que é contrária aos ensinamentos da Igreja Católica e é CONDENÁVEL pela Sagrada Escritura e Magistério da Igreja Católica, já que só existe um ÚNICO e SOBERANO Deus, e somente este deve ser adorado por toda a eternidade da eternidade para todo o sempre, amém e glória a Deus!!!     
           
Quem é Iemanjá?

            Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda (baixo-espiritismo). O seu nome tem origem nos termos do idioma Yrubá “yéyé omo ejá” que significa “Mãe cujos filhos são como peixes”.
            Mãe-d`água dos lorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a maritmo Norte do Brasil.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Vou Confiar - Dunga

Íntegra da carta circular: ‘O Significado ritual do dom da paz na missa’ da ‘Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos’.


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A Santa Sé por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou por ordem do Santo Padre Francisco um novo documento.
Neste documento a Santa Sé ordena que acabem com os abusos no momento da Paz, o popular “abraço da paz”.
- Nada de sair do lugar para dar a paz, mas dar-se-á apenas para as pessoas que estão mais próximas.
- Nada de músicas, pois isso além de não estar previsto, aumenta bastante um momento que não deve ser longo.
- Nada de o celebrante sair do presbitério para dar a paz a outras pessoas.
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CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
CARTA CIRCULAR: O SIGNIFICADO RITUAL DO DOM DA PAZ NA MISSA

1. ”Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz”[1], são as palavras com as quais Jesus promete aos discípulos reunidos no cenáculo, antes de enfrentar a paixão, o dom da paz, para infundir-lhes a gozosa certeza de sua presença permanente. Depois de sua ressurreição, o Senhor leva ao termo sua promessa apresentando-se no meio deles, no lugar em que se encontravam por temor aos Judeus, dizendo: “A paz esteja convosco!”[2]. A paz, fruto da Redenção que Cristo trouxe ao mundo com sua morte e ressurreição, é o dom que o Ressuscitado segue oferecendo hoje a sua Igreja, reunida para a celebração da Eucaristia, de modo que possa testemunhá-la na vida de cada dia.

Ironi Spuldaro - "Renunciai ao homem velho; Revesti-vos do homem novo"

Papa Francisco: Perseguição dos cristãos no Iraque ofende gravemente Deus e a humanidade


FranciscoRezando_Alberto-Chinchilla_CNASegundo a publicação de ACI/EWTN Noticias nesta segunda (11/08/14), ao final da oração do Ângelus, o Papa Francisco fez um novo apelo à paz na Terra Santa e no Iraque, e assegurou que a violenta perseguição que sofrem os cristãos nesse país “ofende gravemente Deus e a humanidade”.
Em declarações à CNA –agência do Grupo ACI em inglês– em 8 de agosto, um sacerdote que se identificou como o Pe. Nawar, natural de Qaraqosh (Iraque), nas planícies do Nínive, considerada a capital cristã do Iraque, lamentou que mais de 100 mil cristãos tenham abandonado esta cidade na noite da quarta-feira, quando foi tomada pelas forças do Estado islâmico do Iraque e o Levante (ISIS).
Muitos destes cristãos que escapam da perseguição de extremistas islâmicos vão a pé, sem comida, dinheiro nem água, disse.
O Pe. Nawar, que morou e estudou em Roma durante os últimos três anos, denunciou que “as pessoas não podem ficar no Iraque porque há morte para quem fica”.
De acordo com informações da BBC, os militantes do Estado Islâmico derrubaram cruzes e queimaram manuscritos religiosos, depois de tomarem a cidade.
Em declarações à rede CNN, Mark Arabo, líder da comunidade caldeia, denunciou que os jihadistas do Estado Islâmico (ISIS), estão decapitando crianças cristãs em Mosul, pendurando os seus pais e estuprando as mulheres, que –informou por outro lado um porta-voz da Media Luna Roja–, são sequestradas e vendidas como escravas.
O Papa Francisco assinalou que “as notícias que chegam do Iraque nos deixam incrédulos e perplexos: milhares de pessoas, em maioria cristãos, brutalmente expulsos de suas casas; crianças morrem de sede e de fome durante a fuga, mulheres são sequestradas, pessoas sofrem violências de todo tipo; destruição de casas, de patrimônios religiosos e culturais”.
“Tudo isso ofende gravemente Deus e a humanidade. Não se leva ódio em nome de Deus! Não se faz guerra em nome de Deus! Nós todos, pensando nessa situação, nesse povo, façamos silêncio agora e rezemos”.
Francisco também expressou seu agradecimento “às pessoas que, com coragem, estão levando ajuda a estes irmãos e irmãs, confio em que uma solução política eficaz a nível internacional e local detenha estes crimes e restabeleça o direito”.
“Para assegurar melhor a minha proximidade a essas queridas populações nomeei como meu Enviado Pessoal, que amanhã viajará de Roma ao Iraque o Cardeal Fernando Filoni”.
O Papa recordou que “também em Gaza, onde depois de uma trégua, recomeçou a guerra que causa a morte de inocentes e agrava o conflito entre israelenses e palestinos”.
“Rezemos juntos ao Deus da paz, por intercessão da Virgem Maria: dai a paz, Senhor, aos nossos dias e nos torne artífices de justiça e de paz. Maria, Rainha da Paz, rogai por nós”.
“Rezemos também pelas vítimas do vírus Ebola e por aqueles que estão lutando para detê-lo”, pediu, para concluir pedindo orações por sua próxima viagem à Coréia do Sul, de 14 a 18 de agosto.

Igreja Católica: A Existência Dos Demônios - 1ª Aula do Curso de Demonologia Com o Pe. Paulo Ricardo

A luta de satanás contra o sacerdócio

O diabo sabe que a melhor maneira de destruir a religião é atacando o sacerdócio

“Para fazer reinar Jesus Cristo no mundo, nada é mais necessário do que um clero santo, que seja, com o exemplo, com a palavra e com a ciência, guia dos fiéis” [1]. Estas são palavras que os Santos Padres não se cansam de repetir ao orbe católico, desde que foram pronunciadas, pela primeira vez, pelo papa São Pio X. De fato, o testemunho de um bom sacerdote é capaz de arrastar centenas de fiéis à Igreja de Cristo, quer por meio da pregação, quer por meio da administração dos sacramentos, quer por meio da obediência às normas eclesiais, como o celibato.
A missão do sacerdote resume-se àquela regra máxima da Igreja, de que falam os santos: Salus animarum suprema Lex – a lei suprema é a salvação das almas. Por isso o Papa Bento XVI, na proclamação do Ano Sacerdotal, em 2009, exortou o clero católico a redescobrir a dimensão eclesial de seu ministério. Somente na comunhão com a Igreja o sacerdote pode atingir aquela santidade necessária “para fazer reinar Jesus Cristo no mundo”. Explica-nos o Papa Emérito: “a missão é eclesial, porque ninguém se anuncia nem se leva a si mesmo, mas, dentro e através da própria humanidade, cada sacerdote deve estar bem consciente de levar Outro, o próprio Deus, ao mundo” [2].
Essa realidade não é desconhecida pelo diabo, tampouco por aqueles que fazem as suas vezes na terra, disseminando o joio no meio do trigo. Não é para admirar, por conseguinte, que, no combate à Igreja, o primeiro alvo seja o sacerdócio. “Quando se quer destruir a religião” – observava o santo Cura d’Ars –, “começa-se por atacar o padre” [3]. Com efeito, a primeira tentação demoníaca contra os sacerdotes é a de afastá-los da comunhão eclesial, incentivando-os à dissidência, aplaudindo hereges e ridicularizando aqueles que se submetem de bom grado à autoridade do Santo Padre. Trata-se do primeiro non serviam demoníaco: o não à Igreja.
Os argumentos – ou, no caso, as mentiras – são os mesmos de sempre: o celibato é transformado em símbolo de castração, que fere o direito à sexualidade e leva à pedofilia; o hábito eclesiástico é tachado de indumentária antiquada, que afasta o clero do povo; o padre passa a ser somente o “presidente” da celebração; a obediência a Roma é considerada clericalismo; as normas litúrgicas são suprimidas em nome de uma falsa criatividade; o padre, é dito, não pode ficar preso a “regras de orações medievais”; isto, outros reclamam, não está de acordo com o Concílio Vaticano II; o padre não é sacerdote, mas presbítero; ele tem uma mentalidade pré-conciliar etc. Repetidas ad nauseam pela mídia – e por uma porção de maus teólogos que agem em conluio com ela –, essas ideias perniciosas vão aos poucos minando a identidade do sacerdote, até ao ponto de levá-lo a proclamar o segundo non serviam do diabo: o não a Cristo.
Não é preciso gastar muita tinta, porém, para explicar os erros contidos nestes sofismas. Muito mais sabiamente responderam os santos padres – vivendo a sua vocação de maneira exemplar –, como também o Magistério da Igreja – seja nas encíclicas papais, sejo nos outros inúmeros documentos já publicados a esse respeito. O que é preciso ter em conta é que a luta que se trava contra o sacerdócio é, na verdade, uma luta contra a Pessoa de Jesus Cristo. O padre, não nos esqueçamos, é um Alter Christus (Outro Cristo), dado o caráter impresso em sua alma pelo sacramento da ordem. Por isso, é compreensível a raiva do diabo pela castidade dos sacerdotes – “o mais belo ornamento de nossa ordem”, como elogiava São Pio X –, pois ela remete à virgindade de Cristo, que também foi guardada até a morte na cruz [4]. É compreensível o ódio do diabo à batina negra – a “heroica e santa companheira” de Dom Aquino Correa –, porque o luto recorda o sacrifício redentor da cruz, pelo qual a morte foi vencida [5].
O remédio às insinuações diabólicas, por conseguinte, não pode ser outro senão aquele prescrito por Bento XVI, durante o Ano Sacerdotal [6]:
É importante favorecer nos sacerdotes, sobretudo nas jovens gerações, uma correta recepção dos textos do Concílio Ecuménico Vaticano II, interpretados à luz de toda a bagagem doutrinal da Igreja. Parece urgente também a recuperação desta consciência que impele os sacerdotes a estar presentes e ser identificáveis e reconhecíveis quer pelo juízo de fé, quer pelas virtudes pessoais, quer também pelo hábito, nos âmbitos da cultura e da caridade, desde sempre no coração da missão da Igreja.
Enfim, não se há de esquecer a mediação de Nossa Senhora, mãe solícita dos sacerdotes e a inimiga de todas as heresias. Na sua viagem a Fátima, em 2010, o Santo Padre não perdeu a oportunidade de confiar à Virgem, “os filhos no Filho e seus sacerdotes”, consagrando-os ao seu Coração Materno, para que cumprissem fielmente a Vontade do Pai [7]. Neste ato, o Papa Bento XVI ensinava ao clero do mundo inteiro que o melhor caminho de santidade e escudo contra o demônio é a intercessão de Nossa Senhora. É também o ensinamento dum outro padre que, não por acaso, muito se assemelha às palavras de São Pio X, ao início deste texto: “foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo” [8].
Por Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Carta La ristorazione: Acta Pii X, I, p. 257.
  2. Discurso do Papa Bento XVI durante a audiência concedida à Congregação para o clero (16 de março de 2009).
  3. João XXIII, Carta Enc. Sacerdotii Nostri Primordia (1° de agosto de 1959), n. 63.
  4. Ibidem, n. 16.
  5. A minha batina – poema de Dom Aquino Correa.
  6. Discurso do Papa Bento XVI durante a audiência concedida à Congregação para o clero (16 de março de 2009).
  7. Ato de confiança e consagração dos sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria (12 de maio de 2010)
  8. São Luís de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Série Catecismo da Igreja Católica: A QUEDA DOS ANJOS!

A queda dos anjos

A queda dos anjos

As explicações contidas no Catecismo são verdades da fé, portanto, não é possível tergiversar sobre elas. Para todos os outros assuntos existem as chamadas explicações teológicas, ou seja, esforços humanos empreendidos por grandes santos e doutores da Igreja, a fim de se compreender melhor a revelação ou a ação divina.
Na aula de hoje, além das verdades de fé, serão oferecidas explicações teológicas acerca da Queda dos Anjos, que é um assunto que desperta muito interesse desde sempre. A base para as explicações teológicas serão os escritos de Santo Tomás de Aquino.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

SÉRIE: QUERIGMA - ANÚNCIOS INTRODUTÓRIOS DO CRISTIANISMO!

Estou preparando uma série de estudos bíblicos com a linha QUERIGMÁTICA:

*Amor de Deus;
*Pecado e Salvação;
*Fé e Conversão;
*Falsas Doutrinas;
*Espírito Santo e Dons Carismáticos;
*Vida em comunidade;
*Introdução à Apologética.

Hoje a noite, estará disponível no meu blog, a primeira temática querigmática: AMOR DE DEUS - REMÉDIO EFICAZ PARA A NOSSA SOLIDÃO!

Aguardem!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O que a Igreja pensa oficialmente sobre a participação do católico na vida política?


politicaCONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
NOTA DOUTRINAL 
sobre algumas questões relativas
à participação e comportamento dos católicos na vida política

A Congregação para a Doutrina da Fé, ouvido também o parecer do Pontifício Conselho para os Leigos, achou por bem publicar a presente “Nota doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política”. A Nota é endereçada aos Bispos da Igreja Católica e, de modo especial, aos políticos católicos e a todos os fiéis leigos chamados a tomar parte na vida pública e política nas sociedades democráticas.

I. Um ensinamento constante
1. O empenho do cristão no mundo em dois mil anos de história manifestou-se seguindo diversos percursos. Um deles concretizou-se através da participação na acção política: os cristãos, afirmava um escritor eclesiástico dos primeiros séculos, “participam na vida pública como cidadãos”[1]. A Igreja venera entre os seus Santos numerosos homens e mulheres que serviram a Deus através do seu generoso empenho nas actividades políticas e de governo. Entre eles, São Tomás Moro, proclamado Padroeiro dos Governantes e dos Políticos, soube testemunhar até ao martírio a “dignidade inalienável da consciência”[2]. Embora sujeito a diversas formas de pressão psicológica, negou-se a qualquer compromisso e, sem abandonar “a constante fidelidade à autoridade e às legítimas instituições” em que se distinguiu, afirmou com a sua vida e com a sua morte que “o homem não pode separar-se de Deus nem a política da moral”[3].  

Ateísta, anarquista, niilista, comunista, judeu e hoje CONVERTIDO à fé Católica.


De família judia da esquerda radical, ele era ateu e niilista… até que leu a Bíblia.
Era comunista e de origem judaica. Só queria atacar a Igreja. Agora Fabrice Hadjadj é um dos maiores intelectuais católicos.

Fabrice Hadjadj é um dos intelectuais católicos mais importantes neste momento. As obras deste pensador e professor francês estão se convertendo em referência no pensamento cristão e até Juan Manuel de Prada disse de seu livro ‘A fé dos demônios’ que é “o melhor livro de teologia de divulgação que se tem escrito em décadas”.
É um convertido mas fala muito pouco deste processo, talvez porque pensa que a conversão só é o ponto de partida, não o de chegada. No entanto, este caminho até Deus diz muito de como é e mostra uma vez mais o poder salvífico que há na Escritura, um retorno à vida em um pestanejar de olhos.
“A Palavra me dava urticária”
Minha família era judia e de extrema esquerda e eu cresci com o espírito de revolta”, conta Hadjadj. Desenvolveu nele um ateísmo marcado pelo anarquismo.Além disso, a leitura de Nietzsche o levou ao niilismo aumentando nele uma “violência anti-cristã” pois a palavra de Deus “me dava urticária”.
Em que pese as seguranças que este jovem francês acreditava ter, Deus sempre surpreende e lhe tinha preparada uma grande surpresa. “Um dia um amigo meu publicou um livro de aforismos, em que cada um deles vinha precedido por uma citação bíblica”, recorda Fabrice, que graças a isto viu a oportunidade de ridicularizar Deus.

“Queria ler a Bíblia para me fazer rir”, afirma. “Tinha encontrado um procedimento mordaz para ridicularizar as Escrituras. O problema é que para caçoar bem da Bíblia, tinha que lê-la”.
A leitura de Isaías e Jó
Com sua intenção de caçoar da Igreja e de Deus, continua, “comecei com a leitura de Isaías e de Jó. O choque! Que sopro mais incrível! Mais tarde reli os Evangelhos. Quanta simplicidade unida com tanta profundidade! A palavra de Jesus não era uma palavra como qualquer outra: era a palavra em carne, e osso e espírito”. “Tinha querido desviar da Escritura, e era ela que me devolveu ao caminho”, acrescentou.
A enfermidade de seu pai e o julgamento de um pró-nazista
Esse foi o primeiro encontro que teve com Deus e que o fascinou. Algo que já tinha em seu coração mesmo que se esquecesse do ocorrido. No entanto, “uns meses mais tarde meu pai ficou doente. Não sabia o que fazer para lhe ajudar. Corri à igreja de São Severino, perto de minha casa em Paris. Esta era a igreja em que eu tinha caçoado dos fiéis uns dias antes. Então orei e foi uma revelação. Não era uma grande luz, era uma voz descendo do Céu. Estava em paz e a paz me mostrou que a oração é a essência da palavra, o próprio lugar do homem”.
Conta Hadjadj que “outro sinal de Deus em minha vida foi o julgamento de Paul Touvier”, um colaborador nazista condenado por crimes contra a humanidade por ordenar fuzilar a sete judeus em 1944. “Assisti porque um amigo meu era advogado no julgamento. Vi esse tipo no banquinho dos acusados, um tipo como tu e eu e não podia ver o diabo”.

Essa tarde em sua casa este jovem se perguntava se “teria sido melhor que este homem”. “De repente descobri minha miséria interior” e pensou em Cristo, “como um Inocente, um absoluto Inocente veio para me redimir com toda a humanidade manchada pelo mal, para salvar-me com todos, vítimas e verdugos”.Cinco anos mais tarde “fui batizado na Abadia de Solesmes”. Soube anos mais tarde que foi precisamente o lugar em que o condenado no julgamento que assistiu e que lhe abriu os olhos tinha se escondido durante meses.
Professor, pai de família e defensor da vida
Sua vida mudou por completo após descobrir a fé. Não queria ter filhos e agora tem seis. De sua coluna no ‘Le Figaro’ e de outros meios tem sido um dos intelectuais que com mais veemência tem argumentado contra o matrimônio e adoção por parte de homossexuais aprovada na França recentemente. Atualmente é além de um importante escritor, professor de Filosofia em institutos, universidades e no Seminário de Toulon.
Apesar da história de conversão que fez Deus com ele, Fabrice não gosta de falar demasiado dela. “Não gosto de ser anedótico e retrospectivo. A conversão é um ponto de partida, não de chegada. É como um nascimento. Mas não se pode perguntar aos convertidos unicamente por aquilo que sucedeu no momento do parto. Eu me pergunto sempre sobre meu batismo, que foi algo extraordinário. Mas me perguntam menos por meu matrimônio que, no entanto, é o cumprimento de meu batismo. Poderia escrever milhares de páginas sobre minha conversão. Mas se dissesse aquilo que fiz que me fizera cristão seria prisioneiro de algo que pertence ao passado. Devo sempre poder dizer que se sou cristão é também graças a ela, que está ao meu lado. O que fundamenta a fé é sobre todo o assombro diante daquilo que me rodeia”.
O demônio, muito presente no mundo de hoje
Um de seus livros mais importantes trata precisamente sobre o demônio, o príncipe deste mundo. Assim, adverte de que “há que entender que o ateísmo e o liberalismo não são as piores dores de cabeça, já que o diabo não é ateu. Então, para evitar as trapaças de um demônio, que sabendo exatamente a verdade, sabe levar-nos a erros dando-lhes um aspecto atrativo: utiliza nossa energia para lutar contra um erro fazendo-nos cair no erro oposto”.
Do mesmo modo, disse que os cristãos devem ter cuidado com a “fé desencarnada, em que alguém se dedica a ‘organizações benéficas imaginárias’ e nos esquecemos de amar a nosso próximo em nossa casa ou em nossa própria cama”.
Sua vida e sua experiência lhe tem acreditado como um dos pensadores da Igreja mais acreditados para o diálogo fé-razão e com o mundo não crente.Hoje em dia está na moda dizer ‘sou ateu’, ‘sou homossexual’, etc…Ninguém diz ‘sou um homem’. O importante para o crente é compreender que diante dele tem sempre um homem. Alguém que está como eu exposto ao pecado e à morte e que talvez um pouco menos consciente do Mistério”.
Fonte:ReligionLiberdad.com

domingo, 3 de agosto de 2014

Cristãos perseguidos, mas não vencidos!

Geraldo Trindade*
A fé cristã sofre perseguições! Nada mais atual que a frase de São Tertuliano de que “o sangue dos mártires se torna semente para novos cristãos”. Professar a fé cristã é ser hostilizado em muitas esferas da nossa sociedade; de modo escancarado ou velado, o comportamento setransforma se se declara crente, temente a Deus e discípulo do Mestre, que é Jesus Cristo.
A fé guardada por homens, mulheres e crianças a ponto de darem suas vidas por causa do Evangelho, é um grito que incomoda porque aponta para além dos modismos e das fugacidades da vida pós-moderna, onde o que importa são as aparências e a simples sensação de estar bem e ter uma “vida legal”. A fé preservada em meio às perseguições nos aponta para a infinitude, para uma razão na vida, um querer de felicidade que só Cristo pode nos dar.
Os cristãos no Iraque sofrem perseguição pelo estado islâmico de Mosul, é o que afirma o jornal francês Le Figaro. Os cristãos são obrigados a deixar sua região ou a pagarem altos impostos, têm suas casas marcadas com o N de Nazareno e assim sujeitos ao massacre e transformados em cidadãos de segunda categoria. No fundo, o Estado islâmico quer obrigá-los a se converterem, ou serão mortos. Os cristãos no Iraque antes da invasão americana eram 1 milhão, hoje são 400 mil.
Na Ucrânia, após a invasão russa, muitos católicos têm seu futuro incerto, pois a Igreja poderá ser banida do território. Padres são raptados, e alguns desaparecem sem nenhuma explicação. Alguns fiéis chegam a ser espancados por oficiais russos e têm suas propriedades confiscadas. É a lógica do medo para que abandonem sua fé!
Na China, o Partido Comunista Chinês silencia a Igreja Católica, que é obrigada a viver na clandestinidade. São em média 12 a 15 milhões de católicos em um país de 1,4 bilhão de habitantes. Os católicos são obrigados muitas vezes a serem membros da Associação Católica Patriótica Chinesa, que é controlada pelo governo e não está em comunhão com o papa.  Alguns bispos católicos vivem encarcerados durante décadas por não abandonarem a fé.
Na Mongólia, um sacerdote e uma religiosa foram mortos por cuidarem de crianças e idosos pobres. Na Síria, os conflitos têm gerado intolerância religiosa contra os cristãos num ambiente em que 90% da população é muçulmana. De acordo com estimativas divulgadas pelo Associated Press, cerca de 1.800 cristãos foram mortos na Nigéria em ataques terroristas planejados por radicais islâmicos desde 2007. Na Coreia do Norte, 50 a 70 mil cristãos sofrem nos campos de concentração em trabalhos forçados. Na Somália, se um ex-muçulmano é descoberto logo é condenado imediatamente à morte. No Afeganistão, os cristãos são considerados inimigos do Estado. Nestes e em muitos outros lugares, seguir a Cristo é estar correndo risco de morte e ser perseguido.
No Brasil, os católicos também acabam passando algumas situações sofridas, tendo suas igrejas invadidas, seus objetos de cultos ridicularizados e imagens depredadas. Isso aconteceu no Rio de Janeiro, Montes Claros (MG), Sacramento (MG), Igarapava (SP), Erechim (RS)...
O papa Francisco afirmou que há mais cristãos perseguidos atualmente que nos primeiros tempos da Igreja. Existem lugares em que não se pode ter uma Bíblia, ensinar o catecismo ou mesmo levar um crucifixo. A cada cinco minutos, um cristão é morto, segundo algumas fontes. Além do mais, a perseguição não é somente física, o martírio de sangue. Outras formas de perseguição se espalham e marcam profundamente a vida das pessoas. Hoje há o martírio da ridicularização no trabalho, na universidade, nos ambientes sociais...
Estes exemplos demonstram como ainda há corações, estruturas sociais e regimes políticos fechados ao Evangelho. É preciso permanecermos vigilantes para que a profissão da fé cristã não se torne um crime sujeito a retaliações. A nossa vida deve-nos falar sobretudo de Cristo e de Cristo crucificado e ressuscitado, como centro da história e da nossa vida. A cruz de Cristo ocupa sempre um lugar central na vida da Igreja e tem que ocupar também em nossa vida pessoal. Na história da Igreja não faltará jamais paixão e perseguição, mas a partir delas e pelo testemunho de guardar e dar testemunho dela muitos crerão. Se aceitamos a cruz, ela se converte em benção. “Somos atribulados por todos os lados, mas não esmagados; postos em extrema dificuldade, mas não vencidos pelos impasses; perseguidos, mas não abandonados; prostrados por terra, mas não aniquilados. Incessantemente e por toda a parte trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo” (2 Cor 4, 8-10).
* Geraldo Trindade é diácono na arquidiocese de Mariana. - http://pensarparalelo.blogspot.com 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Copa 2014: O testemunho católico do único jogador não islâmica na seleção do Irã.


Andranik+Teymourian+South+Korea+v+Iran+Zt6ggI3O1Tel
 O primeiro empate da Copa do Mundo aconteceu no décimo terceiro jogo. Após o dilúvio de gols que choveram na rede nos primeiros jogos, Nigéria e Irã empatam zero a zero. Resultado final de um jogo chato, mas que deixou o Irã feliz, considerado por todos os observadores a “Cinderela” do seu grupo. Uma ideia que nunca abandonou Andranik Teymourian, ás do time asiático, um dos mais pró-ativos na estréia de ontem.
Entrevistado pela Fifa.com na véspera da revisão brasileira, o craque iraniano tinha demonstrado que não temia os fortes adversários que a sorte atribuiu à sua equipe. “Contra nós nenhum jogo será fácil – afirmava – o primeiro lugar na rodada das eliminatórias asiáticas mostra o espírito de luta colocado em campo”.
Declarações que atestam ambições profissionais e que estão na base de uma coragem que Teymourian já mostrou no passado. A coragem “de não sentir vergonha de ser cristão”. Ele, cristão de origem armênia e cidadão da República Islâmica do Irã, foi o mais votado, por ocasião da Copa do Mundo de 2006, em uma pesquisa patrocinada pelo grupo holandês ecumênico Gristelijk.
Com o 31,3% dos votos, a estrela do Irã ficou acima de 10 outros jogadores que participaram da Copa do Mundo na Alemanha e considerados exemplos de homens, “que optaram por declarar abertamente a sua fé”. Quem votou foram holandeses, europeus, mas não só.
O que particularmente impressiona de Teymourian é um aspecto: as suas declarações quebraram os clichês que circulam em torno do Irã. De etnia armênia, faz parte daquela pequena minoria no País do Golfo Pérsico que não chega nem sequer a 1% da população. No entanto, goza de uma representação parlamentar e de uma certa autonomia cultural que até permite os armênios de produzirem vinho. Especialmente goza da atitude positiva por parte dos colegas muçulmanos.
Teymourian é uma clara demonstração disso. No Irã é considerado o diamante mais valioso na seleção de futebol, queridinho de todos os entusiastas. Quando sai do campo é saudado com grandes aplausos, e ele responde com gratidão à sua maneira, fazendo o sinal da cruz. Um gesto que nunca lhe criou qualquer problema. Na verdade, ele mesmo “Ando” – como os fãs carinhosamente o chamam – nunca escondeu que as relações com companheiros muçulmanos, com os diretores e com a população são “realmente boas”.
Tão boas, que lhe concedeu uma investidura histórica. Teymourian, de fato, no dia 18 de maio desse ano, foi nomeado o primeiro capitão muçulmano do Team Melli (a Nação iraniana). O jogador de 31 anos, vive essa realidade com orgulho, mas sem ênfase. Não está acostumado a perceber sua fé cristã como fonte de distinção com os companheiros de equipe.
Em Teerã, onde mora e joga com o time do Esteghlal, frequenta a Missa todos os domingos. Hábito que leva consigo mesmo quando cruza fronteiras nacionais. Com exceção da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha que, em entrevista ao Canal-AP Worldstream contou uma experiência desagradável que lhe aconteceu durante um retiro da própria seleção.
Em um domingo, como sempre faz quando está no Irã, se preparou para chegar à igreja mais próxima e participar da Missa. Tentando sair da estrutura que hospedava o seu time, foi bloqueado pela polícia alemã. Um obstáculo tão inesperado quanto absurdo, para um jovem que tem a única, inocente, intenção de ir à igreja. Foi-lhe dito que, por razões de segurança, não seria possível sair. Em vão a sua insistência que o único que fez foi com que os policiais o mantivessem parado por algumas dezenas de minutos.
Episódio que o futebolista iraniano viveu como uma grotesca forma de discriminação. Tal como para induzi-lo a dar vazão aos microfones de uma televisão no seu país, onde há uma teocracia xiita governada por um aiatolá. E onde uma cena desse tipo nunca lhe aconteceria. Cenas que, no entanto, aconteceram na Alemanha. No coração da Europa, onde uma vez construíam catedrais destinadas a durar por toda a eternidade. E onde hoje – como explicava o site Kreuz.net 2012 – surgem bairros inteiros, projetado para milhares de pessoas, sem que haja nem sequer uma Igreja. (Trad.TS)
Por Federico Cenci

Sacerdote revoluciona paróquia católica em bairro muçulmano em Marselha,França. Veja o seu segredo!


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 Levar a Deus todas as almas que seja possível”. O padre Michel Marie Zanotti Sorkine tomou esta frase a sério, e é o seu principal o objetivo como sacerdote.  É o que está a fazer depois de ter transformado uma igreja a ponto de fechar e de ser demolida na paróquia com mais vida de Marselha. O mérito é ainda maior dado que o templo está no bairro com uma enorme presença de muçulmanos numa cidade em que menos de 1% da população é católica praticante.
 Foi um músico de sucesso.a chave para este sacerdote que antes foi músico de êxito em cabarés de Paris e Montecarlo é a “presença”, tornar Deus presente no mundo de hoje. As portas da sua igreja estão abertas de par em par o dia inteiro e veste de batina porque “todos, cristãos ou não, têm direito a ver um sacerdote fora da igreja”.
 Na Missa: de 50 a 700 assistentes O balanço é impressionante. Quando em 2004 chegou à paróquia de S. Vicente de Paulo no centro de Marselha a igreja estava fechada durante a semana e a única missa dominical era celebrada na cripta para apenas 50 pessoas. Segundo o que conta, a primeira coisa que fez foi abrir a igreja todos os dias e celebrar no altar-mor.
 Agora a igreja fica aberta quase todo o dia e é preciso ir buscar cadeiras para receber todos os fiéis. Mais de 700 todos os domingos, e mais ainda nas grandes festas. Converteu-se num fenômeno de massas não só em Marselha mas em toda a França, com reportagens nos meios de comunicação de todo o país, atraídos pela quantidade de conversões.
 Um novo “Cura de Ars” numa Marselha agnóstica
Uma das iniciativas principais do padre Zanotti Sorkine para revitalizar a fé da paróquia e conseguir a afluência de pessoas de todas as idades e condições sociais é a confissão. Antes da abertura do templo às 8h00 da manhã já há gente à espera à porta para poder receber este sacramento ou para pedir conselho a este sacerdote francês.
 Os ‘fregueses’ contam que o padre Michel Marie está boa parte do dia no confessionário, muitas vezes até depois das onze da noite. E se não está lá, anda pelos corredores ou na sacristia consciente da necessidade de que os padres estejam sempre visíveis e próximos, para ir em ajuda de todo aquele que precisa.
 A igreja sempre aberta
 Outra das suas originalidades mais características é a ter a igreja permanentemente aberta. Isto gerou críticas de outros padres da diocese mas ele assegura que a missão da paróquia é “permitir e facilitar o encontro do homem com Deus” e o padre não pode ser um obstáculo para que isso aconteça.
 O templo deve favorecer a relação com Deus
 Numa entrevista a uma televisão disse estar convencido de que “se hoje em dia a igreja não está aberta é porque de certa maneira não temos nada a propor, que tudo o que oferecemos já acabou. No nosso caso em que a igreja está aberta todo o dia, há gente que vem, praticamente nunca tivemos roubos, há gente que reza e garanto que a igreja se transforma em instrumento extraordinário que favorece o encontro entre a alma e Deus”.
 Foi a última oportunidade para salvar a paróquia
 O bispo mandou-o para esta paróquia como último recurso para a salvar, e fê-lo de modo literal quando lhe disse que abrisse as portas. “Há cinco portas sempre abertas e todo o mundo pode ver a beleza da casa de Deus“. 90.000 carros e milhares de transeuntes passam e vêem a igreja aberta e com os padres à vista. Este é o seu método: a presença de Deus e da sua gente no mundo secularizado.
 A importância da liturgia e da limpeza
 E aqui está outro ponto chave para este sacerdote. Assim que tomou posse, com a ajuda de um grupo de leigos renovou a paróquia, limpou-a e deixou-a resplandecente. Para ele este é outro motivo que levou as pessoas a voltarem à igreja: “Como é podemos querer que as pessoas acreditem que Cristo vive num lugar se esse lugar não estiver impecável? É impossível.”
 Por isso, as toalhas do altar e do sacrário têm um branco imaculado. “É o pormenor que faz a diferença. Com o trabalho bem feito damos conta do amor que manifestamos às pessoas e às coisas”. De maneira taxativa assegura: ”Estou convicto que quando se entra numa igreja onde não está tudo impecável, é impossível acreditar na presença gloriosa de Jesus”.
 A liturgia torna-se o ponto central do seu ministério e muitas pessoas sentiram-se atraídas a esta igreja pela riqueza da Eucaristia. “Esta é a beleza que conduz a Deus“, afirma.
 As missas estão sempre cheias e incluem procissões solenes, incenso, cânticos bem cantados… Tudo ao detalhe. “Tenho um cuidado especial com a celebração da Missa para mostrar o significado do sacrifício eucarístico e a realidade da sua Presença”. “A vida espiritual não é concebível sem a adoração do Santíssimo Sacramento e sem um ardente amor a Maria”, por isso introduziu a adoração e o terço diário, rezado por estudantes e jovens.
 Os sermões são também muito aguardados e, inclusive, os paroquianos põem-nos online. Há sempre uma referência à conversão, para a salvação do homem. Na sua opinião, a falta desta mensagem na Igreja de hoje “é talvez uma das principais causas de indiferença religiosa que vivemos no mundo contemporâneo”. Acima de tudo clareza na mensagem evangélica. Por isso previne quanto à frase tão gasta de que “vamos todos para o céu”. Para ele esta é uma “música que nos pode enganar”, pois é preciso lutar, a começar pelo padre, para chegar até ao Paraíso.
 O padre da batina
 Se alguma coisa distingue este sacerdote alto num bairro de maioria muçulmana é a batina, que veste sempre, e o terço nas mãos. Para ele é primordial que o padre ser descoberto pelas pessoas. “Todos os homens, a começar por aquela pessoa que entra numa igreja, tem direito de se encontrar com um sacerdote. O serviço que oferecemos é tão essencial para a salvação que o ver-nos deve ser tangível e eficaz para permitir esse encontro”.
 Deste modo, para o padre Michel o sacerdote é sacerdote 24 horas por dia. “O serviço deve ser permanente. Que pensaríamos de um marido que a caminho do escritório de manhã tirasse a aliança?”.
 Neste aspecto é muito insistente: “Quanto àqueles que dizem que o traje cria uma distância, é porque não conhecem o coração dos pobres para quem o que se vê diz mais do que o que se diz”.
 Por último, lembra um pormenor relevante.
 Os regimes comunistas a primeira coisa que faziam era eliminar o traje eclesiástico sabendo a importância que tem para a comunicação da fé. “Isto deve fazer pensar a Igreja de França”, acrescenta.
 No entanto, a sua missão não se realiza apenas no interior do templo. É uma personalidade conhecida em todo o bairro, também pelos muçulmanos. Toma o café da manhã nos cafés do bairro, aí conversa e com os fiéis e com pessoas que não praticam. Ele chama a isso a sua pequena capela. Assim conseguiu já que muitos vizinhos sejam agora assíduos da paróquia, e tenham convertido esta igreja de São Vicente de Paula numa paróquia totalmente ressuscitada.
 Uma vida peculiar:
cantor em cabarésA vida do padre Michel Marie foi agitada. Nasceu em 1959 e tem origem russa, italiana e da Córsega. Aos 13 anos perdeu a mãe, o que lhe causou uma “fractura devastadora” que o levou a unir-se ainda mais a Nossa Senhora.
 Com um grande talento musical, apagou a perda da mãe com a música. Em 1977 depois de ter sido convidado a tocar no café Paris, de Montecarlo, mudou-se para a capital onde começou a sua carreira de compositor e cantor em cabarés. No entanto, o apelo de Deus foi mais forte e em 1988 entrou na ordem dominicana por devoção a S. Domingos. Esteve com eles quatro anos, e perante o fascínio por S. Maximiliano Kolbe passou pela ordem franciscana, onde permaneceu quatro anos.
 Foi em 1999 quando foi ordenado sacerdote para a diocese de Marselha com quase quarenta anos. Além da música, que agora dedica a Deus, também é escritor de êxito, tendo publicado já seis livros, e ainda poeta.
 Fonte: Site Comunidade Corpus Christi

R@DIO BEATITUDES

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