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quinta-feira, 10 de maio de 2018

MARIA – A INTERCESSORA POR EXCELÊNCIA

Padre Cleodon Amaral de Lima
Ex-Protestante da Assembleia de Deus
Ex-Professor de escola dominical
Ex-Obreiro, cantor e pregador protestante

Gostaria de começar definindo a palavra intercessão. Ela vem latim “intercessione”, que significa, pedir, rezar, rogar, suplicar por a pessoa. É uma espécie de intervenção em favor de alguém.


Maria não é deusa. Ela é simplesmente Mãe. Se fosse uma deusa, com os poderes de um deus, ela faria sinais e prodígios. No entanto, na qualidade de Mãe, o único poder reservado a Maria é o de intercessão.

Aliás, poder este, desempenhado também pelo Espírito Santo, pelos anjos, por todos os santos canonizados, pelos santos não canonizados, e por todos os cristãos. No entanto, Maria, por ser Mãe, por ter sido a mais bem aventurada das mulheres e por estar na glória celestial, está intercedendo pelos seus outros filhos. “A expressão ‘bendita entre as mulheres” traduz um semitismo que expressa o superlativo: “a mais bendita das mulheres”; “‘de tal forma bendita que a bênção a constitui num grau à parte entre as mulheres”.

O fato de Maria ou os santos serem intercessores não significa que eles estejam ocupando o lugar de Jesus. Cristo não perde o seu poder e o seu lugar de único mediador entre Deus e o homem se os santos forem intercessores também. O Vaticano II testemunha: “Os habitantes do céu … recebidos na pátria e presentes diante do Senhor (cf. 2 Cor 5,8), por Ele, com Ele e n’Ele não deixam de interceder por nós junto ao Pai”.

Muitas pessoas não entendem bem quando Timóteo diz: «Por que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo – homem” (cf. 1Tm 2,5). “A palavra ‘Mediador’ no grego é messítes, e esta palavra está sendo usada no sentido de que Jesus é o Único Salvador entre Deus e o homem”. A palavra messítes; não quer dizer que Jesus é o único intercessor, no sentido de ser o único com capacidade de orar por nós. Se Jesus fosse o único intercessor, a Bíblia estaria mentindo quando falou que o Espírito Santo intercede com gemidos inexprimíveis (Rm 8,26-27). Ela estaria mentindo também quando falou que os 24 anciãos da corte celeste podiam interceder (cf. Ap 5,8).

O ministério de intercessora de Maria começou a se despontar no episódio evangélico das Bodas de Caná (Jo 2,1-12), que vamos meditar versículo por versículo para nos assegurarmos do fato. Gostaria que pegasse sua Bíblia e acompanhasse comigo. Seguindo a “Semana Inaugural” do Evangelho de João, notamos que as “Bodas de Caná” aconteceram no 7º dia. Isto tem um significado muito grande dentro da teologia joanina. O 1 º dia se encontra em Jo 1,19-28; o 2º dia, em Jo 1,29~34; o 3º dia, em Jo 1,35~42; o 4º dia, em Jo 1,43-51. Nada se fala do 5º dia, nem do 6º dia. No 7º dia temos as Bodas em Caná da Galiléia.

O v. 1 começa nos situando no tempo e no espaço. “Ao terceiro dia …”, quer dizer, três dias depois da conversa de Jesus com Filipe e Natanael. Se Jesus se encontrou com Filipe e Natanael no 4º dia e três dias depois estava em Caná, então estamos no 7º dia. O número 7 simboliza a totalidade. Ligado com o significado da palavra Caná, o 7º dia ganha um destaque literário surpreendente. Esta informação temporal “ao terceiro dia…” nos lembra os três dias que Jesus ficou na sepultura e depois ressuscitou. A palavra Caná vem do aramaico e quer dizer remir. Na língua hebraica, esta palavra significa adquirir. Vamos ver como aquele casal de Caná ganhou a remissão de seus pecados e adquiriu sua Salvação. Este versículo destaca a presença da Mãe de Jesus nas Bodas. Isto já nos mostra, que Maria vai ter uma participação especial nos acontecimentos de Caná.

Entram em cena, no versículo 2, Jesus e seus discípulos. Jesus e sua família foram convidados para o casamento. “Na Bíblia,. o casamento simboliza a aliança entre Deus e o seu povo” , que aconteceu no Sinai.

De repente, a Mãe de Jesus notou que tinha acabado o vinho, em plena festa. (versículo 3). O vinho numa festa de casamento, naquela época, era como carne na churrascaria hoje. Sem carne, sem churrasco. Sem vinho, sem festa. Para a Tradição Judaica o vinho é símbolo de alegria (Sl 78, 65 [Gr 77,65]; Is 51,21 – a pessoa está aflita, mas não é por causa do vinho; Jr 48,33; Os 7,5 – o vinho deixou a pessoa doente, pois está longe do Senhor). O vinho também simboliza amor (Ct 1,2. 4; 4,20; 7,12). Nestas passagens podemos observar que o vinho é a causa da alegria do casal. É uma forma de celebrar com alegria o amor que existe entre os dois. Imagine o escândalo que seria o casamento ter acabado porque acabou o vinho! Seria motivo de vergonha para o noivo e desonra ao seu nome e ao nome de sua família. Todos da cidade e das cidades circunvizinhas saberiam do ocorrido por causa da intensidade dos comentários. O interessante deste versículo é que Maria se dirige a Jesus e faz um comentário. Ela não pediu que Jesus fizesse um milagre ou resolvesse o problema.

O versículo 4 causa muita estranheza em que o lê. Dá a impressão que Jesus está se desfazendo de Maria e do pedido que ela lhe fez. Inclusive, Ele dá a impressão que Jesus é um mal educado: onde já se viu chamar a própria mãe de “mulher”? Parece que tudo depende da entonação de voz que se dá a frase. Entre Judeus, era muito comum dirigir-se ä mulher, usando o vocativo “mulher”. De forma alguma isto significa diminuição da pessoa enquanto pessoa. Apesar de não termos, na Bíblia, um filho que se dirija a mãe com este apelativo, notamos que esta forma de tratamento era comum no costume judaico, principalmente entre marido e mulher (Jt 11,1; 1Mc 15,27; 16,24; Mt 15,28; Lc 13,12; 22,57; Jo 1,4: 4,21; 8,10; 19,26; 20, 13-15; 1Cor 7,16), Por outro lado, o vocativo “mulher” nos remete ä teologia veterotestamentária , que vê a filha de Sião na figura de uma mulher.

Na tradição bíblico-judaíca, a Sião, ideal do tempo escatológico é descrito sob o símbolo de uma “Mulher”. Toda esperança de salvação para Israel se projetava neste figura simbólica da “Filha de Sião” messiânica, caracterizada como uma mulher que é esposa mãe e virgem.

Temos uma frase que nos soa estranha também, mas porque não faz parte de nosso modo de falar. A minha tradução traz: “Mulher, o que há entre mim e ti?” Os judeus tinham o costume de falar esta frase em dois momentos: ou para rejeitar uma intervenção, por não ser o momento exato de se falar em algum assunto em especial ou para demonstrar a alguém que não se deseja ter amizade com ele (cf. Jz 11,12; 2Sm 16,10; 19,23; 1Rs 17,18; Mt 8,29; Mc 1,24; 5,7; Lc 4,34; 8,28). Levando-se em conta o nosso contexto, vemos que Jesus falou a frase querendo mostrar a Maria que ainda não tinha chegado a sua hora, quer dizer, não era o momento para se fazer sinal algum, pois ainda não tinha chegado o tempo certo para realizá-lo. De qualquer maneira, por causa do pedido de Maria, Jesus antecipou sua “hora”. Com isto, Maria se toma a “hora” de Jesus. “Maria é quem antecipa a hora de Deus. Maria é a hora de Deus”.

A resposta de Jesus não foi um “não”. Caso contrário, Maria não teria falado a frase seguinte aos serventes: “Faze i tudo o que Ele vos disser”, (v. 5). Por esta frase, temos a impressão de que Maria, na festa, era como uma “governanta” ou uma espécie de organizadora da festa. Talvez alguns homens tenham deixado de levar vinho à festa de casamento em Caná, o que era obrigação deles fazer.

Terá sido, talvez, por falta de alguns em relação a esse dever social que, mais tarde, em Caná, Maria será obrigada a intervir junto ao filho? Talvez mesmo fosse ela parenta de um dos noivos e tivesse sido chamada para organizar a festa, dada a sua experiência de mulher madura, tanto mais que o casal parece pobre. De fato, só mesmo quem trabalha na festa percebe logo que o vinho está acabando e pode acionar os servidores para colocar-se à disposição do filho”.

É importante mencionar que a palavra “serventes” vem do grego diákonos. Esses “diáconos” são semelhantes aos nossos garçons de hoje. Eles faziam de seu “diaconato” uma profissão, Jesus, diante dos mais simples de toda a festa – dos marginalizados -, realiza seu primeiro e, até então, maior sinal de Salvação. Aqui, mais do que em qualquer outro lugar, fica bem claro o papel intercessor de Maria. Naturalmente, Jesus não realizaria milagre algum; pois sua hora ainda não tinha chegado. Realizou-o a pedido de Maria, sua Mãe. Maria, por sua vez, depois do pedido, não mais aparece na história, pois a realização e os méritos devem ser somente do seu Filho.

Estamos no versículo 6. Para muitos biblistas, este versículo, nesta perícope, é central. Ele informa que há seis talhas de água. Em cada uma delas cabiam cem litros d’água. O número 6 aqui é simbólico. Ele é o símbolo da imperfeição. Apesar de serem utilizadas para a purificação, as talhas eram em número de seis, quer dizer elas não purificavam de maneira perfeita, ou seja, não serviam para verdadeira purificação – aquela que dura para sempre. Quero lembrar que as talhas eram de pedra, o que nos lembra as tábuas da Lei.

“As talhas são de pedra (isso evoca as tábuas da Lei) e são seis (as seis festas judaicas relatadas no evangelho de João, frias, manipuladas e desligadas da vida)”. Nelas, Jesus vai mostrar que o impossível pode acontecer.

Pelo que indica o versículo 7, as talhas estavam vazias. O número 6 também significa isto. Se estavam vazias, não tinham utilidade. Jesus mandou que as enchessem de água. Para que não pairassem dúvidas, o versículo fala que as talhas ficaram cheias de água até a boca. A água, aqui, apesar de simbolizar a purificação, representa a antiga Lei, completamente ineficaz em si mesma.

O versículo 8 informa apenas que Jesus mandou tirar o “novo” líquido das talhas e levar para o mestre-sala. Este surge em nossa história como novo personagem. Até então, ele não tinha aparecido. Os serventes (diákonos) obedeceram, sem questionar. Jesus não falou palavras mágicas. Simplesmente, deu uma ordem.

O versículo 9 mostra o espanto, tanto do mestre-sala, do grego, arkitríclinos, quanto dos serventes. Eles achavam que dentro das talhas havia água, pois eram talhas de água, não de vinho. Principalmente os serventes, pois eles mesmos puseram a água nas talhas. Naquela época, os judeus costumavam colocar o vinho em odres (ct. Js 9,4.13; 1Sm 1,24; 10,3; 16,20; 25,18; 2Sm 16,1; Jr 13,12; Mt 9,17; Mc 2,22; Lc 5,37-38). Era muito mais comum usar o odre para vinho do que para água (cf. Gn 21, 14-15 .19) ou para leite (cf. Jz 4,19). Temos, neste versículo, a informação do autor de que a água se tornou vinho. O vinho nas talhas de pedra simboliza a nova aliança. Agora, plenamente eficaz em vista da antiga. As talhas continuavam sendo em número de seis, mas Jesus tornou perfeito o que era imperfeito. Agora, as talhas não serão usadas para a purificação conforme a lei dos homens ou de Moisés. As talhas não vão mais purificar temporariamente, pois Jesus “passa a oferecer a nova ‘purificação’, que não irá depender da Lei”. Elas contêm o vinho novo – símbolo do Sangue de Jesus – que não purifica somente as mãos ou partes do corpo, mas a alma, para que a pessoa se torne filha de Deus, cidadã do Reino, herdeira da Vida Eterna e plenamente purificada, a ponto de nem o pecado, nem a morte terem mais domínio sobre ela. “Em Caná, Jesus manifesta-se como o Filho do Homem que procede de Deus, simbolizado no vinho novo, que acaba com a economia antiga (a água das purificações)”. O mestre-sala prova o “vinho novo”, mas parece que não sabia que o vinho tinha acabado. Ele não provou o vinho tirado das talhas de purificação e nem sabia o que tinha acontecido anteriormente. Na verdade, ele nem sabia que aquele era um “vinho novo”. Jesus mandou que os serventes o tirassem da talha e levassem para o mestre-sala. Este chama o esposo para lhe chamar a atenção: é costume servir o melhor vinho primeiro e não o pior. O noivo já deveria estar desalentado. Sem saber, o mestre-sala, com uma pergunta, testemunha que aquele vinho era o melhor. A nova aliança gera vida, prazer e entusiasmo.

Vemos no versículo 10 que aquele vinho novo, o melhor de todos, salvou as bodas do maior vexame da cidade. Ele trouxe alegria, paz e harmonia entre os noivos e todos os que participavam da festa. Jesus salvou um casamento, devolvendo aos noivos a felicidade, a alegria e a esperança. Este foi o milagre maior. O mestre-sala teve dificuldades para acreditar que aquele vinho bom chegou por um milagre. Ele preferiu acreditar que o esposo tinha guardado o melhor vinho a acreditar que Jesus transformara água em vinho.

Enfim, chegamos no versículo 11. A salvação do casamento em Caná foi o primeiro milagre de Jesus, realizado com as intercessões de Maria. Depois deste primeiro milagre, Ele realizou outros em Caná, como a “cura do filho do funcionário do rei” (cf. Jo 4,46-54). Ali, ele começou a manifestar sua glória, e muitos, depois de verem os sinais que realizava, começaram a crer Nele (deixaram tudo para aderir ao projeto do Cristo).

As pessoas têm dificuldade em acreditar que Maria possa interceder, porque acham que uma pessoa morta não pode fazer isso. Talvez você não acredite que Maria tenha sido assunta ao céu. No entanto, segundo a linha de pensamento de João, Maria não está morta. Jesus fala em João: “Eu sou a ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá” (d. João 11,25-26). Afirmar que Maria está morta é não crer na Palavra de Deus. Se estiver viva, nada impede que interceda, como os 24 anciãos do Apocalipse (d. Ap 5,8).

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Com presença da Coordenadora Diocesana do MJ, Lívia Maria, RCC de Camocim realiza retiro para o Ministério Jovem (MJ)


O retiro aconteceu no dia 14 de Janeiro de 2018 no Sítio do Jorge Alan (Rua Santos Dumont, esquina com a rua Vila Paraná - Bairro Brasília), no horário de 8h às 12 horas. O objetivo desse encontro é retomar ações de linha de frente para a juventude de Camocim, de maneira a fazê-los estarem inseridos em missões e outras atividades de evangelização voltadas especificamente para a juventude de Camocim. O Ministério Jovem (MJ) é uma atividade de ofensiva carismática que realiza encontros para a juventude, de modo a fazê-los conhecer o Senhor e Salvador Jesus Cristo e se entregar a Ele, de modo criativo e dinâmico como é próprio do estilo jovem.

Os jovens que estavam presentes clamaram a ação do Espírito Santo e suplicaram a Deus um tempo de avivamento e restauração para a juventude camocinense, com ardor missionário. 


Na ocasião, estavam presentes a Coordenadora Diocesana do Ministério Jovem, Lívia Maria da cidade de Ubajara; o coordenador da Renovação Carismática Católica do Município de Camocim, Mário Roberto; o Coordenador do Ministério Jovem do Município de Camocim, Wendell Carvalho; dentre outros jovens que fazem parte dos Grupos de Oração da cidade de Camocim.  

Durante o retiro, houve momentos de louvor, oração, partilha e intercessão pela juventude. Lívia Maria (coordenadora diocesana do MJ de Tianguá) ministrou uma formação específica para os jovens presentes do MJ. Foi um momento enriquecedor e trouxe para a RCC de Camocim um novo olhar para o Ministério Jovem.



Com informações de Wendell Carvalho, Coordenador do MJ do Município de Camocim.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Com abrangência nas duas paróquias da cidade de Camocim, Mário Roberto é eleito novo coordenador da Renovação Carismática Católica de Camocim

Em Assembleia Carismática realizada nos dias 16 e 17 de Dezembro de 2017 na casa da tia Laís, a Renovação Carismática Católica de Camocim elegeu Mário Roberto como o novo coordenador da Cidade de Camocim, que no caso abrange os 06 grupos de Oração das Paróquias Senhor Bom Jesus dos Navegantes e Paróquia São Francisco das Chagas.  


A Assembleia Carismática é um encontro anual geralmente no fim de ano, onde toda a liderança da RCC de Camocim se reúne para fazer autoavaliação de seus passos no tocante à sua espiritualidade e missão, clamar a ação de Deus para o ano seguinte e seguir as direções das moções e revelações do Espírito Santo para o ano vindouro.



Estavam presentes os coordenadores dos 06 grupos de Oração da Cidade de Camocim (Teresinha, coordenadora do Grupo de Oração Cristo é Vida; Daniele, coordenadora do Grupo de Oração Renascer; Joseane, coordenadora do Grupo de Oração Novo Caminho; Angélica Moura, coordenadora do Grupo de Oração Vida Nova; valmir, coordenador do Grupo de Oração Sagrada Família e Luzia Evangelista, coordenadora do Grupo de Oração Restaurados em Cristo) e os coordenadores de ministérios Paroquial (Carlito Júnior, ministério de música; Beatriz Silveira, ministério de Pregação; Raquel, ministério de Formação; Luzia Nascimento, ministério de Promoção Humana; Adriana Borges, ministério de Oração por Cura e Libertação; Nalda, ministério de Intercessão; Wendell Carvalho, ministério Jovem; Ariana Soeiro, ministério das crianças; Geiciane, ministério de Dança e Artes; Mazé, presidente da ACADIMI; dentre outras lideranças).

Em 04 anos quem coordenou a RCC de Camocim foi Maria de Laís Fontenelle. Seu tempo esgotou, o que houve chamado de Deus e oportunidade para Mário Roberto, que tem a responsabilidade de coordenar um movimento tão ativo na Cidade de Camocim. Além dos 06 Grupos de Oração em finais de semana, a RCC de Camocim realiza ações de evangelizações de vários âmbitos e natureza. Veja algumas delas: envia pregadores e missionários para ministrar pregações e dirigir encontros outras cidade, realiza Encontro nos 04 dias de Carnaval para o resgate de almas, congressos de nível Paroquial, além de eventos como o Jesus na Praia, Jesus no Litoral e programas de evangelização no ar, nas rádios Pinto Martins (Programa Cristo é vida todo sábado de 14 às16 h) e Meio Norte FM (Programa Celebrando Pentecostes de segunda a sexta-feira nos horários de 20 as 21h).


Mário Roberto foi bem acolhido por todos os carismáticos e já articula ações de evangelização para o município de Camocim em ambas as paróquias (Igreja Bom Jesus dos Navegantes e Paróquia São Francisco de Assis).

Tendo como pressuposto a moção do Espírito de que estamos em "tempo de reconstrução", dentre tantas promessas para um novo tempo de avivamento e restauração para o Município de Camocim, já revelado em encontros realizados na casa do novo coordenador e da tia Láis, clamamos a Deus que venha um tempo de avivamento maravilhoso e que a glória de Pentecostes, o agir do Espírito esteja em Camocim tremendamente!










Programa Cristo é vida recebe coordenadora do Ministério Jovem da Diocese de Tianguá, Lívia Maria

Foi na tarde de 13 de Janeiro de 2018, através da rádio Pinto Martins (frequência 98,7 FM), no Programa  Cristo é Vida (programa 100% Católico que vai ao ar todo sábado das 14 h às 16 horas) que tivemos a graça de ter em nosso meio a jovem Lívia Maria, da cidade de Ubajara. Sua vinda para Camocim se dá por realizações estratégicas de algumas ações para o Ministério Jovem da cidade de Camocim, que tem como coordenador da cidade Wendel Carvalho. Em Camocim serão efetuadas ações evangelizadoras no tocante à missão voltada especificamente para a juventude.


No programa de rádio, Lívia Maria ministrou a pregação da Palavra de Deus (João 4), onde enfatizou o encontro pessoal com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, recebendo o amor de Jesus, a verdadeira água viva e o abandono do pecado para receber a vida nova que o Senhor Jesus Cristo veio nos trazer. Também foi entrevistada por Marina Lima, locutora oficial do programa Cristo é Vida. Na entrevista, explicou o que é o Ministério Jovem (MJ), seus objetivos e ações quanto a evangelização voltada para a juventude.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Pregação-Doutrinária sobre o "Amor de Deus" para o Retiro da Turma da Escola Permanente em: 15.07.2017 (Sábado)


Tema: O Amor de Deus
Editor e elaborador formativo da Pregação-doutrinária em curso: Cássio José
01.  INTRODUÇÃO
          Diferente de todas as religiões pregadas por este mundo afora, da qual, existe a concepção de um “deus distante”, geralmente recebendo adoração de criaturas e seres espirituais, numa supremacia reinante e que trata suas criaturas submissas ao seu reinado, o “Deus que criou os céus e a terra” (Gn1,1), apesar de ser “O Soberano dos reis da terra” (Ap 1,5) e que, apenas “Com o sopro de sua boca destrói seus inimigos” (II Ts 2,8), “Ele precipitou no mar os carros do faraó e seu exército; a elite das tropas afogou-se no mar vermelho” e ainda, fez com que “Sobre eles baixasse o tremor e temor. A grandeza de seu braço os deixaram petrificados, até que passasse, a pé enxuto, o povo que adquiriste”(Ex 15,4.16); é um Deus, pela qual, “o nosso coração arde um fogo de amor apaixonante”. 
          Quando iniciamos a nossa caminhada na Renovação Carismática Católica (Grupo de oração, ministério) e nos “passos de Jesus”, entramos com “um coração de pedra”, como nos atesta o profeta Jeremias (Jr 36,26b) e somos levados a crer que “ O Senhor esqueceu-se de nós e nos abandonou”, como declara o profeta Isaías (Is 49,14). Desta maneira, apesar de estarmos “caminhando na Obra de Deus”, ainda nos comportamos como “palhas carregadas pelo vento” (Salmo 1,4). Temos até a mania de, apesar de sermos servos de Deus ou “formandos na experiência de algum ministério”; “termos amizade com o mundo” (Tiago 4,4), e sermos servos “incrédulos, rebeldes, com o coração desviado e desobedientes” (Hb 4, 8,12,16-19). Além disso, os que olham para nós, não enxergam homens e mulheres convertidos e salvos em Jesus Cristo, levando o Deus do Amor e da Misericórdia; mas, “carismáticos fariseus da atualidade”, que só pelo fato de estar em algum status, ministério, coordenação paroquial, de grupo de oração, diocesana, estadual, nacional,... têm o direito de julgar, condenar e lançar no inferno os que “não estão conosco”.
          Pergunta-se: Essa atitude é o verdadeiro comportamento dos que tiveram um encontro pessoal com o Senhor Jesus Cristo? Nesta pregação doutrinária, pretendo refletir acerca da autenticidade do amor de Deus que recebemos. Caso isso não o tenha acontecido, exorto os irmãos a fazê-lo isso imediatamente: encontrar o Amor Perfeito: Aquele que não se cansa de nos amar. Não nos lança nos infernos e que o seu amor não é “por causa de”, mas: “apesar de”. Você está preparado para experienciar este Amor Verdadeiro, que é incondicional, misericordioso, presente, zeloso, que pensa no nosso futuro, que nos salvou da ira dos infernos e nos deu liberdade eterna...?    
02.  MAS, E ENTÃO, O QUE É ESSE “AMOR DE DEUS”?
Com toda a certeza, ao entramos na RCC e em algum Grupo de Oração, a pregação acerca do amor de Deus ou as músicas que foram ao encontro das nossas carências, fizeram-nos refletir de que somos amados pelo Senhor! Com certeza você deve ter alguma canção que marcou sua conversão ou foi ao encontro de suas feridas mais profundas.
Tanto na vida dos santos, como na musicalidade católica e na pregação feita pela Igreja, vemos claramente as expressões que são usadas para demonstrar o quanto fomos amados e encontrados por um Ser que nos encontrou.
Exemplos disso em músicas que tocaram muitas gerações no âmbito carismático: “Eu te encontrei. Não vou te deixar. Jesus, ensina-me a te amar! Eu quero me apaixonar por ti. E só contigo ficar. E só pra te olhar e me deixar ser conduzido por ti...”, “Amor tão grande. Amor tão forte. Amor suave. Amor sem fim. Que a própria morte transforma em vida. Abraço eterno de Deus em mim. Nem as torrentes das grandes águas conseguirão apagar esse amor. Pois suas chamas são fogo ardente. Mais do que a morte é tão forte esse amor”, “Eu quero amar, eu quero ser aquilo que Deus quer, sozinho eu não posso mais viver! Vem Espirito, Vem Espírito! Sozinho eu não posso mais, sozinho eu não posso mais viver!”
Como testemunho de músicas, das canções que mais tocaram o meu coração e arrancaram lágrimas lá do porão do meu passado, está “Com Tua mão”, Suely Façanha e “Só por ti”, Eugênio Jorge. Cantemos uma delas:
Com Tua mão, oh meu Senhor/ Segura a minha/Pois não me atrevo a um passo só/Sem teu amparo, sem teu apoio (bis)/ Eu não darei, eu só iria fraquejar/ Eu andaria a vacilar/ Sem Tua mão a me sustentar/ Mas se Tua mão me segurar/ Eu correrei até voar/ Subirei apoiado em Ti.
            Santo Agostinho, quando se converte ao Senhor e Salvador Jesus Cristo, afirma ter encontrado esse Amor, que há 30 anos procurava em todos os lugares e não o havia encontrado. Veja um pequeno trecho:
Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova… Tarde Te amei! Trinta anos estive longe de Deus. Mas, durante esse tempo, algo se movia dentro do meu coração… Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava… Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou, porque Tu me deixaste conhecer-Te. Entrei no meu íntimo sob a Tua Guia e consegui, porque Tu Te fizeste meu auxílio.
[Santo Agostinho, Confissões 10, 27-29]
            O Catecismo da Igreja Católica vai nos dizer no parágrafo de 27: O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Introdução ao Estudo da Apostasia

Da Série: Estudo da Sobre a Apostasia.
Assuntos correlatos: Parusia, Segunda Vinda de Cristo.

    

Foi impressionante a atividade missionária do Senhor Jesus Cristo em levar a Palavra do Reino de Deus à todos os homens e mulheres de sua época. Não importava o tempo em que “aquele homem da Galileia” pregava. Como Messias que ele era, em seu desígnio, além de curar, libertar, sarar, transformar o ser humano, estava o legado de levar o anúncio do Reino de Deus aquele povo judeu. O primado dos profetas, com toda a profecia, plenificava-se no próprio Deus-homem, uma vez que deixou Seu Trono glorioso para está com as criaturas tão amadas. Na beira de um mar, na sinagoga, nos montes ou vilas. Sermões, parábolas, ensinos, doutrina, etc; o fato é que as pessoas ficavam impactadas com cada palavra que saia dos lábios daquele homem, o Deus Encarnado, que se fazia presente no meio dos homens pecadores. O Santo em meio aos homens decaídos!

O apóstolo Pedro, no início de seu ministério, atestou, quando pregava à casa de Cornélio: “Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Por toda a parte, ele andou fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo diabo”.

(Atos dos Apóstolos 10, 38)

Você já imaginou que multidões de almas foram arrancadas das garras de Satanás a partir do momento em que o Senhor Jesus encarnou-se e veio habitar entre nós? Grande foi a guerra que Jesus travou com o império das trevas ao levar o anúncio do Reino de Deus, já que outro reino imperava no mundo até o dado momento. Em Cafarnaum, numa das curas realizada pelo Senhor Jesus percebemos isso claramente esclarecido pelas Sagradas Escrituras. Analise o que o próprio espírito maligno revela:

Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: o Santo de Deus!”

(Marcos 1,24)

O inferno já sabia que seu tempo de “glórias”, estava com os dias contados. Brevemente, os homens voltariam ao seu estado de comunhão e amizade com o próprio Deus! As algemas e grilhões ao pecado já não teriam mais sentido para todos os homens e mulheres que se renderiam ao Amor de Deus em suas vidas. Afinal de contas, como nos diz o apóstolo João em sua epístola: “O Filho de homem se manifestou para destruir as obras do diabo” (I João 3, 8b).

Quando na cruz, Jesus entrega todo o seu ser como sacrifício verdadeiro ao Pai, derramando seu sangue pela humanidade, Ele adquire para Deus “gente de toda tribo, língua, povo e nação”. (Apocalipse 5, 9). Por isso, afirma o apóstolo Paulo em I Coríntios 6,20: “Fostes comprados, e por um preço muito alto!”

Pronto! Não estamos mais em dívida com o pecado e nem mesmo com Satanás, já que “Não há nenhuma condenação para os que estão no Cristo Jesus!” (Romanos 8,1).

O agravante, no entanto, é que Satanás tenta de todas as formas, fazer o gênero humano regressar no seu afastamento para com Deus, já que não pode desfazer a Salvação que já nos foi conquistada pelo sangue do Senhor Jesus!

Antes do retorno do Senhor e Salvador Jesus Cristo, sua tentativa será fazer os homens e mulheres que se renderam ao Filho de Deus com suas vidas e renunciaram ao pecado e a vida velha, se voltem atrás, assim como o povo fez no deserto, para que não adentrem a Nova Canaã: os Céus, conquistado a muito preço pelo sangue de Jesus. Isso seria; por tanto, a apostasia. Ela não é destino os incrédulos. Mas dos fiéis seguidores de Jesus. Renegar a fé e deturpá-la é o maior desejo de Satanás nos últimos dias, pois “sabe que lhe resta pouco tempo” (Ap 12,12).

A Apostasia vai ser um forte tempo de crise de fé que acontecerá no âmbito do Cristianismo em detrimento da Impostura Religiosa que acontecerá nos últimos tempos da qual, muitos homens e mulheres que abraçaram a fé em Jesus Cristo, largarão a esse Deus e Reino maravilhosos para voltar as garras do Príncipe deste mundo.

                                                                                                        Cássio José



A devoção à Maria, a Nova Eva

A devoção a Virgem Maria como a nova Eva e a sua cooperação na obra da Salvação. 
A devoção a Virgem Maria, a nova Eva e a nossa salvação
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
A Tradição da Igreja testemunha que a devoção e a invocação da Santíssima Virgem Maria como nova Eva está presente desde os primeiros séculos do cristianismo: “Com efeito, já no século II, esta doutrina de Maria, nova Eva, está universalmente admitida, e os Padres que a expõem não o fazem como se fosse uma especulação pessoal, mas como doutrina tradicional na Igreja, que se apoia nas palavras de São Paulo, em que ele chama Cristo de novo Adão e o contrapõe ao primeiro, como a causa da salvação se opõe à da queda (cf. 1 Cor 15, 45ss; Rm 5, 12ss; 1 Cor 15, 20-23). Os Padres relacionam estas palavras de São Paulo com o relato da queda, da promessa da redenção e da vitória sobre o demônio (cf. Gn 3, 15) e com o relato da Anunciação (cf. Lc 1, 26-28), onde se fala do consentimento de Maria na realização do mistério da Encarnação redentora. […] Pode-se, pois, e ainda se deve ver nesta doutrina de Maria – nova Eva associada à obra redentora de seu Filho – uma tradição divino-apostólica”1.
No princípio, Eva cooperou moralmente para a queda, cedendo à tentação do demônio, por um ato de desobediência e induzindo Adão ao pecado (cf. Gn 3, 1ss). Maria, a nova Eva, ao contrário, cooperou moralmente para a nossa redenção, conforme o desígnio de Deus. Pois, a Virgem de Nazaré acreditou nas palavras do arcanjo Gabriel e consentiu livremente para a realização do mistério da Encarnação redentora do Verbo (cf. Lc 1, 26-38), aceitando também, como consequência, todos os sofrimentos para ela (cf. Lc 2, 35) e seu Filho.
Maria cooperou livremente no desígnio divino de salvação para a humanidade. Entretanto, a nova Eva não é a causa principal e efetiva da redenção que nos foi alcançada por seu Filho Jesus Cristo. Ela não podia resgatar a nossa dignidade, nossa justificação, porque não era capaz de uma ação divina, de valor intrinsecamente infinito, que só uma pessoa divina encarnada é capaz de realizar. A Mãe de Deus é realmente “causa secundária, subordinada a Cristo e dispositiva de nossa redenção”2. A mediação de Maria é subordinada a Cristo não só no sentido de ser inferior, mas também porque ela coopera para a nossa salvação por uma graça proveniente dos méritos de seu Filho, e age n’Ele, com Ele e por Ele. Cristo é o mediador universal supremo entre Deus e a humanidade e, como parte desta, “Maria foi resgatada pelos méritos do Salvador, por uma redenção preservadora, não libertadora, posto que foi preservada do pecado original e logo de toda falta, pelos méritos futuros do Salvador de todos os homens”3.
Assista vídeo do Padre Paulo Ricardo com o tema “A Mãe do Salvador e a Nossa Vida Interior”: 
Ouça áudio do Padre Paulo Ricardo com o tema “A Mãe do Salvador e a Nossa Vida Interior”: 
No Calvário, aos pés da Cruz, a Virgem Maria entregou-se junto com o Redentor, o novo Adão, podendo com razão ser chamada de nova Eva e corredentora. Nossa Senhora, por instituição do próprio Jesus (cf. Jo 19, 26-27), é responsável pela geração espiritual de todos os homens, até o fim dos tempos. “Maria é nossa Mãe espiritual e adotiva, no sentido de que por sua união com Cristo Redentor, nos comunicou a vida sobrenatural da graça”4.
Assim, a Santíssima Virgem Maria, como mediadora entre nós e seu Filho Jesus Cristo, oferece orações e súplicas pela humanidade e, ao mesmo tempo, distribui as graças necessárias para a nossa salvação. Da mesma forma que Eva foi dada a Adão como ajuda adequada de ordem natural (cf. Gn 2, 18), Maria, a nova Eva, nos foi dada como auxílio de ordem material e principalmente de ordem espiritual. Por isso, como discípulos amados de Jesus Cristo, acolhamos a Virgem Maria em nossas casas (cf. Jo 19, 27), em nossas vidas. Pois, a nova Eva foi dada a nós como auxílio materno na vida presente, mas também em vista da vida futura, no Reino dos Céus. Confiantes em seu amoroso auxílio materno, rezemos com confiança a Santíssima Virgem, especialmente o santo Rosário. Nossa Senhora, Mãe da Igreja, rogai por nós!
Referências:
1 GARRIGOU-LAGRANJE, Réginald. La Madre del Salvador y Nuestra Vida Interior. Buenos Aires: Desclée, 1947, p. 160.
2 Idem, p. 161-162.
3 Idem, p. 162.
4 Idem, p. 163.

Natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, explicado no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, descobriu o caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.

sábado, 27 de maio de 2017

5 motivos que fazem Satanás adorar pornografia

pecado
Todos os anos, em minha aula de Cristianismo e Meios de Comunicação no Colégio Beneditino, abordamos a pornografia – o rolo compressor da mídia de massa no século 21
E a cada ano o problema da pornografia piora. A mais recente: os dois serviços de streaming de vídeo online mais populares estão apresentando programas pornograficamente amigáveis – um documentário e um filme biográfico.
Eu não assisti, nem vou assistir a nenhum deles. Mas o fato de eu ter falado com exorcistas recentemente me fez perceber algo sobre esse fenômeno: o maior fã de pornografia é Satanás.
Por quê?
Primeiro: Satanás adora pornografia porque ele odeia liberdade.
Quando renovamos a nossa promessa batismal, a Igreja pergunta: “Você rejeitar Satanás, de modo a viver na liberdade dos filhos de Deus?”
Praticar a pornografia é o mesmo que responder: “Eu não”. A pornografia milita contra a liberdade. A ciência disso é bem conhecida: o cérebro humano, quando estimulado por imagens eróticas, despeja substâncias químicas na corrente sanguínea que empurram o acelerador do espectador para a mais alta velocidade, no modo “me dê mais”. Uma paradinha movida pela curiosidade rapidamente se transforma em um vício obsessivo.
Brincar com pornografia é como abrir a janela de um avião pressurizado a uma altitude elevada. Ele te puxa para dentro e cospe para fora.
A mesma coisa acontece com as mulheres envolvidas na indústria da pornografia. Mulheres que procuram carreiras de modelagem ou uma breve injeção de dinheiro em tempos difíceis caem rapidamente nas garras de uma indústria degradante, com suas imagens circulando online para sempre, mesmo que elas se arrependam.
Segunda razão pela qual Satanás adora pornografia: a estrutura cabal do pecado
Quando mentimos, enganamos ou roubamos, nós cometemos pecados sozinhos. Quando nós envolvemos outras pessoas em nosso pecado, é pior. Mas o que dizer de um pecado que ajuda a criar, perpetuar e turbinar sindicatos internacionais do pecado?
A pornografia é a ferramenta que Satanás usa para arrastar grupos inteiros de pessoas – artistas, programadores, vendedores e transeuntes inocentes – para baixo do seu covil.
Terceiro: Satanás adora desfigurar a imagem de Deus.
A meta final de Satanás não somos nós; é Deus. Como ele não pode atingir o Senhor e nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus, atingir-nos é a sua melhor opção.
Se entendêssemos como as nossas almas são imensas e como elas refletem lindamente a Santíssima Trindade, nós iríamos nos amedrontar com a nossa responsabilidade. Satanás entende isso e usa todas as oportunidades para quebrar essa imagem.
Quarto: o demônio adora fazer as pessoas se parecerem com animais.
No capítulo 12 do Apocalipse, há a visão de uma mulher – um ser de carne e sangue humanos – vestida com o sol e coroada de estrelas, que enfurece os anjos desobedientes.
Os demônios, criaturas feitas apenas de espírito, não conseguem suportar um ser superior a eles. Então eles adoram mostrar o quão nojentas são essas criaturas humanas.
Um exorcista me descreveu como as vítimas de possessões, muitas vezes, imitam animais – grunhindo ou arqueando suas costas. Os demônios não se apropriam de mais pessoas porque nós as salvamos. Nós escolhemos imitar animais por conta própria.
 Quinto: o diabo adora destruir a inocência das crianças.
No capítulo 18 de Mateus, quando os apóstolos discutem quem é o maior, Jesus coloca uma criança no meio deles. Depois, alguns versos à frente, acrescenta que qualquer um que cometer pecado contra uma criança deveria atirar-se ao mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço.
Os demônios já escolheram a pedra.  Agora, eles querem pecar contra o maior número de crianças possível.
Eu acho que, junto com o aborto, a história vai nos condenar por nossa recusa em proteger as crianças da pornografia. Até mesmo um conhecido ator pornô está revoltado com a forma pela qual as crianças experimentam a pornografia.
A razão para o nosso fracasso aqui é óbvia: os adultos querem acesso fácil e anônimo para pornografia. Nós nos preocupamos mais sobre como proteger o acesso ao que fazemos do que em proteger os nossos filhos de acessarem por conta própria.
Os demônios são como insetos predatórios.
Eles se preocupam única e exclusivamente com uma coisa: furar sua alma e colocá-lo contra Deus. A pornografia é meio que ele usa para quebrar sua colmeia ali no seu desktop.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

A POSTURA DO CRISTÃO DIANTE DAS NOVELAS

RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA DE CAMOCIM
Paróquia Senhor Bom Jesus dos Navegantes
Formação para os Grupos de Perseverança: Grupos de Oração Renascer, Novo Caminho e Cristo é vida.

TEMA: A POSTURA DO CRISTÃO DIANTE DAS NOVELAS

Por Cássio José
[Formação ministrada na Igreja do Cruzeiro na noite de 11 de Abril de 2016 para as turmas de Grupo de Perseverança dos seguintes Grupos de Oração: Renascer, Novo Caminho e Cristo é vida]

1.      INTRODUÇÃO: APROVEITANDO CONCEITOS DO MEIO ACADÊMCIO

No estudo de hoje, trataremos um pouco sobre a cruel realidade que as novelas têm provocado no ambiente cristão tal como o declínio da nossa fé, o crescimento do ateísmo, o ataque às nossas famílias e aos alicerces desta instituição divina, às doutrinas e ideologias que as novelas trazem para os nossos filhos e, de maneira geral, conscientizarmo-nos de que como cristãos verdadeiros e genuínos, devemos evitar assistir a tal artimanha usada por Satanás na atualidade.

            Antes de tudo, seria bom revermos a nossa famosa e muito usada falácia quando, procurando justificar o hábito de assistir novelas, muitos cristãos geralmente fazem a seguinte pergunta: Que mal faz em assistir novela? Muitos dizem que ao assistir novelas, eles não são influenciados pelas novelas porque tem maturidade cristã e não cairão na alienação. Outros dizem que as novelas são formas de lazer e entretenimento. E ainda há aqueles cristãos que dizem que as novelas retratam o real da sociedade e, por isso, assistem novelas. Mas, na verdade, isso é puro engano e ilusão.

Segundo o Dicionário Escolar de Língua Portuguesa Michaelis, NOVELA, é:

“Narrativa em capítulos transmitida pelo rádio ou pela televisão”.

O artigo científico A telenovela brasileira: origem e características, da PUC-Rio de Janeirodefendendo a tese de que as novelas surgiram a partir dos folhetins de jornal, quando em seus rodapés havia histórias de amor e de outros variados enredos, e depois isso se evoluiu quando surgiu o rádio e em seguida, isso veio a tomar uma proporção de audiovisual, com o surgimento da televisão, onde a novela tornou-se um dos principais hábitos brasileiros (chamam até mesmo de cultura), afirma algo que nos chama a atenção, que é o motivo do tema escolhido:

“... A origem da telenovela como sendo não apenas o nascimento de algumas das suas características narrativas ou práticas sociais relacionadas, mas o ponto onde uma indústria se apropria desse conjunto de elementos, subjulgando-os a uma intencionalidade não artística, e sim de ordem econômica”.

A monografia Análise do Discurso das mulheres da novela Páginas da Vida, de autoria Mila Romeiro Taveiros, quando concluiu o curso de Comunicação Social, habilitação em Publicidade e Propaganda, da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB.em 2007, afirma que as novelas podem trazem um impacto e influência para quem assiste:

As telenovelas são um dos programas mais populares da televisão brasileira. Sucesso de público e audiência, as tramas abordam temas de forte repercussão na sociedade capaz de mudar opiniões, influenciar comportamentos e provocar discussões até nacionais.

Já na introdução (Página 05), Mila Taveiros nos afirma:

As tramas ficcionais incorporaram-se ao dia-a-dia das pessoas com personagens, falas, problemas e os telespectadores começaram a influenciar os valores, os hábitos e os comportamentos. As meias de “lurex” de Dancin’Days(1978); o turbante da viúva Porcina, de Roque Santeiro (1985); o colar de borboleta da personagem de Letícia, em Malhação (2004), o vestido de Vitória na novela Belíssima (2005), são exemplos de moda lançada nas telenovelas que viraram “febre” nacional.

Infelizmente as novelas têm conseguido causar um estrago gigantesco na vida de muitos cristãos. Ficar diante da telinha tornou-se um hábito cultural, principalmente no nosso país que tanto tem investido pesadamente nesse ramo comercial eletrônico para propagar suas ideologias e aproveitar para a propaganda comercial.

Não é estranho afirmarmos que as novelas estão a serviço da Nova Ordem Mundial, que é o maior propósito da Nova Era, quando vemos e notamos, que as grandes pregações satânicas estão sendo anunciadas através da televisão, por exemplo. As novelas têm sido o meio e instrumento primordial do Inimigo Número 1 de Deus para levar perdição e maldição a muitos homens, mulheres e crianças de todos os povos, independentemente até mesmo, da faixa de idade.

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